Ostentação no sobrevivencialismo?

Este texto vêm como uma forma de desabafo perante a tudo que venho lendo nas redes sociais e também em outros blogs, sejam brasileiros ou internacionais.

Depois de todo esse tempo envolvido com comunidades e redes sobrevivencialistas, tenho me incomodado com um ponto cada vez mais presente… O materialismo. Claro, ser sobrevivencialista é ter estoques e equipamentos em quantidade, mas tê-los é diferente de adorá-los.

O materialismo é um mal muito forte e cada vez mais presente nos preparadores e sobrevivencialistas. Parece-me que em alguns casos há até certa ostentação envolvida na compra de equipamentos caros, como se ter um canivete de 600 reais fosse a prova clara de que aquele cara é melhor que todos os outros e vai sobreviver à um apocalipse digno de Stephen King.

Sério, você quer ser esse tipo de cara?

Vejo indivíduos orgulhosos com aquilo que tem mas que nunca sequer acamparam ou sentiram necessidade de usar metade dos itens que possuem. Esse é o típico cara que discute páginas e páginas sobre qual desenho de lâmina é melhor para cortar lenha mas nunca sequer teve de coletar madeira para se aquecer em uma noite fria sem abrigo.

Para completar, sequer conseguem subir um lance de escadas sem perder o fôlego e não fazem “check-ups” para saber o estado geral de saúde há mais de cinco anos. Sonham em colocar todos itens em suas mochilas (que pesará 50kg) e caminharão por um suposto mundo em crise como se fosse heróis saídos de um filme de ação.

Eu não sei quanto a vocês, mas quando criei este blog esta era a última de minhas intenções. O sobrevivencialismo é uma forma de se tornar independente do sistema, responsável por sua própria vida… Não mais um jeito de mostrar se você tem ou não dinheiro.

Não quero ofender ninguém com esta postagem, longe disso. Só quero que as pessoas compreendam que priorizar aspectos errados é o mesmo que jogar dinheiro fora, pois de nada suas preparações valerão. Com o pensamento que tenho hoje, acredito que a ordem mais adequada de prioridades seria a seguinte:

  • Conhecimento

Comece aprendendo de forma teórica o máximo de informações que puder, verifique as áreas de maior afinidade e vá se especializando, conhecendo os assuntos mais pertinentes para sua preparação. Esse é o momento de aprender e conhecer relatos das pessoas que já foram para a prática.

  • Condicionamento

 Enquanto você vai aprendendo por meio de suas pesquisas, trabalhe seu corpo. Crie uma cultura de exercícios físicos e aprenda a condicionar seu corpo para as atividades que realmente importam. Faça de tudo um pouco, mas dê mais ênfase em exercícios aeróbicos e de resistência.

Aqui entra um ponto importantíssimo! Estar condicionado não é parecer um modelo, magro e musculoso. Ter condicionamento é aguentar a lida de um cenário adverso onde você têm de se esforçar fisicamente por longos períodos de tempo. Geralmente ao falar de condicionamento as pessoas automaticamente correlacionam com a forma física (estética), e isso não está correto. Quebre estes mitos e vá transpirar um pouco, você só tem a ganhar.

  • Prática

Depois de conhecer e ter certeza de que seu corpo aguenta o tranco, comece a partir para simulações de suas preparações. Se você planeja partir para região selvagem, vá acampar. Se você acredita que precisará adotar uma cultura nômade, coloque a mochila nas costas e vá caminhar longas jornadas.

Aqui é onde você simula e pratica tudo o que poderá precisar em eventual cenário de emergência. Para guiar esse processo há uma regra de ouro… Se você não fez, você não sabe. Não se deixe enganar achando que só porque viu um vídeo você já é capaz de reproduzir perfeitamente a mesma técnica.

Enfim… Tenho estado ligeiramente desmotivado para escrever pois parece-me que qualquer texto de reflexão como este é convenientemente ignorado pela maioria do público, que já está contaminada com essa percepção “capitalista” de nossa prática.

Eu divulgo o sobrevivencialismo pois acredito na capacidade desta ideologia de ajudar as pessoas quando elas mais precisarem. Realmente espero ouvir a opinião de vocês, se ao menos alguém vê sentido no que eu falo ficarei muito mais motivado e tranquilo.

