Descubra qual é sua primeira defesa em uma situação de sobrevivência e aventura

Se há algo que geralmente fica esquecido nos planos de preparação de sobrevivencialistas e aventureiros é a vestimenta. Por alguma razão as pessoas simplesmente consideram que as roupas que elas possuem – aquelas camisetas de algodão e calças de tactel – já bastam para enfrentar cenários extremos, então assumem que seria inteligente começar investindo em facas, mochilas e semelhantes e esquecem completamente de usar e adquirir roupas adequadas à cada tipo de situação… Pensamento que não poderia estar mais errado.

A sua primeira linha de defesa

Apesar de parecer óbvio, a maioria de nós está tão acostumada com os benefícios de usar roupas adequadas e confortáveis que esquece as vantagens que as vestimentas nos proporcionam, especialmente em ambientes selvagens e remotos, então vamos relembrar:

Proteção contra machucados e insetos:

Um dos aspectos que sempre gosto de observar no programa de sobrevivência Largados e Pelados da Discovery Channel é como os participantes reagem ao fato de não terem a proteção que vestimentas nos fornecem, e é incrível o quanto isso destrói a moral deles. Carrapatos, mosquitos, ralados, assaduras… Tudo se torna muito mais complicado.

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Estar sem roupas deixa TUDO mais difícil.

Como a maioria de nós vive em ambientes bastante urbanizados simplesmente nos esquecemos do quão desconfortável é andar em mata fechada sem roupas apropriadas, ou até mesmo fazer uma simples trilha onde hajam algumas plantas com espinhos. Além disso, sofrer cortes ou quaisquer machucados em ambiente remoto pode comprometer sua saúde visto que as suas chances de sofrer de infecções e inflamações são muito maiores.

Por estabelecerem uma barreira física entre sua pele e o ambiente, as roupas são uma boa forma de lhe poupar de arranhões, ralados e quaisquer ferimentos que podem acontecer por conta de abrasões em pedras e semelhantes (e até mesmo evitar assaduras). Além disso, vestimentas adequadas também ajudam a prevenir que insetos cheguem em partes mais sensíveis do seu corpo com a intenção de se alojar ou se alimentar.

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No rapel, raspar o corpo e as roupas em pedras é muito comum, assim como em muitas atividades Outdoor. Terminar a atividade cheio de ralados e cortes não é nem de perto o ideal.

Regulação térmica: 

Seu corpo tem uma temperatura de funcionamento bastante limitada, que fica muito próxima dos 37°C. Se descer demais, hipotermia. Se subir demais, hipertermia. Ambos são realmente perigosos para qualquer pessoa e já implicam um risco muito sério de vida. Para evitar chegar nestes extremos, seu corpo tem uma única função: Transpirar com intuito de esfriar e tremer com objetivo de esquentar. Felizmente, a tecnologia está a nosso favor! Com as roupas nós conseguimos ampliar – e muito – a eficiência desta chamada “termorregulação corporal”.

São as vestimentas que vão ajudar seu corpo se manter dentro da faixa de segurança enquanto não limitam sua capacidade funcional, um exemplo é poder andar mesmo sob sol forte ou seguir em frente em temperaturas negativas absurdas. É impressionante como toda a tecnologia já inventada é capaz de nos deixar cada vez mais seguros em temperaturas extremas.

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Ter a vestimenta apropriada para cada clima realmente pode salvar sua vida e manter sua moral alta. Aqui estávamos em zero graus e ainda sorrindo! 

Há cerca de 2 anos fizemos um teste de frio extremo utilizando os cobertores e abrigos aluminizados. Apesar de não ser um teste específico de vestimentas, é possível observar o quanto a falta de equipamentos adequados ao frio podem realmente complicar suas chances de manter-se vivo em uma queda de temperatura inesperada (veja aqui).

Proteção contra a chuva:

Apesar de parecer redundante visto que não queremos nos molhar para não termos problemas com a temperatura, existem vestimentas focadas em apenas manter você seco, então vale a pena separar este tópico. Afinal, quem é que gosta de ficar com as roupas e corpo molhados a caminho de casa depois do trabalho ou a caminho de um local que supostamente seria um lindo e ensolarado acampamento? Pois é, quase ninguém.

