Qual é a essência do Sobrevivencialismo?

Recentemente publicamos um pequeno vídeo mostrando a história de um dos candidatos da Oficina de Desgaste e Resiliência (ODR) que realizamos nos dias 28 e 29 de Abril deste ano e uma série de dúvidas surgiram, inclusive alguns questionamentos sobre a real validade deste tipo de abordagem dentro do Sobrevivencialismo. Então… Vamos conversar.

Para entender melhor a discussão é importante que você veja o vídeo (clique aqui). 

Antes de tudo, aqui vão alguns questionamentos que me deixaram inspirado a escrever este texto.

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Vale lembrar que estamos aqui não para agredir ou ofender, apenas para discutir visões. As pessoas acima estão sim muito certas em questionar nossas iniciativas, então vamos respondê-las de maneira bastante clara.

Para quê somos sobrevivencialistas?

Depois de todo esse tempo produzindo conteúdos aqui achamos que o propósito estava claro, mas se questionamentos surgem, eles devem ser respondidos. Comecemos com o básico:

Um sobrevivencialista se prepara para situações de dificuldade, geralmente causadas por desastres naturais ou crises sociais.

Não, Sobrevivencialismo não se trata de saber acampar, nem mesmo de fazer fogueira. Isso é apenas um pequeno escopo de uma prática muito maior, que abrange as mais diversas áreas da vida. É claro que a frase acima nos leva a uma conclusão bastante óbvia: para nos preparar para o pior nós dedicamos boa parte de nosso tempo para aprender e dominar várias técnicas de sobrevivência, preparação, sustentabilidade e defesa.

Isso significa que qualquer habilidade que possa lhe manter mais autossuficiente em situações complicadas é válida para o nosso repertório. Mas… Pra quê? Simples:

Manter a saúde física e mental de nossa família e de nós mesmos, para defender a liberdade e o direito de existir mesmo em situações extremas.

Dito isso, acredito que podemos seguir em frente.

A habilidade mais importante é também a mais difícil de ser treinada

Mais do que habilidades de selva, manuseio de armas ou semelhantes, o equilíbrio mental é o fator que deve ser levado em consideração como prioridade em nossas preparações. Um indivíduo mentalmente frágil nunca conseguirá usar suas habilidades ou ter alguma utilidade quando um cenário hostil se apresentar à sua frente.

Talvez eu veja isso de forma tão enfática por ser Psicólogo, mas por outro lado basta ler alguns relatos de sobreviventes e perceber o padrão bem claro: Sobrevive o que tem esperança, o resiliente, o criativo.

Logo, nada mais justo do que começarmos a atuar presencialmente justamente neste ponto crítico de nossa prática. Por isso surgiu a Oficina de Desgaste e Resiliência, que tem como proposta simular um ambiente hostil e desafiador para levar os candidatos aos seus limites físicos e mentais, porém sempre em completa segurança (coisa que não é possível em situações reais).

Ok, mas usar métodos militares é realmente necessário?

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Os métodos militares de treinamento são talvez a forma mais antiga de levar seres humanos ao ponto extremo de resistência, isso é indiscutível. São nos moldes militares que é possível transformar um “zé” em um soldado preparado para defender os ideais de sua corporação e nação – e isso é REALMENTE complexo de ser feito.

Escolhemos esta abordagem especialmente pelo efeito que ela pode causar no comportamento humano. A combinação de uma condução autocrática (onde o instrutor é quem manda e não há espaço para contestar) e a implementação de uma disciplina rígida são capazes de gerar um grande estresse emocional nos candidatos, que em sua maioria nunca se viram em uma situação de tamanha vulnerabilidade.

Na crise não há espaço para uma conduta democrática – não é uma verdade que eu goste, mas senti na pele. Em uma situação de necessidade extrema ações duras precisam ser tomadas e só sobrevive quem se mantém operacional e prático. O que devaneia sobre um mundo melhor e se recusa a entender a realidade a sua frente está fadado a ter problemas (vide textos do Selco).

