Como cozinhar sem gás! – Fundo de Garagem Ep.02

Você pode ter um fogão super eficiente gastando APENAS 14 reais, sabia? Pois é, aprenda a construir ele hoje neste novo episódio do Fundo de Garagem!

Com a ameaça da falta de recursos cada vez mais presente no Brasil, vale a pena se precaver e conhecer técnicas alternativas para manter sua casa rodando. Por isso, hoje vamos ensinar você a como construir um “rocket stove” acessível e simples, mas que funciona tão bem quanto um fogão convencional.

Apesar de simplista, esta técnica pode realmente ajudar você em momentos de necessidade ou simplesmente para mudar um pouco sua rotina de cozinha. E aí, o que achou?

Até.

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26 Comentários

  • Jefferson Rodrigo

    Contei 27 tijolos…

  • Você escreveu: “O gesso também é usado em peças fundidas em cera perdida, ele é o ovo que envolve a peça esculpida em parafina, depois de derretida a parafina e escoada TODA (se não explode), se joga o metal derretido (ligas via de regra como o bronze ou latão) e esse se contorma exatamente da forma que estava antes a escultura em cera.”

    Trata-se de um gesso especial, misturado com cristobalita, caso contrário não aguentaria a alta temperatura de uma porção de ouro ou prata fundidos!!!

    • Caro Arthur, grato pela explicação.
      Vale lembrar que cera perdida é método de fundição usado em escala industrial, fundamental em vários processos produtivos.
      Na ourivesaria garante peças maciças com alta precisão!
      Os carburadores eram feitos dessa maneira pois tinham muitas curvas negativas que demandariam moldes com dezenas de encaixes.
      Esse é o único métocdo de fundição ou confecção de peças que suporta ângulos negativos extremos!
      Mesmo o silicone não suporta angulos extremos, ele com toda a elasticidade tem um limite de tolerância de desmodelagem, mas na cera perdida se perde também o molde/ovo e isso garante que possamos ir ao limite da complexidade da peça.
      Coroas metálicas dentárias também são feitas por esse método.
      Em ourivesaria entendo que é mais interessante o uso do metal clay, que nada mais é do que o metal pulverizado e aglutinado como argila (clay) que depois é aquecido a temperatura abaixo do ponto de fusão desse metal e mesmo assim se funde porque os mínimos graos atingem a temperatura com baixa energia pela diminuta medida, isso é sinterização, método comum na usinagem de peças de titânio exatamente por permitir a fusão a “baixa temperatura”.
      A arte da fundição, assim como a arte de cerâmica e de feitura de vidros, é uma arte metamorfoseadora, algo como a geração da fenix, das cinzas nascem novos “seres”.
      São artes sobrevivencialistas por excelência!
      Conhecê-las é uma dádiva, vale a pena aprender mesmo que achemos que nunca as usaremos!

      É isso Arthur, nessa simples troca de informações agregamos valor ao post já valoroso por si só!
      Agradeço por todas as informações prestadas e trocadas aqui.

      • Eu conheço e já usei tanto a fundição em areia quanto cera perdida.
        Com cera perdida fiz pecas pequenas para restaurar ferramentas antigas.

      • Eu percebi, afinal um “gingery lather” tem o know how da Fênix! 😀
        Acredito que é possível fazer uma sinterização de alumínio de forma artesanal, mas pulverizar o alumínio é meio complicado e intoxicante! Acho que é possível inclusive queimar essa peça por indução, o que garantiria um custo bem baixo!
        Essas pequenas peças vc fez em que, zamac, bronze?
        Acredito que essas peças sejam supinamente complexas, pois quando a coisa é mais simples o melhor é usar silicone vermelho térmico, o bicho suporta até uns quase 500 graus e quente aguenta uma deformagem considerável!
        Para moldar estanho, chumbo ou qualquer liga de baixa temperatura, as “modernidades” como o silicone foram uma mão na roda!
        Esse assunto é sobrevivencialismo puro, e não por acaso é mantido sob custódia de mafias de adestração como senacs e senais. Esse assunto teria que ser abordado nas escolas, nos cursos profissionalizantes!
        Antes até tinha esse tipo de escola de ofícios, mas hoje se ensina que buraco de fezes é sim órgão sexual e que ânus vale o mesmo que uma Vagina, aliás, vale mais, pois estupro é livre leve e solto e blindado pelo judiciário enquanto dizer que um fecalopata é imundo é crime de descriminação, ou seja, gente é fezes hoje são entendidos a mesma coisa pelo próprio ESTADO, e a agenda de epidemia fecalopata se intensifica.
        A campanha de ódio contra a porta da vida, a Vagina chegou ao seu ápice, as mulheres chegam a defender que buraco de defecar é tal e qual a Vagina delas, e merece ser protegido, ao passo que juiza solta estuprador e diz que menina de 12 anos desorientada tem mais é que ser estuprada e se for paraense e furtar supermercado, aí, juiza decide que menina de 15 anos deve ser estuprada por trinta lixos em cadeia públicas, paga pelo povo da mesma forma que o salário dessa degenerada juiza (que já subiu de hierarquia!).
        Com paciência, esse imundo há de acabar, ele já está nos estrebuxos finais!
        Faz falta esses entendimentos e a massa lobotômica (sem trocadilhos) se esmera em mais ignorante ficar!