Além disso, você sabia que o nosso corpo molhado perde temperatura até 17 vezes mais rápido em contato com o ar? Essa é a última coisa que queremos em um ambiente onde não temos um chuveiro quente e roupas secas à nossa disposição. Molhar-se em ambiente inóspito não é só um risco de vida como também gera um impacto moral muito grande e pode desmotivar o aventureiro ou sobrevivente a seguir em frente em situações de dificuldade.

Atualmente, temos tantas tecnologias diferentes com o intuito de barrar a chuva, que abrangem tanto o meio de aventura como o meio tático, que é quase que uma infâmia ser pego desprevenido.

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Anorak, capa de mochila e calças impermeáveis são tudo o que é preciso quando se prentende manter-se seco duante situações de emergêcia.

Recentemente fizemos um vídeo em plena chuva demonstrando a eficiência de uma isca de fogo. Caso queira, veja o vídeo e repare que apesar da água caindo forte eu continuo super confortável e sem pressa nenhuma, tudo por conta da minha vestimenta adequada ao momento.

Proteção contra os raios solares:

Sabe aquela história do “use protetor solar”? Pois é, ela ainda é e sempre vai ser importante… Maaaaas, com a tecnologia atual é possível garantir uma proteção que vai além daquela sensação de pele grudenta tão necessária e adivinha onde? Nas roupas, é claro.

As vestimentas modernas possuem materiais e tratamentos  capazes de bloquear os tão temidos raios solares, que podem causar queimaduras e câncer de pele, de maneira bastante eficiente. Inclusive, algumas vestimentas podem chegar aos incríveis 100 FPS de proteção!

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Caminhamos aproximadamente 8 horas por dia na Expedição Cassino, então mitigar os efeitos do Sol era imprescindível. Neste caso, usamos as camisetas Ion da Solo, que possuem 50FPS.

Sendo residente de uma região turística, me assusta a quantidade de pessoas voltando completamente vermelhas da praia, com alguns já descamando e reclamando de ardência. Nós, sobrevivencialistas, não podemos cometer um erro tão básico e que pode comprometer não só nosso conforto como nossa funcionalidade e saúde. Hoje em dia, os equipamentos estão disponíveis, então não há desculpa.

Quais são os equipamentos que eu preciso para ficar protegido?

Aqui entra aquele bom e velho “depende”. Por mais que sonhemos com um “set” ideal de roupas que sirvam em qualquer cenário, é provável que precise se vestir de acordo com o ambiente em que estará inserido, por isso vamos dividir a conversa aqui também.

Ambientes frios

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No frio o ideal é utilizar vestimentas que consigam reter o calor produzido pelo seu corpo (é tecnicamente errado dizer “roupas que esquentam”). Além disso, você também precisa lidar com um efeito inesperado causado pelos casacos: a transpiração. Para entender melhor isso, vamos a um cenário:

Imagine-se saindo da sua barraca pela manhã e a temperatura está congelante, então rapidamente veste seu casaco e se sente confortável, deixando de se preocupar. Depois disso, você decide começar a desarmar sua barraca e arrumar a mochila, movimentando seu corpo e gerando mais calor. Apesar de se sentir mais quente, decide não tirar os casacos visto que está frio e prefere ficar com um pouco de calor… Aí o problema acontece.

Quando nos movimentamos geramos mais calor corporal, elevando a temperatura interna. Quando seu corpo esquenta e não há um gerenciamento da regulação da temperatura ele começa a transpirar. A transpiração em ambientes gelados pode condensar e deixar sua roupa molhada de dentro pra fora, gerando uma ameaça enorme à sua proteção contra a temperatura externa em médio e longo prazo.

É por conta desse fenômeno que atualmente o sistema de camadas é usado nas vestimentas por todos que visitam áreas de climas extremos e também aqueles que moram em regiões frias. Ao usar roupas em camadas você tem a capacidade de gerenciar melhor a sua temperatura interna retirando as camadas que não sente necessidade de usar e as colocando quando o frio aparece com maior força! A composição básica de um bom sistema de camada é:

  • Segunda pele: É a primeira camada, que fica em contato com seu corpo. Geralmente este equipamento tem como principal função “sugar” a transpiração e retirá-la do contato com seu corpo, evitando que você sinta frio por estar molhado (sugestão);
  • Camiseta Sintética: A sua segunda linha servirá com o objetivo de oferecer uma versatilidade maior ao conjunto, trazendo os benefícios de proteção solar e tecido respirável (sugestão);
  • Fleece: A função desta vestimenta é reter seu calor. Geralmente o fleece possui uma construção macia e é o que vai gerar a sensação de “esquentamento”;
  • Anorak ou Softshell: Se chover, é esta camada que vai lhe proteger. Além disso, os anoraks também tem a função de cortar o vento, não deixando que ele penetre nas camadas anteriores e roube sua temperatura (sugestão).