De qualquer maneira, peço perdão se ofendi indiretamente alguém, mas algumas vezes é importante dar uma dura.

Até.

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80 Comentários

  • Julio parabéns de novo!

    • Obrigado pelo apoio!

  • Dalmo David

    Julio Bom Dia tenho 12 anos tenho poucos equipamentos, poucas economias, tenho muito conhecimento mas pouca experiencia pois nunca tive a chance de poder por exemplo acampar.Outro problema é q em minha cidade a polícia e o governo impedem de pessoas e jovens menores de idades consigam itens de bushcraft, sobrevivencialismo, e por algum motivo q eu n sei a causa ainda todos os equipamentos e produtos são muito caros,e ainda por cima tenho muita dificuldade de achar lojas e localidades q os venda por ser muito pouco.Se puder me responder me der dica qual é a melhor atitude ou algo q eu deva fazer pois n quero desistir tão rapido e facil assim. Obg e vlw continue escrevendo.

    • Apesar de novo você pode obter o conhecimento, esse ninguém pode te privar de conseguir. Quanto aos itens para preparação existem muitos recursos baratos (como mostro em meu canal na série itens baratos https://www.youtube.com/channel/UCqIybq9X4xs3taXQB6nik3Q ) e de boa qualidade tanto na internet quanto nas lojas. Alguns itens você precisara de suporte de um adulto até pq para comprar itens via internet precisara por razões legais. Por mais complicado seja as vezes você deve compartilhar essa ideia com um adulto e explicar o sobrevivencialismo. Não mostrar equipamentos, mas sim explicar a essência da coisa toda, Aprenda primeiros socorros básicos e outras coisas que vão beneficiar sua família e mostre isso a eles, ai vc tem o rico argumento que poderá dizer a eles “Viu só em caso de emergência eu posso ajudar a socorrer qualquer um de vcs”. Com essas pequenas atitudes você pode conseguir mais apoio e mostrar que é um sobrevivencialista, conseguir uma determinada admiração de seus familiares e assim convence-los a te ajudar com algumas coisas como a aquisição de itens. Espero ter ajudado. Flw.

      * Procure descobrir se sua região possui grupos de escoteiros e participe deles.

  • Eliezer Freitas Lima

    Texto muito bom. Sou um interessado no assunto e, de cara, dei-me conta de uma coisa: numa situação real, pouco importa se seu material veio de marte e custou um bilhão. Até porque você, muitas vezes, vai ter que buscar recursos naturais para sobreviver. Muito melhor ter um material mais barato, porém que atende as situações agregado ao conhecimento. Ótimo texto para mostrar que nessa área a natureza é a grande professora. Por isso a pessoa ir se inserindo vagarosamente nas atividades. Parabéns.

  • No dia em q vc e outros como vc deixarem de escrever, ficaremos órfãos… pelo menos, até aparecer alguém como vc, o q é difícil… Abs.

  • Texto realmente necessário, ajuda a nortear os iniciantes como eu a não cair nas armadilhas do consumismo. Parabéns!

  • Marcelo Chaves

    O texto realmente é interessante….só achei pouco contraditório porque o próprio autor fez reviews de mochilas bem caras para os padrões brasileiros….uma pistola que custam em média 4.000 a 5.000 e de carabinas Ruger de 10.000 e que nunca teremos a chance de ter em nosso país…

    • Prezado Marcelo, não concordo, pois ruim não é possuir, analisar e divulgar os equipamentos e suas funções, mas sim o acumular e poupá-los desnecessariamente e atribuir-lhes demasiada importância, em prejuízo do conhecimento, do condicionamento físico.e da prática.

  • Boa tarde.

    Tenho tentado realmente em diversos grupos de preparadores alertar para um fenômeno que esta acontecendo: A preparação e o sobrevivêncialismo estão crescendo em muitas redes e grupos na internet, não poque muitos estão realmente dispostos a se preparar, mas sim pelo fato de estar se tornando um modismo. Quando vejo jovens falando que vão viver na mata se algo acontecer, ou pessoas que investem centenas de $$$$ em equipamentos (mochilas, ferramentas, sistemas de defesa,….) mas nunca tentaram utilizar para entender seu funcionamento, vejo na verdade pessoas que não fazem a menor idéia do que fazer se realmente uma crise ocorrer.

