Defesa pessoal: O erro que pode te matar

Seja em uma briga de bar, assalto ou qualquer outro cenário onde um agressor pretende te machucar, sempre haverá a possibilidade de você cometer uma grande falha no momento de se defender – E não, você não precisa ser especialista em nenhum tipo de luta para evitá-la.

Talvez você esteja se perguntando qual erro é esse, e lhe digo: Ele está estampado em grande parte dos vídeos de brigas e reações à assaltos que vemos na internet. Não estamos falando aqui de técnicas de defesa ou treinamento específico, mas de algo muito mais primário, a hesitação.

A hesitação nada mais é do que o momento onde você está processando as informações do que está acontecendo e fica em dúvida entre duas ou mais atitudes possíveis. Para facilitar o entendimento vamos à um exemplo:

Um bêbado está lhe xingando e se aproxima com postura agressiva, pronto para te agredir. Você nunca havia se deparado com uma cena como essa e entra em um dilema de escolhas:
a. Vou enfrentar ele?
b. Vou pedir ajuda?
c. Vou sair correndo?

Durante este processo de pensar nas alternativas e escolher qual delas é viável, você já está levando o primeiro soco ou chute. Quando nos deparamos com uma situação nova a tendência é realizarmos uma análise do que está acontecendo – nos deixando completamente vulneráveis ao agressor, que já tomou sua decisão de atacar.

Em uma situação de defesa pessoal, a velocidade de reação é o que lhe garante a vitória.

Se caso você não se importar com cenas de brigas, recomendo que faça uma análise do vídeo abaixo. Também peço que perceba que em muitas lutas (especialmente nas duas primeiras) o agressor está se impondo para cima do outro indivíduo quando é pego de surpresa por uma reação inesperada e rápida, neutralizando a situação.

Repito, quem não quiser ver, basta não clicar no vídeo.

Talvez agora sua grande pergunta seja:

“Julio, nunca me envolvi em brigas nem presenciei situações como essas, como posso evitar esse período de hesitação e me retirar do cenário de risco ou enfrentar o agressor de maneira efetiva?”

Vamos lá.

Atenção situacional constante

Se você realizar uma análise do seu ambiente de maneira constante, seu processo de pensar nas alternativas será encurtado. Utilizando o exemplo que dei acima, se você já tiver consciência das possíveis rotas de fuga ou até mesmo itens à sua volta que podem servir para defesa antes do bêbado ter aparecido, você está na frente.

Sempre que entrar em um local busque por três grandes pontos:

  • Rotas de fuga: Por onde posso sair se caso alguma coisa acontecer neste local?
  • Proteção: Onde posso buscar por abrigo ou proteção? Existe alguma porta, mesa ou qualquer ponto do local onde estou que pode me proteger em caso de emergência?
  • Recursos: Em caso extremo, existe algo que posso usar ao meu redor para atacar o agressor ou até mesmo facilitar minha fuga?

Tendo estes três pontos marcados em sua cabeça onde quer que você esteja já lhe proporcionará uma vantagem de reação muito grande e que a maioria das pessoas não tem.

Mas devo dizer: Quando você começar a praticar isso sentirá que é um trabalho cansativo ou até mesmo complexo, contudo depois de certa prática esta análise acaba se tornando um hábito e você realizará ela sem nem mesmo perceber.

Saiba o que fazer, se precisar fazer

Sim, eu disse no começo do texto que você não precisa ser um especialista em lutas, mas isso não quer dizer que você não precise ter ao menos uma noção básica de como reagir de maneira efetiva se precisar.

Fazer pelo menos dois ou três meses de uma luta voltada para defesa pessoal – como o Krav Magá – lhe dará uma noção muito mais clara das possibilidades de contra ataque.

Existem muitos mitos e técnicas falhas que aprendemos de maneira inconsciente em filmes e seriados em geral. Instruir-se com um professor especialista lhe mostrará as maneiras mais corretas e não-fantasiosas de reagir à uma agressão física.

Mas lembre-se:

Reagir e iniciar um confronto deverá ser sua última alternativa! Considere todas as outras opções primeiro. A melhor forma de ganhar uma luta é não entrando nela.

Elimine a ansiedade

Claro, não é simples assim. Para eliminar sua ansiedade a melhor forma é com a repetição em treinos simulados (como nas escolas de luta). Ao simular várias e várias vezes o mesmo cenário você “automatiza” a sua resposta comportamental e ganha mais tempo para tomar a reação adequada.

Perceba que na maioria dos vídeos da compilação mostrada acima quem está sendo ameaçado mantém postura calma, ereta e focada – antes de efetuar o golpe surpresa.

A ansiedade é algo muito importante para nos manter alertas, porém tê-la em excesso pode por tudo a perder.