  • Errata dupla, quem alimenta o fogo é o ar (comburente) e não o calor. E temos que analisar os combustíveis e também os comburentes para temos um fogo controlável.
    E se fizer o pinguilim para acender fogueira com tronco molhado ou verde, embeba-o de óleo de cozinha que não tem errada, vai qiemar de qualquer maneira!

  • Caros, Gostaria de lembrar que queimar lenha nem sempre é possível para quem vive na cidade.
    E nesse caso sugiro que usem um conceito comum em cadeias, o pinguilim, nada mais é do que uma folha de jornal enrolada o mais apertado possível, de forma que não haja nenhum ar no meio do jornal enrolado. Depois é só cruza-lo/dobra-lo, de forma a caber no fogão, com uns dez desses se garante um jantar feito! A razão é simples, o papel comprimido em tubo sem ar no meio se comporta como um toco (graveto), na queima, fica lento por falta de oxigênio para queimar no meio do tubo de papel.
    Observo que o conceito do fogão “foguete” usa a guloseima por ar do fogo para gerar mais calor, pois o que aliemnta o fogo é o calor, e o fogo e ar quente sempre sobem, dessa forma se gera uma zona de baixa pressão(é bem baixa mesmo, pois a coluna de ar subindo com força gera um “vácuo” na base do fogão) na base do fogão, fazendo com que esse “vácuo” chupe o ar de forma bruta.
    É fundamental entender essa dinâmica pois é ela quem garante inclusive fogo forte o suficiente para cozer uma peça de barro ou fundir um metal. Assim, entendendo a arquitetura desse fenômeno físico se garante a possibilidade de construir um “alto forno” em casa, quanto mais se injeta ar sob pressão mais a temperatura espoca para cima. Entendendo que cada material tem um limite de geração de caloria, madeira, papel e a maioria dos materiais não vai passar dos 800 graus, mas se confinado é possível chegar próximo aos 1100 que são necessários para o cozimento de uma cerâmica. Mas para fundir aço faz-se necessário o carvão mineral, pois esse tem um poder calórico bem maior que orgânicos.
    Essa é uma das razões que desmontam mentiras como as quedas das duas torres gêmeas em 11-9, e até do prédio em Sampa que recentemente desmoronou, embora eu desconheça a condição do tal prédio ocupado, não existem formas de se cozer vergalhões ao ponto deles colapsarem derretendo.
    Ou seja, um prédio so desaba vertical se for feito um trabalho de base serrando as colunas de concreto na diagonal de forma a permitir a dilatação do aço e o colapso do cimento assim o empilhamento pela queda cisalhante tem procedência! Mas mesmo assim a coisa não é tão fácil, pois o concreto é quase imcompressível e só com a quebra dele pelo calor fica possível os vergalhões entortarem, mas não derreterem! Vale saber se houve explosão, se houve foi criminoso, foi implosão a causa da queda.
    Esses vídeos cínicos dessas calamidades são formas de estupidificar as pessoas pelo choque da tragédia, as pessoas chocadas não ponderam o óbvio!
    Se o que falo fosse um engano um fogão foguete só sobreviveria a muito poucas cozidas, sobretudo porque a carga gerada pelo peso das panelas geram maior stress nos materiais.
    Embora a quantidade de argila meio que compatca a coluna, mesmo assim com um vão largo como uma churrasqueira seria passível de desmoronamento!
    É comum em incendios em florestas de pinus as explosões da dissociação da água, o hidrogênio se separa e explode na hora, e tudo porque a temperatura de queima de florestas de pinus é muito alta por conta da gordura nesse tipo de árvore.
    Uma vez fui fazer uma sapecada sem saber (sapecada e pinhão tostado nas folhas das araucárias, a forma mais fantástica de se comer pinhão) a quantidade necessária de folhas e fiz uma montanha de uns 80cm de altura, enfiei os pinhões (que viraram carvão) e toquei fogo. Quando as labaredas começaram a subir mais de cinco metros rugindo como doidas, e sacudindo as folhas da araucária há mais de 15 metros de altura, achei que tinha acabado de começar um incêndio apocaliptico, mas consegui debelar as chamas porque não estavam compactadas as folhas! Ali eu aprendi na forma de susto bravo que sem conhecer as características dos comburentes é sempre um risco usar material sem os conhecer, assim, sempre teste o material em pequenas doses e não terão problemas!
    Para uma sapecada basta uma fogueira com uns 30 cm de folhas espinhentas de araucária, ela queima bruta e rápido e o pinhão fica fantástico.