Além disso, hierarquia não se trata apenas de imposição de poder. Se trata de respeito. Se você está em um projeto onde está tendo o privilégio de ter instrutores altamente qualificados conduzindo você para uma versão melhor de si mesmo, por que não chamá-los de “senhor”? Eu venho de um tempo onde aprendi que todos mais experientes que eu devem ser tratados desta forma.

E o que diabos é essa tal ODR? Qual seu objetivo?

ODR não é um curso feliz e amigável. Ela foi construída para lhe receber com hostilidade e mostrar que você é quebrável como qualquer outro ser humano. Os instrutores são focados em se mostrarem duros e desafiadores com o único intuito de tirar seu equilíbrio emocional de maneira gradativa e controlada, e isso não se faz de maneira moderna e “nutella” (como diriam as gírias atuais).

Como dissemos mais acima, a proposta é levar você até o seu ponto de quebra para que a partir daí você consiga desenvolver estratégias de fortalecimento para a área que te derrubou. Por exemplo, nesta edição piloto tivemos um candidato que desistiu pois não aguentou passar a fase dos testes físicos alegando que sentiu o preço que o cigarro estava cobrando em seu corpo. Resultado? Já está há duas semanas sem fumar para se preparar melhor para a próxima edição.

Na vida nós só mudamos por duas razões: amor ou dor. Na ODR vimos os dois casos, onde pessoas se mantiveram focadas até o final para orgulharem seus familiares e outros que seguiram até o final pois estavam cansados da vida que levavam.

Concluindo…

Sei que posso estar soando um pouco amargo demais, mas confesso que me decepciona e também me preocupa ver pessoas com abordagens que parecem estar fora da realidade do que é um cenário de crise. Fico me questionando… Será que eles não entenderam o que é o Sobrevivencialismo (menos mal) ou acreditam serem indivíduos superiores que nunca passarão por situações de necessidade extrema? Em todo caso, ambos são preocupantes.

Aqui no portal nós já passamos pelo básico, agora é hora de puxar as coisas para cada vez mais próximo da realidade. Chegou a hora de realmente sujarmos as mãos.

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Até.

 

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19 Comentários

  • ANDRE ANDRADE

    Olá Equipe Sobrevivencialismo.
    Parabéns por mais um importante passo no trabalho de vcs!!!
    Deixo aqui meu pedido de mais temas de oficinas.
    Grande abraço a todos

  • antonio carlos fracasso

    Sou um seguidor sobrevivencialista em busca de melhorar nossa visão de como viver melhor numa sociedade mais justa e humana. Achei a idéia interessante mas ao assistir fiquei impressionado com algumas abordagens e concordo com algumas falas contrárias. Por isso digo: Cuidado! nosso país já vive um intenso e forte impacto dos imperialistas de um mundo de imposição. A prática via militarismo, pessoas com visão militar levam aos extremos alguns pontos que são desnecessários. E os extremos nem sempre é a melhor saída para um sobrevivencialista. Vejo tal prática como práticas nazistas de lidar com o ser humano, para impor uma idéia fixa, a tal lavagem!…entenda como quiser. Quando se tem um indivíduo chamando o outro de bosta! de seu merda!. Isso é resquício de uma sociedade fadada ao fracasso. Meu ponto de vista sobre ser um sobrevivencialista é saber minimizar os riscos em momentos de crise e ponto. Que riscos são esses: a falta de alimentação, a falta de humanidade, a falta de água, a falta de um local seguro, a falta de saber lidar com a natureza, a falta de entender e saber como dar mão para tirar o outro de um cenário de risco, a falta de saber lidar com o próximo quando o próximo está muito próximo. abraços!!

  • Pingback: Sobrecast 58: Oficina De Desgaste E Resiliência – O Que Diabos É Isso? | Sobrevivencialismo

  • Vapera,

    Perdoe-me o questionamento, mas não ficou claro para mim. Qual o seu conceito de sobrevivencialismo e qual a preparação que um sobrevivencialista deveria ter?

