Dormi escondido no mato! – Sobreviva Ep.16

Como dormir no meio do mato e se manter escondido de possíveis perseguidores? Hoje você vai acompanhar meu teste de como é uma “pernoite de espera”.

A verdade é que as chances de você estar em uma situação como essa são mínimas… Mas e se você estivesse, o que faria? É com essa concepção que hoje decidi me entranhar na mata no meio da serra de Santa Catarina durante o inverno sem sequer um abrigo na mochila. Aí vai:

São em experimentos como esses que testo ideias na prática e vejo a viabilidade delas. Sempre tive a curiosidade em ver se uma simples garrafa térmica poderia mitigar os efeitos do frio quando o abrigo não pode ser montado e me surpreendi com os resultados! O que você achou do relato?

Até.

 

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5 Comentários

  • Caro Lobo, Anderson, trupe e leitores.
    Gostei muito dessa aventura!
    Acho que o silêncio é por conta das matanças, e por proximidade de area com terras rurais. Nessa região é muito comum pequenos viverrídeos (guaxinin e quatis), graxains, gatos do mato, mucuras e gambás, além de aves como urutau e bacurau, rola morcego sempre, pois o segundo grupo mais abundante de mamíferos são os quirópteros (quiro=mãos, pteros=asa), alem, claro, dos indefectíveis roedores como cutias e pacas!
    Em tese teria que ter ouvido barulhos esporádicos desses animais, já serpentes poderiam ter encontrado um bom abrigo ao seu lado, pois adoram lugar quente, e como bem mostrou a camara térmica, o calor vasa sempre, mas não se preocupe, elas ficam próximas só o necessário para pegar uma casquinho do calor e de forma nenhuma seriam uma ameaça. Dependendo da região do brasil é interessante ficar ligado em morcegos hematófagos.
    Acho que o tipo de mato fez diferença, está muito espasso, meio desmatado, isso assusta a galera.
    Essa proposta vale ser feita em todo tipo de terreno, pois em cada terreno a abordagem é diferente. Em montanhas é legal colar na pedra pois o calor da pedra garante o calor do corpo, em praia vale procurar dunas e se enfiar embaixo da areia, areia é isolante térmico e não deixa o calor fugir. Da mesma forma que se tivesse feito seu abrigo cavado, poderia ter retido mais calor no corpo, e colchão de folhas é interessante (isolante também), mas vale coletá-las longe do abrigo, até para desviar o foco do caçador. Já no cerrado mais interessante é subir em árvores, elas são mais subíveis do que em mata fechada, pois em mata fechada a árvore cresce para cima, dispensando os galhos baixos, pois a busca é pelo sol em concorrência forte com as outras vegetações, já no cerrado, elas são mais tortas, pois não precisam subir muito, e buscam abrir a área de abrangência de coleta solar. O mesmo acontece na caatinga, entretanto as árvores de caatinga são ainda menores, mais finas e com grandes proteções como espinhos por exemplo. Em campos de altitude, o negócio e cavar e se enterrar, de outra forma a morte por hiportemia é fato. Em desertos de novo o negócio é se enterrar pois na seca não há condução térmica no ar, pois a água é quem conduz calor, mas a evaporação é bruta e assim a perda de calor pela respiração e evaporação corporal é insana! E quando o sol acaba a temp despenca, pois sem água o ar não retém calor, assim só se enfiar na areia faz alguma diferença. Mas sempre levando em conta que no deserto com vento as dunas são móveis e podem te enterrar de forma mais complicada. Já em pedras na beira mar, o negócio é usar a pedras para se aquecer, uma boa forma é pegar pedras de tamanhos “carregáveis” e mantê-las consigo, na barriga por exemplo, pois se garante que elas devolvem o calor que nós doamos, assim, elas podem fazer o papel de radiadores térmicos por um período.
    Cada ambiente obriga sempre uma análise diferente, e em cada situação um recurso pode surgir de forma imponderável.
    A camara térmica é incrível, serve até para coisas que extrapolam o comum, como plotar entidades de sabe-se lá onde.
    Mas curiosamente é uma tecnologia cara, e nos EUA é cheia de limitações no espectro detectável, o que é supinamente capcioso! Aqui as limitações não existem porque é equipamento caríssimo e só para poucos.
    Uma boa camara térmica não sai menos que uns 15 mil!

