Da fazenda à geladeira: Um vídeo chocante, verdadeiro e… Revelador de muita hipocrisia.

Sei que o blog têm de manter um caráter educacional e informativo, mas em alguns momentos é importante trazer pautas para reflexão. O que eu vou escrever aqui pode não agradar alguns, mas preciso emitir um posicionamento sobre o assunto.

Para os que não sabem do que se trata, está rodando um vídeo na internet sobre o processo industrial de criação/abate/manejo de carne que têm chocado muitas pessoas que o vêem (você pode vê-lo no final da matéria). O vídeo é sim muito feio e impactante, mas a reação das pessoas me deixou profundamente incomodado e revoltado. Grande parte dos comentários em redes sociais é definido em uma palavra: HIPOCRISIA.

O indivíduo fica todo sensibilizado com o sofrimento e abuso que os animais sofrem, mas não percebe que seus hábitos estão colaborando para a continuação e intensificação das condutas que ele “tanto abominou” no vídeo! Deixe-me explicar melhor.

Depois de ver esse vídeo, a única solução que pisca na minha cabeça é a SUSTENTABILIDADE. Até onde compreendo, estes processos industriais extremos foram criados pois eram a única forma de atender à crescente demanda mundial. Sabe o que causou esta necessidade? O ser humano, oras! O dia que nós paramos de criar nossos próprios bichos pela “comodidade” que o mercado oferece, nós concordamos com o desenvolvimento desses atos demonstrados no vídeo.

Não achem que estou fazendo promoção ao veganismo ou semelhante. Eu mesmo não imagino minha vida sem um belo bife na hora do almoço.

A grande hipocrisia ocorre exatamente aqui: O cara não quer ver animais passando por isso, mas quando falamos para ele criar suas codornas, galinhas, vacas ou seja lá o que ele quiser comer ele diz as frases de sempre como “Não tenho tempo” ou “Não sei fazer” ou “Vai dar trabalho”… Ou pior ainda, “Não gosto de comer galinha caipira”.

Na minha singela opinião, se você ainda quer comprar sua carne no mercado você não tem voz ativa nesse protesto contra a crueldade. É a mesma coisa do cara que compra droga do traficante mas é contra o tráfico…Entende a lógica?

Claro que sei que nem todo mundo tem espaço para criar animais, eu entendo! Não posso condenar ninguém por comprar comida no mercado se mora em um pequeníssimo apartamento na cidade. Mas por outro lado, se aqueles que tivessem tal espaço o fizessem, nós teríamos uma demanda mais controlada e com menos necessidade de ser suprida de formas tão extremas. Hoje temos tecnologia e técnicas para cultivar plantas e criar animais em espaços menores sem queda de qualidade na vida destes, basta pesquisa e dedicação.

Pense comigo: Ao invés de confinamentos teríamos várias casas deixando seus animais viverem uma vida mais digna e confortável, alimentados com comidas naturais e quando a hora de abate viesse, esta seria feita de forma ética e humana. Isso sem contar que você saberia a exata procedência da carne e teria um produto sem hormônios ou químicas para comer.

Minha maior descoberta quando comecei nestes projetos de autossuficiência foi a seguinte: Não é tão difícil nem tão custoso quanto você pensa, basta apenas pesquisar, criar coragem e trabalhar duro.

Em resumo, a prática sustentável foi abandonada pelo “conforto” da industrialização. Resgatar os velhos hábitos de criação e cultivo são a resposta para um mundo menos desumano e mais consciente… Ao menos ao meu ver. Novamente, peço desculpas se toquei na ferida de alguns, mas algumas vezes simplesmente não consigo evitar meus comentários.

Para os que querem ver o vídeo, segue o mesmo abaixo. Aviso que ele possui CENAS FORTES e que podem impactar “com força” algumas pessoas:

Até.

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36 Comentários

  • Rui Moleiro

    E entao pessoal vamos comelos vivos??

  • Oi Julio!

