Post da leitora: O nascimento de uma sobrevivencialista

Quando eu vi pela primeira vez a palavra sobrevivencialismo, eu disse EUREKA! Não sabia que minhas “manias” (segundo avaliação de terceiros) tinha uma definição, um nome! Enfim, eu vi minha imagem no espelho!

Você pode imaginar que eu, sendo mulher, tive a criação típica de uma menina. Ao contrário dos meus irmãos, fui ensinada a ficar bem longe daquilo que a sociedade ainda chama de “postura masculina”. No entanto, hoje na família, sou eu quem curte carros e motos, armas, vida no mato, engenhocas, construções e uma infinidade de coisas consideradas tabu para muitas mulheres, graças à nossa cultura. Por incrível que pareça ser adolescente na década de 90 não era muito diferente do que ser uma garota dos anos 60, como foi minha mãe: comportada, subserviente e cordata. Então eu me vi impulsionada a ir paulatinamente quebrando barreiras familiares e sociais para sair daquela prisão. Fui abrindo espaço, entre as fúteis aulas de música e um bordado e outro, para ir descobrindo os meus mais autênticos gostos. Hai que perder la ternura!

Depois de ter reconhecido recentemente essa palavra que ecoou em mim, passei então a perceber que a minha postura não era novidade e nem um monte de coisas aleatórias, e que, de fato, possuía fundo bastante ideológico. Embora de origem difusa e definitivamente não fechada, o sobrevivencialismo constitui-se um arcabouço contendo inúmeras possibilidades, dentre as quais várias teorias e práticas de diferentes culturas e épocas, que foram sendo incorporadas. Algumas destas foram crescendo comigo, de acordo com minhas buscas e uma puxando a outra em consequência, mas todas tendo como norte o auto conhecimento e a auto suficiência.

Já desde muito nova, por exemplo, eu carregava na mochila coisas que geralmente as garotas (e nem mesmo os garotos!) carregavam: estilete, fitas adesivas, garrafa de água, snacks diversos, uma blusa extra e/ou um casaco, própolis para machucados e às vezes um chapéu ou boné. Eu usei vários destes itens, muitas vezes e em diversas situações, para meu alívio, meu bem estar, minha segurança e cuidado pessoal, e sou grata pela minha esperteza nata! Quando eu esquecia algo, e passava por perrengue por não estar com o item, me odiava por ter sido relapsa e/ou ter dado ouvidos aos “estranhadores”: gente que não entende o porquê você é tão “esquisita”. Não se engane, existe muito mais destes tipos por ai do que a gente gostaria!

Eu fui crescendo nestas minhas “manias” e buscando novos aprendizados, me enriquecendo. Estudei alimentação consciente, Aikido, terapias corporais, técnicas construtivas e de agricultura, além do uso de diversas ferramentas e as coisas que se podem fazer com elas. Eu comecei a achar realmente muito divertidas as análises instantâneas que as pessoas faziam de mim, a partir de seus preconceitos e perspectivas pessoais, e geralmente não ligava, mesmo diante de posturas impositivas.

Meu primeiro item de defesa foi adquirido em 2004. Uma faca esportiva da Tramontina, de lâmina 5”, que na época ainda era feita de cromo molibdênio. Ela possui guarda tipo safe-T, com serrilha, dobrador de arame e abridor de garrafa. O cabo é em plástico ABS e a pega é tipo X-grip (que cobri com tira de couro pra deixar mais firme e macia ao uso). Veio com uma bainha abotoável para a faca e afivelável ao corpo. Eu a chamei de Biguana. Uso pouco e carrego comigo apenas nas aventuras no mato ou empreitadas na roça. Criei esse hábito de fazer uso dela apenas excepcionalmente, porque as pessoas tem preconceitos como: 1) “isso é coisa de homem!”; 2) é uma “arma” (jura?); 3) e que, além de “me machucar” (oi?) ; 4) eu poderia ser considerada uma criminosa (com a nova legislação, talvez). Mas é incrível como tem gente que acredita que são os instrumentos que se movem e matam sozinhos! E a defesa, onde fica, gente? Nas mãos de terceiros? Eu NÃO QUERO ser a princesa no topo da torre mais alta a espera do ogro salvador. 😉