    Um grande abraço

    • Caro Adriano, sobrevivencialismo para mim é conseguir se manter íntegro em qualquer circunstância, ou seja, nos corrompermos em ideologia alheia para mim não é sobrevivencialismo, pois no caso somos “lobotomizados” (sem trocadilhos com o sobrenome do Dono do blog) e não somos mais nós mesmos, somos massas amorfas obedientes aos desígnios de outrem (exatamente o que somos em realidade, submetidos e estupidificados pelo estado só funcionamos dentro das espectativas do estado).
      Posta essa evidencia INCONTESTÁVEL, vamos ao meu entendimento de sobrevivencialismo.
      Em primeiro lugar sou vegetariano desde que nasci, ou seja, defunto para mim é MORTAL< eu morro de septcemia se ingerir cadaver, sequer posso receber sangue de uma pessoa cadavorsita, pois o sangue dela é completamente ácido e me mata, ademais não entendo como pertinente ingerir sangue alheio, se o meu não for suficiente é hora de morrer.
      Só nessa primeira colocação fica patente que em caso extremo sei bem que viro alimento de desesperados loucos, pois cadavorista é louco de base, vide Voltaire:""Os homens que comem carne e tomam beberagens fortes têm todos um sangue azedo e adusto, que os torna loucos de mil maneiras diferentes. Sua principal demência se manifesta na fúria de derramar o sangue de seus irmãos e devastar terras férteis, para reinarem sobre cadaveres".
      Como vê, a humanidade atual é exatamente isso!
      Dementes sádicos que se esbaldam com a dor e desgraça alheia, comem a morte em busca de vida, só isso já mostra a patologia!
      Somente frutas, ovos não galados (ovos são a menstruação das fêmeas que põe ovos), mel e leite MATERNO são alimentos REAIS, desenvolvidos para nutrir.
      Qualquer outro regime é uma aberração em função de necessidades ou MUTAÇÕES (o caso da humanidade).
      Posta essa questão fica patente que minha vertente sobrevivencialista não passa pelo coletivo, até porque vegetarianos são raros.
      Assim entendo o foco do sobrevivencialismo a INTELIGENCIA, e somente ela, e não é inteligente se submeter as leis alheias, afinal as leis alheias beneficam o alheio e não nós.
      Uma evidencia dantesca, mas não percebida: todos se afeiçoam a celulares, smatfones, e essas ferramentas são ESPIÕES sabe-se lá de quem, e pior são leitores biométricos!
      Vou explicar o que é biometria desses aparelhos, é leitura de assinatura eletromagnética.
      E tubarões, patos, monotremados, e mais uma cambada grande de animais CAÇÃO USANDO ESSA BIOMETRIA.
      O tubarão, arraias e quimeras têm corpusculos no rostro e na linha lateral chamados ampolas de lorenzini, esses corpusculos são ANTENAS (antenas são leitoras/detectoras de emissões eletromagnéticas em espectros específicos, dadas suas características) detectoras de emissões biológicas, exatamente igual ao método feito por smartfones e outros gadgets!
      Sinais eletromagnéticos iguais em sentidos opostos e mesmo período se ANULAM, ou seja se uma antena de celular emitir um sinal exatamente igual o seu contra vc, vc cai morto de "mal súbito"!
      É dessa maneira que abafadores de tiro funcionam e anulam o som do tiro mas não o da voz, pois ondas mecânicas funcionam da mesma forma que as eletromagnéticas.
      Resumindo, o estado, as multinacionais, os donos dos sistemas de aparelhos de comunicação podem matar qualquer um sem serem notados.
      Só essa evidencia me diz que estamos em um jogo muito mais macabro do que nossa falsa filosofia diz!
      Entendida essa evidencia fica patente que sobreviver implica em se DEFENDER do maior inimigo do ser humano, o ESTADO e seus donos, AS ELITES.
      E em jogo nessa esfera só nossa inteligtencia e multidisciplinaridade nos dará alguma chance de sermos autarquicos.
      Viver como escravo é estar morto de qualquer maneira.
      Agradeço a atenção