    Me desculpe sou muito argumentativo, mas certas pessoas não vegetarianas como eu, acham que é esse é um dos modos de preparar a nossa “carne”. Mas, já que algumas pessoas tem coração como eu, não tenho mais nada a falar, a não ser que isso seja um absurdo, triste. Realmente, meu coração amargurou muito, doeu dentro…

    Matar os animais vivos? Olha só a violência, muito feio mesmo, como o ser humano é desprezível… Sim, eles merecem ser chamados de SERES HUMANOS, pois essa espécie são especialistas em fazer mal…

    Meu comentário é bastante grandinho né? Mas é porque quero expressar a verdade! Não consegui ver o vídeo todo… Porque, não consigo…

    • Você sempre pode matar animais mortos, já que não quer matar os vivos….cara a falta de B12 esta te fazendo mal, seu comentario todo parece que foi escrito por uma criança de 5 anos, falta lógica sobra sentimento

  • tem sempre a opção de ser vegetariano/vegano

  • Leandro Pavanin Martins

    Boa noite, Julio.
    Concordo com tudo isso que você disse e digo mais, tenho amigos e meu pai também que são produtores grandes de leite, porcos e galinhas. Sendo assim nenhum destas pessoas fazem nenhuma dessas práticas no vídeo, alguns ainda até liga radio para as vacas escutarem musicas pois elas produzem mais e não se estressam!!! Em minha opinião foi um ponto bem levantado. Acho que algumas pessoas antes de comentar devem pesquisar melhor os processos e não generalizar!!! Sou totalmente contra as praticas do vídeo e acho que as pessoas que fazem aqueles atos até não podem ser chamados de pessoas e sim de algum outro tipo de ser, não sendo humano nem animal.!!
    Abraço. Desculpa alguma coisa!!! Eu te apoio.

    • Olá Leandro,

      Obrigado pela complementação e também por apoiar seus argumentos em sua realidade atual.

      Abração.

  • eu discordo de sua opinião, Julio. Como consumidor, eu posso exigir que a empresa de um tratamento digno para o bicho que eu vou comer. Se é uma demanda do mercado, tem que ser contemplada. Caso uma marca não o faça, outras farão, e agregaram valor ao seu produto. Pensando friamente, a industria da carne é como qualquer outra, e supre uma demanda. Ninguém acha hipocrisia exigir das montadoras que façam carros menos poluentes, ou das industrias de eletrodomésticos que façam seus produtos mais econômicos.

    • Olá Eddy,

      Compreendo e respeito seu posicionamento. Eu tenho sempre uma perspectiva de subsistência e autossuficiência, talvez um pouco fora da realidade de grandes centros urbanos. Acredito que é sim uma demanda que sempre existirá, mas cabe ao consumidor exigir a qualidade no fornecimento e também na produção do alimento, como você mesmo disse.

      Abraços.

  • adriano jose maia

    E muitos falam mau sobre a caça,a diferença é q vc ja compra morto e embalado é mesma coisa q vc contrata se um matador para fazer o serviço sujo.Muitos acham q ir caçar é facil é mator um monte de animais pelo menos o animal caçado tem chances iquais ela pode escapar

  • A grande sacada desse vídeo é que usaram imagens fora do contexto e da atualidade (maioria anos 80 e 90 e nos EUA) para criar uma propaganda pro veganismo…

    Toda empresa que trabalha com carne tem que seguir normais internacionais e nacionais de higiene, segurança e procedimento. Há empresas hoje que tocam até musicas para os animais, o animal criado de forma tranquila e pacifica tem muito mais sabor na mesa do que abatido nesses matadouros de fundo de quintal do vídeo… Hoje o abate são feitos por máquinas de forma rápida, eles nem percebem que estão acontecendo.

    Ainda existem os matadouros clandestinos que estão fora das normas e possivelmente agem como no vídeo, fora isso, é fora do contexto. E esses matadouros quem souber denuncie….

    É a ordem natural das coisas, nas plantações de cana, soja, trigo, etc, toda colheita além dos vegetais, trazem mortos milhares de animais no processo. Esses mesmos animais, são triturados, moídos, misturado com terra e outros nutrientes e devolvido a terra para adubar… A planta dos veganos crescem com adubo animal…. É muita hipocrisia!!