Desde as mochilas “estranhas”, ao gosto pelas “perigosas” facas e armas e aos estudos das teorias pela auto suficiência, ocidentais e orientais, o mundo sobrevivencialista tem me mostrado cada vez mais que, SIM, as mulheres precisam adentrar neste universo. E urgentemente! Para a nossa própria garantia de integridade física (e psíquica) em um mundo em franca transformação, com um visível recrudescimento de seus diversos fundamentalismos. E os homens, geralmente mais envolvidos neste tema, podem (e devem) nos ajudar neste quesito. Nós agradecemos.

Ser sobrevivencialista é estar desperta. Se não for por nós mesmas, que seja ao menos por influência e suporte externos!

Texto original de Moni Abreu

Uma publicação simultânea no Medium () e nos blogs Novos Urbanos e Sobrevivencialismo.

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41 comentários

  • Júlio, acompanho o canal faz algum tempo e tenho apenas uma dúvida: Deixando de lado a hipocrisia monetária que abrange basicamente qualquer coisa no nosso cotidiano: Quando será necessário guardar em um mês apenas para preparação? Digo isso pois sou mulher, professora e sabes bem que professores no nosso país não ganham bem, posso ter mestrado mas ganho menos que o salário do comércio. Peço então que faça um vídeo ou post nos explicando de fato para o parâmetro nacional o que é o minimo a se adquirir. Acompanho os canais americanos porém nossa realidade não é a mesma, mas vejo os videos instrucionais deles, acho muito bom, aqui tudo parece muito vago, como se as pessoas tivessem medo de dizer em nosso pais de desigualdade, que alguém deve portar este equipamento ou aquele, como disse, ganho mal, mas ainda assim quero saber onde gastar meu suado dinheiro em algo que valha a apena e espero que seu canal seja a solução para meu dilema.

    • s., começe devagar. Em uma palestra na cidade onde chefiei a defesa civil demonstrei que com R$ 100,00 você conseguiria montar uma caixa plástica contendo um cobertor, comida para 3 dias, um pouco de água, um caldeirão, machadinha, fósforos, lanternas, pilhas, fitas adesivas, um pequeno rádio a pilha. Penso que voc~e pode começar com coisas mais genéricas, que possam ter uso tanto em casa como em uma eventual remoção. Algumas lanternas baratas (esqueça as caras lanternas táticas, pense em lanternas que usem 1 pilha AA), uma boa faça, uma machadinha, um pequeno fação, uma mochila, um pequeno rádio à pilha. As dicas aqui do site sobre montagem de um EDC serão valiosas. Uma mochila discreta. Com o tempo suas preparações vão melhorando, enlatados, grãos, água. Cada pessoa tem exigências e necessidades diferentes. Importante é não se afobar e não gastar muito. Vá devagar. Abraços.

    • Oi, S.! Legal que vc se interessou pelo sobrevivencialismo! Acho que um planejamento baseado na sua realidade e suas opções para soluções poderia te ajudar mais. Aconselho as oito dicas do Julio que estão nesse vídeo que ajudam bastante a gente a ter uma visualização melhores de onde começar e até onde podemos ir.

      Obrigada pelo seu comentário! Inté

  • Excelente texto, penso igual em tudo e passei pelo mesmo. Comprei meu primeiro revólver ainda adolescente e até hoje me chamam de esquisita e louca porque ainda quero muito outros. Minhas manias incluem fazer depósitos para guardar mantimentos e coisas que penso ser necessárias para sobreviver Ainda sou iniciante nesse meio, perdi muito tempo com outras coisas, mas agora que sou dona de meu nariz, como dizem, estou reformando minha casa e tentando deixá-la o mais perto possível de um local seguro e onde eu possa ficar tranquila quando as coisas ruírem, pois isso vai acontecer. Gosto de facas, cordas, carros potentes e seguros, de exercícios e tudo mais que dizem ser apenas para homens! Nunca fui ensinada a pensar dessa forma, veio de mim mesma. Não sou mulher macho como me chamam, ao contrário, sou feminina, casei e tenho um filho que ensino o que aprendi e juntos estamos nos organizando porque no mundo de hoje, podemos esperar por tudo. Concordo e gostei do texto!!