    • Observo mais, não estou dizendo que a proposta do curso é errada, estou dizendo que é ESPECÍFICA, somente isso, ela só contempla o perfil do obediente, do comensalista, do sociável e sobretudo do disposto a permitir que outro seja o capitão da nau dele! Resumindo, é o perfil do que prefere embarcar na nau dos outros e ser marujo do que ser navegador solitário.
      E como já postei aqui, sou seguidor do conceito navegador solitário, sou mais Aleixo Belof do que família Schurmann, sou mais Amir Klink dos tempos “antigos” do que depois da fama!
      Assim, não menospresando a proposta acho ela mais eficaz para construir soldados de blackops ou capacetes brancos do que Robinsons Crusoés. E afirmo isso porque bem sei que o lider, o que gosta de liderar gosta de conquistar e só é possivel a conquista com o uso da guerra e de soldados!
      Esse é um sobrevivencialismo que entendo frágil, pois em minha opinião o caos não é o programado pelo estado, esse já tem dono e já tem resultado pré-programado.
      O caos será as manifestações da natureza contraa imbecilidade humana, e nessa esfera sobreviver implica em bem mais do que ficar resiliente a melindres de psicopatas, nessa esfera sobreviver implica em extrapolar limites, algo mais Dan Osmam e Bruce Lee, do que exército de Gengis Khan.
      É isso.
      Minha preparação é mais espiritual e idiossincrática a minhas características.
      Sem conhecer as suas não tenho como te dizer como funciona pontualmente.
      Agradeço a atenção.

    • Mais uma vez o wordpress não me permitiu postar a segunda parte do comentário.

  • Acrescentarei um outro detalhe: Os dominantes, as elites, já tem seus exércitos, suas armas e suas posições desde SEMPRE, pois são eles os geradores do caos, ou os escondedores do caos!
    Existe um papo de que tem um planeta se aproximando da Terra (isso foi matéria em um artigo da nasa em 1983) e é o causador dos desequilíbrios atuais do nosso bioma. Só que se é fato, é evidente que todas as elites já fizeram seus bunkers, suas bases, seus estoques e o mais importante, já montaram seus exércitos e armados até os dentes!
    Dessa forma, fica claro que o que nos sobra é a fuga consciênte, pois os mais abonados já estarão debaixo da Terra esperando o samba do crioulo doido, e nós só temos nossa INTUIÇÃO para saber a hora de se pirulitar, pois com certeza, não serão as mídias ou governos, todos pertencentes às elites que nos avisarão da iminência do fim!
    Nessa situação só o que conta é o feedback e percepção de cada, se estiver afiado, vai sentir nas visceras que não importa porque, mas ele tem que fugir imediatamente! E para isso temos que estar sobrevivencialista em tempo integral, ou seja, poupando o equipamento e alimentado de forma leve e sadia, pois só o setup nos dirá o tempo de agir e não outra coisa.
    Entendido isso, sugiro a todos a alimentação frugal, a meditação, a serenidade, e acima de tudo, NUNCA detonar o equipamento com estupidez como noitadas e bebedeiras, pois bêbados são embotados, entupidos e não têm sensibilidade sequer para saber que alcool só os desgraça embora acreditem que os relaxe e é legal, se fosse os donos do alcool seriam alcoolatras e não são, envenenar os inimigos é arte da guerra, envenenar a si mesmo é estupidez.
    É isso.
    Esses exercícios mais soft ajudarão depois da seção de ODR mais hard!
    Agradeço a todos e espero que entendam meus posts como ponderações e não levem para o lado pessoal.

