SHTF School: Sobrevivência Urbana X Rural

Esta é uma discussão sem fim e sempre haverão pessoas que preferem uma das escolhas. Não há problemas, todos nós temos opiniões e não há nada de errado em debater ideias. Isso é algo quase que necessário ser feito, pois assim nós podemos perceber algumas coisas que passaram reto por nós.

Eu prefiro estar em um cenário rural quando uma crise acontecer. Eu tenho esta opinião simplesmente porque experienciei a sobrevivência urbana e não consigo imaginar que poderia ser pior que aquilo no campo. Na verdade, parentes meus que sobreviveram na área rural simplesmente conseguiram se sair muito melhor.

Ainda assim, todos nós temos de considerar os prós e contras em escolher entre as duas opções e precisamos ser objetivos, é algo difícil mas devemos tentar.

Recursos

O que você tem com você é o que terá por um bom tempo se estiver em um cenário urbano. Se você guardou comida e água é muito provável que poderá contar com isso por apenas algum tempo antes da situação mudar e você ter de procurar mais recursos.

Claro que existem formas de conseguir recursos no começo de uma crise, mas não é como nos filmes. Você tem de contar com o fato de que chegará atrasado nos locais de interesse e que unidades mais organizadas como gangues locais tomarão o controle de quem e quanto irá saquear. A ideia de buscar recursos em saques é uma conduta de alto risco, média recompensa e a maioria de nós se prepara para não ter que arriscar nada no meio do caos.

Alguns dos preparadores gananciosos ainda vão sair em busca de alguns extras, se expondo a riscos. Se você conhece minha história de quando vivi na guerra, saquear a fábrica de álcool no começo da crise foi algo muito bom para nós nas semanas e meses depois. Mas… Não estávamos preparados, e isso é uma grande diferença.

Grupos mais organizados vão controlar os saques então não há grandes benefícios para você pensar nisso durante a sobrevivência urbana.

Conte com o fato de que estar em uma cidade durante uma crise significa que haverão muitas pessoas com pouquíssimos recursos. Quando isso acontece, você pode esperar coisas ruins.

Estar em um cenário rural lhe dá a vantagem de ter alguns (se não todos) recursos, se houver planejamento correto. Árvores na floresta próxima de você ou um pequeno riacho podem significar muito quando uma crise acontece. Isso sem mencionar os animais e a produção de comida, claro.

Segurança

Não importa o tipo de casa ou apartamento que você vive no cenário urbano, cedo ou tarde você será forçado a defender o local. É um trabalho difícil simplesmente porque você não saberá ao certo quem é seu inimigo. Em outras palavras, você possivelmente terá inimigos demais.

Quando você tem muitas pessoas famintas, todo mundo é um possível inimigo. Você pode imaginar quanto esforço e tempo este fato vai custar para você? Você precisará ficar alerta e pronto para lutar/defender a todo momento. Para complicar, depois de ver a verdadeira natureza das pessoas tentando sobreviver (e fazendo o que for necessário) haverão poucos amigos sobrando.

Estar em um cenário rural não significa que você não precisa estar preparado para se defender, mas será muito mais fácil pois haverão menos pessoas. Menos pessoas significa menos problemas. Menos pessoas desesperadas significa que a tendência é que todos fiquem unidos.

Se você está planejando ficar em um cenário rural quando uma crise acontecer você deverá ter contigo o grupo de pessoas que você pode confiar, família ou amigos e vizinhos, todos juntos e com planos de como defender o que vocês tem. Este é o grande ideal para todos nós e só ter um abrigo secundário não será suficiente.

Senso comum, novamente

Agora por favor, você precisa entender que eu não estou dizendo que em caso de crise será impossível sobreviver na cidade. Eu sobrevivi. Eu só estou dizendo que na maioria dos casos será MUITO MAIS DIFÍCIL sobreviver na cidade do que em uma comunidade rural.

Claro que eu estou falando aqui sobre uma crise real. Eu sei que existem opiniões que em alguns casos de crise será mais seguro ficar na cidade onde há algum tipo de lei e esta pode proteger você. Existem opiniões que os locais rurais distantes serão o primeiro alvo que os assassinos, saqueadores e estupradores irão pois a lei se acabará mais rápido nestas áreas remotas. Ainda assim, tudo isso ainda deixa o cenário rural muito melhor na minha opinião.

Se você comparar com a vida normal que todos nós temos hoje, meus parentes viveram tempos difíceis. Eles perderam a luz elétrica, não tinham como fazer dinheiro, todos os que trabalhavam na cidade próxima perderam o emprego… Era guerra e a situação era ruim.