    • Ricardo Lourenço

      Olá Carmelita…..
      Antes houvesse 1% de mulheres ao estilo Sara Connor como você….. sorte do teu marido e teu filho terem uma mulher prevenida, com atitude e conhecimentos para sobreviver em qualquer circunstância. Neste blog apareceram algumas, mas são uma raridade no mundo…..Parabéns a esta família sobrevivencialista…

    • Fantástico, Carmelita! Adorei saber que suas experiências são fruto de sua força de vontade! E que ótimo que os seus entes próximos estão com vc nessa empreitada pela sobrevivência! Obrigada pelo comentário! Inté!

  • Moni,
    Vou resumir numa frase o que achei de seu “post”:
    QUERIA QUE MINHA FILHA FOSSE ASSIM.

    FORÇA e HONRA !
    CAVEIRA!

    • Show! Grata pelo comentário! E um pensamento do filosofo Thomas Carlyle para vc e sua filha: “Nunca se ouviu dizer que algum valente tivera nascido de um pai temeroso”. Seja vc o suporte que sua filha precisa para que ela compreenda o que é a ideologia ao qual vc se dedica e possa escolher enveredar-se tb.
      Estou aqui na torcida! Inté!

  • Murilo Almeida

    Bem, muito bom texto, com boa escrita, ótima linha de raciocínio e bem coerente…

    Minha perspectiva sobre o tema é que quando vemos alguém, principalmente os jovens, se dizendo sobrevivencialista, a primeira coisa que vem a cabeça das “pessoas normais” é um sonoro “vixe menino (ou menina), tá ficando zuó” (traduzindo: tá doido!)… Mas sobrevivencialistas não são “pessoa normais” simplesmente porque já acordaram pra realidade e por isso se tornam “doidos” pela vida (sua vida e de seus familiares)…

    Seguindo a linha de raciocínio, depois que se toma consciência (despertar) de que é ser um sobrevivencialista, deixamos de ser simples OVELHAS para sermos CÃES PASTORES e alguns passam a ser verdadeiros PASTORES do rebanho, zelando e orientando a todos…

    Outro ponto importante da perspectiva sobre o tema é que muitos sobrevivencialistas, por falta de informação, geralmente acabam se tornando acumuladores (e isso é um pouco de “maluquice”) de inúmeros itens “repetidos” ou desnecessários… Eu me incluo neste item quando falo de mult-tools, mas… Então, graças a pessoas como o Julio e outros tantos colegas, a falta de informação vem deixando de existir…

    Obrigado pelo texto e espero ver mais e mais exemplos igual ao seu Moni Abreu…

    • Obrigada pelo comentário, Murilo! Para nós sobrevivencialistas ser considerado “não normal”, é mesmo um elogio! Significa que não estamos mais no estilo “bovino” de viver neste mundo e que não vamos pro “abate” facilmente, antes vamos lutar e defender nossa integridade até o final! Inté!

  • Excelente texto, muito bem escrito, parabéns! Que bom que vc tem esta mentalidade isso faz de vc uma pessoa à frente dos humanos comuns. O mundo não é um mar de rosas e os sistema no qual vivemos inserido é como um castelo de cartas que tem a possibilidade de desmoronar perante a mais leve das brisas, basta que um elo do sistema falhe permanentemente para que este entre em colapso, e mesmo que isso não ocorra nosso dia-à-dia já é repleto de contra tempos para os quais a grande maioria não se prepara preventivamente daí passam aperto.

    A vantagem de ter uma cultura de preparação é justamente o fato de que quando algo adverso surge conseguimos minimizar o efeito negativo deste sobre nós!