    Infelizmente, toda midia e documentários que surgiram Antes e Depois de Dezembro de 2012, tiveram um efeito bumerangue. Divulgaram a preparação como um processo sério para se preparar para eventualidades, mas como reflexo, fez muitas pessoas começarem a se preparar sem realmente entender o por que ou para que (principalmente jovens), iniciando um processo de modismo. Muito se fala e muitos divulgam equipamentos e tal, mas poucos (e realmente são muito poucos) que estão realmente se preparando (acredito -opinião particular minha após muito acompanhar diversos canais – que de cada 10 que se dizem preparadores, um apenas realmente é efetivamente).

    E como resultado deste modismo, esta ocorrendo justamente a situação que a postagem alerta: Muitos que se dizem preparadores idolatrando seus equipamentos, não porque são bons, mas porque eles tem e a grande maioria não tem.

    Em várias postagens no Facebook, tento abrir os olhos para oque serão de cada um se perdessem seus equipamentos e tal e tivessem de sobreviver começando tudo do 0, tendo que juntar destroços e restos para tentar construir algo. Mas a grande maioria simplesmente ignora.

    Não tenho um plano de preparação totalmente articulado (um erro meu) e tenho poucos equipamentos de camping (tudo segunda linha, e se resumem aos mais básicos mesmo), mas tenho muito bem claro em minha mente o que fazer e como fazer (minhas necessidades), e se precisar improvisar, esta é uma das minhas grandes habilidades (improvisar construções, armas brancas e obtenção de alimentos – mas não entendo nada de metalurgia ou elétrica). Por isso, me considero um preparador, pois quando a situação vier, posso não estar materialmente preparado (diferente de muitos), mas sei que irei sobreviver pois sei oque precisarei fazer.

  • Gratidão por esse desabafo… Acredito que os comentários mostram que você não está só.
    Desde ano passado, venho lendo e tentando colocar em prática muito do que você disse em seu texto; mas acabei me afastando desses grupos exatamente por isso… Parecia mais uma nova versão de brincadeiras de meninos “eu tenho um carrinho melhor que o seu” e poraí vai…

    Quero aproveitar para dizer que você deveria pensar na possibilidade de promover um curso ou uma vivência com seus leitores. Tem coisas que só na prática se aprende.

    Ahô… Continue firme na sua missão!

    • ACREDITO EU QUE ANTES DE TUDO A MAIOR PREPARAÇÃO TEM QUE SER PSICOLÓGICA E ESPIRITUAL, INDEPENDENTEMENTE DE QUALQUER CONDIÇÃO DO INDIVÍDUO, OBRIGADO.

  • Olá Júlio, boa tarde.
    Essa sua postagem vem ao encontro de algo que estava pensando esses dias.
    Ser sobrevivencialista é estar preparado para sobreviver a grandes catástrofes, ou seja, a casos extremos (e de probabilidade reduzida de acontecerem).
    Contudo, muitos sobrevivencialistas sequer estão preparados para sobreviver (de forma tranquila ou ao menos amenizada) a eventos cotidianos como o desemprego, por exemplo (que tem uma chance muito superior de acontecer do que um evento catastrófico).
    Veja que seria muito mais prudente ter uma reserva “dentro do sistema” para casos mais prováveis de acontecerem, para só então criar uma reserva para caso o “sistema ruir”, em especial, no caso de instituições financeiras.
    Sou adepto da ideia do “colchão de segurança” (no google há maiores explicações sobre isso), que consiste em uma reserva financeira de fácil acesso (poupança) para situações de emergência (desemprego, saúde, imprevistos em geral).
    Para mim, há grande relação do “colchão de segurança” com o ideal sobrevivencialista. Não vejo a menor lógica em alguém se preparar para a 3ª guerra mundial sem estar preparado para o caso de uma emergência médica na qual deve arcar com remédios de alto custo, por exemplo.
    Explicando melhor, acredito que antes de qualquer preparação para um evento improvável (não impossível), deveria se preparar para algo de maior probabilidade de acontecer.
    Contudo, ter o equivalente a seis meses de salário na poupança é algo muito menos “glamuroso” (e difícil de não mexer para comprar outras coisas) do que investir milhares de reais em equipamentos e estoques de suprimentos.

    Abs!
    Pedro.

