2012 – Apenas o começo

Como eu já havia reiterada vezes afirmado em posts anteriores, 21/12/2012 chegou e passou, como era de se esperar. Nosso sol não foi afetado pelo sol mágico da chama violeta no centro da galaxia, Godzila não destruiu Tóquio (nem a Fiel…É nóis, Curintia!). Nenhum deus voltou, o homem de milho não se desfez, terremotos e vulcões só nos locais de sempre. Os Incas Venusianos não apareceram, nem os zumbis.2012_fail

Mas muita grana mudou de mãos, muita gente passou recibo de maluco e muitos arautos do apocalipse vão ter que inventar outra conversa para continuar a levar a grana dos incautos.

Mas tudo tem um lado positivo. Algumas pessoas se prepararam. E pelo menos agora tem o mínimo de preparação para os REAIS eventos que podem acontecer: tempestades, enchentes, eventuais falhas no sistema elétrico, colapsos de todo tipo.

Mas há uma triste constatação a se fazer. Uma que deve ter feito Carl Sagan rolar no túmulo: Vivemos uma nova idade média. Superstições, obscurantismo, misticismo. Fé cega. Criticidade é coisa de perdidos, ateus, agnósticos, “abandonados por Deus”. Um Deus, na visão dos pastores eletrônicos, que aceita “propósitos”, “apostas”. Pague e receba.

Não há preparação maior do que saber pensar adequadamente. Avaliar cada situação, e saber filtrar informações. Em nossa busca de provarmos que somos mais do que poeira de estrelas há muito mortas, criamos teses, fantasias, desejos ocultos, que sepultam o fato de que a explicação mais simples geralmente é verdadeira. A famosa Navalha de Occam. Não pensem que com isso signifique que eu seja ateu ou agnóstico. Mas apenas cético. É evidente que há um Deus, mas certamente ele não é um velhinho de barbas brancas sentado em uma cadeira no céu…

O que sobre dessa quase histeria maia, para mim, é a triste constatação de que, de certa forma, estamos involuindo, abandonado o racionalismo e as sucessivas conquistas filosóficas, para optarmos por seguirmos cegamente qualquer um que diga de duvidar de sua palavra é pecado, ou ignorância.

Melhorar não vai…

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5 Comentários

  • OLÁ HWIDEGUER,

    MUITO SENSATA SUA MINI CRONICA, ESTAS SÃO AS PALAVRAS CERTAS PARA DEFINIR O QUANTO VAZIA DE EVOLUÇÃO INTERNA A HUMANIDADE ESTA.

    SE É PARA ESPERAR POR UM FIM QUE SEJA O FIM DA IGNORANCIA HUMANA. E QUE POSSA SER REMARCADO O O INCIO DE UM NOVO CICOLO DE EVOLUÇÃO PARA QUE POSSAMOS REESCREVER UMA NOVA HISTORIA PARA NOSSA HUMANIDADE.

    FELIZ NATAL E MUITO SUCESSO PARA 2013 !
    VAMOS A UM NOVO INCIO !

  • Meu amigo é como diria Karl Max (acho que foi ele) : “a religião é o ópio da humanidade¨…

    Depois de ser criticado (ou melhor, ridicularizado) pelos meus queridos por guardar água e alimentos, espero qualquer coisa!!!
    Para eles é mais sensato esperar “cair maná” do céu do que se preparar para os dias ruins. E olha que minha empreitada é silenciosa e solitária, não tento colocar ninguém na minha visão, apenas separo uma parte insignificantemente do meu tempo e recursos, mas ainda assim estou fora da “visão de Deus”…

  • Incas Venusianos, adorei a referencia, hahahahahahaha.

  • O desespero da humanidade é o solo fertil, negro, saturado e corrupto no qual a videira da espiritualidade e da esperança pode criar raízes.

    Sanando o “desespero da humanidade” você tem uma sociedade mais “racional” e pensante.

    Agora como fazer? Não será nada fácil.

  • Gustavo Lanes

    É meu amigo, infelizmente receio que nossos problemas vão um pouco além de um velho barbudo nos olhando do céu ou de um antigo calendário de uma civilização extinta…

    O poder da auto-sugestão humana é mais devastador do que qualquer apocalipse que nosso folclore ou mídia possam imaginar. A mesma mente impressionante que nos permitiu chegar tão longe na história da civilização humana é hoje responsável pela nossa própria desgraça. Nossa fragilidade diante do universo é realmente cruel e deseesperadora. As pessoas sabem que há muito o que se conhecer, e o que não conhecemos, nós tememos. Hoje em dia uma ideia se espalha na velocidade de click, e enquanto houver gente sem escrúpulos e com interesse em manipular esse medo que reside em nós, também haverá gente para se deixar levar pelo medo, mesmo o medo de uma mentira.

    Enquanto não aprendermos a controlar nosso ego, receio que estaremos fadados à nossa patética condição de humanos temerosos.

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