    Temos uma coisa em comum… A minha primeira faca, comprada com meu suado dinheirinho, foi uma desta mesma Tramontina que vc cita no texto, quebrei ela quando fazia batong em um pedaço de madeira muito duro, pensa um jovem adolescente vendo sua 1° faca, a peça que ele ostentava com tanto orgulho nas pescarias em pedaços. 😦 Hoje em dia tenho peças de cutelaria de qualidade e outros itens que ajudam bastante nas horas de necessidade!

    Não ligue para os ditos “PESSOAS NORMAIS” continue a sua busca pelo aprimoramento sobrevivencialista, eles aprenderão a te respeitar quando precisarem de vc!

    ADAPTE-SE, RESISTA E SOBREVIVA!!!

    • Valeu pelo apoio, Léo! Adivinha pq a foto tá tão “trabalhada”? kkk é pq a coitada da biguana tá mais pra aposentadoria que outra coisa… mas é minha primeira, então “chameguei” e deixo ela como lembrança de bons momentos. Adquirir outros itens de defesa pessoal já ta no meu “to do list”, pódexá! Grata pelo comentário!

  • Olá Moni, sua história é parecida com a de vários jovens que estão começando ingressar no mundo do sobrevivêncialismo, eu por exemplo já me senti orgulhoso por precisar de algo e meu canivete (que eu nunca levava a lugar algum, e agora sempre que posso carrego comigo) dar conta do recado, e fora os outros itens que eu carrego comigo 😜☺. Parabéns continue assim.
    PS: É bom não ligar para o que as outras pessoas falam, mas uma dica para os jovens e que os pais criticam. Manere um pouco as atividades pois dependo do pai ou da mãe eles podem proibir você de fazer oque gosta, estar preparado.
    Vlw um abraço.

    • Boa dica! As vezes é preciso dar um passo atrás e pegar leve para além de não chamar atenção desnecessária evitar o blá blá blá dos leigos.

      • Valeu, Léo e Krost, pelos comentários! Ser discreto ajuda sim, mas seguir com o que se acredita tb! Além de brasileiros, somos sobrevivencialistas: não desistimos nunca kkkk

  • somos loucos mais estamos preprados HAHHAHhAHAHHAA

    • Isso é o que importa! O resto que se exploda … OhWait…. :p
      Valeu pelo comentário!

  • Uau! Essa me representa!

  • ei você ai sobrivencialista,não,se envergonhe por seu UM,muitas pessoas irão fala mal de você sua familia amigos etc,continue forte,treine e pratique nao ligue para que os outros fala de você. e pra quelas pessoas que nos achao loucos so digo uma coisa,ESTEJA PREPRADOS!!
    olhe eu por exemplo sou um jovem e não me envergonho de esta preparado(falta so os equipamento caros) valeu falou galera 🙂

    • Show! E não é mesmo por “falta” de equipamentos de qq valor que vc vai deixar de se aprofundar em tantos outros assuntos do sobrevivencialismo! Ainda há muita coisa para se aprender e outras tantas coisas (talvez até mais!) pra gente se desvencilhar! Muito bom! Sempre em frente! Valeu pelo comentário!

  • Por um mundo com mais manas sobrevivencialistas ❤ rsrs

    • Yehhhh! Ainda bem que a palavra SOBREVIVENCIALISTA é comum de dois gêneros! Então não será por conta disso que não nos sentiremos incluídas! Grata pelo comentário!

  • Ricardo Lourenço

    Olá….. é lamentável que seja tão difícil encontrar uma mulher com estas características, por vários motivos. Encontrar amigos homens para compartilhar o sobrevivencialismo já é díficil nesta nossa sociedade em que muitos se afastam, estranham, ridicularizam e não querem um “maluco” por perto……. e encontrar uma garota assim é muito mais díficil ainda, e se for para compartilhar estes ideais esqueça…para ter uma companheira com estas características para que os dois possam curtir e se manterem vivos e bem em qualquer situação da vida, garanto que é o sonho da maioria de nós homens…… inclusive conheço alguns sobrevivencialistas cujas namoradas e esposas vivem criticando o jeito, a medidas protetivas, os back-ups, as compras e o tempo que seus homens dedicam a esta atividade……. a maioria tenta praticar esta metodologia escondido, se controlando para deixar demonstrar que gosta do assunto, mas são obrigados a “aturar” uma mulher comum…… parabéns a você Moni Abreu, seu namorado/marido é um homem de muitíssima sorte, um cara que ganhou mais que na Megasena por poder contar com uma companheira para qualquer momento….