Mas o ponto é que eles tinham RECURSOS ao redor deles, terra para plantar, lenha para aquecer e animais para caçar.

Como você pode imaginar, algumas habilidades antigas voltaram a ser usadas. As pessoas começaram a fazer sucos com as frutas, os mais velhos lembraram quais foram as plantas comestíveis que ajudaram os sobreviventes da segunda guerra mundial.

As pessoas simplesmente “reinventaram”. Por exemplo, meus parentes construíram uma antiga máquina de pressão para fazer geléias e xaropes com diversos tipos de frutas. Parecia engraçado, eles usaram um pedaço de madeira longo e fino como uma espécie de alavanca, à distância parecia que alguém queria lançar algo de uma antiga catapulta romana.

Mas funcionou e não era nada novo. As pessoas usavam aquele treco por séculos mas o mesmo havia sido esquecido, pois era mais fácil comprar geléia ou fazê-la com equipamentos elétricos.

Cavalos foram colocados para trabalhar arando o campo, tabaco foi plantado… Mas o mais importante é que as pessoas ficaram juntas de maneira muito mais coesa em comunidades rurais pequenas, muitas dessas comunidades eram formadas por parentes ou pessoas que se conheciam por muitos anos.

Em caso de problemas de segurança havia maior facilidade para resolver, as pessoas eram mais organizadas.

Inclusive, um dos caras que eu conheço começou a ficar rico naqueles tempos. Ele simplesmente plantava batatas em grandes quantidades e tinha boas conexões para levá-las em locais onde o preço era muito maior.

Em resumo, recursos e segurança são muito mais fáceis de se conseguir em cenários rurais. A sobrevivência urbana importa muito mas não podemos esquecer que nosso maior objetivo é juntar o que pudermos para sairmos da área das grandes cidades.

Isso não é uma regra inquebrável, mas haverá muito mais luta por poucos recursos em cenário urbano, enquanto há muitos recursos sobrando e menor violência nos cenários rurais.

Trouxe a tradução deste texto devido ao grande número de questionamentos sobre quais dos ambientes são mais apropriados para enfrentar uma crise. Espero que as reflexões do Selco ajudem a perceber os diversos fatores que cada escolha proporciona e, apesar do posicionamento dele ser muito claro, lembre-se que é baseado em experiência real em cenário de guerra. Adoraria ver uma boa e longa discussão nos comentários!

Traduzido e adaptado do blog SHTF School.

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37 comentários

  • Fiz a opção do Comanf e do Carlossilvapb, sai de uma cidade de 600 000 habitantes, com todos os problemas de urbanização, industrialização, violência, falta de água, apagões, isso e muito mais (quando lembro do trânsito tenho até arrepio…), perigoso andar a pé, de moto de bike, de carro, de busão…Morei quase 20 anos lá.
    Moro numa cidade de 20 000 habitantes, que é um sossego!
    Lógico que há inconvenientes, mas a maior parte dos problemas citados acima eu risquei da minha lista!
    Estou a cerca de 50 km de uma cidade grande, que pode me dar os recursos médicos e outros que eu não tenho aqui, valeu a pena.
    Minha casa está sendo preparada para servir de abrigo, e penso que em pouco tempo poderei comprar uma chácara na área de mata da cidade, por enquanto ainda é barato!
    Minha única preocupação é que a casa é visível por quem passa na estrada, mas isso é um problema de difícil solução, ao menos por enquanto.
    Mas por aqui, pelo menos em tese, crises demoram mais a chegar e quando chegam costumam ser mais brandas, justamente por que a população é pequena e todos se conhecem.

    • Rapaz, que maravilha!

      Meu sonho é conseguir fazer este tipo de mudança também. Acredito que viver em cidades menores porém ainda assim próximas à grandes centros é uma das melhores escolhas para quem não tem interesse ou não pode se mudar para um sítio.

      Abração,
      Julio.

  • Enzo Mikaelson

    Tem um problema em viver em fazendas e lugares do tipo : muitas pessoas ja pensaram nisso.Nesse caso,vão ter muitas pessoas atacando a fazenda,seja por ter lido que era melhor do que a cidade ou somente para roubar comida.Ja na cidade,terão grupos, gangues e coisas do tipo.
    Isso quer dizer que,ambos são quase a mesma coisa,mas se alguem vuve na cidade é melhor que fique la,o caminho ate a fazenda pode ser muito perigoso(alem de ter um fazendeiro posivelmente armado,com a familia la dentro e não ter nenhum motivos de não puchar o gatilho).