Aqui está uma representação gráfica muito eficiente das funções de cada camada (em inglês):

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É claro que atualmente existem inúmeras variações desta configuração e durante a prática você vai sentir que, de acordo com a temperatura, eliminará algumas camadas  de roupas ou adicionará outras. Eu mesmo já usei em trilhas a segunda pele e o anorak juntos sem nenhuma outra camada entre eles assim como a camiseta e o fleece em dias com frio ameno mas sem vento ou chuva. As camadas lhe dão versatilidade, e sempre me disseram que sobrevivência é ter opções para poder decidir o que é melhor em cada momento.

Um aviso breve mas igualmente importante: evite fibras naturais como o algodão em ambientes frios. Apesar de ser um tecido comum em vestimentas urbanas, em ambientes remotos é a pior escolha disponível hoje. Fibras naturais não conseguem reter calor com tanta eficiência e, pior que isso, perdem totalmente a capacidade quando ficam molhadas – diferente das fibras sintéticas que mesmo molhadas ainda mantém alguma retenção térmica. O algodão não consegue lidar com sua transpiração ficando encharcado e também não é de secagem rápida, transformando-se em um tecido perigoso em ambientes extremos.

Ambientes quentes

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Muitos acham que acampar em terrenos quentes é simples… Mas o buraco é mais embaixo (ou quente) que isso. Existem dois aspectos importantes que devem controlados neste cenário: transpiração e exposição ao sol.

Para se proteger em um ambiente muito quente deve-se agir de maneira contra-intuitiva, ou seja, cobrindo com roupas o máximo de pele que puder! Isso porque apesar de pele exposta lhe dar a sensação de frescor quando o vento bate, também significa estar literalmente assando por conta dos raios solares. Nossa recomendação nestes cenários muito quentes e de sol forte é:

  • Bermuda de compressão ou roupa íntima sem costuras: Calor e transpiração somados a longas distâncias de caminhada são a fórmula perfeita para assaduras. Ter uma roupa íntima que não incomode e também não permita atrito entre as pernas é fator imprescindível (sugestão);
  • Calça/bermuda de trekking com tecido respirável: As calças desse gênero somam o melhor dos dois mundos! Oferecendo proteção contra espinhos e ralados que uma calça comum pode ter,  porém, com a opção de retirar as partes inferiores e ficar apenas de shorts quando for apropriado. Além disso as calças específicas de trilhas são de secagem rápida e de fibra sintética, evitando ficar molhado no final do dia por conta do próprio suor. Recomendo as calças Guide da Curtlo ou a Mountain da Hard Adventure (sugestão);
  • Camiseta de tecido sintético e com proteção solar: Eu sei que existem pessoas que não gostam, mas se a camiseta for de manga comprida a proteção é muito maior. Além disso, é importante escolher um modelo de material sintético leve e que possua proteção solar e, como um extra, tratamento anti-bacteriano que evita mal cheiro. Recomendo conhecer as vestimentas da Solo ou da Hard Adventure (sugestão);
  • Boné ou chapéu: Aqui vai muito da escolha pessoal, mas a melhor proteção que eu conheço são os bonés no estilo legionário, que protegem inclusive a nuca. No entanto, já vi gente usando até mesmo chapéu de palha! O importante é levar em consideração que um boné tradicional não cobre suas orelhas, e isso pode gerar problemas de queimaduras nelas;
  • Meias com Coolmax: Ao usar meias tradicionais, corre-se o risco de ficar com os pés ensopados e propensos a bolhas. Por isso, vale a pena investir em meias que possuem a tecnologia Coolmax, que conseguem retirar a transpiração do pé e acelerar a evaporação da umidade. Recomendo as meias Endurance da Solo, que são fantásticas nesse trabalho (sugestão).
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Sol forte? Boné legionário, óculos de sol, bandana e corpo coberto!

O mesmo aviso sobre fibras naturais que falamos acima também se enquadra aqui. Caminhar durante o dia com uma roupa de algodão fará com que acabe com uma vestimenta molhada durante a noite fria, exigindo que você carregue roupas extras desnecessárias, ou até mesmo abrindo as portas para uma possível hipotermia!

