SHTF School: Encontrando o abrigo “perfeito”

 

Eu tenho lido muitos artigos com temas relacionados a como ter um “abrigo perfeito”, incluindo detalhes de como defendê-lo, opções e exemplos de armadilhas, filosofias de defesa e semelhantes. É uma discussão fascinante e com muitos pontos interessantes, então tive a ideia de compartilhar alguns de meus pensamentos sobre o assunto.

Abrigo, casa, seu lugar

Sobreviver trata-se em grande parte – se não apenas isso – de se manter seguro, então, um dos primeiros pensamentos que vêm a minha mente é ter um abrigo bem construído.

Geralmente quando as pessoas pensam sobre isso facilmente chegam à conclusão que quanto melhor seu abrigo, melhor a chance de você sobreviver.

Esta ideia está correta, mas somente até certo ponto. Os problemas começam quando você fica preso em uma única forma de pensar (e agir), achando que a sua melhor opção é ter uma parede grossa e segura em seu abrigo fortificado e chegando na conclusão de que isso significa uma “segurança completa” ou uma solução que vai resolver todos seus problemas.

Pensando assim, seu foco se volta para construir uma grande fortaleza com grandes paredes, alarmes, armas e todo o resto. Todo seu tempo, esforço e energia são gastos neste objetivo. Não há nada de errado com isso à primeira vista, mas se você não considerar outras coisas você pode tornar-se desagradavelmente surpreso cedo ou tarde.

Manter-se seguro é na verdade ter mais que uma opção. Aliás, vou escrever melhor:

Maior segurança surge quando você tem mais opções.

Então por exemplo, se você tem sua casa perfeitamente organizada e defendida em uma cidade isso é ótimo! Melhor ainda seria ter um abrigo temporário próximo da sua casa se você se ver forçado a evacuar sem aviso prévio.

Estar e manter-se seguro é basicamente ter várias opções para resolver o mesmo problema, e sobrevivência não é morrer enquanto você defende seu abrigo, é encontrar um novo abrigo e continuar em frente. Sempre que alguém me mostra bons planos de defesa e sobrevivência eu fico feliz por eles, mas a minha questão seguinte (ou pensamento) é sempre este: Onde estão suas saídas? Para onde você está pensando em ir caso tenha de deixar esta região temporariamente ou para sempre?

Como sempre, o problema real é que sempre haverão um bando de sobrevivencialistas que vão morrer apenas por que não consideraram a opção de que talvez sejam forçados a deixar suas casas “perfeitas”, então morrerão (sem necessidade) ficando e defendendo elas.

É assustador, na verdade. Ser forçado a evacuar o seu abrigo de sobrevivência perfeito que você passou muito tempo – anos talvez – construindo, equipando e preparando.

Quando eu ouço as palavras “abrigo perfeito” ou “esconderijo perfeito” meu primeiro pensamento é um abrigo temporário no meio de ruínas ou na selva. Por que? Pois é o mais adequado para uma grande variedade de circunstâncias. Eu não estou dizendo que este seja sempre o caso, mas se você pesquisar os números de desastres e catástrofes verá essa comprovação várias vezes.

Claro, vocês todos sabem, eu tenho meu local onde planejo estar quando uma crise acontecer, mas este é MEU plano. As circunstâncias muitas vezes impedem que planos sejam conduzidos, então talvez depois de apenas três dias eu terei apenas uma sacola de lixo como minha mochila de fuga, mas estarei vivo. Novamente, tenha um plano, mas tenha opções e alternativas além dele.

Defendendo seu abrigo

No mesmo artigo que eu li existem vários conselhos de como matar alguém enquanto você está defendendo seu abrigo, o que é bom, pois você precisará deste tipo de consciência e metodologia. Mas…

O problema é achar que matando outros você irá solucionar todos seus problemas. Na realidade você pode encontrar-se surpreso pois você poderá morrer também, do mesmo jeito. E isso não é sobrevivência.