  • eliezer da gama

    CONCORDO A ZONA RURAL é a melhor opção, o maior problema da cidade e que os recursos vitais como água e comida vão acabar logo e enquanto acaba muitos vão querer tomar, no campo temos água e comida e poucas pessoas e mesmo assim e mais facil se esconder que na cidade, por isso o melhor e o campo e lugares montanhosos de preferencia.

  • Amigo Júlio Lobo diante de tal cenário descrito sobre uma crise acredito eu que tanto as áreas urbanas como as rurais serão afetadas por igual, e recentemente nós temos um grande exemplo disso como é o caso da Síria e do Iraque, lá nesses dois países tanto as áreas urbanas como rurais estão sendo palcos de uma imensa crise étnica-religiosa, portanto se acontecer algo desta magnitude ou mais acredito eu que o melhor lugar para se refugiar, memo assim estaria em perigo seria dentro de um bunker construído e preparado em uma área rural lógicamente e com o mínimo de infra-estrutura com melhorias constantes de acordo com as possibilidades do grupo, sim porquê um bunker só se constrói em grupo, e ainda teriam a preocupação de manter-se em constante vigilancia e manutenção.

  • Admiro as reflexoes sobre providencias, mas, o futuro… eh o futuro. No nosso pais a barbarie jah se instalou. Jah estamos no caos e nao vejo opcoes. Seja como for, o que se pode fazer para prevenir algo devemos fazer, a comecar, no caso da maioria, em melhorar a propria habitacao, em termos de seguranca, estoque alimentar e, se for possivel, algum “pacto” com vizinho(s) que proventura tenha carater.

  • Francisco-RJ

    Eu concordo com o texto. No momento, moro numa metrópole, mas se a SHTF a situação vai ficar insuportável por aqui.
    Mesmo com todas as preparações, não percebo qualquer vantagem em morar na cidade durante a crise. Porém não é tão fácil se mudar para o ambiente rural ou para um ali no meio da selva, isso requer uma série de recursos e condições que muitos de nós não tem. Desse modo, ficar na cidade, por enquanto, antes da crise, parece a melhor opção. Quando a crise ameaçar ou antes, eu pretendo fugir para o campo, todavia reconheço que não será fácil o caminho até lá. Agora, ficar aqui, nem pensar.
    Entendo que lá haverá mais oferta de recursos e menos pessoas para consumi-los, além do ambiente oferecer mais abrigo e possibilidades de fuga.
    Em suma, viver no campo e melhor ainda, na selva, é a melhor opção para antes, durante e depois da crise, pois é a natureza o nosso habitat natural.
    A natureza nos oferece ar puro, água pura, comida orgânica, fogo, segurança, abrigo, isolamento, plantas medicinais, paz,, silêncio… A cidade só oferece dinheiro e acesso fácil a bens industrializados, analisando as vantagens e desvantagens ambientais é muitíssimo preferível o ambiente mais selvático possível conjugado aos principais comodidades da sociedade globalizada.

    • Me identifico muito com seu ponto de vista! Embora eu tenha vivido a minha vida inteira em ambientes urbanos, sempre foi um sonho meu poder conviver mais com a natureza, meu sonho na infância era ser escoteira. Hoje em dia eu penso que não seria uma maravilha ter que sobreviver em selva, tudo tem suas dificuldades, mas sem dúvida me sinto muito mais confortável com a idéia de ir pra longe do tumulto das cidades numa situação de emergência, pois se em períodos “tranquilos” ou fora de crise, a selva de cimento já é perigosa demais, quanto mais numa situação de crise, onde as desordens sociais aumentam drasticamente! Há quem discorde do nosso ponto de vista, mas pra mim área rural ou selvagem é muito melhor do que urbana quando é “todos contra todos”.

  • Rural ou urbano depende da crise e de sua duração. Uma crise longa, é melhor o meio rural. Porém, a ajuda governamental (se houver) será mais rápida no meio urbano. Existem outras situações, como um guerra civil que é melhor fugir para bem longe, ás vezes para o exterior.
    Mas tenho em mente uma 3ª opção: usar barcos como meio de evasão e abrigo. Não falo em iates ou lanchas caras, mas barcos comuns de pequenos pescadores (por menos de R$2.000,00 se compra aqui). Pode ser adaptada uma pequena casaria ou barraca de lona nesses barcos.
    Claro, sempre penso nisso porque moro numa cidade banhada pelo oceano, servida de canais, rios e arroios. Mar e rios são fonte de alimentos(pesca e caça), podem acessar muitos lugares, não tem perigo de congestionamento e mais seguro em termos de abordagem por saqueadores. .
    Por isso, procuro um sítio com fundos para o mar, um rio ou arroio. E ter um barquinho será um prazer para passeios em finais de semana. Por enquanto só tenho 2 caiaques de pesca, mas planejo ter um barco em breve.