    • claudio costa

      Boa noite Pedro sou carioca tenho 41 anos e acredito que seu ponto de vista está um pouco destorcido da realidade, fui criado para sobreviver nas duas situações com e sem crise;
      desde meu 1ª emprego sempre separo 20% do meu salário para dias de problemas extremos como longo periodo sem trabalhar já passei por casos de ficar 8 meses sem faltar nada dentro de casa devido a isso,
      lembre muitas religiões recebem disimo um dinheiro que vc nunca mais verá então pq não separar um valor para vc??
      Vc já se deu conta de quanto tempo dura seu botijão de gáz?? em média uma familia de 4 a 5 pessoas usa 1 botijão a cada 3 a 4 meses dependendo se usa o forno ou não, olha o tempo que se tem para separar o dinheiro!!!
      outro exemplo dentro da minha casa, precisava comprar uma tv nova pq a minha estava estilo morto vivo, se eu compro uma tv de 42 pol quanto pagaria R$ 3000,00 em média?? pois é comprei um projetor de 120 pol 3d com android … por R$ 840,00 estou com uma tela de 120 muito mais barato que a de 42 pq?? treinamento familiar e militar de sobrevivencia e sua visão muda com isso, aprende a viver com controle sobre o que se tem e o principal, uma pessoa que hoje tem luz, agua encanada, internet, dentre outras facilidades não consegue sobreviver como vai esperar que em momento de dificuldade se faça algo??
      adquira conhecimento, ponha em pratica, pegur um domingo e monte uma fogueira sem fosforo, aproveite o fogo faça a comida coisa simples, não sabemos quanto tempo temos de luz eletrica vc está vendo os jornais os problemas ocasionados com a falta de chuva, se acabar a luz inicia o efeito dominó pq as fabricas precisam de luz, ficaremos sem produtos e serviços pense nisso.
      E Júlio desiste não cara vc ainda pode ajudar muita gente irmão, muita força e sobrevivencia acima de tudo abaixo de nada.

      • Olá Cláudio, não entendi porque você disse que meu ponto de vista é distorcido?
        O que eu falei foi justamente buscar um equilíbrio entre se preparar para eventos mais prováveis (desemprego) do que menos prováveis (guerra, colapso financeiro, etc).
        Isto é, ao meu ver, as pessoas deveria buscar manter uma reserva DENTRO do sistema para as primeiras situações e uma reserva FORA do sistema para as segundas.
        Porém, é mais prazeroso “investir” (leia-se gastar) dinheiro em equipamentos caros do que poupar para criar a tal reserva dentro do sistema.
        Meu ponto de vista está baseado em probabilidade, veja que ninguém em sã consciência compraria casacos para neve no Brasil, pensando em ocorrer uma nevasca, sem antes ter uma jaqueta de frio mais adequada para o inverno ameno que ocorre por aqui. Então, por que se preparar para o extremo antes de se preparar para algo menos exagerado?
        No caso dos sobrevivencialistas, ter uma reserva de comida em casa pode suprir a necessidade no caso de um desemprego, mas se acabar o gás do botijão e não houver dinheiro a coisa complicará…

      • claudio costa

        há tá aí eu não só concordo como dei um joinha, o que acontesse é que quando lí seu ponto de vista o que deu a entender foi que temos de nos preocupar com o como guardar reservas de dinheiro, coisa que em caso de urgencia já era né, assim como pode acontecer se no decorrer dos proximos cinco anos o cometa NT7, onde a probabilidade é do céu ficar completamente coberto de poeira por 2 anos com uma esplosão similar a 95 milhões de bombas similares a de hirochima. fonte BBC http://www.bbc.co.uk/portuguese/ciencia/020724_asteroideml.shtml

  • Júlio,
    Como lhe disse no início de meu acompanhamento de seu Blog, admiro um jovem como Vc tão interessado em coisas sérias como sobrevivência.
    Não só deve continuar seu trabalho como investir mais ainda em soluções simples e práticas, como foi o post sobre sabão caseiro. Amei, apesar de já ter visto minha sogra fazer.
    Criação de galinhas, codornas e reciclagem de material valem vidas, enquanto facas e equipamentos caros servirão apenas para serem encontrados pelos verdadeiros sobreviventes junto aos cadáveres dos embusteiros.
    FORÇA e HONRA !
    CAVEIRA!!