Quando se tratar de ter um abrigo seguro, você precisa pensar em camadas. Haverão tempos e situações onde você terá de lidar com ameaças de maneira imediata, definitiva e drástica, mas para isso você precisará pensar em como criar defesas em camadas para ganhar “mais tempo”.

Abrigo seguro é um abrigo seguro para você. Em cenários urbanos isso geralmente significa que você está escondido e abrigado de outras pessoas, então a solução para o problema não é matar ninguém, é manter-se escondido e fora de vista.

A primeira linha de defesa é que somente VOCÊ escolha aquele abrigo, mais ninguém vai disputar ele com você, assim você não precisa “eliminar” ninguém.

Escolha um lugar que ninguém mais vai escolher (enquanto você está lá).

Use seu conhecimento e habilidades (e alguma imaginação também). Pode ser simplesmente escolher um lugar que todo mundo vê como muito perigoso. Nós já mencionamos em outros momentos, mas você pode usar sinais avisando que há “minas” ou “atiradores” para assustar as pessoas, ou uma área que tem cheiro ruim ou semelhante.

Lembre-se que em cenários de crise as pessoas geralmente vão para os lugares fáceis, que precisam de menos esforço. Se você faz o local parecer desinteressante e inacessível para outras pessoas, você já fez grande parte do trabalho.

A segunda linha de defesa começa na necessidade de um alarme ou aviso de que alguém está se aproximando para que você tenha tempo de reagir. Este tempo de reação pode ser gasto tomando a decisão de usar força letal, criar distrações ou simplesmente correr para o lado contrário.

A sua terceira e última linha de defesa poderiam ser armadilhas. Contudo pense aqui comigo, por que você quer usar elas? Você quer matar, machucar ou assustar alguém? Você quer pegar as coisas deles ou apenas ama construir armadilhas? Mesmo elas sendo simples em funcionamento é preciso pensar muito porque e como estamos usando elas. Agora convenhamos, armadilhas são um tópico gigantesco e vou escrever mais sobre elas depois.

Entenda, cada ação definitiva durante a crise poderá trazer um alto risco para você também, então escolha suas ações de maneira muito consciente. Claro que haverá momentos onde você terá de tomar decisões de alto risco – na verdade muitas vezes – mas tudo é uma questão de saber julgar a situação onde você está. Quanto mais opções você dá para si, mais decisões você terá disponíveis.

Lembre-se, a frase “viva para lutar outro dia” tem de ser muito mais importante em sua mente como estratégia do que “só por cima do meu cadáver”, que é muitas vezes usada como jargão por pessoas que tem pouca experiência com violência.

EVITAR conflito é a melhor estratégia de sobrevivência que podemos ter. Ter opções quando entramos em conflito é o próximo estágio. Construir camadas defensivas para “comprar tempo” e ajudar você a tomar decisões é uma solução muito mais inteligente do que tentar construir e abastecer uma fortaleza.

Se você planeja ficar na sua casa, já pensou em opções alternativas e rotas de fuga? Já pensou em como vai lidar com alguém que está tentando invadir seu abrigo? Nos conte nos comentários.

Traduzido e adaptado do blog SHTF School.

 

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46 comentários

  • Gostei muito da matéria e dos comentários. Treino muay thai, pesquiso muito sobre abrigos e táticas de sobrevivência. Tenho dois filhos,uma menina de seis e um piá de treze. Eles me ajudam a economizar e estamos sempre “alimentando”nossas mochilas de suprimentos. Decidi começar a construir um abrigo,mora numa zona suburbana,próxima a morros e campos. Mas tb proximo a um quartel, que acho alvo fácil,segundo a literatura. Sei atirar,usar armas brancas. Mas estou sozinha, não confio em ninguém para me ajudar e então encontrei vocês. Então, vou construir o abrigo em L, aqui é uma descida, queria fazer a partir de baixo da casa, o que sugerem?

    • Colega, vejo bastante coisa interessante no Pinterest, bunker, armazenamento, sanitários…

    • Esse abrigo tipo porão é muito bom para desastres naturais, mas aqui no Brasil acho mais efetivo vc montar o seu fora da cidade em uma área isolada.