    • Olá Marcelo,

      Muito interessante trazer estes fatos à tona. Obrigado pela complementação! Infelizmente ainda temos sim vários abatedouros em situação absurda de funcionamento (vide notícias constantes sobre o tema), mas quem sabe esta realidade tende a mudar no futuro próximo.

      Obrigado pela opinião, abraços!

      • parabéns cara, vc respondeu de uma forma muito melhor que eu, concordo plenamente…
        Imagina se fazer um video igual a esse porem sobre as plantações de soja, milho, algodão, e feijão intensificando as negatividades desse ramo por exemplo:desmatamento de selva para plantio deichando animais sem ter onde morar, o veneno usado nas plantas que chega na nossa mesa, o veneno usado nas plantas e que vem a chuva e leva o veneno para os rios, as enormes maquinas que sugam as aguas dos rios matando peixes, o produto usado para estas plantações que chegam em nossas mesas…..rsrsrsrsr abraço…..

  • Eu desta vez discordo com a posição do Julio mostrado no texto, pois tirando que alguns lugares mostrados no video, teria que ser visitado pela vigilancia sanitaria, para adequação de abate e limpeza e normas de procedimento ja existente…. na minha opinião não a nada de errado pois.
    É nescessario o abate pois não pode se criar animais na cidade pois é proibido por lei. nem codorna, galinha, porco nada disso, quem faz isso esta contra a lei é proibido. A menos que vc faça isso de maneira comercial com todo aparato bla bla bla bla…licença sanitaria e alvara,nem se sua casa for enorme e seu terreno for enorme não pode criar. Se quer comer carne, vai ter que matar para comer, e num sei de nem uma maneira bonitinha pra fazer isso….

    • Olá Robson,

      Compreendo seu posicionamento. Como disse no comentário abaixo, infelizmente o governo nos faz atuar à margem da lei. Desde que haja consciência na criação, não me limito por tais determinações.

      Aqueles que não possuem meios para criar seus animais deveriam exigir melhores condições de criação para os animais e também um bom rigor na qualidade do que chega à mesa do cidadão.

      Todo animal que será comido tem que morrer, mas expô-los ao sofrimento intenso durante toda sua existência somente para “redução de custos de criação” não é algo que concordo.

      Abraços.

  • Esse video me lembrou aqueles documentários “O Mundo Segundo a Monsanto” e o “Psiquiatria Uma Indústria da Morte”. Adoro esse tipo de doc.

  • Acredito que a forma mais justa de ter acesso à carne animal é numa caçada, onde os animais gozaram sua vida selvagem e o fato de serem caçados é um mero evento corriqueiro da natureza. Claro que observando um comportamento não predatório!
    Agora, criar animais em casa é quase impossível para a maioria das pessoas e não é por preguiça. Mesmo morando numa casa, com muito terreno, a maioria dos municípios coíbem criação de animas no meio urbano, afinal poucas pessoas iriam querer um vizinho criando galinhas ao lado de casa.
    Outro problema: quem é casado e\ou tem filhos muitas vezes se depara com o apego desses familiares com os animais de criação. Na hora do abate será um problema, podem acreditar.
    A saída é exigir condições dignas na criação de animais e já existe essa tendência! Muitos europeus já exigem um certificado na carne que compram, certificando que os animais tiveram o seu bem-estar preservado na sua criação. Eis o caminho.

    • Olá Max,

      Ótima complementação. Creio que é tudo um processo de adaptação, eu quando criança vi animais serem abatidos e também os abati, porém fui instruído do propósito destes e a lição que aprendi foi muito válida para minha fase adulta agora.

      Para os que não podem criar (moradores de centros urbanos) esta saída de controle rigoroso sobre a produção seria a melhor alternativa para construir um ambiente mais justo e saudável para estes animais.

      Abraços.