    • o cara foi de acender lenha pra teoria da conspiração sobre as torres gêmeas

      • Caro Aggro, Minha sugestão é que vá estudar sobre engenharia de materiais, estudar termodinâmica, estudar engenharia civil, estudar materiais no geral, e assim terá base para debater o que coloco, de outra forma sua manifestação se limita a dizer o que aprendeu na rede globo!
        Eu não tenho TV, não assisto essa lixeira há mais de vinte anos, dessa forma não estou capacitado a debater contigo na esfera que propõe.
        Mas se vc se propor a estudar as questões que te sugeri, estarei a seu dispor para qualquer explanação.
        Em google ou wikipedia não encontrará as ferramentas que te farão um sobrevivencialista eficaz, mas nos livros sim!
        Estude só, não dependa dos outros para aprender, dessa forma perceberá que não precisa de “expecialistas” para te dizer o que é conspiração ou não.

        Veja que irmão conspiram contra irmãos, pais contra filhos, amantes e casais contra seus companheiros (o nome dessa conspiração é achar chifres em cabeça não só de cavalo), se formos falar de condomínios então, é conspiração na veia!
        E olha que sequer fugi do cotidiano, e já te mostrei diversas conspirações, e vc acha mesmo que quem está por cima da carne seca não conspira???
        “Think again”!!

    • Recomendo um pouco de senso de humor e não levar as pessoas à sério. Passar o dia inteiro comentando textos imensos não te faz inteligente, SUHADAUSHDSU
      Relaxa aí bro

      • Se eu tivesse algo a aprender contigo, veria televisão!
        Suas medidas não são as minhas, seu senso de humor não é o meu, da mesma forma que minha disposição para escrever “textos imensos” não é a sua!
        Percebeu que o mundo que nos separa é maior do que sua capacidade de escrever?
        Não tenho a sua medida de “relaxo”, e vc tampouco a minha, logo sua conclusão de que devo relaxar só funcionaria se eu fosse vc, e não sou!
        Só me manifesto se tenho algo a agregar, se for para falar besteira, prefiro não me manifestar!
        Assim, uso de sua intempestiva e irracional manifestação para te ajudar a preencher seu tempo de forma profícua, mas se mesmo assim prefere continuar em sua vibe, paciência.

        Sempre estou relaxado, por isso tenho capacidade para escrever textos imensos, e mais, estudar tudo em vez de me manifestar ignorantemente.

        Relaxa bro, não te levo a sério, nós não somos miscíveis!

        E responder tolice te faz inteligente? 😆

    • Vapera tem razão, quando fala do fluxo ascendente criado por aspiração do ar frio na base do fogão/forno.

      Há um tempo atras eu construí um pequeno forno com revestimento refratário e usava injeção de ar em uma entrada na base que gerava fluxo espiral. Fundi muito alumínio e latão, inclusive construí um pequeno torno mecânico ( Quem se interessar pode procurar no Google : ” Gingery lathe””)

      • Caro Arthur, mandou bem!
        Fui lá no gingery lathe e vi muita coisa legal
        https://makezine.com/2010/08/19/gingery-metal-lathe-build/
        https://www.myheap.com/casting-molding/projects/building-a-gingery-lathe.html
        https://hackaday.com/2016/07/07/the-best-gingery-lathe-video-series-to-date/
        O que percebo é que estadunidense tem a veia sobrevivencialista no clássico DIY!!!
        Esse é o american way of life que deve ser alavancado!
        Mas hollywood prefere divulgar fecalopatia, put…ria, violência, sacanagem, e toda sorte de imundície que é alavancada para destruir os povos, inclusive os estadunidenses!
        E a cloaca rede globo assina embaixo!