  • Eu lendo isso pensei em The Walking Dead e nos ocorridos com Rick. Pra quem acompanha a série acho que o próprio texto faz menção de muitos erros e acertos vistos na série.

    Muito bom passar a ter um olhar crítico conforme vamos aprendendo.

    Grande abraço e boa semana a todos.

  • marcones gomes dos santos

    melhor abrigo ainda é fuga para as matas mais fechada

  • Pra mim abrigo perfeito só existiria se você pudesse chegar até ele. No caso de uma convulsão social onde todos enlouquecessem esse seria o maior desafio.

  • Olá boa tarde pessoal desse site interessante. Também sempre tive essas ideías guardadas dentro de mim, sobre sobrevivencias, também creio que não há abrigo perfeitamente forte e imbatível. Creio que outros já comentaram aqui, mas vou repetir as mesmas idéias. A maneira mais fácil de escapar de qualquer desconforto de desordem pública ou civil, ou epidemias, umas das solução mais viável é o sujeito possuir vários abrigos ou moradas em lugares diferentes, mas de forma bem discretas que outras pessoas não saibam nem algumas das próprias famílias, para evitar evasão de conhecimentos por parte de pessoas alheias. Pelas informações que eu uma vez li numa revista, sobre a vida do saudoso Saddam Husseim, eu fiquei sabendo que ele possuía mais de duas moradas em lugares diferentes, e que ele sempre dormia em vários lugares diferentes, então estava sempre invisível aos olhos alheios. Então é como alguns parceiros daqui do fórum disse: Não existe abrigo perfeito, o que deve existir é várias Alternativas de Fugas, em vários aspectos. Mas para o sujeito possuir essas alternativas, no começo ele terá que ter uma boa vida equilibrada financeiramente, para ele poder construir, várias alternativas equidistantes da vida urbana. Só assim ele estará talvez salvo, se caso aconteça algumas catástrofe ou uma desordem pública, na sua cidade ou estado, você terá outras alternativas de se evacuar da onde você estiver, e se deslocar para outros abrigo em outros lugares mais camuflado. Então é de valia começar á pensar nessas idéias. Até o antigo ditador do Iraque, Saddam Husseim usava dessas estratégica, para se camuflar dos inimigos políticos.

    • Ok, Fernando…mas ele era bilionário. Além dos abrigos e bunkers, possuia sósias para despistar inimigos.

  • Fernando Lima

    Olá boa tarde pessoal desse site interessante. Também sempre tive essas ideías guardadas dentro de mim, sobre sobrevivencias, também creio que não há abrigo perfeitamente forte e imbatível. Creio que outros já comentaram aqui, mas vou repetir as mesmas idéias. A maneira mais fácil de escapar de qualquer desconforto de desordem pública ou civil, ou epidemias, umas das solução mais viável é o sujeito possuir vários abrigos ou moradas em lugares diferentes, mas de forma bem discretas que outras pessoas não saibam nem algumas das próprias famílias, para evitar evasão de conhecimentos por parte de pessoas alheias. Pelas informações que eu uma vez li numa revista, sobre a vida do saudoso Saddam Husseim, eu fiquei sabendo que ele possuía mais de duas moradas em lugares diferentes, e que ele sempre dormia em vários lugares diferentes, então estava sempre invisível aos olhos alheios. Então é como alguns parceiros daqui do fórum disse: Não existe abrigo perfeito, o que deve existir é várias Alternativas de Fugas, em vários aspectos. Mas para o sujeito possuir essas alternativas, no começo ele terá que ter uma boa vida equilibrada financeiramente, para ele poder construir, várias alternativas equidistantes da vida urbana. Só assim ele estará talvez salvo, se caso aconteça algumas catástrofe ou uma desordem pública, na sua cidade ou estado, você terá outras alternativas de se evacuar da onde você estiver, e se deslocar para outros abrigo em outros lugares mais camuflado. Então é de valia começar á pensar nessas idéias. Até o antigo ditador do Iraque, Saddam Husseim usava dessas estratégica, para se camuflar dos inimigos políticos como EUA.

