Um passeio pela minha BOL – Abrigo secundário

Após pensar muito se essa seria uma boa ideia, decidi mostrar à vocês a minha segunda opção de abrigo. Vale lembrar que pretendi manter a confidencialidade da localização, então não filmei a casa e pontos que podem servir de referência para a identificação do local.

A propriedade pertence à meu avô e a família, então todos acabam contribuindo de alguma forma para manter o local da forma que está. Espero que vocês gostem do “passeio” e já peço desculpas pelo vídeo longo demais, porém são tantos detalhes que se eu os tirasse o vídeo perderia seu propósito. Segue abaixo:

Peço que reparem que a propriedade tem apenas um hectare e meio, ou seja, para um local deste tamanho creio que estamos conseguindo produzir alimentos em ótima quantidade… Sem contar que há espaço de lazer e moradia também no local.

Infelizmente algumas plantas passaram batido (como vi durante a edição), mas quem sabe mais para frente faço alguns vídeos específicos sobre cada uma delas… O que acham? Posso formular uma série de “dicas de plantio” para cada espécie e também as técnicas que estão envolvidas na produção destas, apesar de não dominar o assunto muito bem, pesquiso e aprendo para repassar à vocês.

O mais importante é compreender que nossa prática transcende o ato de armazenar alimentos… ela visa que alcancemos um modo de vida “fora da rede”, ou seja, viver sem depender de recursos externos, produzindo tudo que lhe é necessário no próprio local.

Hoje já posso lhes garantir (como disse no vídeo) que poderia viver no local por tempo indeterminado, porém existem pontos que ainda devem ser trabalhados para tornar o local mais eficiente. Eu estou na luta para conseguir isso, e você?

Até.

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27 Comentários

  • Com relação ãs energias eólica e solar e ã criação de aves, caso a situação se torne caótica, se o BoL deve ser um refúgio seguro enquanto as coisas não se recuperam, não haveria o risco de ser descoberto, pelo brilho das placas colares, o som emitido pelo movimento das pás das turbinas e das aves da criação?

  • Pingback: Abrigo secundário: Conceito e apresentação – Parte 1 |

  • cara creio estar em uma situação otima para uma pessoa q tem uma BOL,nela tem animais,agua,frutas,verduras,legumes e mateira em abundancia muito abundante e é um local meio isolado e tenho no minimo 5 maneiras q quase ninguem sabe de chegar até lá

  • Local perfeito brother!

    Espero um dia ter condições de comprar um pedacinho de terra na zonar rural, pelo menos uns 3 alqueires, para ter um refúgio não só para ir em caso de crise mas para me refugiar do stress da cidade. Eu não sei como viver da terra, nem sei por onde começar, mas essas coisas agente aprende na prática né, dá-se um jeito!

    Gostei muito da participação do seu avô no vídeo, parasse ser um pessoa muito bacana!

    Uma dica… Seria interessante construir pela propriedade bases de apoio, locais onde vcs pudessem se refugiar temporariamente caso fossem atacados e não conseguissem repelir os invasores. Se desse para construir túneis ligando à casa principal até os refúgios seria uma ótima opção.

  • shakespearebib

    Estou em busca de um main BOL para o caso de alguma conturbação social grave.

    Em especial procuro as seguintes características:

    LOCALIZAÇÃO: Local estratégico, onde possa se chegar com no máximo meio tanque de combustível à partir de minha casa e que se situe a no máximo 3 horas de viagem de carro, em situações normais.

    TOPOGRAFIA: Situado em ponto dominante do terreno (crista militar) com relevo medianamente ondulado e com rotas de fuga para diversas regiões, incluindo mata nativa, cidades pequenas, centros urbanos médios, estradas de terra, pavimentadas e ferrovias. Riachos e água abundante com fácil acesso a rios maiores e saídas para o litoral.

    ÁREA: Em torno de 10 ha com mata nativa em 20 % da área, espaço para criatório de peixes, pasto, granja, pomar de árvores frutíferas e horta. Possuir uma área mais plana e protegida onde fica a residência principal e algumas outras edificações de apoio como paiol, oficina, cisterna, piscina, etc.

    ENERGIA: Possuir regime de ventos que possibilite instalação de gerador eólico e insolação adequada para aquecimento solar de água e algumas placas fotovoltáicas para situações de emergência. Local para instalação de um gerador e estoque de combustíveis para alguns dias de operação normal. Além disso rede pública de energia rural conectada para situações de normalidade.

    Minhas pesquisas atuais me levaram a locais no sul de MG que ficam próximos a SP e RJ e que atendem a maioria dos critérios citados acima. Em breve trarei mais informações de como estão evoluindo minhas buscas para obtenção do BOL.

    Saudações a todos os sobreviventes.

