Como me tornei um Sobrevivencialista/ Preparador?

Por Eremita Urbano.

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Olá! Bom dia, boa tarde ou boa noite!

É com muita surpresa que recebi o convite do Julio Lobo para me tornar um dos autores aqui do sobrevivencialismo.com, me senti muito honrado com a oportunidade de poder contribuir com minhas considerações sobre o assunto.

Gosto muito da afirmação: “Mudar de opinião é prerrogativa de quem pensa!”, sendo assim, de forma alguma me considero o dono da razão, escrevo com o intuito maior de que você leitor, pense, pondere dê opiniões, assim eu e você aprendemos mais.

Penso que a discussão de um tema é o que o faz evoluir, vários pontos de vista somados fazem um assunto ficar mais rico, então tudo que eu escreverei não é de forma alguma para ser considerado o certo ou para fechar um assunto, mas para gerar a soma de ideias, afinal se você está lendo esse blog é porque você diferente da maioria das pessoas é alguém que como eu gosta de aprender, então estamos juntos! 🙂

Quando me perguntam se sou sobrevivencialista ou preparador, eu sempre respondo que sou um misto dos dois, cada termo tem as suas particularidades, então ora uso um, ora uso o outro, porque procuro vivenciar os dois, já que creio fortemente que se complementam.

Esta postagem servirá de introdução para outras mais que virão e creio que responder o porquê me tornei um sobrevivencialista/preparador, seria interessante.

Passei grande parte da minha infância numa pequena chácara de meus avós. Lá comecei a aprender a importância de ter conhecimento sobre o meio em que vivemos, que magia é produzir a própria comida e que sanguessugas não saem tentando puxá-las com os dedos.

Cresci e sempre fui muito “perguntador”, o “E se…” sempre me moveu.

E se…

…um dia faltar energia por vários dias?

…eu ficar desempregado por muito tempo?

…faltar água na cidade por semanas?

…eu ficar perdido em algum local isolado?

…acabar o gás e não tiver como comprar, como cozinhar?

…acabar a energia comigo na rua a noite, longe de casa na escuridão total?

O “E Se…” me levou a conhecer e aprender muitas coisas, mesmo antes de eu conhecer a palavra “Sobrevivencialimo” ou “Preparação”.

Lembro-me bem, a algum tempo, buscando informações sobre como conservar alimentos, cheguei nos vídeos e no blog do Julio e consequentemente achei outros editores. Nossa! Naquele momento descobri que eu não era “um cara doido, que gostava de estar pronto para o inesperado”, nada disso! Existiam outros que também se preparavam, estudavam e que produziam inclusive conteúdo de qualidade sobre o assunto.

Foi aí que descobri os “nomes dos bois”.

Aprendi que aquelas coisas que eu carregava todos os dias se chamavam EDC, que a mochila que tinha com algum material para emergência se chamava BOB e que pessoas que como eu, que gostavam de estar prontos e saber o que fazer em emergências eram chamados de SOBREVIVENCIALISTAS ou PREPARADORES, dependendo do foco principal.

Vendo os vídeos do canal e lendo os conteúdos, eu tinha então descoberto a minha tribo. 🙂

O que pode-se perceber nesse breve relato é que sempre fui um sobrevivencialista – apenas não sabia disso – e creio que existem muitos outros que não sabem que são, e este foi o principal motivo de eu querer produzir algum material, quero ajudar a espalhar a sabedoria sobrevivencialista fazendo que outros possam encontrar a tribo e quem sabe até “converter” alguns, afinal quanto mais pessoas preparadas, melhor.

O que sei (ou penso que sei), quero compartilhar, afinal estou na terra só de passagem, aliás… Todos nós estamos e a única coisa que levamos são as coisas boas que fizemos pelos outros e os bons sentimentos que despertamos.

Compartilho o que aprendi com o “E se…” porque quando uma crise grave chega, o homem faz coisas horríveis na luta pela sobrevivência. Isso ocorre porque a maioria das pessoas não está preparada nem com o básico como uma despensa com alimentos e outros itens de emergência, por exemplo. Assim o despreparado em algum momento vai querer tomar de quem tem, para si ou para os seus.