  • Acompanho o site há algum tempo e, nesta oportunidade, primeira vez que me manifesto aqui, aproveito o ensejo para parabenizar a iniciativa. Interessante encontrar material desta natureza adequado ao cenário brasileiro, já que, boa parte da literatura que concerne ao assunto se refere a cenários estrangeiros.
    Moro em uma cidade extremamente violenta: Rio de Janeiro. E sou policial civil aqui. Já vivenciei episódios de combate real aqui e acreditem: não é igual a filmes ou quejandos. Já fui alvejado por tiros e, certa vez, fui esfaqueado em uma tentativa de assalto, Quando você vê seu próprio sangue jorrar de sua pele, seu treinamento, táticas ou similares vão por ralo abaixo. Seu neocórtex deixa de funcionar realmente e há um domínio da reação selecionada de luta ou fuga. E isso se passa em frações de segundos, frações essas que são vitais em momentos de conflito e que, por muitas vezes, faz o indivíduo perder alguma vantagem que tenha.
    O que foi dito acima está corretíssimo: por mais bem preparado que o indivíduo seja, algo pode dar errado: um escorregão, um titubeio, uma arma que prende em um coldre, uma freiada que faz sua arma cair no chão do carro, etc. Já vi muitos colegas extremamente preparados, curso em Israel, SWAT, COESP, COTE…, serem abatidos pelo elemento surpresa ou por qualquer outra variável que não fora cogitada. Além disso, deve-se atentar que a atual política criminal brasileira procura, de certa forma, debelar o direito de auto-defesa que o cidadão em tese possui, ora por um política desarmamentista ora por exigir elementos para legítima defesa / estado de necessidade além daqueles positivados no Código Penal Brasileiro.
    Assim sendo, discordo da estratégia do embate. Os roedores possuem uma reação inata chamada de FREEZING que o fazem congelar frente ao perigo, outros animais desenvolveram a capacidade de camuflar em um ambiente hostil e ainda há aqueles que eliminam mau cheiro com escopo de afugentar seus agressores. O conflito sempre foi e sempre será a última opção no momento do conflito. Como é alguns lemas das infantarias do mundo – arma do combatente por excelência – ULTIMA RATIO REGIS. Destarte, não ostento bens valiosos, não ostento arma de fogo, meu veículo é potente e com motor em perfeito estado de funcionamento, com suspensão necessária para passar por quebra-molas e obstáculos parecidos sem necessidade de freias, todavia com a lataria em péssimo estado de conservação. Minha mochila possui diversos itens uteis, inobstante possua remendos, meu calçado é impermeável, mas sempre sujo e assim por diante. Não devemos nos preparar para um cenário de crise posto que este já se faz presente na cidade em que vivo e trabalho e em boa parte do país, que já tive oportunidade de visitar.
    Perdoe se muito me alonguei, mas o assunto é de alto relevo para todos nós. Obrigado e boa semana a todos.

    • Olá James,

      Agradeço seu relato e complementação, discurso muito consciente e concordo plenamente com o que você pontuou. Muitos se deixam levar pela ideia de serem “heróis” e acabam perdendo a vida de maneira até mesmo desnecessária.

      Abraços!

    • Excelente comentário, James. Obrigado.

    • tá muito mais que certo!

  • Ola, citarei aqui algo que aconteceu comigo esta noite e como sigo seu canal há um bom tempo estava sempre pensando no sobrevivencialismo aplicado à minha situação no momento: Sou uma mulher e ainda por cima das pequenas, não tenho força nenhuma e moro em um bairro até tranquilo em uma das maiores cidades do RS, e a violência aqui está cada dia pior. Então acontece de faltar luz no meu bairro o que aqui sempre resulta no oportunismo de algum ladrão, é madrugada e ouço barulhos no meu portão, moro com meu namorado mas ele não tem nenhuma preocupação com segurança e nem mostra capacidade de reação, na verdade ele nem acorda quando algo acontece, por isso Julio, no meu caso a luz acaba de voltar e minha vigília não teve maiores percalços, porém peço que, se possível, vocês dediquem alguns vídeos as mulheres que como eu não tem experiência no mato e nem em artes maciais. O que fazer para ter uma casa mais segura? Ou como se tornar uma mulher mais prevenida sendo que além de roubo temos que nos preocupar com estupro e outras violências típicas com o sexo feminino. Algumas dicas de equipamentos seriam tri. Obrigada Júlio e adoro seu canal.