    • Olá amigo,

      Fico feliz que esteja nesta busca. Lembre-se que fisicamente falando, em 2 hectares você já tem o suficiente para tornar-se auto-sustentável! Seria legal se você pudesse postar os avanços de sua busca no nosso fórum, lá os usuários de diversas regiões do Brasil podem lhe ajudar a encontrar localidades como a que você procura! Para acessá-lo basta clicar na barra de ferramentas no topo da página.

      ABraços!

      • Oi Julio, obrigado pela resposta. Vc tem razao qto ao tamanho da propriedade, é que no meu caso estou procurando algo maior p incluir a mata e algumas outras ideias q estou tendo. Abs

      • Célio Freitas Júnior

        gostaria de saber o significado da sigla BoL, gosto de sobrevivencialismo, estou começando a ler e pesquisar um pouco sobre isso, e acredito que se possível todas as pessoas que possuem uma família e se preocupam com ela devem ter essa preocupação. Sou agrônomo de profissão e tenho um pouco de experiencia em campo e mata, mas gostaria de me aprofundar nesse assunto
        obrigado
        Célio

      • Olá Celio!

        BoL significa Bug out Location, ou local de fuga. Basicamente é um local onde você pode ficar se as coisas piorarem por completo.

        Abração!

    • Quanto à energia, se me permite, farei uma sugestão. Utilizar a energia eólica como principal, a não ser que vc se localize próximo ao litoral, não será a melhor escolha, visto que SP e MG não são muito famosos por grandes ventos.

      Já a fotovoltáica, como citou, sim. Esse tipo de energia se encontra bem desenvolvida, já tive oportunidade de conhecer duas fazendas (não me lembro quantos hectares exatamente, mas ambas chegavam acima de uma centena – contando com consumo da casa, irrigação, etc), abastecidas somente pela luz solar.

      Os painéis são meio salgados (principalmente os próprios para freezeres e geladeiras), mas a longo prazo sempre compensa.

      Parabéns e boa sorte com seu BOL!

  • Salve, Julio.
    Parabens pelo B.O.L. e pela convivência familiar.
    Minha dúvida é a seguinte, espero que vc possa dividir seu ponto de vista:
    Moro em Petrópolis/RJ. Cidade serrana, com cerca de 330.000 habitantes. Poucas saídas para outros locais (de veículo) e algumas a pé.
    Pensando num BOL, adquiri um propriedade em São José do Vale do Rio Preto, com cerca de 01 alqueire, com bom solo e vasto fornecimento de água.
    Eis a dúvida: qual o mais prático? Um “bug out location” ou “bug in”?
    Petrópolis não possui um grande centro e é bem recortada pela serra onde se encontra. Em casos mais severos, a retirada pea o BOL seria complicada, mesmo de jeep.
    Então, preparar para ficar (estoques, fortificação) ou uma retirada.
    Parabéns pelo blog e pelos vídeos no YouTube.
    Forte abraço.

    • Olá Francisco,

      Primeiramente obrigado pelo apoio e meus parabéns pela iniciativa de começar a se preparar. Quanto à sua pergunta, é uma questão contextual. Geralmente a BoL tem como finalidade ser um abrigo para quando as situações urbanas se tornam insustentáveis ou pelo menos ser um ambiente completamente seguro para você esperar a tempestade passar, seja esta qual for. O ideal é que você invista em preparações na sua residência, visto que dependendo do caso você não conseguirá sair dela (conforme disse nas questões de acesso) e tenha um foco diferente em cada abrigo. Deixe-me esclarecer:
      -Em sua casa atual, você deve armazenar alimentos, água e suprimentos diversos bem como fortificar a estrutura do local e desenvolver estratégias para defesa, estudar possíveis locais acessíveis como fontes de recursos (postos de gasolina, mercados e etc).

      – Sua BoL deverá ter um foco mais sustentável. Invista em plantio e criação de animais, ou seja, esta deverá conseguir sustentar você e sua família por período indeterminado.

      Enquanto um ambiente é literalmente um abrigo que lhe manterá vivo (nada mais que isso), o outro será um refúgio seguro para viver por mais tempo, caso as coisas não se recuperem como deveriam. Obviamente existem diversos pontos de vista quanto à isso, mas eu prefiro pensar desta forma! Imagine sua casa como uma fortaleza sob cerco inimigo e sua BoL como uma ilha deserta repleta de recursos e possibilidades.

      Espero ter ajudado, se tiver dúvidas, fique à vontade para perguntar!
      Abraços.

  • Achei super completa sua BOL Júlio, parabéns a você e seu avô. Já pensaram em implementar uma cerca viva em todo o perímetro? são vendidos saquinho de sementes de sansão do campo com 500g por 70 reais. Teriam o trabalho de desenvolver as mudas e depois plantar. Seria a minha opção junto com uma boa cerca de arame farpado no caso de uma propriedade dessas.

    Abraços.

    • Então Fritz, está aí uma ótima idéia! Vou verificar o valor deles aqui na minha cidade. Obrigado!