  • JANAINA BARBOSA

    Quero ver esses caras com seus equipamentos de super poderes passarem um final de semana onde eu moro e acampo, na Amazônia. Durante a noite se escuta a quebradeira dos bichos na mata e de dia tem tantos mosquitos que você não consegue comer sem engolir alguns… Parabéns! o seu desabafo é o de todos nós.

  • Márcio Henrique

    No programa “Largados e Pelados” da Discovery, teve um cara q já era instrutor de sobrevivência há mais de 5 anos, nunca tinha passado se quer mais 24 horas no mato… e no desafio de ficar “largado e pelado” por 21 dias ele desistiu no 8º dia… enquanto a mulher que o acompanhava ficou os 21 dias, sem ter nenhum curso de sobrevivência…

  • Leandro Kozerski

    Parabéns, ótimo texto!
    E por favor, não desanime com este tipo de gente, concordo com que falou, esta corretíssimo, que bom que pensa assim, que bom! Parabéns pelo texto.

  • Por favor amigo não deixe de escrever por conta deste bandinho de pseudos sobrevivencialiasta que só visam o lado fútil da coisa. Seus textos, vídeos e demais trabalhos na área são de grande valia, fontes de materiais de 1° categoria, portanto se vc parar com o trabalho que realiza muitos bons sobrevivencialistas além de ficarem sem informações válidas não terão mais um exemplo a ser seguido.

  • Mário Cardoso

    Mais um belo texto Julio. e digo mais, um belo conselho aos que se desencaminharam. acho q uma dentre as tantas características de um sobrevivencialista/preparador, é a descrição. ostentar neste caso, é bem como se colocar milionário em uma mansão sem muros. logo vc vai cai nas mãos de outros. espero que vc Julio fique ai, firme, junto a todos nós q fazemos uma rede necessária. abraço!

  • Dês de criança gosto de acampar, porem devido a condições financeiras a faca do meu equipamento era uma faquinha de mesa que eu mesmo tinha amolado, com um pouquinho de paciência e cuidado eu conseguia fazer tudo o que precisava, me lembro certa vez de ate ter conseguido confeccionar um abrigo temporário, ou seja o sobrevivencialista , não e aquele que tem todos os equipamentos, mas aquele que com um pouquinho de equipamento consegue faser muitas coisas.

  • Alerta – Notícia!

    Um avião da “Malasya Airlines”, transportando 280 passageiros, que partiu da Holanda para a Malásia, caiu. Supostamente teria sido abatido por um míssil perto da fronteira entre a Rússia e a Ucrânia. De acordo com o Ministério do Exterior da Ucrânia o míssil foi disparado de território russo. Os EUA ainda não divulgaram se sabem de onde partiu o míssil.

    Esta situação não pode desencadear uma guerra, mas se novos casos semelhantes ocorrem será um fácil pretexto para atiçarem guerras e restrições à liberdade civil.

    Fontes:
    http://noticias.r7.com/internacional/aviao-da-malaysia-airlines-foi-abatido-por-missil-diz-assessor-ucraniano-17072014
    http://www.painelglobal.com.br/#WIN

    • Esse site é muito interessante! Além de aprender várias coisas de ciências naturais ainda podemos nos manter atualizados acerca dos fatores ambientais do planeta. Por exemplo< nesse ano houve "muitissíssimos" terremos por todo o planeta.,O porquê? Bom… Ai é com vocês… E por exemplo vocês sabiam que o nosso Sol tem ciclos irregulares de aproximadamente 8 a 11 anos em que ele emite mais radiação? Durante esses períodos o clima costuma ficar doido, e ao que parece os terremotos também. E mais! A insatisfação social extravasa as simples conversas cotidianas e se transforma em protestos! Vocês sabiam quem a guerra de Canudos – um fenômeno atípico de insurgência – ocorreu durante uns desses períodos de perturbação solar?!

      • Segue um vídeo curioso do que está se passando com o nosso habitat.

      • Que isso tem a ver com o texto?

      • Nada diretamente com o assunto, Major. Contudo, é muito dispendioso pensar no assunto?! Achei interessante compartilhá-lo com vocês. Me importo com vocês! E não quero que aprendam apenas a disciplina corriqueira e fajuta que nos engana tantas e tantas vezes. Por isso o sobrevivencialismo, por isso o conhecimento e por isso a sabedoria. Não foi útil?! Quis despertar uma curiosidade. Não é fácil sugerir algo novo para que seja aceito e contemplado sem medo ou aversão.