Enfatizo novamente: Nunca subestime o Sol. Se está de dia, seja nublado ou céu aberto, passe protetor solar da melhor qualidade e coloque as vestimentas que lhe ajudarão a se  manter protegido. Eu já passei por situações onde fui naquele pensamento de “Olha só, hoje o dia está bem agradável, não tem nem Sol direito!” e acabei o dia com uma insolação brava que me deixou judiado por algum tempo.

Concluindo…

Cada ambiente requere uma preparação diferente aos sobrevivencialistas e aventureiros! Respeitar isso garante conforto, proteção e uma performance maior… E tudo começa pela roupa. Sério, não caia no erro de investir horrores em facas, cantis e semelhantes se você ainda não tem a sua primeira linha de defesa montada, esse é um erro que pode lhe custar muito.

Sei que são equipamentos mais caros do que roupas normais, porém dizendo por experiência própria, eles valem a pena. Eu acampava assim antes:

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Está errado? Não! Porém só eu sei o quão difícil era me deslocar no meio da mata usando vestimentas em jeans e algodão enquanto o termômetro batia na casa dos 40 graus. Um acampamento que era pra ser totalmente confortável era cheio de sofrimento durante o dia por conta do calor e falta de vestimentas leves e respiráveis, não permitindo que a experiência fosse por completo agradável.

Triste é que ainda hoje encontramos algumas pessoas dizendo que isso tudo é frescura, que continuam propagando a ideia de que “macho mesmo” acampa sem esses tais equipamentos técnicos. Apesar de parecer uma fala ousada e cheia de testosterona, ela também está entupida de orgulho e ignorância. Não seja um desses. Se eu pudesse voltar no tempo usaria vestimentas técnicas desde a primeira vez que andei no mato.

A lição aqui é simples: a sua roupa é a primeira linha de defesa. É ela quem vai te manter aquecido, vai te proteger de insetos, do sol, do vento… É ela quem vai te manter vivo antes de qualquer outro equipamento e inclusive permitir que você tenha um desempenho satisfatório na sua expedição. Não subestime suas roupas.

Você pode comprar a vestimenta ideal para sua aventura em nossa loja oficial, basta clicar aqui para conhecer as opções!

Até.

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11 Comentários

  • Se tiver como olha esse link faça um vídeo falando sobre
    “Por que recursos acabam em uma crise? | Nerdologia”

    • Ferdinando Gabriel Ferreira

      Nesse caso o sobrevivencialismo é eficiente porque ele não esgotaria nenhum recurso em tempo de crise, ele já teria comprado o recurso em um período de abundancia. Ou seja, ele na verdade com um pequeno bunker ou algo assim teria aumentando os recursos disponíveis.

  • Ótimo texto Julio, como sempre. Espero que ainda faça o texto sobre como perceber as expressões corporais que indiquem possíveis agressão na rua. Quem quiser ler a matéria sobre predadores urbanos: http://centrodeestudomars.blogspot.com.br/2018/05/predadores-urbanos-mente-reptiliana-e.html

  • Júlio, tu és gaúcho?? Agora há pouco passei uns dias no cassino, pode não ser uma praia badalada mas, até mesmo por isso, ainda é a melhor na minha opinião. Pena que não estão patrolando a beira da praia, atolei 2 vezes tentando chegar no navio hehehe.