  • ### olá julio eu queria deixar uma observação,vc se preocupou muito em não mostrar o local eo ambiente com medo do anonimato mais deixou muitas imformaçoes eu mesmo percebi 2 imformaçoes muito importantes para saber o local do seu bol se caso alguem quizer te localizar ja teria 2 dicas é em uma chacara onde seu avô mora dai é só ajuntar as imformaçoes que chega ao seu bol em questão de tempo.toma cuiudado com isso que pode te prejudicar em outra ocasião.

  • Julio, muito lindo seu BOL. Lindo mesmo!!
    Eu tinha um lugar assim e o meu também tinha uma parte só com horta, outra parte com um açúde com peixes e criação de aves.
    O pomar não era tão variado quanto seu, mas tínhamos uvas, goiabas, limão-bergamota ( aquele alaranjado) , figos, pêssegos, maracujás, bananas, araçás ( goiabinha do mato), pitangas…ahhhh…adoro pitangas!
    Bem, o sítio foi-se. Precisou ser vendido. Contingências.
    Mas o seu é lindíssimo e muito bem aproveitado. Adorei.
    Adorei seu avô e a Madonna.
    Parabéns!!

  • Bacana heinn! Colocar uns bambús, madeira de corte pra combustível e preparar um gerador pra operar na roda dágua… bem bacana!
    DocRDM Aboro carambola, to ferrado? kkkkkkkkkkk Bela postagem Julio.

  • Julio, trankilo?
    Passei para conhecer a chácara/sítio do seu avô. Vc nem imagina o como é bom tê-lo ao seu lado. Parabéns pelo amoroso e bonito convívio com ele. Escrevo esta mensagem motivado pela sua relação não só com ele, mas com todos aqui.
    O que eu acredito sinceramente que está por acontecer, e até porque vc conhece meu blog, é algo muito radical e terrível num primeiro momento, mas para os que sobreviverem aos cataclismos que estão por acontecer até 21 de março de 2013, vão ser por eles percebidos uma humanidade muito diferente da atual. Irão se reduzir de sobre maneira toda violência, ódio, ganância e coisas na mente dos homens que hoje são potencializadas por energias ruins, as quais serão extintas. A humanidade experimentará uma existência muito mais voltada para o compartilhar e cooperar do que jamais viu. Meu conselho é para você esquecer a questão da “defesa territorial” e concentrar-se na questão do ensinamento pós término da energia elétrica em escala, talvez até investindo em apostilas impressas sobre técnicas simples de cultivo e criação de animais, para ser distribuído aos vizinhos. Metodologias de organizações minifundiárias ou até mesmo maiores devem ser consideradas como futuro modelo de sociedade, tal como os Kibutz israelenses. Escrever sobre isso creio ser uma importante contribuição para os leitores do blog.
    A organização social que será demandada no novo modelo de existência da humanidade exclui violência, armas, brigas.
    Amor, compaixão, temor/humildade e companheirismo serão os balizadores da nova sociedade, e pensando e crendo nisso rogo que você desenvolva suas matérias. Pense em ser uma célula de inteligência e capacidades que crescerá incorporando mais e mais pessoas e terras, crescendo de forma organizada e sustentada, até um ponto de equilíbrio.
    Crie em sua mente um modelo social global partindo da sua propriedade. Deus se agradará de sobre maneira disso meu amigo.
    Um fraterno abraço.

  • Dr. Julio CARAMBOLA é extremamente tóxica, na verdade nefro-tóxica, pior na faculdade achava que era somente no paciente que já possui lesão de rim mas na verdade é tóxica para qualquer pessoa.

    • Nossa Doc, será que não é uma variação? Tomo suco de carambola durante boa parte da minha vida e até hoje não tive problemas… ou pode ser por isso que sou assim hoje…rs. Brincadeiras à parte, talvez o nome seja diferente na sua região… não sei, fiquei confuso com essa informação.

      ABraços.

      • Eu lí em algum lugar que a Carambola consumida em excesso pode trazer prejuízos ao organismo…

    • Também sempre consumi carambola despreocupado… mas não dúvido que haja malefícios. Igual ao chá de boldo, normalmente feito com o boldo que tem as folhas com pelos que é tóxica. as vezes a sabedoria popular falha.

  • Parabéns…praticamente um hotel-fazenda. kkkk Show de bola, valeu pelos ensinamentos.

    • Obrigado Paulo!

      O local é bem bacana mesmo, não mostrei a casa e a área de lazer, mas quem sabe mais para frente me animo….rs.

      Abraços.

  • Euler Brandao

    Excelente o Video e se completar com tecnica de plantio ficara melhor ainda

  • e no caso de água, vocês tem algum poço,açude,lago,etc?????

    • Olá Lucas,

      Não sei se você viu o vídeo inteiro, mas temos 2 poços artesianos e três lagos para criação de peixes, sem contar a piscina que não demonstrei. Água é a menor de nossas preocupações.

      Abraços.

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