  • Yoseph Makabi

    Júlio, concordo com você…
    Tem mais é que ganhar dinheiro com os idiotas que acreditam nessa onda de SOBREVIVENCIALISMO… Tem quem acredite em DEUS… em IDEOLOGIA, ETC… ETC… ETC…… Temos vários exemplos… EDIR MAISCÊDO, LULLA… ETC… ETC… ETC… Você tá certo cara… vai faturando enquanto os babacas vão lendo essas coisas e acumulando canivetes suíços….Valeu… FUI…
    SELVA!!!

    • Aqui não é lugar para mentes como a sua

    • Xará, se você não concorda com o conteúdo, porque não procura outro site? Se voce acredita em nada, respeitamos a sua opinião, mas emitir seu parecer denegrindo nossas escolhas e credos, aí a coisa fica diferente.

  • Eu tenho meditado sobre como deixar a cidade e viver como coletor e caçador. Como certamente eu estaria só pos não tenho grupo para mim não faz sentido o estilo exatamente rural. Eu entendo que quando se fala em rural se está a falar em viver em uma fazenda, plantando e lavrando a terra.

    Para mim isto só faz sentido se você tiver várias pessoas para alimentar e assim passa a ter como consequência uma terra que deve ser tornada produtiva e portanto defendida.

    Eu como estou só penso então em como transformar a minha fraqueza em minha força. Para mim não faz sentido treinamento para viver em tribo posto que não tenho uma, o mais indicado é treinar para viver como selvagem.

    Por exemplo, ao invés de fazer curso de agricultura fazer curso de açougueiro, saber como destrinchar e salgar a carne de animais. Uma dieta baseada em caça me forneceria muito mais calorias do que preciso, e sem o inconveniente de haver uma terra muito específica que eu precise defender. Quanto a agricultura, basicamente ser um coletor, praticar uma agricultura selvagem e disforme, sem um lugar específico de plantio, deixando que as plantas cresçam de forma selvagem e por conta própria, elas que se virem. Com a base da dieta sendo carnívora eu simplesmente coleto o restante. Penso que o bom deste modelo é que não preparo o ambiente para intrusos, não tenho nada que alguém possa querer dominar, como uma plantação.

    Que gang que marchará até o meio do sertão, gastando seus recursos e se colocando em perigo, só para matar um velho doido e só que vive no meio do nada?

    Como estou só penso que junto com preparação para viver alguns meses na cidade o melhor para mim é adotar um estilo mais radical do que o que chamam de “rural “, no caso um estilo de selvagem caçador.

    Mas há ainda uma outra alternativa que penso em adotar, esta tem vantagens e desvantagens e é talvez até mais radical, que não é nem rural e nem urbana, estava ela o tempo todo diante de meus olhos e eu não via, embora estivesse enfiada na minha cara. Trata-se da sobrevivência maritima. O fato é que eu vivo a 300 metros da arrebentação do oceano.

    Eu só fui me dar conta disto depois que assisti a uma palestra do Amir Klink, onde ele falou que o barco de estava preparado para passar três anos totalmente isolado na Antártica. Só então eu pensei, poxa porque não preparar um barco de pescador, destes que fabricam a dois quarteirões de minha casa, um barco de madeira de pescador, e preparar então ele para ficar durante no mínimo seis meses em alto mar de forma totalmente autônoma?

    O problema desta alternativa em meu entender é que ela seria uma cartada única, seria o tudo ou nada. Isto porque ela consumiria totalmente os meus recursos. É uma alternativa de alto custo, se eu por qualquer razão perdesse o barco ou não pudesse usa-lo eu estaria sem nada. Porque tal alternativa consome demais meus recursos. Seria tudo ou nada.

    Mas se desse certo seria muito bom. Penso muito em montar um barco para “passeios”.

    • Olá colega sobrevivencialista, a gente aprende nos cursos a não gastar todas as fichas em uma jogada só, mas….se vc pensar mais, qual seria a sua segunda jogada? Se ela não for boa ou for limitada, então se prepare muito mais e melhor para essa sua única cartada dar certo. Cada ambiente oferece algo de melhor e pior para ser usado, no seu caso, pelo que vc disse, a saída para o mar seria uma boa idéia, basta ter tudo muito bem preparado e escondido, cada detalhe passado e repassado inúmeras vezes!
      Boa sorte!!!
      Boa sorte!!