        Bom, vale lembrar que os povos ancestrais – aqueles mesmos, tidos como sobrevivencialistas natos – compreendiam o valor de cada vida, do nosso planeta, do Sol e dos outros astros, e as suas relações conosco. Porque tudo o que utilizavam era feito pelas próprias mão e tudo o que sabiam era compreendido por si ou de seus familiares.
        Com os malditos impérios essa sabedoria foi esquecida, mas ainda temos a capacidade de compreender a natureza – a interior.

        E foi isso o que quis despertar.Que existem novos conhecimentos e que vocês venceram muitas dificuldades, mas que a mente não deve se acomodar, pois existem muitos mais mistérios que ainda não entendemos, e que são exatamente esses mistérios que nos fazem dependentes dos impérios e que nos mantêm ignorantes e fracos.

        Por isso! Que tal?!

        Bom… como você disse o post não é sobre isso, mas se você quiser conversar o meu E-mail é franciscopreig@gmail.com. Será ótimo aprender contigo!

    • Encontrei este canal no Youtube e seu site e me pareceram muito interessantes especialmente no que diz respeito as explicações e não simplesmente “porque sim”

      https://www.youtube.com/channel/UCnOAynBmYKA1neozHQNF0mA
      http://www.mundodesconocido.es/

      Se vocês se interessarem também poderão pesquisar pelo nome do espanhól “Fernando Jimmenez del Oso” um renomado jornalista, psiquiatra e pesquisador de antropologia e fenômenos paranormais. Eu me interessei por esse sujeito devido a uma história que meu pai me contou de quando ele era muleque e assistia o seu programa.
      Ele disse que alguns anos antes da ditadura na Espanha o Jimmenez del Oso havia exibido em seu programa na “TVE” um documentário, que foi censurado em diversos países, acerca da interceptação de uma mensagem criptografada da primeira viagem a lua (o qual está disponível no Youtube – eu não sei se na integra ou sem censuras), após isso o seu programa foi suspenso sem maiores explicações e só voltou a aparecer muitos anos depois, porém sem a irreverência de antes. Vale assistir e questionar os postulados quaisquer que tenhamos.

      Também vos incito a pesquisar acerca da quiromancia, e vos garanto que é real. E a se questionarem acerca das forças que atuam na nossa vida.

  • Julio, esse texto traz perfeitamente o que se vê não só nos canais e outras mídias de sobrevivência como também nas mídias de outras áreas ligadas tais como bushcraft, e outras atividades outdoor, as pessoas precisam entender que uma coisa é você ter um item (modelo de entrada) e depois de usa-lo querer um item que tenha uma qualidade melhor ou que vá atendo-lo melhor, outra coisa é você querer começar do zero investindo R$600,00 em um equipamento que você nunca usou, não sabe se irá se adaptar a ele ou até mesmo comprar só pelo fato de um ou outro irmão mais conhecido da área possui-lo e você querer um igual. Isso é uma realidade em nosso país, já é quase uma tradição, as pessoas de hoje são muito influenciáveis, mais não desanime irmão, você foi um dos caras que me inspirou a entrar nesse mundo e tenho muito respeito pelo seu trabalho na área da sobrevivência. Abração Irmão.

  • Olá colegas. sou bombeiro civil, e a um tempo atrás, postei um link de venda de um alicate e machadinha multiuso. Um certo cara respondeu abaixo do link dizendo “porcaria”. Eu nem respondi o infeliz, pois quando eu vi esses itens, achei interessante pro meu dia a dia, e comprei para revender. Já usei os dois em meu trabalho, e sempre levo um quando saio a passeio. Pra mim, o que importa é a utilidade e não a marca estampada.

  • Gustavo Lanes

    Bem, eu sepre achei que em questões de qualidade de formação o fundamental é ter o conhecimento e experiência, independente do material com o qual se está lidando. Eficiência para mim é justamente fazer o melhor possível com os recursos disponíveis, sejam eles limitados ou abundantes. Pelo que me parece, e isso não é algo recente, mas sim algo que percebi desde muito jovem, algumas pessoas querem fazer o caminho inverso, achando que o material de que dispôe pode fazer tudo sozinho, o que na maioria das vezes é ridículo, é claro.
    De onde eu venho até as crianças praticam técnicas de sobrevivência sem nem perceberem, se criam campereando, brincando no campo e no mato e lidando muito antes de ouvirem falar em coisas como bushcraft ou sobrevivencialismo. Ao menos comigo foi assim, e eu não sou nenhum perito no assunto, mas certamente já tenho um mínimo de perícia pra saber lidar com o material que eu preciso usar, ainda que seja de qualidade medíocre.

