Vestimentas em cenário de crise

Após refletir bastante sobre as colocações do Selco no post sobre equipamentos decidi fazer uma espécie de introdução a um tema muito extenso, que são as vestimentas mais adequadas para cenários de crise.

Primeiramente devo lhes dizer que todas as informações passadas são baseadas na realidade onde vivo e podem haver diferenças de acordo com a cultura do local onde você reside.

Antes de começar é importante contextualizar, então vamos lá. Imagine que você você sofre um acidente em uma estrada deserta e têm de andar por ambientes adversos e potencialmente hostis… Qual seria a vestimenta mais apropriada? Se sua cidade sofresse uma inundação relâmpago, qual vestimenta lhe daria maior capacidade de procurar ajuda ou evadir do local? Se você tivesse que ir para casa com a cidade no meio de um protesto dominado por atos de vandalismo? Como você se vestiria para evitar machucados ou evitar chamar atenção indevida?

Enfim, não estamos falando somente de um cenário apocalíptico senhores e senhoritas, qualquer situação onde a ordem social foi perturbada ou qualquer acidente que soframos será superado de forma muito mais simples se soubermos quais roupas nos dão maior autonomia.

Quando pensamos sobre este assunto diversas situações devem ser analisadas, porém diria que uma regra é a principal: Não importa que vestimenta você esteja usando e em que cenário está, você tem de manter o seu perfil baixo. Sobrevivencialistas não podem ser os “glamurosos” descendo a rua. Temos de ser aquela pessoa que passou por vinte e ninguém se quer deu olhos para você.

A partir daí podemos “esmiuçar” o assunto. Um dos fatos preocupantes com toda essa ampliação de práticas de sobrevivência é que hoje vemos produtos super elaborados e que parecem coisas dignas de forças especiais. Isso faz com que os preparadores mais iniciantes fiquem com vontade de adquirir tais produtos, pois acreditam que ele tem as qualificações técnicas perfeitas para um cenário de crise. Mas… Será que eles têm?

De que adianta você ter uma luva tática reforçada com fibra de carbono se andar na rua com ela faz todo mundo te olhar estranho? De que adianta comprar um conjunto camuflado se você mora no meio de um centro urbano sem mata? Você andaria com ele no meio do centro da cidade? Eu acho que não.

O ponto é exatamente esse. O trabalho do sobrevivencialista é mais difícil do que parece. Temos de encontrar produtos que pareçam normais mas que tenham especificações melhores e vantagens táticas perante a outras pessoas.

Temos de pensar em cada peça de roupa de maneira crítica e ver como ela se comportará se você tiver de correr, saltar, rastejar, se molhar e etc. Segue um vídeo que fiz para enriquecer a postagem:

Cada qual encontrará os equipamentos que fazem mais sentido para si, não existe receita pronta. Para facilitar, coloco alguns pontos importantes para se observar em cada peça:

  • Calçados: Tem de ser confortável para longas caminhadas, com solado grosso para resistir a furos por vidro e detritos em geral, á prova de água ou de secagem rápida e discreto. Botas de trilha com cano curto são uma boa opção;
  • Meias: Diferente do que muitos pensam, meias são importantíssimas. Compre meias específicas para trekking e longas jornadas, suas costuras são ergonômicas e aumentam seu desempenho;
  • Calças: Material confortável e resistente, de rápida secagem e que não cause assaduras se manter atrito com a pele. Ideal é que tenha vários bolsos com fechamento e reforço ao menos nos joelhos. A conversão para bermuda também é interessante para lugares muito quentes;
  • Cintos: Preto, sem fivela grande. Ter resistência para carregar algum acessório ou até mesmo suportar seu peso;
  • Camisas: Cores neutras, evitando o preto. Evite algodão, busque por fibras que sejam mais respiráveis e leves. Ideal que não possuam estampa;
  • Óculos: Se for usar, use algo de armação discreta e com lentes escuras. Óculos de grau podem usar lentes que escurecem como opção;
  • Cobertura para cabeça: Importante para proteção contra o sol ou perda de calor em locais frios. Busque algo de cor neutra e sem estampas proeminentes, que sejam de fácil identificação. Use coberturas coerentes com sua região;
  • Mochila: Simples e pequena, nada que saia do padrão de normalidade. Procure uma mochila que lhe dê espaço interno e ofereça certa resistência a abrasão e intempéries em geral, bem como que tenha conforto quando usada por muito tempo. Caso a mochila tiver aspecto usado será menos visada.