  • Não discordo das colocações, entretanto gostaria de colocar um panorama diferente.
    O sobrevivencialista não é coletivo em meu entendimento, ele não vai carregar companheiro, pois companheiro que cai é companheiro frágil, em situação extrema quem ficar para trás ficou, e tentar ajudar é se condenar junto.
    O sobrevivencialista tem que sobreviver a qualquer custo, inclusive executando outros sobrevivencialistas caso necessário.
    Assim, e entendendo que ESSA é a real situação extrema, o melhor é se afastar de todos, pois em um mundo onde humanos comem defunto, nós podemos ser o alimento deles!
    Se afastar e se dedicar a fuga e guerrilha caso haja alguma ameaça.
    Achar que os outros liderarão a nós melhor do que nós é entregar nas mãos alheias os nosso destinos e se existe uma coisa que desgraçou o ser humano foi essa crença, hoje todos acreditam que psicopatas fardados são protetores, quando na realidade são apenas assassinos a mando de uma organização criminosa chamada estado!
    E provas da psicopatia do estado são enúmeras, A MAIS SÓLIDA É A PERMISSÃO DA DEGENERAÇÃO CHAMADA REDE GLOBO! Quem assiste BBB está sendo programado para ser abjeto é nada mais!
    A proposta democrática é tão demente que se aquilata néscios a pensantes, e só isso é o suficiente para entendermos que o estado é criminoso!
    Só o criminoso nivela por baixo!
    Por que vivemos no estado?
    Porque ele é uma organização escravista e castradora, somos ensinados/catequizados a sermos dementes, vide usar alcool, só um demente se detona com essa desgraça, ou seja, somos DOENTES sob qualquer aspecto e achar que outro demente nos fará bem é mais demente ainda.
    Militar é um infeliz que entrega sua vida para o benefício alheio, quem é o alheio?
    As elites, os parasitas que já têm bunkers construídos com o sequestro de nossos recursos e suores.

    Se alguém duvida, sugiro que estude tributação e verá que só quem paga im posto é o ESCRAVO POVÃO, as elites e empresários REPASSAM os impostos para o consumidor final, e seus patrimônios são protegidos e amortizados em pessoas jurídicas!

    Assim aprender a ser soldado é aprender a ser escudo humano para benefício alheio o não nosso!

    É esse desentendimento que garante suporte às elites desde o início dos tempos, primeiro foi a religião dizendo que deus faz as leis e nós obedecemos, esse deus inchou e virou estado, o “estadeus”, ou “deustado”.
    Se somos fracos, covardes e comodistas é vantagem, pois não sobreviveriamos de qualquer forma e sendo soldado podemos até nos esconder do bombardeio com o corpo do colega, mas se somos autárquicos é estúpido, pois os outros estarão parasitando nossas habilidades.

    Com o que coloco não espero que haja concordância, mas o entendimento que o sobrevivencialismo é diretamente proporcional às nossas capacidades intrínsecas.
    Os capazes, se bastam sós, os menos capazes dependem do grupo para sobreviver.

    Descobrir isso é uma questão mais compléxa, alguns são pretenciosos, outros submissos, outros megalomaníacos, e todos são loucos, pois sempre sustentamos um organismo psicopata chamado estado sem perceber e nem nos perguntarmos qual a real razão dele existir.

    Só para reforçar observo que no brasil existem seis personagens que têm o mesmo que 100 milhões de pessoas, e dentre eles, três são traficantes de droga, da mais desgraçada droga que existe o ALCOOL, e são entendidos pela imensa maioria empresários empreendedores.

    Por mim são traficantes desgraçadores geradores de mais de 65% de todas as tragédias de trânsito, mais de 90% de todas as tragédias familiares, mais de 90% de nascimentos gerados pela irresponsabilidade e desseleção que é garantida por bêbados fornicadores!
    E são esses os que necessáriamente serão soldados, pois são incapazes, ou seja, o estado garante a fabricação de acéfalos soldados, ou melhor dizendo ESCRAVOS!

    Como mostro, depende muito dos nossos objetivos o conceito sobrevivencialista.

    E lá vou eu tomar uns cinquenta “hate this”! 😆

  • Olá Júlio,

    Começo pela conclusão e depois traço meus breves comentários. Neste sentido, exponho minha posição: eu concordo com a perspectiva exposta no texto sobre a importância de uma Oficina de Desgaste e Resiliência.

    Dito isto, vamos as fundamentações da minha posição, conforme descrito a seguir.

    Concordo com seu conceito acerca do ser sobrevivencialista: “Um sobrevivencialista se prepara para situações de dificuldade, geralmente causadas por desastres naturais ou crises sociais. […] Isso significa que qualquer habilidade que possa lhe manter mais autossuficiente em situações complicadas é válida para o nosso repertório. Mas… Pra quê? Simples: Manter a saúde física e mental de nossa família e de nós mesmos, para defender a liberdade e o direito de existir mesmo em situações extremas.[…].”