    Na minha opinião não há dúvidas de que a base das habilidades de uma pessoa está na capacidade de síntese do conhecimento e da prática que possui. Dizem que tentar adquirir experiência sem prática é como tentar matar a fome apenas lendo o cardápio… imagino que chegamos ao ponto de as pessoas acharem que podem matar a fome sem nem ao menos ler, apenas tendo o cardápio em mãos.

    • Isso mesmo Gustavo!!
      Teve um rapaz que veio e me disse, cara, já comprei um canivete, uma lanterna, mochila pronta cheia de comida, uma super faca e estou pronto…!!
      Eu olhei e não fui capaz de falar nada…não consegui emitir nenhum comentário! Mas ouvi o outro ao lado dizer, é isso aí!! Também tenho tudo pronto!
      E como esses, existem milhões de pessoas que acham que, comprando materiais, estão prontos!

  • Caríssimo Júlio. Tudo isso é muito pertinente, Por favor, não esmoreça nesse trabalho. Saiba que mesmo que hajam poucas manifestações de apreço, existe um percentual muito mais elevado do que imaginas de seguidores que permanecem no anonimato. mas que apreendem todas as minúcias deste assunto, e a fonte principal é este blog. Saiba que estamos antenados nas novidades que são postadas por você e por outros colaboradores, pois acreditamos e concordamos que o conhecimento é a maior e melhor ferramenta que podemos usar em qualquer cenário, seja ele de crise ou não, é o conhecimento. Aproveito a oportunidade para congratular a iniciativa de postar e compartilhar todas essas informações. Nos sentimos muito honrados em poder compartilhar e usufruir de muitas experiencias positivas. Um grande abraço.

  • lf.carvalho

    Muito bom. O texto mais lúcido que já postou aqui. Parabéns.

  • Anderson Moscoso

    A unica coisa que posso dizer é que foi uma ótima postagem, simplesmente sensacional!!!!!

  • é isso ai pessoal, não podemos desistir das boas intenções só porque alguns não as entendem. continue força !!!!!!!!!!!!!!!!

  • RICARDO SILVA

    JULIO voce esta certo continui com o seu trabalho pois esta ajudando muitas pessoas pois sobreviver e oque importa …..e o seu conhecimento e o nosso …..

  • Igor Xantecler

    Muito bom o texto. E essa prática é fortemente incentivada por canais que só fazem publicidade de produtos inúteis. Entendo perfeitamente a lógica de um canal precisar vender espaço e não sou contra. Sou contra o canal vender seu espaço pra qualquer coisa… Acho massa vídeos que fazem o review de algum produto que é realmente bom, ou que se adaptou perfeitamente à pessoa que está fazendo o review. Não gosto daquele que tenta te convencer que você precisa daquele produto. Existem organizações, como a Jovem Nerd, por exemplo, que são pagas pra dar a opinião sobre um produto.. E não pra falar bem… Isso é muito legal… Acredito que, como ficou claro no texto também, o sobrevivencialismo é uma filosofia de vida que está ligada muito mais à prática do que aos equipamentos que você tem. Sobrevivencialismo é saber se virar tanto com um fósforo foda, quanto com um palito de fósforo envolto na parafina feito em casa ou sem palito algum…

  • Roque Cezar

    Parabéns como sempre Júlio. Prossiga, como um Noé, que a cada prego que martelava na arca, era uma advertência e um exemplo, mas a maioria buscou outros caminhos e se afogou. Fique certo que alguns poucos de fato sobreviverão, então ajude-os como você tem feito. Abraços e obrigado por seu trabalho.