A princípio são dicas simples porém que nos fazem parecer “normais” em meio à multidão. Claro que o comportamento é fator mais determinante que a vestimenta, porém o conjunto como um todo é o que fornece eficácia. Espero que tenham gostado, caso queiram se aprofundar busquem por “Gray Man” para conhecer mais sobre a teoria.

E vocês o que acham do assunto?

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33 Comentários

  • Mateus Rezende

    para as botas eu recomendo um airstep, eu tenho um desse http://zosma.com.br/loja/Assets/108068/product_images/zoom/bota-airstep-motorcycle-8900-marrom-zosma-01_edited.jpg já faz um ano e meio, é impermeável e confortável, bom para longas caminhadas. na época paguei 100 reais na promoção (tinha apenas dois pares).

  • OLA MEU AMIGO LOBO COMO FAÇO PARA OBTER MAIS INFORMAÇÕES SOBRE GRAY MAN DIRECTIVE, NÃO ACHO NADA A RESPEITO ESPECIFICAMENTE DESTE ASSUNTO.

    VALEU

  • alphadeltaalphamike

    olha , esse negócio de mochila de lado é ruim , fica mais fácil para tomá la ,ela deve estar nas costas mesmo

  • raphaelheadbanger

    Lembrei de mais duas coisas:

    Case de violão: existem capas rígidas (case) para violão. Acredito que dê pra passar meio despercebido com um case de violão, e o mesmo pode estar recheado de ferramentas e mantimentos. O que vocês acham? Chamaria muita atenção?

    Proteção impermeável: existe uma ótima opção para deixar qualquer mochila impermeável: coloque as suas coisas dentro de um saco de ração de cachorro. Eles tem um plástico bem grosso e são bem grandes. Depois é só amarrar e vedar bem. Impermeabilização simples, barata, quando dobrado o saco não ocupa espaço e pode ser um recipiente a mais, em caso de necessidade.
    Outra utilidade para ele é poder carregar uma grande quantidade de água dentro, pegando de um rio ou da chuva mesmo. Que tal essa?

    Abraço.

    • Olá amigo,

      Eu diria que o case de violão chama atenção por ser um item inusitado. Se for um case rígido, dá impressão de que o instrumento em seu interior é mais caro, logo, passível de roubo. Talvez uma boa mochila velha já faça o trabalho com maestria.

      Abraços.

      • raphaelheadbanger

        Faz sentido Julio!!!

        Abração!

    • A idéia do saco de ração pra cachorro foi excelente! Inusitado e bem funcional!

  • Future Trunks

    Amigos, quero deixar a minha contribuição.

    Sobre calçados: acho que a melhor escolha é o bom e velho coturno. Um coturno de marca boa (como a Atalaia, por exemplo) é leve, confortável e barato (desde 70 a 100 reais). Usando a calça por cima do coturno, ele parece um sapato comum. Aguenta qualquer terreno e protege boa parte da panturrilha. Podem ser feitas diferentes amarrações nos cadarços, para mais aperto ou para ter o “quick release”, onde com um puxão você tira o coturno (em caso de ficar com o pé preso). Existem hoje modelos com solas variadas.
    O ideal é surrar um pouco ele antes, usando todos os dias até ele pegar o formato do pé. Uma vez que ele esteja laceado, você poderá caminhar muito sem machucar os pés. Mas não surre ele de mais, só o suficiente para ficar confortável. Sabe-se lá por quanto tempo ele precisará ser usado em uma situação de emergência, portanto é bom que esteja o mais novo possível. Importante ter meias extras, pois estar com os pés secos é fundamental para não ter ferimentos.
    Outra vantagem é poder carregar facas dentro do cano do coturno e dinheiro embaixo da palmilha.

    Existem também as botas táticas, que são bem mais caras (a partir de 250, 300 reais) mas são mais confortáveis. Para quem pode gastar esse dinheiro todo em um calçado, pode ser uma boa alternativa. A minha única preocupação é que elas precisam de um pouco de manutenção, e isso pode atrapalhar em uma situação extrema.

    Sobre calças: acredito que as calças táticas sejam ótimas com seus tecidos próprios e seus inúmeros bolsos. Mas penso que andar com trezentos bolsos cheios de quinquilharias chame mais a atenção do que usar uma mochila nas costas.
    Portanto meu voto iria para a boa e velha calça de brim (tradicional, aquela grossa), pois ela protege muito bem contra ferimentos, aguenta ser bem surrada, aquece e é discreta. Em caso de molhar, pode ser revezada com outra calça da mochila, talvez uma calça tática discreta.