Acredito fortemente que a prática e o estudo do sobrevivencialismo e temas correlatos é uma ferramenta capaz de “manter o homem, humano” em cenários de crise, nos proporciona conhecimento sobre a forma de agir diante das adversidades e aperfeiçoa o homem, fazendo-o evoluir verdadeiramente.

Aprenda e seja útil a você mesmo, a sua família e a sociedade, evolua, sobreviva!

Eremita Urbano(@fortedoeremita) é Cientista da Computação, pós-graduando em Gestão da Tecnologia da Informação e Técnico em Administração Empresarial. Atuou mais de 10 anos como instrutor de computação e rotinas administrativas. Aficionado em aprender, acredita que o estudo do sobrevivencialismo e assuntos correlatos, pode nós aperfeiçoar e nos tornar humanos melhores.

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32 Comentários

  • Pingback: Eremita Urbano: Sobre o retorno e uma valiosa dica sobre a fragilidade das senhas na internet |

  • Li este post em outro site, muito bom.

    Ovelhas, Lobos e Cães Pastores
    24/10/20100 Comments

    Autor: Dave Grossman, Ten Cel, Ranger, Ph.D., Autor de “On Killing”

    Um veterano do Vietnã, um velho coronel da reserva, certa vez me disse: “A maioria das pessoas em nossa sociedade são ovelhas. Eles são criaturas produtivas, gentis, amáveis que só machucam umas às outras por acidente.”

    Isso é verdade. Lembre que a taxa de assassinatos é de 6 por 100.000, por ano, e taxa de agressões sérias é de 4 por 1000, por ano. O que isso significa é que a esmagadora maioria dos norte americanos não são inclinados a machucarem uns aos outros.

    Algumas estimativas dizem que dois milhões de americanos são vítimas de crimes violentos todo ano. Um número trágico, assustador, talvez um recorde em matéria de crimes violentos. Mas existem quase 300 milhões de americanos, o que significa que as chances de ser vítima de um crime violento ainda é consideravelmente menor que uma em cem, em qualquer ano. Ainda, como muitos dos crimes violentos são praticados pelas mesmas pessoas, o número real de cidadãos violentos é consideravelmente menor que dois milhões.

    Há um paradoxo aí, e devemos pegar ambos os lados da situação: Nós podemos estar vivendo a época mais violenta da história, mas a violência ainda é surpreendentemente rara. Isso é porque a maioria dos cidadãos são pessoas gentis e decentes que não são capazes de machucarem umas às outras, exceto por acidente ou sob provocação extrema. Elas são ovelhas.

    Eu não quero dizer nada negativo quando as chamo de ovelhas. Para mim a situação é como a de um ovo de passarinho. Na parte de dentro ele é gosmento e macio, mas algum dia ele se transformará em algo maravilhoso. Mas o ovo não pode sobreviver sem sua casca dura. Policiais, soldados e outros guerreiros são como essa casca, e algum dia a civilização que eles protegem tornar-se-á algo maravilhoso. Por enquanto, eles precisam de guerreiros para protegê-los dos predadores.

    “E então há os lobos”, disse o velho veterano de guerra, “e os lobos alimentam-se das ovelhas sem perdão.” Você acredita que há lobos lá fora que irão se alimentar do rebanho sem perdão? É bom que você acredite. Há homens perversos nesse mundo que são capazes de coisas perversas. NO INSTANTE EM QUE VOCÊ SE ESQUECE DISSO, OU FINGE QUE ISSO NÃO É VERDADE, VOCÊ SE TORNA UMA OVELHA. Não há segurança na negação.

    “E então há os cães pastores”, ele continuou, “e eu sou um cão pastor. Eu vivo para proteger o rebanho e confrontar o lobo.”