    • É mesmo um desafio, Ricardo. Sei pq tenho amigas que acham “essa coisa de sobrevivencialismo” uma espécie de “clube do bolinha”. Entendo que tenha aí embutido muito dessa estória de criar meninas para serem “princesas”… elas ficam sempre a espera que alguém “as salvem”, um saco. Mas acho que dá para ir administrando homeopaticamente um assunto ou outro no meio do papo do “vestido novo”, dos detalhes de como foi feita aquela receita, onde foi e qto tempo levou pra fazer a unha e do último bafafá da novela. Acredito mesmo num despertar. E é sempre muito ruim quando se é acordado quando não se está preparado para levantar, né mesmo? 😉 Então.. vamos colocar o snooze para repetir o toque do alarme de vez em quando kkkkkk vai que uma hora dessas elas acordam dessa mesmice chata que impuseram à elas desde tenra infância. Obrigada pelo comentário!

  • Muito bacana! Adorei! Me representa! Quem dera a mulherada pensasse como a gente. Acho que tudo seria mais fácil pra nós.

    • Oi, Lou! (Adorei seu nome!) O nosso impasse precisa de uma solução: como apresentar o tema para as mulheres sem que elas se sintam tão “desconfortáveis” com o sobrevivencialismo? Um desafio para nós todas. Valeu pelo comentário!

  • Ótima explanação! Vamos incentivar as mulheres a serem mais ativas quando o assunto é sobrevivencialismo! Isso não é só coisa de homem!

    • Um desafio e tanto: como alcançar mulheres que se sentem repelidas quando o assunto é sobrevivencialismo? Tens a manha? Então conta pra gente! Valeu pelo comentário!

  • Nagila Gomez

    Legal conhecer meninas que também vivem o sobrevivencialismo. Eu tenho um kit que carrego onde eu vá e um que fica no meu trabalho com roupas extras e alguns itens para 48 horas caso eu nao consiga voltar para casa. Além de preparar minha casa e minha família. Obg por compartilhar

    • Legal, Naglia! E muito provavelmente o seu kit, que não é um patrimônio público, já ajudou outras pessoas, não? É sempre assim… Aliás, uma mulher prevenida vale por DEZ kkk Que bom que vc tem sua família seguindo suas orientações! Valeu pelo comentário!

  • Yasmin Costta

    Muito legal, ainda não conheço muito o sobrevivencialismo, porem estou tentando para o meu dia-a-dia me adaptando aos poucos, mas você serve de exemplo para nos mulheres, mostra que podemos sim nos adaptar nesta realidade, sem ter que dar muita importância a alguns preconceitos que podemos sofrer pelo fato de ser mulher.

    • Pois é, Yasmim, talvez seja o preconceito que nos afaste tanto do assunto. Bacana ver que vc está investindo, confiando em vc e na sua abertura de percepções. Não se deixe ser avaliada por terceiros, nem ser chamada de paranóica ou maluca. Mantenha a discrição acima de tudo, que vc ainda terá acesso a muitas coisas interessantes e essas sabedorias crescerão dentro de vc. Muitas noções e técnicas importantes que vc conhecerá e terá domínio serão para benefício seu, dos seus entes queridos e até de quem te zoa hj. Obrigada pelo comentário!

  • Cayo Vinicius

    Muito bom. Minha filha, por influência minha, vai seguir o mesmo caminho, apesar de gostar de coisas de meninas e as vezes não querer se envolver em algumas atividades, ela adora as coisas q eu gosto como as facas, balestras, carabinas de pressão, defesa pessoal, etc. Vai ser interessante ela saber q tem mulheres q chegaram ao sobrevivencialismo por conta própria e passando por muitos preconceitos.

    • Que bom saber que teremos mais uma descobrindo o sobrevivencialismo. Com certeza o seu apoio fará toda a diferença para sua filha. Quantos anos ela tem?