    • Yoseph Makabi

      Sobreviver é FICAR VIVO o maior tempo possível. Não dá pra ensinar essas coisas em uma simples resposta. Mas, falando basicamente, a mulher tem que ter um companheiro que a PROTEJA em qualquer situação. Ou então ela tem que se preparar pra encarar qualquer parada. Se for o caso larga esse mané e tenta aprender a se defender. Não confie no governo.. É duro, moça, mas é a vida atual. Imagine um cenário de caos SHTF. Meus conselhos não vão ajudar… Talvez o Julio te responda de forma confortável… Se cuida
      SELVA!!!

      • Homem sem coragem é de lascar.

    • Para mim sobrevivência está ligado a auto-suficiência…

      Pense em auto-suficiência de segurança, a segurança que o governo te dá é falha então você tem que preencher as lacunas, porém tenha sempre em mente que se você quer alcançar lugares que nunca foi antes tem que se tornar uma pessoa que nunca foi antes.

      Se você quiser ser a mesma pessoa, vai chegar oas mesmos lugares e sofrer as mesmas consequências.Você diz que nunca fez artes marciais, que tal começar?

      Que tal arrumar um homem mais antenado, se não for possível então ao menos convencer ele a não te atrapalhar enquanto você se esforça para ser a leoa da casa.

      E tudo isso que disse sobre segurança pense agora em Água/Luz/Comida, se ele (o estado ou o seu namorado) não te da segurança também vai dar essas outras coisas?

    • Vi os comentários da colega e dos demais. permitam-me um aparte. Não creio que uma mulher precise de um homem que a proteja. Nem foi o que ela pediu. O que ela precisa, e muita gente, diga-se, são informações que possibilitem que, nas condições dela, ela consiga melhorar sua segurança. E esse me parece um bom espaço para que ela obtenha essas informações. Abraços

      • Obrigada pelos comentários de todos vocês, ajudaram muito. Nem imaginava que alguém iria me responder senão o Júlio ou um administrador do blog e fiquei um pouco chateada por não ver nenhum interesse deles por atender um pedido de outro gênero, talvez o canal não seja mesmo voltado às mulheres, mas pensando que em um cenário de crise, quase todos tem uma namorada, esposa ou mãe pra pensar, acho valido e sinto não ter este espaço.
        Mas visto o que me falaram aqui e também no que pesquisei, resolvi comprar um canivete pra levar na bolsa e começar aulas de muay thay. Também comecei minhas preparações com comida, mas com salário de professora, não será simples kk. Além disso, peço aos que forem ler este comentário que presem mais atenção nas gurias que vocês se preocupam. 😀

    • Compre um cachorro, dois se puder, mas um imponente e que não fique latindo toda hora, porque senão ele vai latir toda hora e tu não vai saber se é um intruso ou só um cachorro na rua, Akita Americano é uma boa, é maior que o Akita Inu, mais imponente e tem o mesmo temperamento, quase não late e se late é sempre bom olhar. Instale aquelas luzes com sensor e de preferência com bateria para quando faltar luz. Compre um spray de pimenta mesmo, se a polícia pegar não dá nada ela só recolhe, um bastão retrátil e prefira uma faca pequena do que um canivete, canivete tem travas e muitos componentes que podem falhar, a faca é só puxar. Ponha mais trancas nas portas, ponha uma daquelas plaquinhas de “protegido” ou “alarme” de preferência de alguma companhia conhecida, mesmo que não tenha o serviço. E põe esse cara pra aprender artes marciais contigo e se interar mais no assunto, um dia tua vida pode depender dele ou ele precisar se salvar e ele tem que saber como.