    Proteção extra: sempre gostei das jaquetas de couro, não só pelo visual como pela proteção extra que dão para o corpo e braços. Imagine-se durante um confronto sendo derrubado no asfalto: os arranhões e queimaduras podem te prejudicar seriamente. Se estiver com uma jaqueta, estará mais protegido. Mas não compre uma jaqueta nova, para uma situação de emergência use uma jaqueta de couro velha, pode ser até de brechó (desde que seja de couro mesmo), assim se torna mais discreta (sem contar que ninguém vai pagar uma fortuna numa jaqueta boa para “surrar”).
    Claro, não sejamos idiotas, se estiver um solão de 30ºC, não saia de jaqueta na rua. Mas em temperaturas medianas já dá pra usar. O bom que dá pra levar várias quinquilharias embaixo dela, como facas, ferramentas, etc, sem chamar a atenção.
    Outra alternativa seria uma jaqueta de brim, e o legal dessa é que você pode costurar tecido camuflado como forro (caso sua fuga seja para um lugar seguro no meio do mato), assim pode usar do avesso quando necessário.

    A mochila é sempre polêmica, então deixo para cada um decidir o tamanho da sua. Mas nunca esqueca de carregar multi-ferramentas (existe uma ferramenta que é machado, martelo, alicate, fenda, philips, serra e canivete, tudo em um só. E variações dela), elas podem ser bem úteis e ocupam pouco espaço. Uma bandagem (atadura) larga também pode ser útil e não ocupa espaço. Sem contar os versáteis itens da gambiarra: corda de paraquedas (paracord), silver tape, super bonder e arame. Com isso se faz muita coisa.

    Bom amigos, essa é a minha contribuição. Espero ter ajudado de alguma forma.

    • Olá amigo,

      Ótima contribuição, acredito que estas variações apresentadas fazem completo sentido. Obrigado pela disposição de escrever este comentário.

      Abraços.

      • raphaelheadbanger

        Bom dia Julio.

        Posso escrever mais coisas sobre coturnos. Apesar de não ser um profundo entendedor, já os uso a bastante tempo. Só não sei se o melhor lugar é um comentário aqui ou criar um tópico lá no fórum, o que achas?

  • nao posso falar muito, mesmo aqui, TEM ALGUMA COISA ACONTECENDO, PREPAREM-SE ,

    • Faz muito tempo que eu vejo que tem algo acontecendo. Quando eu falava pra galera, ninguém acreditava. Só começaram a acreditar com o começo do conflito da Síria, e olha que isso é só sobre o mal-estar internacional, quanto mais com o conflito interno de povo irritado e governo opressor… Que Deus proteja a todos nós…

  • Bom post, sem dúvidas que temos muitas variáveis que precisam ser analisadas: ambiente, situação, deslocamento, clima, relevo, dia, noite, etc… acredito que o correto é nos adaptarmos a situação e aparecer o menos possível, seja na selva, no deserto, nos centros urbanos ou qualquer outro local, utilizar equipamentos camuflados tanto de defesa como de ataque, se deslocar de preferencia a noite dificultando sua exposição.

  • Jonas S Silva

    Sobrevivencialismo é grupo! No máximo vc se deslocará por pouco tempo até alcançar seu grupo (no mínimo sua família). Quem não tem grupo (amigos, família) tem sérios problemas. Quem não conta com a sobrevivência do grupo, ou está esquecendo de algo essencial (nossos entes queridos) ou é algum aborrescente que pensa que é um membro do Assassin’s Creed.
    Enfim, não é muito inteligente vc sair parecendo um mendigo com sua esposa, sua mãe e dois filhos. Certamente chamará atenção dos predadores. Talvez meter as duas mulheres em uma roupa operacional espetaculosa e meter umas armas nas mãos delas surta mais efeito do que ficar como coitado por aí. Mas cada situação é uma situação. E o mais importante é lembrar disso: Grupo. Família. Você não abandonará seus entes queridos para trás.