  • Yoseph Makabi

    Você tá certo cara. O ser humano é mesmo HIPÓCRITA!!! Mas criar bichos no fundo do quintal não é fácil Tem um monstro chamado GOVERNO que vai te sacanear com um monte de leis ridículas que impedem a tua criação. Eu já fui carnívoro, caçador e pescador. Já fui mesmo um predador. Hoje moro num sítio onde planto o que como. Sou vegetariano, frugívoro e crudívoro. Acredito que a natureza oferece tudo o que preciso para comer. Não sou contra nada, cada um faz o que quiser, desde que não venha me sacanear, mas se tiver de ser contra alguma coisa serei contra o GOVERNO, qualquer forma de governo, porque o governo é quem de fato sacaneia todo mundo.
    SELVA!!!

    • Que modo de vida interessante! Parabéns! Mas queria saber uma coisa: Consegue seu total sustento através do sítio?
      Fui criado numa famíla de agricultores e já plantei algumas coisas comercialmente, mas francamente, eu não sei se conseguiria ter nem que seja uma agricultura de sobrevivência, principalmente uma agricultura orgânica. Abraços.

      • Yoseph Makabi

        Olá Max….
        Não, eu não consigo, ainda, o meu total sustento através do sítio. Mas é por preguiça mesmo, ou melhor, comodismo… Acontece que sou aposentado e recebo uns caraminguás que garante minha “sobrevivência”. Mas planto um monte de coisas, tipo ABACAXI, BANANA, COCO, CANA, MAMÃO, MANDIOCA, ABÓBORA, MANGA, PEQUI, GOIABA, CAJU MELANCIA E OUTRAS FRUTAS, Tenho uma roça onde planto MILHO e FEIJÃO consorciado e irrigado. Tenho uma horta que me fornece as verduras e um pouco de ervas medicinais e aromáticas… Mas é só pro meu consumo e da minha mulher… Não tem excedente pra vender. Quando sobra alguma coisa eu distribuo com os amigos e dou para as galinhas. Tenho uma pequena plantação de EUCALIPTO, que é para no futuro eu ter madeira sem precisar derrubar a mata nativa. Mas, apesar de ter a opção de ser vegetariano crudívoro, eu tenho projetos de criação de galinhas, peixes, porcos, carneiros e vacas (tudo pra comercializar). Por enquanto tenho apenas umas cinquenta galinhas e quatro vacas. Ainda não dá pra vender com lucro. Mas até o final deste ano estarei com três tanques de peixes e uns vinte carneiros. Os porcos vou deixar mais pra frente. às vezes eu tiro um leitinho das vacas e a mulher (a minha) faz queijos, mas é só de vez em quando. Mas eu tenho certeza absoluta que dá pra viver do sítio folgadamente. O dinheiro da aposentadoria é para os supérfluos, tipo combustível, roupas, calçados, ferramentas, essas coisas. O meu objetivo é conseguir a auto-suficiência dentro de cinco anos. Meu sítio tem quarenta e cinco hectares, mas eu só estou usando dez hectares, que é mais do que suficiente. Se o seu sonho é um sítio, vá com fé que consegue. No começo é difícil, trabalhoso, mas é muito gratificante ver as plantas crescendo e produzindo. Força irmão, é só vencer a inércia que você consegue.
        SELVA!!!

    • Olá, Yoseph! Muito boa a empreitada de vocês e que projetos bem interessantes, como o da pisicultura. Acho que deveria incluir a apicultura também, pois dizem que flor de eucalipto produz bom mel (só falei o que ouço…rs, nada sei desse manejo). Quanto aos carneiros, em fim de ano alcançam bom preço, ao menos aqui no RS. Mas desde que abater esses animais não vá contra seus princípios.
      Mas quanto a nós (minha esposa e eu), ainda estamos longe da aposentadoria e dependemos de nossos empregos e, eventualmente, abrimos algum negócio (planejamos uma sorveteria agora). Outro problema foi o boom econômico que nossa cidade sofreu, atraindo milhares de pessoas e causando especulação imobiliária, fazendo sítios de 4 ou hectares serem muito caros. Portanto, dedicação 100% ainda não dá, mas planejamos alugar um sítio para lazer e algumas plantações de ciclo curto. Até já sei a área que me interessa, pois tem acesso a uma lagoa que dá muito peixe e camarão na safra deste.
      Mais uma vez parabéns e que tenham muito sucesso!