        Mas vamos falar de coisa boa, seu forno e realizações.
        Se fizer saidas laterais no forno em variadas alturas com mini fornos terá um multiforno com diversas temperaturas de trabalho e sem trabalho quase algum!
        Toda saida lateral terá potência infeior a do topo, que é saida de calor mais bruto, mas as laterais servem para têmpera.
        Se acoplar um stirling pegando o calor que sobre consegue tamb´pem acionar uma turbina para acelerar a coluna de ar, da mesma forma que uma turbina.
        Para quem tem uma boa oficina, as possibilidades são quase infinitas!
        Se fizer a arquitetura interna do forno de forma espiral, como uma rosca sem fim, consegue otimizar (e esquentar) mais ainda o fluxo, pois ele tem movimento espiral natural (como térmicas ascendentes que formam as nuvens cumulus).
        Para fazer essa arquitetura, imagine o forno do Adriano, e “torça” a coluna de tijolos, faça-as torcendo suavemente, que só pela forma já ganha uns bons graus, a primeira coluna fica reta (paralela) com nossa posição, as outras vão torcendo suavemente, e creio que se usar o efeito coriolis para dar a direção de torção pode fazer diferença. Mas se fizer o forno horizontal, aí com certeza usar a torção coriolítica fará a diferença!
        É isso, mandou bem Arthur, creio que até exemplo para os “humorados” garantiu!
        Nada como agregar valor!

        Entrar em site que nos agrega valor e não agregar nada é poda!!! 😀

  • Muito bom esse video aqui em casa eu tenho o fogão a lenha parecido com esse é tenho tb um fogão a pó de serra q tb tem um custo zero já q na maioria dos lugares vc consegue o pó graça na serralheria.
    Uma sugestão acho q mostrar um vídeo com o fogão a pó de serra ajudaria muita gente também já q nao e difícil de fazer da pra fazer ate em lata de tinta pequena (apesar do meu ser de tijolos) e de ter uma boa autonomia de queima.
    Obrigado pelo trabalho de vocês continuem sempre asim com esse trabalho e nos expira e motiva valeu abs

    • O problema da serra é que gera muita fumaça, pois é higrófila e absorve água com força, além de queimar rápido demais.
      Para solucionar isso, basta compactar em pelotas ou pastilhas a serragem, garante queima mais lenta e ainda segura mais o calor na brasa.
      Para compactar a serragem vale até usar um pouco de água (ou goma de farinha de trigo com água, que nesse caso é até mais queimante) só para aglutinar as serragens, serve colocar cavaco de madeira atmbém nos blocos de serragem.
      A lata é aquele lance, sempre tem que se fazer um isolamento térmico ou perdemos muito calor só na dissipação pela irradiação do metal, e se estiver encostada aí perde até na condução térmica. A grande vantagem da lata é que já vem pronto o shape do fogão! Junta-se essa vantagem com o isolamento por barro e teremos um fogão muito bom! E fácil de transportar!
      Agradeço a atenção
      Obrigado

      • Ao Vapera

        Legal seu comentário sobre o Dave Gingery.
        Sobre o motor Stirling, temos coisa muuuuto melhor.
        Trata-se de um motor que segue exatamente o mesmo ciclo do Stirling. Trata-se do modelo Rider-Ericson que em fins do seculo XIX era acionado por lenha ( fonte quente) e já vinha acoplado a uma bom d’água, ( água do próprio poço era a fonte fria) ou seja quanto maior a diferença de temperaturas mais eficiência ( dentro de certas limitações, é claro)

      • Grande Arthur, nada como a galera se manifestando em busca da agregação!
        Está mandando bem!!!
        Não conhecia o Rider-Ericson, e gostei do que vi, pelo o que entendi ele É um stirling engine, é um modelo alfa, com dois girabrequin, o nome é decorrente da própria empresa que o produzia.
        A eficiencia térmica desses motores é fabulosa, mas o status quo nunca irá permitir esse motor livre leve e solto! Tanto é que essa fábrica foi “sutilmente” tirada do ar!
        A eficiencia desse motor é alta e o perigo da cavitação bem pequeno!
        O uso da própria água do poço fria garante uma troca térmica mais eficaz, gerando um torque reverso (torque da baixa pressão do ar contraído) mais consistente!
        Valeu pela aula, aprendi inclusive que houve uma busca de produção industrial dessas engenhocas. Mostrando mais uma vez que governos e elites NUNCA jogam a favor do povo!
        Valeu
        Obrigado

      • Eu acho que ainda tenho o projeto desse motor em escala e que funciona.
        Dever ser executado com moldes de madeira e fundição de alumínio.
        O único problema é que necessita de uma usinagem de precisão, mas que funciona…FUNCIONA!!!!