Conclusão

Este texto tem como função apenas abrir seus olhos para este erro comportamental que pode custar sua vida. Infelizmente eu não posso lhe ensinar de maneira prática o que fazer, isso só se aprende na prática e com treino constante e bem supervisionado.

Mas lembre-se, a hesitação pode te matar. Saiba o que fazer, como fazer e quando fazer. Se eu ainda não lhe convenci, confira o texto que traduzi do Selco (sobrevivente da guerra de 90 na Sérvia) onde ele conta um caso real onde a hesitação cobrou um alto preço.

Esteja preparado.

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20 comentários

  • Pingback: DEFESA PESSOAL: O ERRO QUE PODE TE MATAR | Blog do Guarda

  • João Gomes

    Olá,
    Parabéns pelo texto, acho importante divulgar conceitos de defesa pessoal. Discordo da repetição, a repetição pura e simples não te dá uma boa resposta, porque você pode exagerar em uma situação que não é necessário usar tanta força.
    Comecei a pouco tempo treinar Systema, uma arte marcial russa. Uma das coisas que é priorizada no treino é manter a respiração o tempo todo, isso ajuda no controle da ansiedade e você não entra no caos da situação. Acho que isso é o mais importante.

  • Youseph Makaby

    É melhor EVITAR que LUTAR, mas é melhor MATAR que MORRER. Toda vida é importante, mas a sua vida é a mais importante de todas.
    SELVA!!!

  • De fato, entrar em uma briga poderá ter dois desfechos, ambos infelizes: posso ferir alguém ou eu sair gravemente ferido!
    A questão é que podemos, quase que insanamente, aceitar uma briga desnecessária. O trânsito é campo fértil para esse tipo de conflito. Por que um motorista demorado, trancando uma via ou cortando nossa preferencial pode nos tirar do sério tão fácil? Sem falar nos gestos ou uma ofensa pessoal?
    Podemos treinar nosso corpo para luta, mas preparar o espírito para não aceitar provocações não é tão simples. Já buzinei ou com gesticulei pedindo desculpas por algum erro no trânsito, mas confesso que nunca me meti em confusão porque raramente estou sozinho dirigindo (esposa ou pessoas idosas), pois vontade de descer do carro e partir para uma discussão já senti algumas vezes.

  • Danilo Neves

    Oi Júlio! Gostei MUITO DO POST. De fato, algumas condutas são instintivas. Na maioria dos seres humanos a tendência é, naturalmente, a fuga. Poucos têm o instinto do ataque. Eu mesmo não o possuo, creio. De um assunto para outro: qual o canivete (faca, que seja, não sei o termo exato) que você recomendaria? Qualidade, algumas funcionalidades, trava na lâmina e um preço razoável? Tamanho pequeno, creio. Qual o que você usa? Se puder responder, ficarei muito agradecido.

  • Nando Moura

    Mais do que saber lutar (claro, pelo menos um soco decente tem que saber dar) não tenho dúvidas de que inteligência e percepção situacional são as melhores armas.
    Acho que temos que nos treinar exaustivamente a andar de cabeça erguida e espertos com o que ocorre ao redor, com o que se aproxima.
    Achei muito interessante você ter lembrado, Júlio, que manter a atenção é cansativo. Atenção é uma ação cerebral e este é o nosso órgão que mais exige energia. Se estivermos cansados, tristes, mal alimentados, desidratados, muito provavelmente nos pegaremos de cabeça baixa, olhares para o chão. Temos que aprender a repetir mentalmente “preste atenção!” quando estamos na rua, principalmente depois daquele dia cansativo de trabalho ou depois daquele treino extenuante.
    Convencer e ensinar a(o) namorada(o) a se ligar é um salto gigante para evitar surpresas… Duas pessoas observando deixarão menos suspeitas passarem desapercebidas.
    Não importa o quanto o corpo está bem treinado, uma hora vamos enfrentar um outro corpo tão bem ou mais preparado que o nosso, se nossa inteligência não for suficiente para antecipar os fatos, uma hora a gente cai.

  • Murilo Almeida

    Quando não houver como fugir, que sempre será a melhor saída, a melhor defesa é SEMPRE o ATAQUE, numa reação rápida, neutralizando a situação, sem levar o conflito para o chão, pois lá você estará vulnerável a um segundo agressor…

  • Faça como eu, quando um valentão vir querer brigar ele vai se aproximar de você preste a lhe dar um beijo(lutadores posando para foto rsrs) quando isso acontecer e você não tiver outra opção a não ser brigar quando ele estiver te encarando lança um de direita na bochecha próximo ao queixo e pronto o cara apaga e você sai fora simples assim rsrsrs.