    • Olá Yoseph,

      Concordo plenamente contigo, sei das dificuldades. Certa vez tivemos sérios problemas com o IBAMA que ordenou que aterrássemos nossos três tanques de peixes por argumentos bastante inconsistentes. Tal eram que após certa briga nos deixaram em paz.

      Hoje o governo nos castra e obriga que nossas atuações fiquem à margem da lei… isso me lembra muito alguns regimes históricos, não?

      Abraços.

  • O ser humano é onívoro desde tempos da pedra lascada.
    Qualquer pessoa que consuma ou já consumiu algum produto de origem animal, valeu-se de outro animal para sua própria sobrevivência.
    É fato inegável aderido à história de todo e qualquer ser humano. Quer goste ou não.
    É preciso separar a realidade da paranóia de quem vê nos hábitos de bilhões de humanos apenas um motivo para uma crise.
    É preciso colocar cada cisa em seu devido lugar: o que é criação de estimação, criação de preservação e o que é criação para consumo.
    E isso, até mesmo os que defendem essas ou aquelas práticas alimentares, freqüentemente se equivocam.

    Se um animal é criado como estimação, consumí-lo ou é um ato extremo de necessidade maior ou é traição vil de maior baixeza.
    Meu cão é tratado como membro da família, convive conosco, é parte do nosso dia-a-dia, nos auxilia, nos diverte e goza da nossa proteção.
    Na Coréia, o cão é tratado como um frango aqui em nossa sociedade.

    Se é criado como preservação e é abatido então configura crime ambiental, ameaça ao meio-ambiente.
    Maus cidadãos ainda teimam em caçar e aprisionar animais em áreas proibidas e não são levados pela necessidade mas pela ganância sem limites.
    Isso é crime: além de traição vil de baixeza maior, viola leis ambientais, prejudica trabalhos de preservação, transforma patrimônio público em nada, desperdiça fundos inutilmente e é só no que atinjo a pensar no momento.

    Se é criado para consumo deve ser abatido e aproveitado tanto quanto possível dentro dos parâmetros cabíveis.
    Uma situação é a criação comercial de animais de estimação onde desde antes da geração o animal já é tratado para esse fim e a outra é a criação para consumo onde o animal é visto antes de nascer como alimento.
    Uma cerca no mar em local propício para criação de peixes é diferente de enormes navios de companhias pesqueiras que com aparelhos ultraprecisos aprisionam os viventes do mar e os deixam morrer no passadiço enquanto os escolhem e os transferem às câmaras praticando assim a pesca predatória que transforma nossos oceanos em desertos.
    É isso mesmo: desertos.
    Em qualquer dos casos, vale lembrar que mesmo criando como estimação o sofrimento ainda que em mínimo grau, existe pois não há morte sem dor. Nem dos que se vão nem dos que ficam.

    • Carlos,

      Excelente texto, não tenho adições ou opiniões contrárias.

      Obrigado.

  • Já assisti a alguns vídeos da PETA e foi o suficiente para entender esse processo cruel e desumano. Na verdade isso não acontece apenas na hora de prover carne para o mercado — o boi, por exemplo, é utilizado até para a fabricação de pincéis e cosméticos.
    Esse texto, no entanto, é extremamente importante para trazer à meditação que nós somos, sim, culpados por toda essa cadeia de sofrimento. Realmente, ele me faz pensar em criar, eu mesmo, animais para servir de comida. Não gosto da ideia de matar galinhas ou outros bichos, mas, como dito nesse texto, seria algo mais humano e até mesmo saudável (no sentido da falta de hormônios).
    Não vou assistir a esse vídeo, porque imagino o que ele traz. Mas quem quiser saber mais, vale à pena acessar o site da PETA.

    • Olá amigo,

      Obrigado pelo apoio. Este texto têm como função despertar a reflexão e também a discussão sobre a temática, e fico feliz que o objetivo tenha sido atingido.

      Com um pouco de esforço e consideração pela vida o ser humano poderia transformar esse planeta num lugar muito bacana e avançado para se viver.

