Pulsos eletromagnéticos: Seus estragos durarão quanto tempo?

Os pulsos eletromagnéticos são, para muitos preparadores, a ameaça mais grave e que pode trazer um “apocalipse” para o mundo. Sejam eles causados por um fenômeno natural ou sendo um subproduto de super armas humanas, os pulsos teoricamente conseguirão empurrar a humanidade de volta para a era industrial em um piscar de olhos, ou até pior.

Destruindo ou desabilitando qualquer dispositivo elétrico que usa uma placa com circuitos, um pulso eletromagnético eliminará virtualmente qualquer peça de tecnologia moderna. Mas… Quanto tempo seus efeitos durarão?

Aos que não estão familiarizados, o Pulso eletromagnético (EMC) é, de maneira simples, uma onda fortemente carregada de energia que é gerada desde por explosões solares a até mesmo detonações nucleares.

Esse pulso é uma ocorrência quase que instantânea: Ele é irradiado da fonte que o produziu quase na velocidade da luz. Essas ondas vão interagir com equipamentos eletrônicos e causar danos imediatos.

A duração das consequências desse evento devem variar drasticamente dependendo da severidade. Danos leves podem ser reparados em dias ou semanas, enquanto danos mais graves e amplos podem demorar anos ou décadas para serem reconstruídos.

Complicações

Temos que considerar muito mais do que apenas o pulso e seus efeitos, pois algumas armas que geram estes tais pulsos como as bombas nucleares irão “semear” interferência eletromagnética na forma de precipitação nuclear.

Esse evento causaria uma continua quebra de sinais em dispositivos que recebem ou transmitem ondas de rádio, e podem potencialmente interferir em eletrônicos assim como os pulsos eletromagnéticos.

O efeito continuará presente até que o material radioativo passe por várias fases de decaimento ou até que seja limpo por completo. E depois disso, a substituição ou reparo dos equipamentos eletrônicos afetados será necessária.

Então veja que enquanto os pulsos eletromagnéticos são categorizados como eventos de alcance amplo, eles podem se manifestar de várias formas diferentes dependendo de sua natureza.

Chances de sobrevivência

O único caminho para proteger a funcionalidade dos seus equipamentos seria a blindagem ainda na fábrica, porém isso é bastante caro e não há interesse de mercado em fazer produtos com esse tipo de resistência.

Há também a possibilidade de “Isolamento” de eletrônicos sensíveis em gaiolas de Faraday, mas isso está distante da maioria de nós preparadores por exigir recursos e um ambiente muito específico – sem contar que não temos os meios para testar a real efetividade da proteção que construirmos.

A única forma garantida de evitar uma “perda total” após um pulso eletromagnético é ter recursos analógicos. Apesar de haver possíveis variações de construção, a maioria dos equipamentos antigos que usavam de válvulas seladas em vácuo são praticamente imunes.

O outro grande fator que determina a duração dos danos práticos de um pulso eletromagnético é a intensidade do evento. Um pulso pode potencialmente destruir a maioria dos equipamentos eletrônicos delicados, ou pode até mesmo explodir transformadores. Pode, se for muito forte, incendiar linhas de energia e vaporizar os condutores. Tudo depende de sua força.

Em comparação, um pulso menor pode resultar apenas em alguns produtos eletrônicos queimados. Qualquer equipamento protegido por fusíveis e que não possua microchips sobreviverá e estará pronto para funcionar novamente após a substituição do fusível.

Conclusão

Um pulso eletromagnético acaba em alguns milisegundos, mas os seus efeitos podem perdurar por semanas ou meses na forma de precipitação nuclear se foi gerado por uma detonação.

O dano causado poderá deixar o mundo inteiro silencioso e caótico. Dependendo da força de um pulso, poderemos ter que lidar com pequenos reparos na rede ou até mesmo uma completa substituição de todo e qualquer equipamento elétrico existente, algo que levaria anos e até mesmo uma década para ser feito.