  • Caro Lobo, gostaria de fazer algumas considerações, não obstante tudo o que colocou é lógico e procedente.
    Uma questão é que os arranhões são sempre bons para a saúde, claro estou falando de arranhões e não danos mais severos, pois arranhões são as vacinas naturias, e bem nos moldes da primeira vacina do mundo que foi chinesa, e que segue bem a linha daquela que só arranha no braço (entendo que vacina invasiva, com agulhas ou pressão são criminosas), assim em passeios é interessante os arranhões, subir em árvores também são uma ótima forma de se arranhar! Claro que em situação extrema a meta é fuga, e assim a “blindagem” é fundamental! Mas para preparação é extremamente salutar!
    Outra coisa a ser observada é que tecido sintético gera estática, e a polaridade e diferença de potencial desses tecidos em relação a nossa pele é extremamente nociva!
    Embora roupas sintéticas sejam muito mais eficazes do ponto de vista troca térmica, levesa, e até resistência, elas não são muito adequadas no dia a dia, no dia a dia vale a malha de algodão, embora roupas de algodão devem ser deixadas de molho por algum tempo, pois o algodão é a planta que recebe a mais insana dose de agroptóxicos que existe, ou seja, algodão meio zero bala é veneno puro!
    E roupas de canhamo aqui ainda não são permitidas! Embora todas as velas, roupas, cordas e papeis dos tempos cabralinos da tomada do brasil (Cabral nunca descobriu o brasil, ele era conhecido há mais de mil anos antes do “descobrimento”, era o famoso reino de ofir citado por Salomão) por Portugal
    Eu pessoalmente daria muito mais atenção ao calçado, a roupa é importante, mas o calçado é tudo, inclusive, os pés são a base do guerreiro, eu entendo que os pés merecem uma atenção absoluta.
    São os maiores trocadores térmicos do corpo, pois ele está sempre em contato com o sólido ou líquido, que são muito mais condutores de calor do que o ar, ademais, ar não é condutor térmico.
    O gradiente térmico é de 2 graus célsio a cada mil pés, ou seja, a cada 300 metros de ascensão a temperatura despenca 2 graus em condições normais, o que conduz a temperatura no ar é a água, e 100% de humidade quer dizer que é a máxima quantidade de água que consegue ficar em suspensão no ar, mais do que isso, as bolhas se aglutinam e ficam muito pesadas precipitando no solo.
    Assim, o corpo usa do suor e respiração para regular a temperatura, mas os pés ficam sempre em posição de estresse, pois no calor um pé correndo em um asfalto mesmo dentro do tenis atinge até de 60 graus em algumas posições, e no frio eles chegam a temperaturas que o corpo não conseguiria resistir.
    E a roupa do pé é o calçado e a meia é uma “sobre pele” para evitar a abrasão bruta.
    Com um calçado bom, podemos resistir temperaturas extremas mesmo que a roupa não esteja tão adequada.
    Ao passo que com roupas top e calçado meia boca, a coisa não será muito agradável.
    E sempre que possível devemos andar descalços e pelados, pois a mais nutritiva ação para o corpo é estar do jeito que a naturaza nos fez! Vide os índios antes de serem atacados pela modernidade do alcool e das tranqueiras chamadas de alimento (comida em caixas e embalagens plásticas)! Nossa melhor roupa é a nossa pele!
    Por conta disso nenhum creme ou protetor solar presta, é veneno sempre, a pele precisa respirar sempre, se cobre o corpo como fazem os tuaregs, mas de forma alguma emporcalhamos o corpo com protetores solares, isso é lobbie de farmáfias!
    Além de tudo, essas babações fedem e fedem longe, se acha uma pessoa besuntada de protetor só no cheiro, é alvo prioritário e garante a fuga de todos os animais, e os animais são os primeiros a mostrar o que é alimento para nós, e não estou falando em comer animais, sou vegetariano.

    Agradeço a atenção
    Obrigado.

  • Júlio, faz uma matéria sobre Piero San Giorgio! Tem como?

  • Oi Júlio! Tudo bem? Excelente matéria! Deixa eu pedir por aqui, pois creio que por e-mail você acabou não recebendo: você mencionou certa vez um site que simulava a elevação do mar. Foi no mesmo vídeo em que forneceu o site sobre epidemias (global). Excelente também. Sei que salvei o de simulação da elevação no nível do mar, até fiz várias simulações, mas acabei perdendo o link. E não consigo lembrar o nome. Você poderia, por gentileza, indicá-lo novamente? Moro em área litorânea e tal elevação sempre me preocupa. Creio que a muitos sobrevivencialistas também. Agradeço sua atenção. Cris.

    • Olá! Aqui vai: http://www.floodmap.net/

      Abração.

      • Valeu Júlio! Sou fã do seu canal desde o início! E da sua loja!

      • Muito bom esse site, Valeu Lobo, não custa elogiar de novo!

  • Já caí nesse erro de não dar a devida importancia a vestimenta mais de uma vez. A pior foi numa trilha na Suecia, 7 horas de chuva que me deixaram ensopado até a alma e me fez desistir de continuar, isso por estar com um anorak de péssima qualidade e um poncho ainda pior que nem cobria a mochila. E uma outra vez no México, subindo o vulcão Nevado de Toluca, chegamos no topo a 4500 metros, dia lindo, subida ótima mas quando cheguei em casa meu nariz estava em carne viva por não ter passado protetor solar. Mas essa ultima eu aprendi e numa subida ao Psiloritis em Creta foi o que salvou minhas orelhas de virarem churrasco.

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