SHTF School: A onda de refugiados que corre para a Europa

Há uma grande crise na região por conta dos imigrantes chegando da Síria, Afeganistão, Líbia… E os jornais e fóruns estão cheios de manchetes e tópicos sobre como os políticos deveriam abordar o problema. Pessoas normais geralmente não tem noção da realidade e toda a discussão é apontada para “as pessoas devem ajudar os imigrantes ou vê-los como uma ameaça potencial”.

O problema é muito mais profundo que este e, novamente, como todos os problemas reais a maioria das pessoas acaba ficando presa em discussões vazias.

Sim ou não para os imigrantes

Não há nada mais primitivo do que um homem faminto? Existe, um homem faminto com uma criança. Ele não liga para leis, ONU, políticas de diplomacia ou algo do tipo. Ele tem tarefas simples: Alimentar sua criança, se alimentar e ter segurança. Ele vai obedecer as regras? Não, na maioria dos casos ele não vai. Quem iria morrer de fome simplesmente por não “ser apropriado” causar problemas para os vizinhos?

Agora considere o fato de que os imigrantes estão chegando em números como 70 mil… 120 mil… em países onde a população total é de alguns milhões.

Os países por aqui já possuem problemas para trazer segurança, trabalho e comida para seus próprios cidadãos. Toda a infraestrutura social já vêm danificada há muitas décadas, e não é preciso muito para derrubá-la.

Agora para deixar algumas coisas em claro aqui, eu passei muito tempo faminto e procurando por abrigo, então tudo dentro de mim diz que um homem normal deve ajudar o outro que está em necessidades, que está fugindo da guerra e tentando proteger suas crianças.

É sobre o que é certo e errado, o que é ser um ser humano.

Mas o real problema não é querer ajudar ou não, é ser “afogado” pela quantidade enorme de pessoas que são diferentes e podem não se encaixar na sociedade.

O problema é que não há controle sobre quem é um refugiado e quem está procurando uma oportunidade para viver de graça. Nenhuma sociedade consegue lidar com números tão grandes, não importa o quão forte e organizada ela for. Este é um problema no sistema que não pode ser arrumado facilmente.

Nós deveríamos ajudar estas pessoas que estão famintas, assustadas e com crianças, claro. Nós não podemos fazer mais nada, é o certo a se fazer. Irão eles, ou alguns deles, trazer o caos? Eu acho que sim, acho que alguns refugiados poderão usar este caos para chegar em lugares onde podem causar estrago. Algo muito grande está se desenrolando por aqui, e ainda não vimos o último capítulo.

Grandes sociedades são feitos por pessoas que fugiram de seus países originais e foram para novos locais, se misturaram e formaram novas sociedades e até mesmo nações, juntando as diferenças para criar algo novo e unido.

Mas o problema possível é ter muitas pessoas não querendo “se misturar” em uma nova sociedade. Algumas pessoas tem uma cultura tão diferente que vêem a liberdade como um convite para mudar o mundo ao seu redor, porém se alguém quiser mudar o mundo deles… É um problema.

Ajuda de fora?

Grandes palavras foram ditas pelos líderes, todos dizendo que os imigrantes devem ser ajudados. Mas no final, é sempre o mesmo grande jogo entre política e dinheiro… E as pessoas normais não tem chance de escolher nada.

Os países mais ricos da Europa vão mandar dinheiro para os países mais pobres para “ajudar”. A maioria desses esforços vêm para tentar manter estes imigrantes longe deles.

E claro que esta ajuda e dinheiro serão usados mais uma vez nos países pobres para fortificar as posições de políticos locais e futuros senhores da guerra, para ganharem mais poder e criar um estado de caos e gratificação nestes locais.

Mais uma vez o homem simples é pego no grande jogo de poder que a maioria das pessoas não consegue entender.

O que nós podemos aprender com os imigrantes?

Muito.

Eles percorreram longas distâncias sem quase nada, alguns sofreram violências, apanharam, foram roubados, presos e até mesmo torturados. Eles não tem nada a não ser suas vidas e a vontade de sobreviver.

Nenhuma cerca poderá detê-los e nenhuma polícia conseguirá controlá-los. Eles comerão o que acharem, dormiram onde podem. Entre eles estão professores, bombeiros, donas de casa… E todos estão sobrevivendo.

Quando você consegue perceber não o desespero mas a determinação, vontade e esperança destas pessoas, você os entende melhor. Eles deixaram seus países com o que podiam para encontrar um lugar melhor para eles, casas e apartamentos não são mais importantes quando você está lutando por sua vida.

Se você está viajando longas distâncias com apenas uma mochila, você com certeza tem algumas habilidades de sobrevivência.

Conclusão, sem conclusão

Para resumir isso, eu acho que falar sobre os problemas com os refugiados é falar sobre a mudança climática. Está acontecendo e as pessoas precisam lidar com ela. Nenhuma “grande muralha” vai parar isso e a Africa, perto da Europa, está lotada de pessoas que não tem o suficiente para viver vidas normais.

Eu entendo o sentimento ruim de ter pessoas novas em seu país e saber que eles provavelmente viverão sob suas custas, mas nós sabemos que isso não vai pará-los. A Europa está mudando e ninguém pode impedir.

Texto traduzido e adaptado do blog SHTF School

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14 Comentários

  • O cavalo de Tróia de Maomé está sendo recebido pelos Europeus assim como foi recebido pelos Troianos… Existem várias nações árabes bem-sucedidas e ricas, inclusive ofereceram cidades inteiras aos seus confrades… por qual razão eles não foram pra lá? Elementar meu caro Watson…

    • O brasileiro não é o único povo que se recusa aprender com a história.