  • Para mim nunca foi paranoia, mas sempre quando saio de casa, já ligo o botão no modo “atenção”, seja numa rua vazia, um bar, restaurante ou por qualquer lugar que seja considerado um risco, o mundo hoje não permiti descuido, e isso pode custar caro. Penso na saída mais rápida, uma forma de me defender e com o que me arma contra o agressor. Nunca fui de brigar, mas sempre há um babaca, bêbado ou drogado que aparece para importunar. Estar preparado até para agir com o próprio medo e a ansiedade e a chave para sair vivo dessa.

  • Perfeito, mais um post bem elaborado. Parabéns Julío Lobo.

  • Repare que na maioria das vezes é mais condicionamento mental do que físico. No final é tudo uma questão de percepção. Uma mente agitada e um corpo tenso não conseguem perceber nem processar informações tão rápido quanto deveria, por isso o tempo de reação acaba sendo insuficiente.
    Para corrigir isso nada melhor que meditação, exercícios de respiração e condicionamento mental.
    Quem se atenta somente na parte marcial das artes, acaba morrendo quando precisa aplicar o que aprendeu.

  • Fabiano Albernaz

    Isso tá errado Julio!Nunca, nunca, nunca, nunca isso tá errado parceiro.O Verdadeiro sobrevivencialista tem a obrigação de fugir e sumir igual fantasma.No carnaval do ano passado estava fardado e trabalhando e uma criatura que veste a mesma camisa que eu, me insubordinou e me agrediu e a câmera da praça filmou tudo.Fiz um relatório e comuniquei a prefeitura via Email e imprimi tudo e tinha prova de tudo.Se eu caio na besteira de dar um toquinho nessa criatura em segundos matava.Tenho treinamento de variados tipos não sei bater eu só sei matar ,se eu usar o que aprendi estaria na cadeia agora faltando mais uns 7 anos pra me soltarem porque em segundos ia passar uma alma sebosa.Um preparador sabe matar com as mãos sem nenhuma arma e isso pode desengatilhar uma tremenda duma merda e se queimar na lei da terra e se queimar com DEUS.

    • Mano, acho que voce se equivocou. Essa situação sua, não tem nada a ver com defesa pessoal. Abraços. Lembrando que também trabalho uniformizado.

    • Murilo Almeida

      Concordo em parte com o colega… Não brigue, corra, a fuga sempre será a melhor solução… Lute somente em caso de legítima defesa, ou seja, inevitável, mas lembre-se que agressão é crime, e que você pode acabar tendo que responder, por agredir alguém mesmo sem feri-lo (de 15 dias a 3 meses de prisão ou multa) no caso de um empurrão, um soco, uma gravata, ou algo do gênero, ou ainda poderá responder por lesão corporal (3 meses a 1 ano, se causar dano grave, de 2 a 8 anos, e se for lesão seguida de morte, de 4 a 12 anos de cadeia)… Então, pense primeiro…

    • Olá Fabiano,

      Talvez meu texto tenha ficado pobre de clareza. O que eu quis enfatizar é que o planejamento prévio e a atenção situacional podem te dar a chance de fugir e sair ileso de uma situação potencialmente perigosa – mas também temos de entender que algumas situações são inevitáveis e não terão outra alternativa se não o enfrentamento.

      Estar preparado para entrar em combate não quer dizer que será a primeira decisão a ser levada em conta. E se me permite uma nota, cuidado com sua confiança exacerbada nas suas capacidades de luta, sempre existe alguém melhor e mais violento que você lá fora.

      Abraços.

    • Felipe Pietro

      De forma respeitosa creio que o erro esteja em seu comentario carro amigo! A realidade que expôs e um fato diferenciado do cotidiano normal como tentarei explicar.

      Primeiramente, você colocou que estava a servico, desta forma, creio que estava designado a buscar alem de sua segurança própria a das pessoas a sua volta, e nessas situacoes evitar um inicio de tumulto e sempre a melhor alternativa para a segurança, sendo assim, não creio que o que tenha feito fora uma atitude errada, pelo contrario, fora louvável. Mas pelo que descreveu, a “agreção” partiu de seu próprio parceiro, colega de trabalho e uniforme e isso já e um erro banal. Obvio que os responsaveis não deveriao ter designado alguém com essas atitudes para o servico.

      Em um exemplo cotidiano normal, como o proposto aqui, provavelmente a chance de você estar acompanhado seja grande, desta forma tem de se pensar que alem da sua segurança a de seus companheiros. Simplesmente conversar ou virar as costas não me parece uma boa alternativa quando se esta sendo “atacado” por um indivíduo descontrolado mas e de se pensar quando a apenas um tentativa de intimidação ou provocação. Antes de tomar a atitude de evadir, creio eu que teria de se ter a certeza de que todos os que lhe acompanham podem lhe acompanhar, pois na maioria das vezes que presenciei acontecimentos do gênero, enquanto alguns estão correndo outros estão brigando e muitos perdido sem conseguir entender o que esta acontecendo e o que fazer.