      • Vale postar esse projeto!
        E mais, hoje com as CNCs e impressoras 3D fica mais fácil fazer um motor qualquer.
        Só que aqui, na cloaca tupiniquin o negócio é parada gay, é estupro, inclusive coletivo, é pedofilia e sobretudo bebedeira e futebol!
        Aqui a receita inibe a criação e receita a degeneração, da mesma forma que todos os polos governamentais!
        Infelizmente o que percebo é que talvez algum dia tenhamos a oportunidade de construir um mundo melhor, mas sem dúvida, teremos que aguardar o ocaso completo desse imundo!
        Mas é isso, com paciência e perseverança a balança há de pender, e a sustentabilidade da salafragem é baseada em “dessustentabilidade” e sobretudo obsolescência e todos pios nas possibilidades médicas, a degeneração é ABSOLUTA! Ou seja, em muito pouco tempo tudo desaba, só precisamos manter a saúde e muito em breve botaremos as mãos nas massas para garantir um mundo decente!

    • Fornos onde o combustível é baseado em po de serra ou pequenos cavacos de madeira são muito eficientes na geração de calor.
      Sei disso pois já visitei muitas fabricas de cerâmica e como a superfície de contato do combustível ( serragem de madeira e cavacos) com o comburente ( ar) é grande a queima é mais rápida e a fumaça ( material particulado contendo ainda restos de carbono) é recirculado com mais ar. Com isso tem-se uma recuperação térmica muito grande e altas temperaturas.

      Apenas uma observação nesse caso citado – o calor transmitido ( afinal as paredes do forno são isolantes , mas não são absolutos) é usado na secagem de peças antes do cozimento.

      • EXATAMENTE! E mais, as serragens servem também para fazer figuras na superfície da cerâmica, pois elas queimam gerando formas interessantes na argila já com a cobertura “chamotada”. Cada mineral gera uma cor e forma sob o efeito da brasa viva da serragem na superfície.
        Deixar as peças para secar ao lado do forno depende da temperatura, se estiverem muito umidas elas racham, é preciso que estejam suavemente úmidas.
        Já tive uma fábrica de produtos de cerâmica líquida.
        O cozimento de cerâmica é algo à beira do transcendental! É fabuloso ver os resultados da queima que NUNCA podem ser previstos antes, é sempre uma surpresa abrir o forno e ver os resultados. O forno a lehna é mais frio mas garante um cozimento bem lento homogeneizando o aquecimento de toda a peça. O forno elétrico é o que atinge temperaturas mais quentes, mas a peça perde a visceralidade do processo original, e o forno a gás é muito semelhante ao de lenha em eficiencia e dinâmica de queima, mas ainda assim é mais rápido perdendo muito na magia da cura lenta!

  • Simples e eficiente.

  • Basicamente é possivel se construir o fogão foguete com uma lata de metal.

    Se nesse caso dos tijolos, se usasse na entrada de ar (parte de baixo ) uns tijolos vazados seria ainda melhor!

    • É verdade, só que o metal é condutor térmico e vale fazer um embossamento do fogão por dentro com gesso ou argila.
      Se colocar mais de uma lata se garante uma coluna maior e uma puxada de ar mais bruta. A vantagem da lata é a uniformidade da parede que permite fazer a espiral que comentei mais ajustada. Mas tem que isolar termicamente ou senão se perde demais caloria só na irradiação da lata.
      Agradeço a atenção
      Obrigado

      • Cuidado ao usar o gesso como ligante de massa, pois o efeito endurecedor dele se baseia na hidratação do sal , e se submeter a massa a novo aquecimento ela provavelmente se esfarela.
        O melhor é usar cal, argila (bentonita ou saibro bem fino) e areia.

        Uma ocasião no History Chanel foi apresentado o método que os romanos faziam concreto impermeável que usava exatamente essa mistura com cinzas vulcânicas no lugar da areia. testei em casa e realmente funciona.