    Se você não tem capacidade para a violência, então você é um saudável e produtivo cidadão, uma ovelha. Se você tem capacidade para a violência e não tem empatia por seus concidadãos, então você é um sociopata agressivo, um lobo. Mas e se você tem capacidade para a violência e um amor profundo por seus conterrâneos? O que você tem então? Um cão pastor, um guerreiro, alguém que anda no caminho do herói. Alguém que pode entrar no coração da escuridão, dentro da fobia humana universal e sair de novo.

    Deixe-me desenvolver o excelente modelo de ovelhas, lobos e cães daquele velho soldado. Nós sabemos que as ovelhas vivem em negação da realidade, e isso é o que as faz ovelhas. Elas não querem aceitar o fato de que há mal neste mundo. Elas podem aceitar o fato de que incêndios podem acontecer, e é por isso que elas querem extintores, sprinklers, alarmes e saídas de incêndio em tudo quanto é canto das escolas de seus filhos.

    Mas muitas delas ficam ultrajadas diante da idéia de colocar um policial armado na escola de seus filhos. Nossos filhos são milhares de vezes mais suscetíveis a serem mortos ou seriamente feridos por violência escolar do que por fogo, mas a única resposta da ovelha para a possibilidade de violência é a negação. A idéia de que alguém venha matar ou ferir seus filhos é muito dura, então elas escolhem o caminho da negação.

    As ovelhas geralmente não gostam dos cães pastores. Ele parece muito com o lobo. Ele tem dentes afiados e a capacidade para a violência. A diferença, no entanto, é que o cão pastor não deve, não pode e não irá nunca machucar as ovelhas. Qualquer cão pastor que intencionalmente machuque a ovelhinha será punido e removido. O mundo não pode funcionar de outra maneira, pelo menos não em uma democracia representativa ou uma república como a nossa.

    Ainda assim, o cão pastor incomoda a ovelha. Ele é uma lembrança constante que há lobos lá fora. As ovelhas prefeririam que ele não lhe dissesse para onde ir, não lhe desse multas e nem ficasse nos aeroportos, com roupas camufladas e segurando um M-16. As ovelhas prefeririam que o cão guardasse suas garras e dentes, se pintasse de branco e dissesse: “Béé”

    Até que o lobo aparece. Aí o rebanho inteiro tenta desesperadamente esconder-se atrás de um único cão.

    Os estudantes, as vítimas, na escola de Columbine eram adolescentes, grandes e durões. Sob circunstâncias ordinárias, elas nunca gastariam algum tempo de seu dia para dizer algo a um policial. Elas não eram crianças ruins, elas simplesmente não teriam nada a dizer a um policial. Quando a escola estava sob ataque, no entanto, e os times da SWAT estavam entrando nas salas e corredores, os policiais tinham praticamente que arrancar os adolescentes que se agarravam às suas pernas, chorando. É assim que as ovelhinhas se sentem quando a respeito de seus cães pastores quando o lobo está na porta.

    Olhe o que aconteceu depois do 11 de setembro, quando o lobo bateu forte na porta. Lembram-se de como a América, mais do que nunca, sentiu-se diferente a respeito de seus policiais e militares? Lembram-se de quantas vezes ouviu-se a palavra “herói”?

    Entendam que não há nada moralmente superior em ser um cão pastor; é apenas aquilo que você escolhe ser. Entendam ainda que um cão pastor é uma criatura esquisita. Ele está sempre farejando o perímetro, latindo para coisas que fazem barulho durante a noite, e esperando ansiosamente por uma batalha. Os cães jovens anseiam por uma batalha, é melhor dizer. Os cães velhos são mais espertos, mas ao ouvir o som das armas e perceberem que são necessários eles se movem imediatamente, junto com os jovens.

    É aqui que as ovelhas e cães pensam diferente. A ovelha faz de conta que o lobo nunca virá, mas o cão vive por aquele dia. Depois dos ataques de 11 de setembro, a maior parte das ovelhas, isto é, a maioria dos cidadãos na América disse “Graças a Deus que eu não estava em um daqueles aviões”. Os cães pastores, os guerreiros, disseram, “Meu Deus, eu gostaria de ter estado em um daqueles aviões. Talvez eu pudesse ter feito a diferença.” Quando você está verdadeiramente transformado em um guerreiro, você quer estar lá. Você quer tentar fazer a diferença.