    A sobrevivência não é algo fácil e nem bonito. Todo relato de sobrevivência, em qualquer cenário (urbano, guerra, acidentes, desastres naturais etc), traz um ponto em comum que é a força mental que os sobreviventes tiveram que ter para sobreviver àquela realidade enfrentada. Por isso, a ODR possui seu valor como preparação. Embora, não seja para qualquer um.

    É um instrumento específico que serve para desenvolver a habilidade psicológica principal de persistência em ambiente simulado de um cenário de crise. Naturalmente, há pessoas que não necessitam desta espécie de treino. Faço uma analogia com outros tipos de treino para adquirir determinadas habilidades: o treino policial, o treino do soldado, o treino de comissário de bordo, o treino de arte marcial. Toda a formação destes profissionais incluem ambientes simulados para desenvolvimentos de técnicas de sobrevivência e fortalecimento psicológico. Quanto aos lutadores de artes marciais (profissionais e amadores), a luta com um parceiro (a) é um ponto alto do treino. Existem praticantes de artes marciais que a praticam com os mais variados motivos (relaxamento do stress, emagrecimento, defesa pessoal, esporte etc). Mas a defesa pessoal e a parte competitiva de arte marcial exigem lutas constantes para aperfeiçoar técnicas e o psicológico do(a) lutador(a). Logo, o praticante que deseja se aperfeiçoar em defesa pessoal ou esporte de competição buscará um treinamento muito mais intenso, conforme sua necessidade.

    O sobrevivencialismo é algo amplo, inclui variadas motivações e possibilidades. Decorrente deste fato, entendo que a ODR possui seu lugar no mundo da preparação.

    Por fim, faço a sugestão de um livro que possui como foco principal a força psicológica em um cenário de crise: “Em busca de sentido: um psicólogo no campo de concentração” de Viktor Frankl. O autor traça suas análises psicológicas e existenciais a partir da sua vida como prisioneiro no campo de concentração de Auschwitz. Vale a pena ler.

    Um grande abraço.

  • Marlize Carpes

    Se você soubesse o arrependimento que sinto por não ter me esforçado um pouco mais e ter ido ao curso… Nossa!!! Depois que vi o vídeo mais ainda. Porque era bem o que eu precisava, testar meus limites, aprender onde sou forte e onde preciso melhorar!! Na próxima estarei aí. É por questão de total respeito. “Senhor”….

    • Eu havia lhe chamado exatamente por reconhecer seu momento, rs. Na próxima vai dar certo. Abração.

  • Os comentários de pessoas que criticaram o projeto dizendo se tratar de “treinamento militar” e dos “malefícios” disso não fazem A MENOR IDEIA do que estão falando… se existe algo que eu agradeça aos céus por ter passado, foi o meu período básico de treinamento, no Exercício Brasileiro. Lá, eu aprendi três lições essenciais:
    1 – Eu (ser humano) sou um bosta;
    2 – Se eu não buscar superar minhas limitações físicas e psicológicas, continuarei sendo um bosta;
    3 – Caso eu não consiga me adaptar (rápido) ao meio, por mais adverso que ele seja, serei um bosta morto.

    Esses três aspectos são dificílima de se reproduzir em ambiente civil. Muitas pessoas (a grande maioria da população, aliás) nasce, cresce e morre sem ter noção do quanto uma cama quente, água encanada, supermercados, saneamento básico etc são luxos (extrema é fácilmente efêmeros, frágeis…). Essas pessoas acreditam que esses são “direitos inalienáveis”, assegurados e sempre à disposição. Jamais pararam para pensar que, nesse castelo de cartas, um elemento que falte vai impedir a continuidade do próximo elemento, formando o efeito dominó da implosão da civilização como a conhecemos.
    Certa vez me perguntaram (sabendo da minha visão de mundo e, supostamente, querendo ridicularizar ela) se eu achava que as coisas iam correr como no The Walking Dead, caso tudo entrasse em colapso. Prontamente respondi: “Óbvio que não… As coisas ficariam INFINITAMENTE piores!”. A maldade, o egoísmo e o instinto de sobrevivência humano não conhecem limites. Em um ambiente de crise, o maior sobrepuja o menor. O mais capacitado sobrepuja o maior e o que se melhor se adapta sobrepuja todos eles.