  • Muito bom. Precisamos de mais meninas como vc. Estar sempre preparado e muito importante principalmente as mulheres.

    • Vc disse tudo: PRINCIPALMENTE! Imagina uma legião de homens tendo que lidar não só com sua própria sobrevivência, mas tb com a de suas mulheres, mães, irmãs, filhas e amigas. Será um desgaste enorme para uma única pessoa, que acabará responsável por mais de um ser, a fim de que elas não passem por apuros nos eventos críticos. E tudo isso simplesmente pq elas nunca se ligaram nestas questões… É preciso ir incentivando as mulheres de nosso círculo de relações a compreenderem minimamente a utilidade de ser um sobrevivencialista.
      Obrigada pelo comentário!

    • Também acho, Marcone. Mas, e aí? como a gente pode fazer para a mulherada se interessar pelas parada do sobrevivencialismo? Será que alguém aqui já conseguiu convencer alguma mina? Minhas chegadas me acham paranóica. Minha mãe me acha doida.

      • Murilo Almeida

        Mulheres, na sua grandessíssima maioria, não são sobrevivencialistas pois são ensinadas a viver no mundo ideal que não existe… Há bem pouco tempo a mulher era tão somente a dona de casa que esperava o marido, cuidava dos filhos e da casa… Por isso a sua mãe lhe acha doida…

        Isto esta mudando, muito embora algumas ainda sonhem com príncipes encantados (salvo engano, é o “complexo da Cinderela” para as mulheres e o “Complexo de Peter Pan” para os homens)… Então, é preciso criar nossos filhos e filhas para a vida (cruel mundo lá de fora), reforçando o papel da BOA educação (formal e informal), imprimindo valores salutares e crenças coerentes, a fim de dar as armas necessárias a vitória…

        Acho que o ponto inicial, para aqueles pais que não são familiarizados, e colocar as crianças em grupos de escoteiros, coisa difícil de se encontrar no Brasil…

        Porem é relativamente fácil conseguiu convencer algumas namoradas e esposas a prática de atividade ao ar livre como trekking, camping e etc… Depois, é só introduzir aos poucos as técnicas de sobrevivencialismo…

        Agora, acho difícil (quase impossível) mulheres serem “preparadores” (PREPER ou CHEEDIES ou PREEDS)…

      • Oi, Murilo! Ainda bem que a mentalidade do mundo mudou e as mulheres hj tem papel mais relevante na sociedade. E acho que vc falou tudo: precisamos criar as crianças para a VIDA, a vida de verdade, oferecendo experiências construtivas e diversificadas, promovendo a auto consciência em cada uma delas! Tb concordo que dá pra levar as mulheres a mudar alguns comportamentos e aos pouco ir introduzindo o assunto sobrevivencialismo, pode ser mais fácil do que imaginamos! Sobre as mulheres serem preparadoras, acho até que é mais fácil para elas essa função. Veja o artigo que o Julio escreveu sobre isso: https://sobrevivencialismo.com/2014/05/09/sobrevivencialistas-x-preparadores-qual-a-diferenca/
        Inté!

  • Olavo Borges

    Legal, isso aí. Eu desde garoto, achava importante sempre ter um canivete a mão, saia com amigos para ir a uma chácara, e já tinha um pequeno kit, com um pouco de corda e uma faca.
    Maus amigos tiravam uma onda, mas todos usaram tanto a corda, quanto a faca. Rsrs
    Estava pesquisando sobre sobrevivência e cheguei ao sobrevivencialismo… Achei o “espelho”.
    Abraço

    • kk acho ótimo qdo as pessoas fazem aquela cara de “nooosssaaa, que legal, vc tem isso aqui, me ajudou bastante, obrigado”.. Quando na verdade quem deveria ter o item salvador seria a própria pessoa que estava precisando. E olha que às vezes são coisa bobas, do dia a dia…. Infelizmente às vezes passamos por “malucos”, mas quem já foi ajudado por uma de nossas “maluquices” deveria agradecer nossa “loucura” kkkk
      Nos vimos no espelho, Olavo! Valeu pelo comentário!

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