    • A origem da diretriz do homem cinza está diretamente relacionada com espionagem e infiltração (Não estou falando do agente Bourne ou do 007, está mais para os Delta) por isso você sempre vai encontrar técnicas e táticas de camuflagem e mimetismo para indivíduos. É muito mais simples passar despercebido sozinho, sem ter que se preocupar com outras pessoas. Os agentes trabalham dessa forma, sozinhos ou em pequenas equipes para não chamar atenção. É uma pena, mas o que eu quero dizer é que há pouco conteúdo disponível para formar uma “família cinza”, é mais simples você tentar adequar as técnicas de forma geral.

      Mais importante do que isso, você está interpretando as coisas de forma equivocada, um morador de rua pode chamar mais atenção do que um militar em certos ambientes. A intenção dessa técnica não consiste apenas em dissimular sua capacidade, mas também em dissimular sua presença. O objetivo é você parecer neutro, comum e pouco suspeito, não estar abaixo da preparação convencional. Estar em condições abaixo da média também chama atenção. Não se deve chamar atenção pela força e nem pela fraqueza, nem pelo excesso e nem pela carência, você deve ser inexpressivo, comum, estar dentro da média, o tipo de pessoa por quem você passa sem notar. Se está na praia não use japonas nem ande pelado, se está na rua não ande com roupas de grife nem pareça um mendigo, apenas seja comum, seja mais um no meio da multidão. Essa é a diretriz do homem cinza.

  • Desta discussão quero dar minha opinião, e já fiz algo bem parecido.
    Para mim a roupagem ideal em um cenário de risco pessoal seria a de um mendigo!!!!! Isto falo para deslocamentos curtos em áreas de risco real, pois em áreas de maior campo de visão sem risco real ficaria mais a vontade.
    A mochila precisa ser pequena, básica, nem que vc precise repetir este percurso curto mais vezes.
    Vista roupas confortáveis, calçado macio e “surrado”, deixe as mãos e rosto sujas (pó de carvão -leve)….e aí vc veste aquele cobertor cinza fino por cima de tudo, cobrindo tudo o que tem por baixo, use um boné velho e um cajado (como se mancasse)….adicione um odor de cachorro molhado misturado com cachaça 51 no cobertor….e pronto meu amigo!!!
    No corpo vc pode amarrar roupas (cintura e ombros) carregar faca, vestir duas ou três calças (uma sobre a outra), a mochila fica pendente no peito e vc fica envergado pra frente como se estivesse bêbado ou cansado…..funciona muito bem….quer testar?…vai pra rua só c/ o cobertor e boné, cara suja, simulando que está bêbado……..vc vaio andar o dia todo e ninguém vai te incomodar….
    Esta é minha roupa para passar pela multidão!
    Abraço

    • mendigo é uma boa

  • João Suano

    Bom, moro em Manaus. E apesar de ser uma cidade muito grande, possui saídas que dão direto na estrada, ou seja, mato pra todo lado . E eu moro perto de varios quarteis do exercito e eles possuem muitas reservas por aqui. Então, pelo menos para mim, dá para adotar um visual urbano bem pratico e ao mesmo tempo ter vestimenta camuflada, podendo entrar nas reservas florestais sem ser percebido.

  • Devido a alguns problemas financeiros, tive de morar na rua durante um tempo. De todos os equipamentos que eu consegui levar comigo, o que mais me causava problemas era a mochila. Preta, simples, barata, como de um estudante. Mesmo assim, ser visto andando de mochila num sábado a noite em uma região pouco movimentada sempre levanta suspeitas e interesses indesejados.
    Ter uma roupa boa e cara só vai aumentar as chances de ser assaltando quando você (e todo o resto) estiver realmente precisando dela.

  • Olá!!
    Muitos sobrevivencialistas, assim como eu, devem ter filhos pequenos, com 2 anos ou menos. O que você sugeriria para fazer uma preparação eficiente nestes casos? Não só tem termos de vestimentas, mas em todos os aspectos?

    • Acho que sou mais indicado que o Julio Lobo para responder pois passo pelo mesmo dilema. Faça tudo parecer brincadeira, faça com que as crianças se acostume com a ideia de se preparar. Brinque de pegar, esconder, ensine a ficar perto mesmo que vc solte a mão dela. Crianças são curiosas e no caso da minha, e uma Sobrevivencialista nata, muito aventureira. Tenha em mente que toda a preparação deve ser voltada para o conforto das crianças pois caso aconteça algo são as mais frágeis e suscetíveis a vitimização

  • Pois é, como eu falei em um outro post, pra mim é mais lógico passar por despercebido em cenários urbanos, onde cada esquina esconde um perigo. A vida não é um game, onde se sai atirando em todos os inimigos até chegar no check point…

  • Acho que a mochila é algo que chama a atenção, ao menos para mim chama. Pode despertar a curiosidade de que você esteja carregando algo de valor. Sou mais de levar poucas coisas e dividir em bolsos e não usar mochila caso não seja realmente necessário. Ótimo post e vídeo.