    Não há nada de moralmente superior sobre o cão, o guerreiro, mas ele leva vantagem em uma coisa. Apenas uma. E essa vantagem é a de que ele é capaz de sobreviver em um ambiente ou situação que destrói 98% da população.

    Houve uma pesquisa alguns anos atrás com indivíduos condenados por crimes violentos. Esses presos estavam encarcerados por sérios e predatórios atos de violência: Assaltos, assassinatos e assassinatos de policiais. A GRANDE MAIORIA DISSE QUE ESCOLHIA SUAS VÍTIMAS PELA LINGUAGEM CORPORAL: ANDAR DESLEIXADO, COMPORTAMENTO PASSIVO E FALTA DE ATENÇÃO AO AMBIENTE. Eles escolhiam suas vítimas como os grandes felinos fazem na África, quando eles selecionam aquele que parece menos capaz de se defender.

    Algumas pessoas parecem destinadas a serem ovelhas e outras parecem ser geneticamente escolhidas para serem lobos ou cães. Mas eu acredito que a maior parte das pessoas pode escolher qual dos dois eles querem ser, e eu estou orgulhoso de dizer que mais e mais americanos estão escolhendo serem cães.

    Sete meses depois do ataque de 11 de setembro, Todd Beamer foi homenageado em sua cidade natal, Cranbury, Nova Jérsei. Todd, como vocês se lembram, era o homem no vôo 93, sobre a Pensilvânia, que ligou de seu celular para alertar um operador da United Airlines sobre o seqüestro. Quando ele soube que outros três aviões haviam sido usados como armas, Todd largou o telefone e disse as palavras “Let’s roll” o que as autoridades acreditam que tenha sido um sinal para os outros passageiros para confrontar os seqüestradores. Em uma hora, uma transformação ocorreu entre os passageiros – atletas, homens de negócios e pais – de ovelhas para cães pastores e juntos eles combateram os lobos, salvando um número indeterminado de vidas no chão.

    “Não há salvação para o homem honesto, a não ser esperar todo o mal possível dos homens ruins.” – Edmund Burke

    Aqui é o ponto que eu gosto de enfatizar, especialmente para os milhares de policiais e soldados para os quais falo todo ano. Na natureza, as ovelhas, as ovelhas de verdade, nascem assim. Cães nascem assim, bem como os lobos. Eles não têm uma chance. Mas você não é uma criatura. Você é um ser humano, e como tal pode ser o que quiser. É uma decisão moral consciente.

    Se você quer ser uma ovelha, então você pode ser uma ovelha e está tudo bem, mas você deve entender o preço a pagar. Quando o lobo vier, você e as pessoas que você ama morrerão se não houver um policial por perto para protegê-lo. Se você quer ser um lobo, tudo bem, mas os pastores o caçarão e você não terá nunca descanso, segurança, confiança ou amor. Mas se você quiser ser um cão pastor andar no caminho do guerreiro, então você deve tomar uma decisão consciente DIÁRIA de dedicar-se, equipar-se e preparar-se para aquele momento tóxico, corrosivo, quando o lobo vem bater em sua porta.

    Quantos policiais, por exemplo, levam armas para a igreja? Elas estão bem escondidas em coldres de tornozelo, coldres de ombro, dentro dos cintos ou nas costas. A qualquer hora em que você estiver no culto ou na missa, há uma boa chance que um policial na sua congregação esteja armado. Você nunca saberia se havia ou não um indivíduo assim em seu local de adoração, até que o lobo aparece para massacrar você e as pessoas que você ama.