    Um detalhe que é anti seu patrocinador é que se estivermos sendo caçados, os ultimos que deverão ser chamados são sistemas de rastreio e segurança, pois eles são sempre pertencentes ao establishment e essa situação é sempre o establishment que gera, da mesma forma que foi contra os índios que fugiam de suas terras tomadas por um invasor alienígena armado de forma formidável! Ou seja, em fuga real, esqueça seu “transponder” cor de cenoura!
    E claro, valeria ter urinado dentro de sua toca, sem sair perdendo calor e alijando o calor da urina longe, pelo o que eu entendi de sua toca, tinha espaço para mandar um jato a uns 40 cm de seu corpo e com isso a mínima caloria da urina teria ficado dentro da toca. Isso é irrelevante? Pode até ser, mas em caso extremo um átomo conta! Ademais, sair da toca é deslocar o pouco ar aquecido que fica dentro da toca, ou seja, depois que entra, não sai mais, sobretudo porque elimina chance de ser visto e nesse caso, sua toca estava muito bem camuflada no meio ambiente. Para evitar mijo fedendo é só ingerir bastante água, não comer alimento com escesso de proteínas que o mijo fica quase inodoro.
    Só nessa manobra de fazer o cappucino dentro da toca, já teria garantido um calorzinho a mais, junto com o mijo e tal, acabaria te garantindo uns ATPS a mais só em se mexer pouco, junto com o deslocamento de ar que não aconteceria, creio que teria feito alguma diferença. Vale da próxima vez usar um termômetro e medir essa variação.
    Agora cappuccino é coisa meio fraca e não gera tanto calor, mais vale um chocolatão quente com amendoin e maisena, é grosso e esquenta até o talo! Ou até valeria ter ingerido chimarrão, só que não conseguiria dormir, pois chimarrão tem mais cafeina que café! Nos EUA tem uns aquecedores químicos que é um saquinho que amassado gera uma reação térmica e aqeuce que é uma maravilha, só que aí, a camara térmica agradece!
    Outro bom aquecedor eram uns esquentadores de mão da zippo, que eram como um pequeno sabonete na forma, de metal e acendia uma brasa dentro que aquecia as mãos, ou outra parte. Mas hoje estão sendo feitos na China e viraram lixo.
    Uma tecnica mais rudimentar e absolutamente eficaz em sua manobra era colocar fogo em uma pequena quantidade de alcool dentro de uma lata de cerveja, não seria visível dentro da toca, e faria um radiador térmico relativamente seguro, pois teria que fazer uns mini furos na lateral da lata para ter oxigenio (o furo de cima do bico de beber é para a fuga do ar quente) e poderia graduar a queima do alcool de acordo com as aberturas laterais, garantindo um fogo supinamente discreto, pois o fogo de alcool é azul e com baixa emissão luminosa.
    Mas é como disse, vale avaliar todo o cenário e adequa-lo da melhor forma a proposta, que no caso era se esconder enquanto no escuro e um descanso mínimo.
    É isso, muito bacana!
    Agradeço a atenção
    Obrigado

    • Errata, viverídeos (ginetas, e outros personagens com forte odor almiscarado) não existem na america, eu quis dizer procionídeos, os quatis e guaxinins são procionídeos.
      Grato

  • Vlamir Bueno

    Fiz isso no EB durante o treinamento de “fuga e evasão” do Estágio Básico de Combate) do 2º BPE, feito na cidade de Caçapava-SP. Os pelotões revezavam, e durante 12 horas “as caças” de 1 pelotão fugia vestindo apenas as calças, e os outros pelotões eram os “caçadores”. Fiquei escondido dentro da copa de uma árvore muito alta, que subi usando a peconha, e me amarrei com cipós pra não cair. Os que eram pegos aprendiam na “carne” o treinamento de POW.
    Bons tempos… …TREME TERRA, SEGUNDA DE GUERRA”.

  • Ricardo MESQUITA

    Bom dia Julio e Anderson voces estao de parabens pelo laboratorio, a respeito do abrigo a proposta era se abrigar daquele jeito e no caso de usar capim seco para isolar do chao frio???

    • Vlamir Bueno

      Veja que aos 12min53s aparece o escrito de que fazer cama com plantas deixaria rastros, o que vai contra o experimento. Recolher ramos e galhos de uma área a apenas 50 metros, como ele fez, já é um risco grande de despertar atenção maior sobre aquela área de um grupamento bem treinado, ou que conte com um bom “batedor” que identifique que o ramo foi cortado a pouco tempo. Um local mais alto pra poder ver o entorno é sempre preferível. Abç.

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