      Abraços.

  • Eu sou vegetariano a mais de 10 anos, me tornei um depois de testemunhar alguns animais sendo sacrificados de forma cruel. Acredito também na sustentabilidade em grande escala, apesar de ser vegetariano continuo consumindo leite, ovos, queijos e outros derivados que são extraídos de animais o que é quase inevitável, a não ser que todos nós viremos Vegans (não consomem nada vindo de animais), acho que não precisamos chegar a esse extremo, o que precisamos é ter mais respeito com a natureza e isso não se trata só de animais mas de todos os meios naturais do qual o homem se utiliza de forma predadora, alucinante, sem controle algum e muitas vezes utlizando-se de meios crueis como vistos neste vídeo.

    • Olá Felipe,

      Admiro seu posicionamento, é uma pena que não tenho esta mesma capacidade. Ser vegetariano é algo interessante mas que hoje eu não tenho menor intenção de tentar adotar como postura para minha vida.

      Assim como você, acredito que posturas extremas como o veganismo não são a solução… na verdade, como o ditado de mãe diz: “Tudo em excesso faz mal”.

      A humanidade está como está devido à soluções extremas, quem sabe com o tempo as pessoas podem ir se moldando e pensando em formas alternativas e menos dominadoras de coexistir com a natureza do planeta, antes que ela se acabe de vez.

      Abraços.

  • Muita gente hipocrita mesmo nesse mundo…se nao quer saber como que o bife chega na tua mesa, faz vista grossa pro processo, coisa que é mto facil qdo se trata de drogados e mendigos, pq o problema nao diz respeito á ninguem so ao governo, mas com relaçao á carne diz respeito a todo mundo, pq se nao é vegano/vegetariano come carne produzida como no video e qdo digo produzida e nao criada pq é assim que funciona o processo, produçao massificada em pouco tempo…eu nao abro mao de comer um bife ou pedaço de frango no almoço e sabe a unica coisa que me preocupa nesse processo todo????a quantidade de hormonios que eles botam nos bichos pra crescerem rapido, fora isso se ele é morto na paulada, choque eletrico ou facada pouco me importa, pq qdo eu precisar abater algum bicho que eu criar ou caçar vou fazer do mesmo jeito pelo simples fato de nao haver outro…quem ja caçou ou criou algum bicho e abateu ele pra consumo sabe que o fim da linha pro animal é o mesmo…alguns vao me achar insensivel ou outra coisa, mas so to expondo o que, sei que mtos querem, mas nao falam.

    • Olá Michel,

      Entendo seu posicionamento e o respeito! Eu tenho uma certa filosofia diferente, acredito que toda vida deve ser mantida da forma mais digna possível. Utilizar os animais como produto de consumo e esquecer que estes também são “seres vivos” é algo que me incomoda bastante. Cresci em fazenda e sei que chega uma hora que “aquela galinha bonitinha vira almoço”… mas ao menos que ela não seja criada em depósitos fechados, descartada se não útil e morta em um processador de carne.

      Abração.

  • carlossilvapb

    E a hipocrisia vai além da alimentação. Existem uns imbecis que apoiam a depredação de centros de pesquisa de medicamentos para “defender” os animais. Mas, na hora em que um desses é picado por uma cobra, está gripado, ou com dor, a primeira coisa que faz é usar os soros e remédios oriundos exatamente da pesquisa que eles tanto abominam. E mais: Porque a pesquisa animal não pode ser feita em beagles, mas pode em cobras, ou sapos, ou ratos? A meu ver, todos os animais deveriam ser defendidos da mesma maneira por estas pessoas.
    Nós estamos criando cabras, galinhas, codornas, coelhos, vacas no nosso refúgio, para não contribuirmos com essa indústria terrível. Mas a verdade é que não há como suprir a demanda de bilhões sem processos massacrantes se não se muda o jeito de pensar e de consumir desses bilhões. A maioria das pessoas não está interessada em saber de onde vem a carne que elas consomem. Isso tem que ser mudado.