      Se preparar para essas situacoes e instruir que lhe acompanha para como proceder sempre e a melhor alternativa pois a preparação sempre teve o foco da segurança pessoa e da pessoas próximas.

      Legitima defesa não e crime, o único porem e quando se excede seu direito de se defender e acaba se usando do momento para causar um dano maior ao agressor do que o necessario para cessar a agreção.

      Dito isso percebe-se que o local e função que exercia já o tornava vulnerável, e sua auto confiança “matadora” podem lhe colocar em risco e principalmente quem estiver lhe acompanhando.

      Não há vergonha por exemplo em ser assaltado, nem ninguém tem de ter em mente ser um mártir, mas ficar inerte quando há a possibilidade de uma reação, acaba lhe assolando pelos resultados que poderiao ser evitados.

      Pessoas que matão as outras apenas com as mãos de forma rápida e certeira como a sua eu desconheço na realidade. Não pode se esquecer e o oponente ira revidar, e revidar com mais forca empenho e ódio do que seu sparring de treino.

      Um ultimo conselho, lembre-se de tentar buscar se o agressor esta acompanhado, pois dar conta de um agressor e diferente de enfrentar três ou quatro e isso pode influenciar muito na decisão de o que e melhor para se fazer.

  • Cayo Vinicius

    Mais um bom post. Da pra perceber q na maioria dos confrontos os oponentes são brigadores, sem treinamento em combate, muito menos em defesa pessoal, apesar de terem usado do ataque primeiro. Da pra tirar boas dicas desse vídeo: se vc ver q vai ser agredido, bata primeiro; pratique alguma modalidade q te prepare para situações reais e q te treine pra acabar a luta antes de começar; evite ao máximo o confronto, nem sempre o agressor está só e pode ser especialista em alguma modalidade de combate; esteja o cardio em dia, caso precise correr vc não vai morrer do esforço e por fim “esteja preparado”.

  • Se defender hoje em dia, principalmente na rua, é algo muuuito mais muuuito complexo pois como bem sabemos marginais sempre atacam em conjunto, atentem-se aos casos de assalto que vemos na tv, sempre o marginal está acompanhado de no mínimo 1 comparsa que dá cobertura, outra questão é que diferente do cidadão de bem os marginais, na grande maioria dos casos, estão munidos com armas de fogo.

    Acredito que a melhor estratégia que se pode ter é a precaução! Previna-se antecipadamente, faça o que puder para não ser visto como uma potencial vítima, seja o tipo de pessoa que passe despercebido aos olhos de possíveis agressores. Isso implica em calcular bem atitudes, posturas e hábitos.

  • O bom senso apela sempre pra manter a ameaça a uma certa distancia, na maioria dos casos do vídeo, vítima e agressor estavam próximos o suficiente pra se beijarem (1:35 do vídeo).
    Outra coisa que conclui do vídeo é que lutar numa “rodinha” de gente é muito perigoso, pois vc nunca estará atento a todos os cantos (0:50), não sabendo de onde virá o próximo ataque e nunca se deve levar uma luta pro chão (3:09 – o erro dele foi continuar atacando, após neutralizar a ameaça se afaste), uma vez que agressores geralmente atacam em grupo.

    • Murilo Almeida

      Antes de tudo, examine o local onde esta se metendo… Você pode estar no LOCAL ERRADO, na HORA ERRADA… Então, pense bem aonde você esta pois embora parece absurdo, alguns conflitos são inevitáveis, e você poderá acabar tendo uma briga com “trucentas pessoas”, tipo: (1) um cara usando a camisa do time rival num bar junto com a torcida organizada do outro time; (2) um homossexual ou um travesti ou um afrodescendente ou um nordestino em um bar de skinheads;

      Antes de tudo, examine com quem você esta se metendo… Você não vai querer brigar com um policial a paisana, pois, mesmo que você esteja certo, corre o risco até de ser alvejado… Ou então, você arruma uma encrenca com um brutamontes de 1,80m 100kg, todo tatuado e com pinta de ex-presidiário, ou ainda, então, com um pitboy, com toda sua gangue… Já viu a M*** que vai dar…

      Antes de tudo, examine o ambiente… Procure rotas de saída (p.ex.: porta do bar), rotas de fuga, pontos de perigo (p.ex.: avenidas com transito intenso para não ser atropelado ao correr), postos de policia ou bombeiro para ajuda, ponto de taxi, hospitais e etc…

      Antes de tudo, seja prudente… Dificilmente você ira se salvar de 03 caras atacando você ao mesmo tempo…

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