    Portanto, está oficina é uma dádiva, uma chance raríssima que os civis têm de experimentar de forma prática tudo o que aprendemos à tanto custo e da pior forma possível muitas vezes. Aos que chegaram de “mimimi”, agradeça a eles, pois eles deixarão mais recursos quando derem lugar aos sobreviventes.

  • Ainda acho desnecessário a parte do senhor, das flexões ou qualquer forma de sugação barata. A doutrina militar é uma de várias formas que se tem de deixar um indivíduo resiliente, não a única, e não necessariamente a melhor. Garanto que tem socorrista mais resiliente que muito militar metido a macho. Não tento denegrir nossas Forças Armadas, tenho muita admiração por esses profissionais, inclusive cogito me tornar um deles, mas não sou cego e acho que muita coisa desnecessária no treinamento poderia mudar. Em vez de ficar fazendo os outros pagar flexão, que fortalece os músculos é verdade, mas que é algo que ninguém ficaria fazendo no meio de uma crise, por que não colocá-los pra correr 2 horas no sol? Ou privá-los ainda mais de sono e descanso, dos quais já sentem falta? Essas são coisas que realmente aconteceriam numa crise, caminhar um monte, não poder dormir ou comer na hora esperada, mesmo já não tendo dormido ou se alimentado nos últimos 2 dias etc. Acho que o Desgaste da oficina deveria ser da forma mais real possível, ficam aqui algumas sugestões: um dos membros poderia ficar “doente”, precisaria de mais comida, mais água, mais descanso (tudo isso já seria escasso, e os membros ainda teriam que abrir mão do pouco que têm em favor do doente/) e menos trabalho (não sei como fariam isso sem prejudicar o aprendizado do nosso “doente”, mas fica a ideia), ou ele poderia estar ferido, um braço quebrado, um olho incapacitado etc.; equipamentos avariados ou de má qualidade, pode ser que nossos equipamentos bons se percam, sejam avariados ou mesmo roubados, os alunos teriam que lidar com o estresse de não ter o equipamento adequado para a tarefa, tê-lo avariado ou mesmo não tê-lo, aí vai da criatividade de vocês: barraca furada na chuva, bota sem palmilha, cantil ou panela furada, faca cega ou de aço mole etc.; comida sem gosto ou de aparência ruim, não vão dar nada estragado né, mas aquele bife de fígado verde, um pão seco, comida sem sal ou açúcar, essas coisas; os instrutores devem procurar estressar os alunos, mas não gritando “seu merda, seu lixo” do nada, mas fazendo o papel daqueles membros chatos de qualquer grupo: o ponderão que questiona qualquer decisão ou sugestão, o pessimista que acha que tudo vai dar errado, o “piadista” que só o que faz é encher o saco de todo mundo, o estourado que qualquer coisa que sai minimamente errada ele já sai gritando com todo mundo, talvez os instrutores nem tenham que fazer o seu teatro;
    Destaco que esse meu ranço com alguns “métodos” de treinamento e hierarquia super rígida vêm do que é usado em outros países que, na minha visão, fazem um trabalho bem melhor:

    http://mentesdecomandos.blogspot.com.br/2017/12/a-melhor-unidade-de-forcas-especiais-do.html

    “Processo seletivo com finalidade sem futilidades sem fundamento. Marchas longas, com fardo, armamento e navegando em terreno montanhoso e com pouca visibilidade. Tudo isso seguido de treinamento em guerra na selva e Sobrevivência e Evasão”

    http://mentesdecomandos.blogspot.com.br/2017/11/historia-das-forcas-especiais-como.html

    “[…] SAS que na sua metodologia nada convencional criava soldados mais operacionais que os soldados norte-americanos. O treinamento do SAS tinha sempre uma finalidade.”