    • Olá Carlos,

      Concordo plenamente com seu comentário. Acho que existem sim limites para este reacionismo! Infelizmente (ou felizmente) temos que utilizar animais para testagens prévias de medicações, porém estes salvarão milhares de vidas.

      Acredito que a tendência humana será somente levada para um dos seguintes lados: Ou melhora, ou se explode. Quero dizer que ou as pessoas vão aos poucos adotar posturas mais intelectualizadas e conscientes que mudarão tais fatos explicitados neste post ou simplesmente vão implodir o planeta em um pequeno espaço de tempo…rs.

      Abraços.

  • Trágico? Sim. Desumano? Sim? Desnecessário? Provavelmente. Porém concordo em gênero e grau contigo: é fácil criticar quando não precisa sujar as mãos. Digo mais quando você toca no ponto da criação “humanizada”: muitos animais de estimação tem uma vida melhor que alguns humanos. Qual a diferença? Serem amados ao invés de comidos? Outro fato é que fazemos distinção entre animais devido ao apelo da mídia. Por exemplo: O modo que sardinhas são pescadas é totalmente aceito, já não podemos falar o mesmo da tradição dos japoneses de comer golfinhos. Existe pressão tremenda de ONGs contra a pesca predatória deles. Talvez a imagem do Flipper venha à mente. Penso que se formos falar sério não podemos fazer distinção, do contrário cairemos nas manias racistas que afirmam (até hoje) que negros merecem um tratamento diferente porque são menos inteligentes. E sabemos que isso é cretinice.
    Confesso que cheguei a seguir a linha vegetariana por quase um ano mas, talvez pela minha descendência gaúcha ou talvez apenas por ser impossível resistir a uma costela gorda, uma bisteca ou uma picanha, não consegui ir em frente. Então parei de me preocupar com isso de forma ostensiva. Não concordo com o modo que é feito, mas posso fazer apenas o que está ao meu alcance pra tentar mudar sem alterar meus hábitos. Isso é o contrário de hipocrisia. E ninguém se engane que pressão popular muda algo nesse mundo, o que tem força para tanto são os interesses de conglomerações e das pessoas no poder.

    • Olá Joao,

      Riquíssimo comentário. Acho que o fato de você pensar e ter consciência sobre o assunto já é muito válido, melhor do que simplesmente estar alienado ao que ocorre nos abatedouros para que você tenha sua carne todo dia.

      Eu também não sou e não pretendo ser vegetariano, mas acho que todo animal precisa ter uma “vida digna”. Em minha visão esta é o direito de vivenciar seu ambiente de forma mais proveitosa possível, mantendo a qualidade e evitando sofrimentos maiores.

      Nós, seres humanos, também morremos. Ainda assim, temos uma vida regada de luxos, felicidades e vivências (boas ou ruins)… O mínimo que estes animais precisam é ter o mesmo direito.

      Claro que serão abatidos para serem comidos, mas penso que isto deverá ser feito de forma rápida e o mais indolor possível. Talvez seja o meu lado mais “Julio Hippie” falando, mas pelo menos é o que sinto.

      Abração.

  • Olá Júlio!!
    Comos abe, moro em sítios. Crio minhas próprias galinhas caipiras! Também tenho ovos caipiras, horta, frutas e alguns grãos!
    Realmente é degradante a situação, acredito quase se isso passasse no Fantástico ou durante o intervalo das novelas (que tanto anestesiam a população), as pessoas pensariam melhor, diferente! Mas também acredito que esses sindicatos pagam para anos deixarem passar tal matéria!
    Fiz minha parte, mudei para um sítio exatamente para ter uma vida com mais qualidade e crio animais exatamente para saber o que estou comendo, o excedente eu vendo.
    E mais, repassei este vídeo para quase toda minha lista de contatos!
    Informação não ocupa espaço!
    Abraço!

    • Olá Comanf!

      É complicado, mas infelizmente necessário. A ideia geral é mostrar a origem da carne que chega às nossas mesas para que as pessoas desenvolvam o mínimo de admiração e respeito por estes animais. Obrigado pelo apoio.

      Abração.

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