    Eu estava treinando um grupo de policiais no Texas e, durante o intervalo, um policial perguntou a seu amigo se ele levava a arma para a igreja. O outro respondeu “Eu nunca vou desarmado à igreja” Eu perguntei por que ele tinha uma opinião tão firme a esse respeito, e ele me contou a respeito de um policial que ele conhecia que estava em um massacre em uma igreja em Fort Worth, Texas, em 1999. Nesse incidente, uma pessoa desequilibrada mentalmente entrou na igreja e abriu fogo, matando quatorze pessoas. Ele disse que o policial acreditava que ele podia ter salvado todas as vidas naquele dia se ele estivesse carregando sua arma. Seu próprio filho foi atingido, e tudo o que ele pôde fazer foi atirar-se sobre o corpo do garoto e esperar a morte. Aquele policial me olhou nos olhos e disse “Você tem idéia do quão difícil é viver consigo mesmo depois disso?

    Alguns ficariam horrorizados se soubessem que esse policial estava na igreja armado. Eles o chamariam de paranóico e provavelmente o admoestariam. Ainda assim, esses mesmo indivíduos ficariam enfurecidos e pediriam que “cabeças rolassem” se descobrissem os air bags de seus carros estavam defeituosos, ou que os extintores de incêndio nas escolas de seus filhos não funcionavam. Eles podem aceitar o fato que fogo e acidentes de trânsito podem acontecer e que devem haver medidas de segurança contra eles.

    A única resposta deles ao lobo, no entanto, é a negação, e, freqüentemente, sua única resposta ao cão pastor é a chacota e o desdém. Mas o cão pastor pergunta silenciosamente a si mesmo “Você tem idéia do quão duro seria viver consigo mesmo se seus entes queridos fossem atacados e mortos, e você ficasse ali impotente porque está despreparado para aquele dia?”

    É a negação que transforma as pessoas em ovelhas. Ovelhas são psicologicamente destruídas pelo combate porque sua única defesa é a negação, que é contra produtiva e destrutiva, resultando em medo, impotência e horror, quando o lobo aparece.

    A negação mata você duas vezes. Mata uma, no momento da verdade, quando você não está fisicamente preparado: você não trouxe sua arma, não treinou. Sua única defesa era o pensamento positivo. Esperança não é uma estratégia. A negação te mata uma segunda vez porque mesmo que você sobreviva fisicamente, você fica psicologicamente destroçado pelo seu medo, impotência e horror na hora da verdade.

    Gavin de Becker coloca dessa maneira em “Fear Less”, seu soberbo livro escrito após o 11 de Setembro, leitura requerida para qualquer um tentando entender a atual situação global: “… a negação pode ser sedutora, mas ela tem um efeito colateral insidioso. Apesar de toda a paz de espírito que aqueles que negam a realidade supostamente alcançam por dizerem que as coisas não são tão sérias assim, a queda que eles sofrem quando ficam cara a cara com a violência é muito mais perturbadora.”

    A negação é uma situação de “poupe agora pague mais tarde”, uma enganação, um contrato escrito só em letras miúdas. A longo prazo, a pessoa que nega acaba conhecendo a verdade em algum nível.

    Assim, o guerreiro deve lutar para enfrentar a negação em todos os aspectos de sua vida, e preparar-se para o dia em que o mal chegará.

    Se você é um guerreiro que é legalmente autorizado a carregar uma arma e você sai sem levar essa arma, então você se transforma em uma ovelha, fingindo que o homem mau não virá hoje. Ninguém pode estar ligado 24 horas por dia, 7 dias por semana, a vida inteira. Todos precisam de tempo de repouso. Mas se você está autorizado a portar uma arma e você sai sem ela, respire fundo e diga para si mesmo:

    “BÉÉÉÉÉÉÉ…”

    Essa história de ser uma ovelha ou um cão pastor não é uma questão de sim ou não. Não é um tudo ou nada. É uma questão de degraus, um continuum. De um lado está uma desprezível ovelha com a cabeça totalmente enfiada na terra, e no outro lado está o guerreiro completo. Poucas pessoas existem que estão completamente em um lado ou outro. A maioria de nós vive no meio termo. Desde 11 de Setembro, quase todos na América deram um passo acima nesse continuum, distanciando-se da negação. A ovelha deu alguns passos na direção de aceitar e apreciar seus guerreiros, e os guerreiros começaram a tratar seu trabalho com mais seriedade. O grau para o qual você se move nesse continuum, para longe da “ovelhice” e da negação, é o grau no qual você estará preparado para defender-se e a seus entes queridos, fisicamente e psicologicamente, na hora da verdade.
    Fonte: Movimento Viva Brasil

    • Eremita Urbano

      Ótimo texto, muito bacana!

