Como criar uma cultura guerreira no Brasil? (Com Tony Eduardo/Clube 38) Sobrecast #006

É possível criar uma cultura guerreira em um país tão enfraquecido pela violência e abandono da cultura? Será que nós temos condições de nos tornarmos um povo unido e forte? A conversa de hoje vai ser difícil, mas vai causar reflexões.

Lembre-se, você pode baixar o arquivo abaixo, ouvir no Spotify e também no Itunes! Encontre a melhor forma de acompanhar o papo e espero que seja um investimento de tempo proveitoso.

O que você acha? Depois de ouvir nossa conversa, adoraria conhecer sua opinião sobre este assunto tão complexo! Comente abaixo e enriqueça o debate.

Além disso lhe convido a conhecer nossa marca de roupas, que surgiu com a ideia de lentamente criar uma identidade para o mais novo guerreiro do Brasil, o cidadão Brasiliano. Espero que você goste:

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Até.

8 Comentários

  • João Girardi

    Olá Júlio, gostaria de fazer um comentário a respeito da etiologia que você fez da palavra “brasileiro”.

    Considero seu comentário a respeito da história do Brasil equivocado.

    O Brasil é um país cuja origem está umbilicalmente ligada à história de Portugal, das Cruzadas e da Reconquista. Os portugueses procuravam uma rota comercial alternativa para às Índias após a queda de Constantinopla.

    O Brasil foi descoberto por membros de uma ordem de cavaleiros portuguesa que descendia diretamente da Ordem do Templo que combateu nas Cruzadas e na Reconquista.

    Houveram inúmeras batalhas navais por todo o Atlântico e o Índico entre portugueses e otomanos para Portugal assegurar o domínio desses mares, e sendo os portugueses um povo pequeno em comparação aos seus inimigos, frequentemente venciam batalhas estando em desvantagem numérica esmagadora. Somente um povo guerreiro poderia fazer isso.

    Até mesmo na história do Brasil temos grandes exemplos de valentia, como a Batalha de Guararapes, em que portugueses, índios e negros se uniram para combater os invasores holandeses, lançando assim a semente de nossa identidade nacional como povo e a origem do Exército Brasileiro.

    A existência de nosso país é resultado direto das ações históricas de cavaleiros, desbravadores e navegadores. Fomos colonizados por um povo reconhecidamente guerreiro.

    O motivo pelo qual não temos uma cultura guerreira é porque jogamos nossa cultura guerreira que herdamos dos portugueses no lixo ao permitir que a esquerda tivesse o monopólio da educação e portanto liberdade total para falsificar e fazer troça da nossa história. Que o resultado disso fosse a importação de uma cultura guerreira vinda dos EUA e os homens de papelão do Instagram, é apenas a consequência lógica desse processo de auto-demolição cultural resultante dessa falta de cuidado em preservar o passado.

    • Estava indo bem, muito bem, até no final do texto vir com essa lorota de falar de esquerda, esquerda, esquerda. Essa parte já estragou todo seu comentário. Saia dessa dicotomia, dessa visão limitada, desse senso comum em atribuir a tal esquerda todos os males do universo. Garanto que sua opinião irá melhorar muito. Abraço.

      • João Girardi

        Ao Claudio:

        “A direita acredita na existência de um universo ordenado, o “cosmos”, e pensa que a sociedade, por sua hierarquia e diversidade, deve refletir essa ordem. Reconhece e aceita a existência de uma ordem superior a tudo aquilo que é unicamente humano e contingente. A esquerda, por sua vez, defende a tese de que o universo não manifesta nenhuma ordem preestabelecida, que a desordem triunfa, e, portanto, a razão humana pode e deve refazer o mundo e transformar radicalmente a vida social. A razão autônoma, desligada de qualquer princípio e autoridade superior rebela-se contra a tradição e a revelação, elementos basilares das grandes civilizações pré-modernas. É deste espírito de ruptura radical e insurreição revolucionária contra a ordem natural e o plano divino da criação que emerge e consolida-se a mentalidade esquerdista” – César Ranquetat, Da direita moderna à direita tradicional (pg. 14 e 15)

        Quem ignora eu essas duas correntes representam visões brutalmente diferentes da realidade e de qual é a função do homem no mundo e quais sã oas consequências de se aderir à uma das duas (ou não aderir), quem ignora a batalha política e cultural ocorrendo no Brasil hoje entre uma esquerda hegemônica e uma direita ressurgente taxando tal conflito de “lorota” ou falsa “dicotomia” jamais terá condições de ser livre por ignorar o terreno em qual pisa. Visões políticas tem raízes muito mais profundas do que o que está alegando, começando pela cultura e vivência de uma pessoa, é muito mais do que dizer “apoio político tal ou partido tal”. Eu poderia dizer que a demolição cultural se iniciou antes com os positivistas, mas eles nada mais são do que uma etapa anterior do movimento revolucionário, quem leu o livro Revolução e Contrarrevolução do Dr. Plínio Correia de Oliveira sabe disso. Recomendo ler mais em vez de simplesmente presumir que sabe o que são essas duas correntes.

    • E deixou de fora toda a história dos povos indígenas guerreiros e também as revoltas do escravos.

      • João Girardi

        Os índios e negros uniram forças com os portugueses na Batalha de Guararapes para expulsar os holandeses, e também na Batalha de Guaxenduba os Tabajaras se uniram aos portugueses para expulsar os franceses de São Luís aliados com os Tupinambas. Esses povos aos poucos foram se integrando e participando das batalhas e da política européias aqui no continente, e à medida que foram sendo catequizados foram compartilhando da cultura comum dos europeus, formando assim o que viria a ser o povo brasileiro.

  • Bruno Santos

    Show de bola Julio, legal o Tony ter virado quase um “co-host” do podcast pq é um cara com bastante bagagem pra acrescentar

  • Eu ouvi a live no dia 23/04. Se no outro dia eu acordar às 05:00 para correr, eu comento amanhã.

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