      • Francisco-RJ

        Gostei muito das suas ideias. Realmente é muito interessante plantar do modo como você falou, já pensou em utilizar garrafas PET como irrigadores? Eu sou vegetariano, mas considero a hipótese de me alimentar com carne animal… Nos cursos de açougueiro eles ensinam especificamente o que? Acerca da fuga para o mar, eu não recomento, a não ser com um veleiro minimamente bom, e isso implica em custos de conhecimento para aprender a navegar, além dos custos da embarcação. Afinal, você já analisou como seria estar na costa, mar aberto, ou oceano,durante uma tempestade e ainda sem saber o que fazer?

      • O problema de ir para o mar são basicamente dois.

        O primeiro é o custo, um barco de pescador novo custa cerca de uns 40.000 reias no mínimo. Ou seja, é uma aposta alta. Além disso há o custo de todo o resto, cursos, suprimentos, etc. Eu até posso usar ele para turistas como uma forma de obter lucro, mas ainda assim é um custo alto. Um bom e seguro barco capaz de manter uma família por algum tempo não sai barato, mesmo não sendo um iate.

        Além disto nós todos temos as nossas outras prioridades: comprar casa, carro, etc. Veja bem, optando por uma fiorino ou caminhonete lo lugar de um barco se mata neste caso dois coelhos com uma cajadada só. Entendeu?

        Além disso ter um barco não significa que eu não terei que retornar à terra em busca de alguma coisa.

        Mas o que mais me preocupa nesta alternativa é que ela pode ser totalmente inócua a certos cenários.

        Por exemplo, se do que eu estiver fugindo for o Estado, então um barco de nada serve. Caso o perigo seja um governo marxista, a nova ordem mundial, autoridades de qualquer tipo, um barco não serve. Isto porque o mar é um meio 100% tecnológico. Não há como se esconder do Estado estando no mar, qualquer navio de patrulha te encontra. Um avião radar da marinha te vê até do outro lado do oceano. Um barquinho brilha nos radares dos militares muito facilmente. É basicamente o mesmo portanto que estar no meio do deserto segurando uma tocha. Não há para onde se esconder.

        E aí se um barco da marinha emparelhar e anunciar que você deve deixar a embarcação e os acompanhar “para a sua própria segurança nesta situação de crise”, eu vou fazer o quê? Atirar com uma carabina puma contra o navio da marinha.

        Pois é, estes são os problemas.

      • Francisco-RJ

        Exato, concordo com tudo o que você falou. Mas acrescento que o melhor a ser feito nesses casos é se fingir de fraco, ou sumir… se fingir de tonto ou de morto, seja na cidade ou no campo. Viver embrenhado na mata também pode ser uma boa… E um barquinho para pescar, se locomover ou fugir pode ajudar muito.

        Quanto a viver exclusivamente dentro do mar não acredito que seja uma boa opção, exceto se o mundo virar só mar (tipo Warter World) ou caso você tenha um bom veleiro que aguentasse bem as tormentas e não houvesse perigo militar, pois como você disse não teria chance alguma. Mas pelo que entendi essa não é a sua intenção.

  • Olá Julio, olá demais Cães pastores. Eu a algum tempo os acompanho. Vocês têm me alimentado. Com vida. E eu só tenho a agradecer. Cada um segue seu rumo e prepara-se para aquilo que hoje pode-se enxergar no horizonte.
    Infelizmente só vim desabafar… é que tenho amigos, de anos, muito muito próximos, mas eles não enxergam… são ovelhas… não me compreendem, mas eu os amo. Porém, mansamente, retiro minhas palavras, meu pensamento, porque sou refutado, e parei de tentar acordá-los porque senão perderei o convívio com eles…. Vocês tem sido um escape e refugio amigo, daqueles que pensam como eu, que naturalmente, instintivamente, tem pensado e vivido a ideia sobrevivencialista. Só queria que cada um que contribui com o blog, os blogs, soubesse disso. Muito obrigado MESMO. Valeu!

    • Julio e pessoal do Blog, que vocês acham de escrever sobre o ponto da virada, de inflexão, em uma crise. Ao estilo Selco, que perdeu o “time” de fugir ou se preparar melhor.. Como saberemos ou saberíamos, em linhas gerais obviamente, o momento de sair da cidade ou fortalecer nossas defesas, num momento de crise? quais seriam os indícios mais fortes? Porque no “otimisto” embusteiro da midia/politica/sistêmica não se pode confiar.. Por favor, escrevam algo a respeito. Muito obrigado!!!