  • Gustavo Lanes

    Bacana Eremita, tenho certeza que vai acrescentar em muito para o blog.
    Só uma dúvida, o forte do eremita continua normal ou você vai passar à se focar mais no sob.com?

    • Eremita Urbano

      O http://www.fortedoeremita.blogspot.com.br continua normal sim Gustavo, os textos e artigos escritos efetivamente por mim vão ficar aqui no sobrevivencialismo.com e o Forte do Eremita vai continuar como um “guardião” de livros(alguns raros), apostilas e outros materiais de referência sobre o assunto… e em breve terá ainda muito mais por lá! 🙂

  • parabens pela postagem, sua historia é bem parecida com a minha, só descobri o que é um sobrevivencialista/preparador recentemente, mas desde de criança sempre pensava em rotas alternativas de fuga, sempre gostei de atividades mateiras e sempre em minha mochila tinha algo pra me defender, uma troca de roupa a mais, curativos, comida, sempre pensando em caso de alguma emergencia, sem contar as facas e canivetes que sempre estiveram comigo. ate então nao sabia, mas sempre fui um sobrevivencialista.

    • Eremita Urbano

      Valeu Raphael, bacana essa identificação!

  • Tiago Bushman

    Muito bom ilustre Eremita.Seu blog é bem completo e parabéns pela iniciativa.
    Só quero adicionar umas palavras que ainda ontem estava expondo a colegas.
    Existem dois tipos de sobrevivencialistas: o NATO e o APRENDIZ. Ambos querem sobreviver (que é a alma do nosso ideal) e só por isto já basta para que os objetivos sejam alcançados em zonas e tempos de crise.
    Permito-me falar sobre isso, pois admiro muito o sobrevivencialista APRENDIZ , pois este teve que aprender tudo em pouco tempo, sem local para treinamento, sem a vivência mateira, com pouca prática nas ferramentas, temeroso, enfim : um corajoso.
    Humildemente me considero o sobrevivencialista nato, pois me criei no interior do Paraná, mato era a extensão da minha casa, caçador, pescador, “armadilheiro”, facão e espingarda na mão, ex-militar, tenente artilheiro do 5º GACAP, cheiro de pólvora é minha droga, cicatrizes,etc.

    Mensagem: a humildade em ensinar aos que sempre querem aprender é uma obrigação dos colegas sobrevivencialistas NATOS.
    Sabemos que tempos difíceis batem à porta todos os dias, mas quando a hora chegar a porta será arrombada em muitos países, e o nosso não tem uma porta segura e intransponível.
    Os APRENDIZES nos darão a retaguarda, a assistência médica, a vigilância, o planejamento e a tranquilidade para nós, os NATOS, podermos agir com a austeridade e comando para proteger a todos.
    A nossa tribo cresce e todos tem seu espaço.Se você se acha magrelo e fraco, usa óculos de grau, tem a pele da mão fina, é alérgico a pernilongos e detesta lama e mato, fique tranquilo e autoconfiante.Você terá seu espaço garantido pelo seu empenho, trabalho e aperfeiçoamento.
    No futuro o que vai valer é a persistência e a autoconfiança, e garanto que serão poucos que vão aguentar sóbrios por mais de 30 dias sem luz, água, comida, celular e internet.
    Até imagino minha esposa lá em casa!!!!….já comprei Gardenau.
    Abraços

    • Eremita Urbano

      Obrigado pelas suas considerações, gostei bastante, abraços.

  • Parabéns.Também me sentia assim mais depois descobri q n era só eu q gostava disso.Ótimo comentário parabéns!!!

    • Eremita Urbano

      Obrigado, forte abraço!

