Quanto tempo suas crianças passam ao ar livre?

Não sei onde você mora, mas para a grande parte dos moradores de grandes centros urbanos posso imaginar que a resposta para esta pergunta seja algo como “acho que não muito”. Depois disso coloco mais uma pergunta: Você já parou para pensar em como isso pode prejudicar seus filhos à longo prazo? Hoje vamos pensar sobre este assunto.

“Raiva”, “Irritação”, “Tortura”, “Desastre em potencial”.

Estas foram algumas palavras usadas por prisioneiros e guardas de uma prisão de segurança máxima para descrever como seria se os detentos não pudessem mais sair para o pátio. O tempo de ar livre é algo muito importante para a saúde mental de um prisioneiro e é levado a sério em penitenciárias do mundo inteiro.

Isso quer dizer que para se manterem saudáveis psiquicamente eles precisam de pelo menos duas horas diárias para se exercitar, caminhar ou simplesmente estarem em um local ensolarado.

Talvez você esteja achando que isso é um “luxo” para alguém que cometeu crimes, mas este não é o ponto de discussão. O ponto é que talvez você possa ficar chocado com o fato de que estudos mostram que não estamos oferecendo nem isso para nossos filhos.

Pesquisas de diversos países e fontes confirmam um número semelhante: A média de tempo que as nossas crianças ficam ao ar livre é de uma hora por dia. Para piorar, uma em cada nove crianças “não colocaram seus pés em um parque, floresta ou outro ambiente natural nos últimos doze meses”.

Porque tempo ao ar livre é tão importante?

Como sobrevivencialistas e aventureiros que somos, as chances é que nós vamos encorajar nossos filhos para passarem mais tempo na natureza. A novidade é que os resultados e benefícios desse nosso esforço podem ser muito maiores do que imaginamos.

Aqui vão algumas razões do porque tempo ao ar livre é tão importante para nossas crianças:

    • As deixa mais saudáveis;
    • Aumenta a produção de vitamina D, que beneficia ossos, coração, sistema digestivo e muitos outros;
    • Melhora a visão;
    • Diminui os níveis de estresse;
    • Diminui o risco de transtornos ansiosos, depressivos e semelhantes;
    • Melhora as interações sociais;
    • Se fizerem atividades orientadas, pode melhorar as capacidades de cálculo, leitura, escrita e comunicação;

O que você pode fazer?

Nesta nossa era de tecnologia cheia de jogos online e mídias sociais pode parecer cada vez mais difícil de colocar nossas crianças ao ar livre. Contudo, a curiosidade é algo inato de toda criança! Isso quer dizer que basta você conseguir motivá-la da maneira certa a explorar a natureza que com certeza elas se tornarão aventureiras.

Aqui vão algumas ideias de atividades ao ar livre que você pode propor para seus filhos:

      • Fazer uma trilha;
      • Pescar;
      • Acampar em uma reserva ou até mesmo no quintal de casa;
      • Caça ao tesouro na mata (Geocaching, por exemplo);
      • Desafios de orientação – para crianças mais velhas;
      • Rastreamento e observação de animais silvestres;
      • Arqueria;
      • Começar uma horta;
      • Escotismo.

No final, é você quem conhece seu filho para saber como despertar o interesse dele por atividades ao ar livre. Mostre vídeos de aventura, compre um equipamento diferente para mostrar para ele, use sua criatividade! Eu, como filho que cresceu correndo em chácaras e acampando, posso lhe dizer que as melhores memórias que tenho da infância são no meio da natureza com as pessoas que amo.

Você já pratica alguma atividade ao ar livre com seus filhos? Conte nos comentários!

Texto inspirado da fonte Survival Skills.

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12 comentários

  • Pingback: Quanto tempo suas crianças passam ao ar livre? | Escoteiro Saudável

  • Júlio, faz um post aí mostrando como a PNL(Programação Neuro Linguística) pode ajudar um Sobrevivencialista.

  • Murilo Almeida

    Saiu um estudo recentemente onde foi apontado que as crianças devem ser bastante ativas (e estimuladas a serem ativas) ao longo de seu desenvolvimento para que tenham um crescimento saudável… Este estudo sugere que os colégios imputem 60 minutos de atividades físicas diárias as crianças que vão desde o simples subir de uma escadaria para alcançar a sala de aula e brincadeiras no parquinho ate esportes…

    É citado que os benefícios das atividades físicas para crianças são:
    – Crescimento e desenvolvimento saudável
    – Melhora da autoestima
    – “Fortifica” ossos, músculos e articulações
    – Melhora postura e equilíbrio
    – Melhora o complexo cardiovascular
    – Evita obesidade infantil
    – Melhor integração soco-lcultural com os amigos
    – Estimula o aprendizado de novas habilidades
    – Melhora o foco e a concentração durante as aulas

    Especialistas indicam, de acordo com a faixa etária, as seguintes atividades físicas:
    * De 6 semanas a 1 ano – Estimular com brinquedos que emitam sons;
    * De 1 a 3 anos – Atividades que motivem a participação da criança e que visem o equilíbrio, a flexibilidade e a independência;
    * De 3 a 5 anos – Exercícios lúdicos (brincadeiras) que envolvam correr, pular, chutar, agarrar ou dançar;
    * De 5 a 8 anos – Estimular atividades que envolvam correr, pular, agarrar e dançar, desafiem a criança;
    * De 8 a 14 anos – Incentivar a pratica da maior quantidade possível de modalidades esportivas tipo: natação, futebol, vôlei, basquete, handball, tênis, artes marciais, esgrima, ginástica rítmica e etc.