    • Faça Krav Maga, ao invés de Muay Thai. Entre no site oficial: www. kravmaga. com. br e procure o local mais próximo para aprender essa técnica de defesa pessoal.

    • Poxa vida, queria eu que minha esposa fosse assim, quando falo sobre se preparar ( e nem falo de coisas ” absurdas”), somente o básico do básico ( luz, alimentação e segurança ), ela já acho q é exagero, foi uma luta fazer ela concordar cm a aquisição de um cão de guarda, aquisição de arma de fogo então… seu namorado já acampou alguma vez ?

    • O la S. aqui ten algumas cartilhas com orientasoes sobre casa e seguransa feminina que poden ajudar a previnir .

      http://www.pmpr.pr.gov.br/arquivos/File/pmpr/Cartilha_de_Seguranca_Feminina.pdf
      http://www.pmpr.pr.gov.br/modules/conteudo/conteudo.php?conteudo=547

    • Oi moça tudo bem?
      Infelizmente pessoas com a nossa percepção acabam sendo a ovelha negra na família e no meio social somos loucos, paranoicos, etc…
      O interesse pelo aprendizado vem em tempos diferentes para cada um, para alguns nunca vem. Não espere contar com outras pessoas pra isso, se não quiserem se envolver tudo bem mas respeitem seu modo de pensar ou então é melhor se afastar.
      Você não é a única mulher aqui e tudo que um iniciante precisa saber está contido nesse blog. Boa leitura, pratique o que aprender e seja bem vinda.

      PS: Sou preparador faz uns 10 anos e acompanho o trabalho do Julio desde o início, posso te dizer que o rapaz é ocupado 20 horas por dia e dorme as outras 4. O canal cresceu de um jeito que não tem como acompanhar todos os comentários, mas qualquer coisa estamos aí!

  • Yoseph Makabi

    Fujir, esconder-se, ficar na toca… Pode dar certo e ´a melhor coisa… mas esteja pronto para o combate, pois ele pode acontecer… Se vc ainda não é um “soldado de elite” procure sê-lo… Perfil baixo, discrição pode não ser suficiente… Aprenda a defender a sua vida… De qualquer forma vc vai morrer um dia… NÃO TENHA MEDO DE MORRER…. NÃO TENHA MEDO DE NADA… MAS SE TIVER MEDO, TENHA DO QUE VEM ANTES DA MORTE.
    SELVA!!!!!

    • Realmente,morrer é fácil, difícil é viver e não poder proteger quem você ama

  • Boa noite,

    Sou um iniciante no tocante ao sobrevivencialismo e quero fazer uma pergunta: alguém aí mais experiente no tema tem alguma dica para caso sua casa estar localizada em uma área de periferia de uma cidade grande?

  • Republicou isso em Fernando "Eagle" de Sousae comentado:
    Mais uma excelente postagem.

  • O melhor disfarce é parecer tão fudido quanto os outros, sua casa pode parecer destruída e toda mofada, seus armários estarem vazios, mas no seu porão pode ter água e comida pra uns 2 anos e toda sorte de equipamentos

  • Murilo Almeida

    NÃO EXISTEM ABRIGOS PERFEITOS… Isso mesmo, pois cada condição (crise social ou crise econômica) ou catástrofe (elevação repentina do nível dos oceanos ou megatsuname ou erupções de vulcões “extintos” ou deslizamentos ou frio extremo) irá impor medidas especificas e um tipo de refugio apropriado… Por isso volto a dizer que NÃO EXISTEM ABRIGOS PERFEITOS… E é preciso ter isso em mente, já que o pensamento deve estar focado no COMO SOBREVIVER…

    • Murilo Almeida

      Para sobreviver, você precisa saber COMO SOBREVIVER… Bem longe do romantismo Hollyudiano, sobreviver em meio a uma crise ou catástrofe é uma árdua batalha, então, sigo alguns passos no intuito de focar no COMO SOBREVIVVER:

      O primeiro passo é trabalhar o psicológico (creio ser o mais difícil e complexo, porem indispensável), pois já pensou em ver gente morrendo ao seu lado (quem sabe um parente), ou ter que tomar a decisão extrema de quem vai/quem fica, ou o isolamento, ou ainda o confinamento… COMO IRÁ ESTAR O SEU PSIQUE ?