    “Marchas longas carregando equipamentos e navegado por terrenos montanhosos eram o teste base sem cangurus e outros exercícios sem finalidade nenhuma.”

    https://www.quora.com/What-makes-Israeli-Army-Officers-unique/answer/Ben-Kolber?share=fdfdc7b3&srid=uCZUR

    “Notice some are sitting and some are standing. There are no formalities.”

    • Olá Vinicius,

      A sua visão é muito válida e talvez eu tenha falhado em apresentar meus argumentos de maneira mais convincente visto que as pessoas viram muito pouco do que é o projeto. Apesar da condução ser feita por instrutores com conhecimento militar extenso nós fizemos questão de não haver sugação gratuita, tudo tem um propósito.

      Por exemplo, a primeira etapa é baseada na seleção por aptidão física básica. O indivíduo precisa ser capaz de carregar um companheiro ferido, precisa conhecer os princípios básicos de luta para dominar outro oponente e carregar peso de maneiras inusitadas, tudo isso somado a um certo tom de hostilidade para gerar pressão emocional. As flexões ou polichinelos acontecem em determinados momentos para acelerar a turma e trabalhar o emocional dos candidatos, servem como um intensificador de cenários.

      Depois dessa fase vamos para os desafios de competição e por aí o projeto avança, ou seja, os candidatos passam por situações que testam seu físico, seu equilíbrio emocional e sua criatividade. Para que a missão de levá-los ao extremo seja alcançada em tão pouco tempo (o projeto tem 36 horas de duração) é natural que tenhamos que colocar alguns exercícios bem característicos do mundo militar para “aumentar a temperatura”.

      Ainda assim, agradeço seu retorno e isso será levado em conta na solidificação das turmas oficiais.
      Abraço!

      • Tiago de Oliveira

        Quero estar no próximo

      • Outra ideia (não sei se seria economicamente viável pra vocês, mas enfim): ter uma política de devolução do dinheiro pra quem sair antes do término da Oficina; pode ser total, recebendo 100% do dinheiro de volta (seria especialmente tentadora nas fases finais da oficina) ou proporcional, digamos, o cara fez 30% da oficina recebe 70% do dinheiro de volta. Os instrutores ficariam estimulando a desistência frequentemente, no estilo policial bom policial mau. “Policial” bom: “cara o que tu tá fazendo aqui? Passando fome, sede, sono, se fudendo todo, podia tá em casa com a família, passeando com a namorada, dormindo… Larga agora que pelo menos recupera um pouco do dinheiro”. “Policial” mau: “tu não vai aguentar [nome/número], olha o teu estado, não faz nada direito fica só com essa cara de choro atrapalhando teus colegas, sai agora que tu vai fazer um favor pra ti e pra todo mundo aqui!” O objetivo seria testar mentalmente os alunos quanto a sua resistência a ceder à saída mais fácil: suicídio, não conseguir se controlar pra racionar a comida/água, acender fogo e entregar sua posição em vez de passar frio e não ser visto, dormir sem cuidar dos pés e consequentemente ficar com pé de trincheira etc. Também sugiro, se possível, aumentar o tempo da oficina. Pelo menos pra mim que estou vendo de fora, parece pouco tempo (sei que esse foi só um teste, mas fica a sugestão), ainda mais tendo em mente que uma crise muito provavelmente vai durar bem mais que 36 horas.

  • Olá, EQ Sobrevivencialismo. Sigo vcs já há um tempo. Todos os conteúdos. e gostei muito do ODR. Considero um projeto muito bem fundamentado, e estruturado. Com tudo que vcs fazem no sobrevivencialismo. Os “haters” sempre vão aparecer, não importa o quão bom seja o conteúdo. Mas sei que vcs já sabem disso. E fora os “haters” tem aqueles que não entendem muito bem o conteúdo. Creio que esse seja o caso dos comentários mostrados nesse post. Mas a maioria (com eu) entendemos e gostamos muto da iniciativa. Quem sabe eu mesmo não faça parte algum dia? Espero poder passar por essas experiência. Um abraço, de um grande fã de vcs.

  • Abordagem muito interessante.

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