    Você poderá corrigir distorções indicando (proporcionando) atividades para resistência para crianças tipo: futebol, basquete, vôlei, queimada, ciclismo, patinação, skate, natação, dança, tênis, artes marciais, caminhada, corrida, pular corda, jogos em grupos e etc… Ou atividades para flexibilidade das crianças tais como: jogos em um playground, cavar no jardim ou na praia, varrer folhas, ginástica, dança, parede de escalada, yoga, saltos, alongamento durante brincadeiras e etc… Ou ainda atividades que exijam força (CUIDADO!): levantar e carregar coisas como mantimentos, lixo e resíduos de jadim, subir escadas, ginástica, atividades Playground: barras de macaco, subir escadas, postes de escala e etc…

    Deve-se evitar exercícios de musculação, mesmo supervisionado, pois podem interferir no desenvolvimento ósseo e articular da criança se praticados de forma errada.

    Lembrar que durante as atividades físicas, as crianças devem:
    – Fazer aquecimento;
    – Beber água antes, durante e depois das atividades;
    – Usar protetor solar, bonés e óculos de sol em dias mais quentes;
    – Usar o tamanho certo de equipamento de proteção;
    – Começar em um nível que corresponda ao seu condicionamento físico atual.

    É muito importante que as crianças estejam sendo acompanhadas pelo Médico Pediatra (rotina) e com sua caderneta. vacinal em dia. Vale também uma atenção se o profissional que esta aplicando os exercícios é um Educador Físico.

    Acho que falei demais, mas vou deixar umas perguntas: Vale a pena iniciar as crianças em grupos de escotismos ? E com que idade isso deve acontecer ?

    • Ela pode ingressar nos lobinhos desde 6 anos e meio completos. Eu recomendo. Convivência, valores, responsabilidade. Vida Saudável.

  • gregorio santos

    Sempre ponho meus filhos em contato com a natureza, pescando ou em parques acho muito importante, pois vejo a felicidade deles em cada experiência

  • gregorio santos

    Sempre que posso levo meus filhos para pescar e também em parques… sinto a mudança deles a cada experiência vivida!!

  • Muito bom, Julio! Nós acabamos ficando seres 100% urbanóides. Esquecemos o quanto pode ser terapêutica a convivência com os ambientes outdoors!
    Inté!

  • Tenho uma filha de 7 anos. Em função de um nascimento prematuro, nasceu abaixo do peso e do tamanho. Felizmente não houve qualquer sequela, mas ela iniciou fisioterapia desde a incubadora, para ajudar no fortalecimento. Com 2 anos começou na natação, e pratica até hoje, possuindo um talento natural para o nado de peito. Então começou a praticar atividades desde sempre. Ela é absolutamente bem comportada, até demais. Em certas ocasiões isso gera problemas de atitude e confiança. Tenho tentado levar ela mais vezes ao ar livre, motivar. Ela tem uma “micro-bob” e às vezes fazemos algumas aventuras. Andamos pelos pastos, cozinhamos em um pequeno caldeirão em uma fogueira… enquanto isso, ensino a ela quais são os pontos mais prováveis onde ela pode encontrar água, a seguir o rastro de pequenos animais e pessoas, a identificar os sinais de passagem de gente e animais. Além de outras habilidades, como reconhecer armas de fogo e a necessidade de chamar um adulto caso encontre uma ou veja uma criança com uma, a buscar proteção em caso de perigo, decorar endereço e telefone de casa. Há 3 semanas ela começou um período de testes em uma alcateia, e está adorando a experiência. Se ela quiser prosseguir, poderá tornar-se lobinha. É uma experiência diferente. Mesmo porque o grupo em que participa está instalado em uma imensa área verde, e lá se desenvolvem as atividades. Penso que o escotismo é uma excelente via de contato entre a modernidade dos apartamentos e a vida no campo, a vida ao ar livre. Escotismo não é creche, é um modo de vida, de aprendizagem e construção de caráter, e um velho escoteiro como eu não posso deixar de recomendar. Parabéns pela abordagem, Julio.

    • Maravilhoso, HWIDGER! Sua filha é uma sortuda! Continue dando apoio e reforço, incentivando-a e motivando-a sempre que possível. Certamente ela ganhará mais convicção e maturidade nestes aspectos relativos ao sobrevivencialismo. Parabéns pela postura!

      • Obrigado por suas palavras. Agradeço.

    • Murilo Almeida

      Parabéns Hwidger. Me fale mais da sua experiência com escotismo… Vale a pena iniciar as crianças em grupos de escotismos ? E com que idade isso deve acontecer ? Na minha região ainda não encontrei muitas informações sobre o assunto…

      • Olá, Murilo. Pode-se ingressar no escotismo com seis anos e meio completo. Você deve procurar um grupo escoteiro de sua região e levar a criança para conhecer, participar de algumas atividades. Penso que vale muito para a criança ingressar no escotismo. Não apenas pela parte de campismo e aventuras. É um complemento valioso na educação, em um modelo que privilegia o bom comportamento, respeito a D’us, Pátria e Família e a pensar nos outros, maior protege o menor. Responsabilidade, compromisso e obrigações vêm junto.Isso ajuda a moldar a criança em um cidadão melhor, mais responsável, consciente e participativo.

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