        O mais legal é que em lugares onde não havia disponibilidade de cinzas vulcânicas, eles usavam cacos moídos de cerâmica ( telhas, panelas etc), com excelentes resultados.

        Posso dizer , ainda que como leigo ( não sou engenheiro) que os caras naquela época SABIAM fazer as coisas, especialmente pelas estradas pavimentadas que estão até hoje funcionais, espalhadas por praticamente toda a Europa ( pude ver muitas na Itália e algumas na Inglaterra)

      • Exato, é fundamental o uso de cisal para dar um toque de concreto armado no gesso! Só o gesso gera caca!
        O gesso também é usado em peças fundidas em cera perdida, ele é o ovo que envolve a peça esculpida em parafina, depois de derretida a parafina e escoada TODA (se não explode), se joga o metal derretido (ligas via de regra como o bronze ou latão) e esse se corforma exatamente da forma que estava antes a escultura em cera.
        Esse concretos de antanho são muito mais eficazes que o nosso portmam comercial!
        Na muralha da China usaram muita farinha de arroz para fazer a liga dos “cimentos”, a coisa funciona da mesma maneira que cola de goma de farinha de trigo!
        Aqui no brasil, sobretudo em SC, por conta dos açoreanos, foi muito usada a banha de baleia para dar liga! E se observarmos as ruinas de Sachsahuama e até as pirãmides, percebemos que eles haviam desenvolvido um tipo de cura catalitica semelhante a resinas em argilas. Pois os encontros das pedras só pode ser conseguido com o uso de saco com areia mole, esses sacos se conformavam perfeito aos vãos garantindo a perfeição de encaixe sem estrepolias de cinzelar pedra até o …u fazer bico, alegadas pelas antas de plantão tirando onda de historiadores!

        Só um completo idiota acharia que os egipcios iriam lá no inferno catar pedra tendo tanta areia em volta e pior, pegando essas pedras absurdamente grandes e transportando toneladas de kms! É evidente que os antigos desenvolveram um esquema de liquidificação da rocha ou mais provavelmente, um sistema de sinterização da areia!

        Dessa forma fica tão estupidamente banal fazer as pirâmides, que chega dá raiva ler ou assistir tolices do tipo, as rochas foram transportadas e cinzeladas!!
        É evidente que fizeram cada bloco das pirãmides em caixas, como se faz hoje um passeio, onde se fecha em caixas de madeira, a madeira faznedo o papel de junta de dilatação. Com milhares de anos, a madeira virou pó e o que sobrou foram os blocos perfeitos! Dessa forma se explica de forma banal os mistérios de Puma Punku!! Cada encaixe foi feito como se faz hoje os próprios moldes em areia verde para confecção de peças fundidas!

        Já li em livros de Robert Charroux e Jacques Bergier que os antigos liquidificavam a rocha através de sons, não acho que fosse esse o método, até porque liquido escorre, e ficaria mais dificil conter as pedras líquidas do que em areia!
        Mas lembro também que o poder do som nos dias de hoje está mal compreendido!
        Só para entendermos: a lenda do Abra-te Sésamo é baseada no fato de que a vagem do gergelin (sesamo) se abre espocando a sementada através do som, um determinado timbre tocado e ela se abre estourando ao redor suas semnetes.
        Creio que a razão disso é uma, o gergelim é de regiões secas e é mais coerente proteger as sementes dentro da vagem, e no momento que há trovões, é sinal de chuva, logo, a semente devem ser abertas! E os trovões fazem o papel de chave!

        Com relação às estradas lixos que temos, vale observar que só são o que são para garantir recursos ad infinitum para empreiteras, pois a Rio-Petrópolis é toda concretada e até pedras ciclópicas caem nela nos desbarrancamentos e mesmo assim está firme e forte. Nos EUA, via de regra as estradas são feitas com base de concreto e com camada de asfalto, aqui, os picaretas fazem de saibro a base compactam e mandam o asfalto! Está na cara que a coisa não vai durar, mas as licitações de manutenção perduraram forever!

        É isso. Quando entendemos as engenharias, inclusive de salafragens e sociais, entendemos que a caca é feita propositalmente!!
        Se todos temos essa noção, o poder do estado desmonta, a corrupção é debelada e o politicamente correto é visto como tem que ser: se políticos são completos canalhas, de onde foi que saiu a estúpida ideia de que politicamente correto é correto?

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