      O segundo passo é ter conhecimento (e isso geralmente é “free”) de varias áreas afins, tais como mecânica, elétrica, medicina (pensando em primeiros socorros), botânica, geologia, artes marciais, línguas e etc…

      O terceiro passo é saber fazer (“faça você mesmo”), pois, estando sozinho, você ira precisar produzir coisas a partir de recursos escassos, ou seja, improvisos e gambiarras…

      O quarto passo é ter como sobreviver (envolvendo equipamentos, veículos, locais de fuga e etc), é a preparação em si, adquirir os meios para sobreviver, porem veja que, antes de começar a sair gastando $$$, você terá que passar por outros passos se suma importância ao sucesso…

      O quinto passo é planejar…

      O sexto passo é testar tudo acima…

      O sétimo passo é começar tudo do inicio tentando ver o que foi esquecido (ou negligenciado), pois serão os pontos fracos da sua corrente…

  • Vocês simplesmente estão me deixando com medo. Eu nunca mais falarei com vocês.

  • Proteção por camadas:

    Nível 1: Crise econômica leve: Estudar como um condenado e passar em um concurso e adquirir estabilidade.

    Nível 2: Crise econômica grave: investir em autossuficiência e produção do básico necessário para você e sua família

    Nível 3: Violência urbana: se na capital morar em condomínio com boa segurança, se no interior conhecer os vizinhos e ter uma casa discreta

    Nível 4: Desastre natural que atinge a sua casa/bairro: Fugir para a casa dos pais, ou do irmão ou dos avos, ou do seu amigo do peito.

    Nível 5: Desastre de grande escala ou pandemia: usar autossuficiência e ficar em casa, fingir que a ja foi toda arrombada e manter um perfil baixo

    Nível 6: Esquema Venezuela, da para sair do pais e virar imigrante em outro lugar e reconstruir a vida.

    Nível 7: Perseguição especializada e voltada para o seu grupo, religioso étnico, social (Estado Islâmico, Holocausto nazista/ruanda, revolução francesa): Para mim esse é o mais radical, o ideal é fugir do pais mas nem sempre isso será feito pela porta da frente, então aqui entra a habilidade de camping, aquele carro 4×4, aquele trekking de 20 dias que você fez pelo Jalapão ou outros parques naturais, aqui você vai ter que cruzar a fronteira e não ser pego, sendo que você esta a 2000km da fronteira.

    Nível 8: Apocalipse Zumbi/Super nova/Meteoro Gigante (situação do filme “The Road”): aqui meu amigo é o momento em que o fim do mundo deixa de ser uma preocupação e se torna uma esperança, tente viver mas quando a hora derradeira te encontrar sacrifique os seus sem dor e a si mesmo.

    • Abrigo seguro? Equipe um barco (artesanal mesmo, desses de pescadores coloniais com uns 7 ou 8 m) com casaria, redes de pesca, motor (pode ser um tipo rabeta de 7 hp, mas deve ter vela também).
      Fornece abrigo para até 4 pessoas, mobilidade sem congestionamento e fonte de alimentos. Abrigo fixo, na cidade ou rural, pode ser assediado sorrateiramente por incontáveis pessoas; o barco ancorado longe da margem, em ilhotas ou margens com lamaçal só será atacado por quem vier de barco também, portanto mais fácil de ser visto (mais fácil ainda de ser alvejado).
      Obs.: A fuga de refugiados de zonas de conflitos para outros países geralmente é por barco, infelizmente super lotados que causam as tragédias que assistimos nos noticiários. Então, melhor ter o seu barco pronto!

      • Problema é que eu moro longe do litoral!

      • Nunca pensei nisso! Excelente comentário

    • Um rio ou lagoa já bastam. Acredito ser mais confiável que estradas que, em caso de colapso da ordem pública, certamente estaram congestionadas e\ou bloqueadas.