      • Pelo que já li do Selco há uma coisa que acho que é muito importante, trata-se exatamente de você não ficar esperando um ponto de virada. Por ponto de virada acho que é melhor entendermos o choque que as pessoas crentes da civilização como um estado natural inexorável sentem ao finalmente darem-se conta de que isto é só uma construção sócio-economica, e que direitos são apenas tinta em papel, e não da para comer direitos, que o que importa realmente é a capacidade, que o que seres humanos tem de fato são capacidades e não direitos. Direitos derivam do uso das capacidades, não existem por si próprios.

        Acho que ponto de viragem é isto, aplica-se a outros e não devemos aguarda-lo. E é aí que há uma coisa que o Selco fala que é muito importante. Ele diz para não ficarmos esperando por um grande clarão e então, PEI! O mundo mudou, pronto, agora sim estou em uma situação de colapso e usarei o que sei.
        Não, provavelmente não será assim, talvez não seja possível criar um antes e um depois. O colapso pode chegar sem que seja possível perceber, mesmo para sobrevivencialista.

        Eu acho que hoje nós já estamos no colapso. Nada funciona, as pessoas morrem na rua, os hospitais faliram, a segurança também, a justiça criminal foi feita para não dar certo, o Estado existe apenas para controlar quem tem CPF e alguma estrutura, os políticos marxistas avançam o combate contra qualquer coisa que seja natural, o conceito de brasileiro não mais existe, brasileiro, brasileiro é uma raça hoje, no caso a raça negra, e qualquer imigrante que chegue no país já é mais do que eu e tem prioridade. No campo só louco compra terra, pelo menos aqui onde moro fazendas inteiras estão a ser invadidas por índios ou por qualquer um que assim se declare.

        Francamente, ponto de virada? Eu não preciso disso não. O meu já chegou. O que mais eu preciso para acordar? Um tiro na cara?

        Para mim o colapso já mesmo se não tivesse ocorrido é mais seguro entender que já ocorreu.

        Na verdade eu acho que o grande problema é exatamente que o colapso não ocorre logo de vez, não, ele fica se arrastando. Se ocorresse de uma vez por todas e não tivesse volta seria melhor, porque aí você simplesmente pode atirar em quem te ataca. Mas do jeito que esta, este colapso em que o Estado existe apenas para me controlar no sentido de me limitar ao mesmo tempo em que coordena meus futuros e prováveis assassinos contra mim, é pior. Talvez fosse melhor se caísse logo tudo de vez. Que se explodissem as faculdades, os jornais, o maistrain, os esquerdistas, tudo de uma vez só. Isto deve ocorrer, isto merece ocorrer.

  • Samir kdouh

    Nao seria o equilibrio a alma do negócio? Cidades médias interioranas que tenham bastante recursos básicos , profissionais e materiais, mas que ainda conservam uma grande área rural em seu entorno? Populaçao em torno de 150 ou 200 mil habitantes.

    • Tomara que você esteja certo. Se estiver eh bom para mim.

      • Samir e Vilhena, uma cidade com 25 a 50 mil pessoas já está muito boa para se viver, digo isso pois moro em uma e não troco por qualquer outra, dado que a minha, por sorte se situa na Mata Atlântica, muita mata nativa e reservas, ficando a 70 km de duas cidades com 150 mil habitantes. Na minha perspectiva, perfeito. Aqui a zona rural é diversificada.
        Equilíbrio é um fator importante sim!!
        Abraço!!

    • Francisco-RJ

      O que é o equilíbrio? Equilíbrio em relação a o que? Entre urbano e rural? A silvícola e urbano? Urbano e marítimo? Na minha opinião o equilíbrio parece estar na selva. Mas o melhor – ideal – é nos prepararmos do melhor jeito que pudermos,para todas as possibilidades.

      • Francisco, equilíbrio é não ser radical, tipo eu leio sobre pessoas falando que selva é o melhor lugar. Aí eu pergunto, os sobrevivencialistas vão levar seus país de mais ou menos 50, 60 anos para a selva? Caminhar pelos inúmeros obstáculos da selva, com mochilas pesadas, sem estarem adaptados? Vão transpor rios, escaladas médias com esses pais? Vão fazê-los se deslocarem de um ponto a outro por longos períodos para encontrarem comida ou fugirem do perigo?
        Equilíbrio seria o meio termo..
        Nem numa metrópole caótica cheia de perigos urbanos e nem numa selva onde se pode sucumbir rapidamente, não pelos animais mas pela própria situação!
        Eu fiz a minha escolha “meio termo”, decidi abrir mão de metrópole com todo luxo e conforto para ir morar numa cidade pequena, aqui tem mata e não selva, tem recursos abundantes, deslocamento mais fácil que numa selva. Longe de grandes centros. Lugar não visado e menos perigoso!
        Uma decisão equilibrada..
        Mas isso não é uma regra, cada um com suas escolhas, propósitos e estratégias.
        Abraço!