  • legionário

    Pois! Temos ouvido muito essa moda do perfil baixo, blá, blá, etc. Como “já foram” moda os rambos. Enfim as coisas não são a preto e branco. E como tal eu com um metro e noventa não passo despercebido com facilidade…
    E há uma coisa que a natureza nos ensinou – O predador escolhe a presa mais fraca.
    Continuação de bom trabalho.

  • Não pode ficar parecendo um soldado, se não vc vira alvo fácil, meu sargento dizia que a melhor camuflagem está na observação do ambiente.
    Em cenários urbanos, eu me pareceria como um mendingo, quem se interessa por um mendingo…
    Em um ambiente de mata me pareceria com ela e por ai vai.

  • Muito bom, Julio. Dicas preciosas sobre como não se tornar um alvo. Em termos de vestimenta, tenho tentado adquirir uma “Capa 3 Coqueiros”, de feltro impermeável. São quentes, resistentes e dá mesmo para se abrigar dentro de uma delas. Mas achei aqui em Londrina por R$ 780,00, e não estou a fim de vender um rim para comprar uma….

  • Luiz Rodrigo

    Excelentes textos e vídeo. Mas eu queria saber mais sobre pequenos equipamentos neste contexto de “grey man”. Relógios de pulso, celulares, rádios FM e equipamentos de primeiros-socorros. Sei que a mochila está aí pra isso. Mas como adequar estes equipamentos a este contexto? Obrigado pelas dicas e parabéns pelo trabalho!

  • Realmente os novatos no assunto tendem a se equipar pra ficar parecendo membro de tropas especiais…isso num cenario de desordem é o mesmo que andar com uma melancia no pescoço…
    Cores neutras, fugindo do preto, e acessorios eficientes farao a diferença no fim das contas…

  • Esse assunto se estende bastante rs. Mas a base é ser tático sem parecer tático. Até dá para usar botas de cano longo ou médio, desde que esteja por dentro da calça. Ter algo que chame a atenção, quando for necessário, também é uma boa, por exemplo uma bandana. A mochila a´te pdoe ser grande, desde que seja de cores discretas, sem nenhum enfeite e linhas mais discretas possíveis. Proteção para interpéres, não recomendo guarda-chuva, prefiro jaqueta ipermeavel, de dá mobilidade e praticidade na chuva. Atualmente ´da para encontrar no Brasil, materiais bons, “táticos” e discretos. E claro, procurando adaptar a realidade de cada um.

  • Amigo queria saber aonde acho esse’s tipos de equipamento ? Como essa Mochila, a Meia,o Cinto e etc citado no video ? Obrigado desde já.

  • Realmente é um assunto muito complexo mesmo!

    Temos que ter em mente que um sobrevivencialista não é um soldado e sim uma pessoas que quer sobreviver, portanto evitar combates é garantia de conseguir viver mais, isso significa que vc terá que ser discreto em muitas situações e para isso deverá procurar passar desapercebido no meio da multidão, literalmente se misturar às outras pessoas. Este tipo de ação é muito mais difícil que se misturar, camuflar, em um ambiente natural, ser “invisível em ambiente urbano é bem mais complexo.

    Se vc não quiser ser notado optar por usar peças de roupas e acessórios discretos e que pareçam comuns é a alternativa mais sensata, porem vc tem que escolher vestimentas e acessórios que vão lhe dar vantagem sobre o ambiente e sobre as outras pessoas além de garantir uma certa proteção contra o clima desfavorável e ambiente.

    É um equilíbrio meio complicado de ser encontrado mas pode fazer diferença se vc estiver na condição de sobrevivente tendo que enfrentar vários desafios.

    • bom post, realmente esse é um tópico elementar e importante de ser considerado por todo sobrevivencialista. eu concordo com os pontos elencados aqui. quem quiser conferir na integra o que penso do assunto pode ver no link: http://www.sobrevivendo.com.br/2012/07/escolhendo-sua-vestimenta.html

      • Parabéns, ótimo assunto.

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