      • Max, no momento em que estamos nessa seca não dá mesmo… o nível dos rios estão extremamente baixos. Mas para quem mora próximo ao litoral seu conselho é muito válido!

      • Olá Deb, realmente moro no litoral gaúcho e próximo à Lagoa dos Patos, servido por rios e arroios. A 300 m da minha casa é possível pescar tainhas, corvinas e camarão (quando a época ajuda). Mas o barco que quero montar não é para oceano, mas para navegar na lagoa ou rios.
        Tenho 2 caiaques de pesca, ótimos para navegar em rios ou canais estreitos e baixos; podem levar cada uma barraca e um cooler com equipamentos cada um… mas tem que ter muito preparo físico.

      • Ótima idéia Max… eu gosto muito de caiaque. Mas nunca pesquei em um, mas com certeza vou experimentar!!! Tem um rio cortando minha propriedade e posso praticar! Obrigada pela dica!

      • De nada, Deb. Mas pesquise bem o modelo que achar mais adequado para você. Aliás, quando comprei o meu, minha esposa gostou muito e no outro mês comprou o dela.

  • Vou citar meu plano defensivo, possui 6 camadas e só envolve matar outras pessoas por legítima defesa:

    Nível 1-Crise econômica: Ficar em casa (zona rural/suburbana) e sair do modo light para o modo hard de auto-suficiência, alimentar, energética etc…

    Nível 2-Desastre ambiental que ameace minha casa: Sair de casa e ir para a casa dos meus pais (apartamento na capital), ou a casa do meu irmão no litoral.

    Nível 3- Violência urbana: Moro em um condomínio fechado com segurança armada, ronda de moto etc… Na rua ando discreto sem roupas de marca, assim que derrubarmos o estatuto do “enviadamento” vou adquirir minha glock25 e assim que sobrar 10.000 reais vou blindar o carro.

    Nível 4- Pandemia ebola: Possuo um lote de 800m² com uma horta hidropônica de 120m², mas eu so uso mesmo 5m² para não perder a pratica, vou me entrincheirar em casa e expandir a horta para os 120m².

    Nivel 5- Guerra Civil: Tentar fugir do país, ja fiz intercâmbio nos EUA e mantenho contato com minha família americana, se precisar ele poderia me acolher na casa deles por um tempo, além de ja ter conhecimento fluente na lingua deles.

    Nível 6- Holocausto (perseguição étnica), perseguição por estrato social(revolução francesa/russa), estado islâmico etc…: Caso a opção de fugir do país dê errado eu tenho duas últimas saídas:
    6.1- Possuo um Trailer Turiscar Diamante, herança da época em que acampava com meus pais, só arrumar um lote abandonado no litoral do sul da bahia e simplesmente sumir da rede, ja possuo uma caminhonete 4×4 diesel para puxar ele.
    6.2- Esse janeiro vou testar a minha ultima saída, vou fazer uma expedição de carro 4×4 para a patagônia argentina, ja possuo equipamento avançado de camping então serão 30 dias acampando passando pelo interior do Brasil e da Argentina, pretendo descobrir maneiras de evadir do pais pelas fronteiras não vigiadas.

  • Foi bom ler isso. Ele confirmou e complementou o que eu digo algumas vezes e muitos discordam. Obg por compartilhar esse texto

  • Roque Cezar

    Quando mais “invisível” melhor. Passar por morto é uma tática “animal”. Sempre haverá alguém melhor armado que eu, mesmo que eu seja “atirador de escol ou de elite”. Abraços

  • carlossilvapb

    Notem que, em nenhum momento Selco, que é um dos nomes mais respeitados no mundo sobrevivencialista, se referiu a ARMAS. Para ele, sobreviver é, sobretudo, EVITAR, o confronto! Eu gosto muito dessa filosofia. Perfil baixo, discrição. Excelente texto!

    • verdade, a grande maioria das pessoas não é um soldado de elite pra ficar entrando em confrontos armados e na vida real ferimento infecciona, aquela facada pega numa artéria, mesa não segura bala e todas essas coisas que dão errado

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