  • A principio penso que o meio rural é o melhor lugar para sobreviver em tempos de crise, mas é importante analisar cada situação, afinal o sobrevivencialista não é o mais forte e sim o que melhor se adapta em meio à crise. Uma pessoa que vive o sobrevivencialismo na cidade, que conhece o ambiente a sua volta e esta preparada e treinada para um momento de dificuldade, pode ter maior sucesso na cidade do que no campo. O inverso também é verdadeiro. Um sobrevivencialista, nascido, criado e que vive na zona rural tem mais chance de contornar situações de crise no ambiente em que ele faz parte do que em outro. Por isso, o conhecimento e as habilidades de cada um que vai determinar o melhor lugar.

  • Eu é acredito morar no “Paraíso dos Preparadores”:
    terreno murado (com aparência externa de abandonado) de bom tamanho, no asfalto, a 15 minutos do Centro, mas na saída para a área rural (basta atravessar um rio).
    Água corrente subterrânea, área de “EXPANSÃO” em situação extrema, conhecido pela vizinhança como “militar meio doido”, dono da maior Rottweiller da cidade e com amigos mecânicos, policiais e lojas de ferragens e oficinas próximas.
    Deus continuando a ajudar, que venham as crises !!!
    FORÇA e HONRA !
    CAVEIRA !!!

    • Cuidado com estas áreas no entorno das cidades, que os norte americanos chamam por lá de subúrbios, que não são nem urbanas nem rurais, o Selco diz que estes são os piores lugares. Piores do que o centro das cidades até mesmo, e piores certamente que o rural.

      Acho que do que você falou o bom mesmo é você falar que tem outras pessoas, homens armados e com habilidades militares e técnicas que fechariam com você, isto sim é bom. Mas para dar certo seria mais indicado mudarem todos para uma Casa só é defenderem apenas esta.

      Quanto a localização que você está, ela me parece não ser boa. Neste entorno da cidade, no caso dele, é onde ele diz que a situação foi a pior. Pior do que no centro.

  • carlossilvapb

    Imagine milhares, ou até milhões de pessoas, numa cidade sem energia elétrica, sem comunicações, sem lei e ordem. Imagine o que muitas dessas pessoas fariam quando percebessem que tudo entrou em colapso. Nem falo em briga por recursos, pois muitos demorariam a perceber as implicações mais profundas de uma SHTF. Falo em pessoas desinibidas que sairiam pelas ruas depredando, saqueando, brigando, matando, simplesmente porque poderiam fazê-lo sem punições. Imagine como seria difícil sair,da cidade mesmo com meios de transporte ágeis, como motocicletas, numa confusão desse tipo. Mesmo em dias normais, as cidades são perigosas. Não há segurança e o transporte é um caos.
    Foi isso, entre outras coisas, que me fizeram sair de uma metrópole e vir para um lugar bem mais tranquilo. Eu acho que todo sobrevivencialista deveria ter como meta sair das cidades maiores. Eu sofri (e continuo sofrendo) profissionalmente e financeiramente. Mas as horas que passo a mais com minha família, a tranquilidade e o fato de que posso chegar em qualquer lugar aqui em menos de 30 minutos mais que compensam…

    • Carlos, eu sai de uma capital com 300 mil habitantes para uma cidade com menos de trinta!! Ótima qualidade de vida em tempos de paz e com inúmeros recursos em tempos de caos urbano ou colapso, como queiram chamar.
      Concordo que todo sobrevivencialista deveria fazer algo do tipo (se mudar para cidades mais apropriadas), claro que muitos não podem “trocar” de emprego fácil assim, mas dependendo da área de atuação, não seria tão difícil fazer a mudança, acredito que muitas pessoas têm dificuldade em sair de grandes centros exatamente pela comodidade que eles oferecem, “zona de conforto” Ex. bancários, correios, policiais e outros servidores públicos estaduais, professores, entre outros, podem pedir para mudar de cidade, muita coisa que pode ser feira, basta querer..!
      Abraço!

    • isto já está acontecendo… a cidade chama-se São Paulo…

  • Boa tarde!

    Já vivi no meio rural, porem me mudei para área urbana ainda pequeno.

    Cresci em ambiente urbano, contudo, vejo que a melhora área para sobreviver, pensando logicamente, é no meio rural, e é essa a minha opção.