  • Muito bom o texto. Essa onda de refugiados vai apenas acelerar o fim da Europa como conhecemos. Em breve, pouco restará desta civilização que tanto contribuiu com a humanidade.

    Para quem quiser saber mais sobre a guerra na Síria, recomendo:
    https://www.facebook.com/tOPeTEGZ
    https://www.youtube.com/channel/UC5bvVmlzBysrLVKxoqB5ByQ

  • Deixando de lado a apelo emocional, e sendo objetivos, um país como o Brasil não rem condições economicas, sociais e estruturais de receber grandes massas de refugiados, receber essa população sem uma estrutura completa, é aceitar uma bomba relógio, basta tomarmos como exemplo os imigrantes haitianos, que vem aos montes atraves do Acre, sem falar nosso idioma, sem dinheiro e sem uma estrutura adequada para lhes inserir na nossa sociedade ou no mercado de trabalho, formam novos bolsões de pobreza em são paulo e outros estados das regiões sudeste e sul, por enquanto eles se contentam em ter apenas comida e um teto, mas sua próxima geração também a margem da sociedade, não vai se contentar com isso, afinal, não viveram a guerra civíl, terremotos e fome, eles sempre viveram no Brasil, só que a margem da sociedade, e é aí que a violência começa. Logo, apesar de parecer cruel, nosso país deve ter o foco em primeiro resolver os problemas sociais de seus próprios cidadãos, e só depois se preocupar com outros povos!

    • O Brasil é feito de intensa miscigenação: Os indígenas perderam seu espaço (e vidas) para os portugueses, que trouxeram escravos africanos aos milhões e, com abolição da escravatura, a solução foi novamente apelar para a imigração com italianos em sua maioria. Eis a porcentagem maior de “estrangeiros” nesta terra. Somando alemães, japoneses e libaneses teremos uma significativa representação também. Nem vamos falar em russos, albaneses, chinesess, coreanos, etc.
      A culpa da violência é da péssima representação política – e da mídia também – corrompida que suportamos desde nossa colonização. Graças a eles vivemos sem educação, sem inclusão social e sem punição severa aos delinquentes.
      A maioria dos crimes são cometidos pelos “filhos da terra”, aqueles cujos antepassados já vivem aqui há 2 ou 3 gerações no mínimo!
      Contra haitianos e senegaleses, não falta quem critique acolhê-los, mas se fossem noruegueses de cabelos fios de ouros e olhos claros ninguém seria contra.

    • Enquanto carecemos de controle de natalidade pela miséria que a população se encontra, o governo aceita um mar de imigrantes sem condições de inseri-los na sociedade.

  • Síria, Líbia e Iraque: A “desculpa” ocidental (norte-americana) para interferir nesses países foi a deposição de tiranos. Com exceção da Síria, os tiranos caíram, mas estabeleceu-se o caos absoluto! Mas tiranos e grupos radicais são criados e\ou mantidos por Inteligências das grandes potências mundiais, portanto não podemos ver essas crises como exclusivo fenômeno interno. Então seria injusto que países ricos pagassem (e muito caro) a conta de uma tragédia humanitária?
    O Brasil tem recebido muitos haitianos, mas diferente da Síria, são fugitivos de longo caos político e de desastre natural, onde trabalhamos como agente pacificar sob comando da ONU. Ás vezes acho nossa diplomacia e modo de influência internacional ingênua, mas não me orgulharia de nosso país utilizando de conspirações e incentivo a sedições em outros países a fim de garantir poder político e vantagens comerciais.

  • KARLOS HEVERTON

    isso já foi previsto a um tempo atrás em um dos discursos de KADAFI.

  • Enquanto dormimos, temos pena, compaixão etc. o Islã está acordado, matando e conquistando, assim como fizeram os cristãos até chegar na decadência da Inquisição.
    Quando te obrigam a jurar por algo pode saber que a merda vai ser grande.
    Oremos a Deus ou seria Allah?

    • Isso não é o Islã. O Islã é tolerante. De fato, há casos em que comunidades judaicas floresceram sob o Islã. O que vemos hoje é uma versão do Islã criada pela interpretação de supostos “cléricos” radicais.

  • Como todas as relações humanas, essa não é de simples análise. O Selco vislumbrou isso bem. Há poucas décadas, a Europa arrastou o mundo para o caos, matou dezenas de milhões de pessoas e afugentou centenas de milhões. Aprendeu com seus erros e consolidou uma união ainda frágil, mas que indica um bom caminho para o futuro. Já os sírios entregaram-se alegremente a uma família de tiranos por décadas, e agora pagam o preço de seu conformismo. Entretanto, em um mundo globalizado um problema dessa envergadura é global. Países ricos e sérios oferecem algum apoio, enquanto o nosso, por exemplo, governado por tolos, se dispõe a receber todos os refugiados, mesmo sem ter estrutura para isso. Mas é evidente que a conta será paga pela Europa. Com a entrada russa na guerra, o cenário piora ainda mais. E olha que Israel nem pulou na carniça ainda…. Parece-me que o processo de islamização da Europa será agora acelerado e irreversível. Conceitos mudarão. Será um admirável mundo novo. Quem viver verá.

    • Quanta inocência, Israel e Arabia Saudita financiaram essa guerra civil com armamento e mercenários. A Rússia é a única disposta a pôr um fim no problema.

      • Russos, esses santos, sempre dispostos a ajudar! Velhos corações generosos….

  • Já começou, esta acontecendo aqui em escala menor.

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