  • Somos poucos.
    Porém somos únicos. Passar conhecimentos e experiências nos tornam mais fortes em todos os sentidos.
    Fico feliz que tenha vindo pra somar, pois nesse assunto não existe espaço para camisa 10, todos devem trabalhar em equipe.

    • Eremita Urbano

      Isso mesmo, sozinho é sempre mais difícil, abraços!

  • Parabéns, certamente vc vai sim somar cada vez mais ao blog!

    • Eremita Urbano

      Valeu demais, Léo Lima. Abraços.

  • Wesley C. Paixão

    Parabéns pelo convite! É muito bom ler e aprender com quem realmente sabe. Julio acerta em cheio na hora de fazer esse tipo de escolha! Sempre considero seus comentários e posts lá no GSE – GO. Parabéns novamente!

    • Eremita Urbano

      Grato pelas considerações Wesley.

  • Parabéns pela postagem, é o que sempre penso, a sociedade, em teoria funciona muito bem, mas “e se” acontecer algo que não estão preparados, haveria um caos, de catastrofes e fenomenos da natureza à violencia urbana, então ficar atento e se manter, saber fazer as coisa e depender menos dos outros, é uma questão de sobrevivencia.
    Eu aprendi a fazer muitas coisas de casa, desde comida, a problemas de encanamento, gambiarras, mas eu prefiro pegar pra fazer “gastar” um tempo, do que depender de pessoas.

    • Eremita Urbano

      Perfeita observação, estava a pouco olhando o seu blog http://survival-dog.blogspot.com.br/ focado nos câes… muito bom amigo! Até a próxima e continue acompanhando!

      • É aquela imagem classica de um soldado carregando o outro, amigo meu não fica pra traz, nem humano nem animal.

  • Muito bom. Apesar de não ter tido tanto contato com a natureza quando mais novo também tive sempre esse pensamento, “e se”. Quando viajava minha mochila ia sempre lotada de coisas que poderiam ser úteis. Conheci o sobrevivencialismo também sem querer e hoje já faz parte da minha vida.
    Obrigado pelo insight e parabéns pela parceria Eremita e Júlio!

    • Eremita Urbano

      Eu que agradeço os comentários, obrigado!

  • Adalton Vinícius (PREPARADOS-BRASIL)

    Li e parece que foi escrito por mim mesmo .. rs

    Concordo e me identifico com cada palavra, eu também criei a “Página/Canal” PREPARADOS – BRASIL com intuito de difundir a idéia de preparação e sobrevivência (também sustentabilidade, preservação e etc..) para o maior número de pessoas possivel, como não sou muito bom com palavras (texto e vídeo rss) .. minha escolha é para divulgar e transmitir informações para aqueles que não possuem tempo hábil para pesquisa ou conhecimento em outras áreas.. transmitindo diferentes informações de diferentes “experts” em um só ponto de encontro rs.

    Parabéns pelo texto e pela parceria .. tenho certeza que será bom pra todos, inclusive para nós leitores.
    Vlw

    • Eremita Urbano

      Grato pelas suas considerações amigo, continue acompanhando!

  • Wow, bela matéria caras ! Legal você por aqui Eremita, eu to tentando este emprego de colunista deste blog faz 3 anos já…. inveja!

    • Eremita Urbano

      Valeu Sr. Batata 🙂

  • Gostaria de deixar expressado aqui a alegria de poder contar conhecimento do Eremita Urbano, já acompanhava seus ensinamentos, e agora junto com o Júlio vai somar ainda mais na divulgação dos conhecimentos que precisamos. Parabéns para os dois.

    • Eremita Urbano

      Muito obrigado amigo, também agradeço a visita e as considerações!

  • Muito legal saber que o Eremita está por aqui, gosto muito dos seus textos e estarei sempre acompanhando..

    • Eremita Urbano

      Valeu amigo, que bom que estamos agradando!

  • Opa parabéns Eremita, e excelente escolha Julio

    • Eremita Urbano

      Valeu Euler 🙂

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