    Acho mais fácil se adaptar ao meio rural e sobreviver, do que fazer isso no meio urbano.

    Abs

  • Tiago Bushman

    Boa postagem Júlio.
    Já vivi em cidade pequena, média e grande. Já morei em sítio e fazenda. Dentro e fora do Brasil.
    Olha, ainda estes dias estava analisando: “deve ser muito frustrante a alguns colegas sobrevivencialistas terem que viver em grandes centros, e ainda estarem justamente no centro dos centros, no miolo da metrópole”. Os que vivem na periferia ainda podem encontrar uma saída mais rápida e eficiente e acabarem não se expondo a tantos riscos.
    Para estes amigos da metrópole só dou um conselho superior ao aprovisionamento de alimentos de 120 dias: a SEGURANÇA de sua residência. Aliás, sem segurança, seus alimentos vão desaparecer!
    O que você vai usar já vem sendo colocado em alguns posts aqui no site , mas mantenha-se atualizado frente a isto!
    Uma outra coisa que você deve estar plenamente atualizado é o bom conhecimento da personalidade e vulnerabilidade de seus vizinhos, principalmente os de apartamentos, que são os mais sanguessugas, dependentes e instáveis. Digo isto porque em uma crise, aqueles que moram em prédios e ficam forçadamente dentro do apartamento por apenas dois dias, desenvolvem extrema agressividade, claustrofobia e pânico. Isto é SÉRIO e comprovado!!!Daí pra frente imagine o que quizer!!
    Os que moram em casas ainda tem a opção de ir ao jardim, pegar um ar mais fresco, desestressar, fazer um trabalho,etc.
    Há 4 anos troquei minha cidade(Curitiba – 3 milhões de habitantes) após viver lá por 28 anos, e vim morar em uma cidade de 30.000 habitantes, tranqüila, meio urbana e meio rural, várias zonas de fuga, mato pra todas as direções (nem semáforo tem na cidade). Lhes digo: a sensação de segurança é muito boa!
    Mas não descarto os loucos que podem surgir, então as armas, as grades, as ferramentas, as armadilhas estão por ali.
    Abraços aos guerreiros.

    • Bem-vindo ao time Tiago!!

  • Magnus Cascelli

    Eu prefiro o cenário rural, sem deixar de preparar o básico em casa, é claro. Mas num dia desses fiquei pensativo a respeito de uma situação de fuga na crise, eu estava indo com minha patroa pro bol na área rural a alguns km daqui, e havia um evento numa comunidade rural no caminho, e portanto muita movimentação na estrada de terra de pessoas da roça (a cavalo e de moto) e alguns poucos da cidade (geralmente de carro). Isso me preocupou, fiquei imaginando numa fuga, pessoas atacando umas as outras pra roubar, e eu tendo que ir pro bol 😦 Mesmo tendo outras estradas de chão que me levam ao mesmo lugar, em todas elas poderiam haver pessoas querendo roubar numa crise! Além de que na roça também tem muito malandro que vai querer aproveitar a crise pra roubar. E infelizmente não há como evitar as estradas de chão, porque as margens delas sempre são parte da propriedade de alguém, seria inviável e arriscadíssimo ficar invadindo e passando dentro das propriedades dos outros por dezenas de km até chegar ao objetivo, além de que nesse caso não teria como usar um veículo pois o deslocamento seria por pastos e matas, teria que ser a pé e correndo risco de tomar tiro dos donos das terras que poderiam nos confundir com ladrões ou mst. Creio que uma fuga pra área rural é viável se for feita antes das estradas de terra estarem sendo usadas por ladrões ou outros grupos violentos. Se deixar passar essa “janela de tempo” ir pra roça seria tão arriscado quanto ficar na cidade, e também se a coisa ficar feia acho que não daria nem pra sair da cidade. É preciso saber perceber o momento de sair.

  • Em tempos de paz e prosperidade o ambiente urbano, sem sombra de dúvidas, oferece mais oportunidades para “crescer na vida” , ganhar dinheiro e até desenvolver redes de relacionamento mas o revés é que do mesmo jeito que na paz oferece mais benefícios, na tragédia oferece mais riscos… Bom mesmo é saber aproveitar os dois mundos e, para tanto, nada melhor do ter um AP na cidade para chegar no trabalho em 5 mim e uma casa de campo a 1:30 da cidade para “fingir” de parque de diversões enquanto de fato você monta suas preparações!

    • Exatamente o que fiz: AP na cidade a 5 min. do trabalho e casa no campo à 1h30m da cidade. Falta somente iniciar as preparações.

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