  • Belissimo post Julio e de suma importancia, , ja estava na hora de falar sobre isso , tem humano achando q vai ficar blindado com marcas e nunca arrastou o traseiro do sofa, perito em bla bla bla, sem humildade nenhuma , isso de ser excluido por uso de equipamentos nao conhecidos ou feitos a mao acontece sempre, temos de sobreviver a isso e seguir . Salve

  • Pram min o sobrivencialismo não é apenas aquilo que tem ou aquilo que faz ou pratica‚ isso tudo é apenas atibutos auxiliares.
    O sobrivencialosmo esta na forma de vida‚ na maneira que se encara e reage aos pequenos e grandes problemas. Ou seja não é apenas estar preparado para o amanhã (revolução. Crise mindial. Invasão de ET…) a sobrevivencia é agora no dia a dia‚ pequenos atos nos torna sobrivencialistas de verdade, coisas compradas nas lojas são apenas auxilio .

  • Assim como o Adriano, eu também saí de grupos, porque não suportava tanta ostentação babaca: era faca de marca “a”, canivete “b”, latinha de bala “c”, mochilas “b” e cada qual custando o olho da cara. Vi gente zoando da cara de outros, porque a marca não era famosa. O que importava era a marca!
    Cansei.
    Foi quando baixei totalmente a minha guarda, parei de participar dos grupos e até mesmo de publicar no meu perfil.
    Sou o que sou. Sei como sou. Sei o que faço, como faço e faço o que preciso para que eu e minha família possamos sobreviver a uma situação de risco específica. Sem alardes, sem usar coisas caras, porém que eu conheço bem.
    Valeu pela postagem.

  • Antonio Miranda

    Muito bom o Post Julio, acompanho você a muito tempo e uma coisa que seu blog me cativou é justamente a simplicidade com que os assuntos são abordados e tratados. Não sou sobrevivencialista mas aprendo muito com suas postagens. É uma pena que muitos sites e blogs hoje sejam pura ostentação de seus freguentadores e “proprietários ” isto mesmo proprietários pois da maneira que administram só podem ser assim colocados.
    O interessante é apresentam materiais caros e muitas vezes nem os utilizam para não arranhar , rasgar, e coisitas mais que todos sabemos. Muitos compram laminas caríssimas e usam botas sofríeis, roupas inadequadas, e se acham os boinas verdes das matas ” particulares” onde geralmente acampam, não correndo assim risco algum de se perder no mato que não conhecem.
    Vá em frente seu blog ou site é muito útil e prestativo e continue assim sem patentes nele. Forte abraço a você e a seus colaboradores.

  • Tu tens toda a razão. Viver no campo já é muito complicado, estar sujeito aos elementos e todas as bruscas mudanças do tempo jé é um desafio impar, imagino vivenciar isso em um cenário de crise… tem que ter condicionamento físico, mas principalmente muita força psicológica.
    Parabéns pelo teu trabalho, esclarecedor, didático mas principalmente alertador!

    Forte abraço!

  • Boa noite Julio! parabéns pela pertinência do assunto.
    Acredito que esses ostentadores não são sobrevivencialistas, porque o sobrevivencialismo é um estilo de vida que tem como características a discrição, a busca de conhecimentos teóricos e práticos, o preparo físico e principalmente o MINIMALISMO, o desapego ao excesso de bens materiais e a adoção de uma rotina simples, descomplicada, valorizando o que é mais importante. Observar a natureza em seus detalhes, tomar um banho de cachoeira, comer um arroz de carreteiro feito numa trempe no mato…
    Num cenário SHTF esses caras vão pirar!
    Outra característica que considero vital para os preparadores, e que se a tudo na vida, é o exercício da humildade… Só podemos crescer, adquirir novos conhecimentos que poderão fazer a diferença em um cenário de crise, se admitirmos que nossos conhecimentos são limitados e que os outros podem nos ensinar muitas coisas. Rambos sabe-tudo não possuem mente aberta para aprender mais nada!
    Sou militar do Exército há 21 anos e tenho muito, mas muito mesmo o que aprender. Nesse sentido, o seu blog, o do Batata, o do Abrigo Nuclear, dentre outros , são fontes inestimáveis de conhecimento. Continue, como já foi escrito por outros comentaristas, o seu público não são os preparadores almofadinhas, mas sim o pessoal que rala para aprender e colocar em prática.
    Obs: moro em Dourados e minha família aí em Campo Grande e é um motivo de orgulho saber que um dos maiores “feras” no assunto é o Julio Lobo, aqui do MS. Um abraço!

  • Edson Simas Filho

    Falou tudo.
    Como vc diz a onça come o que cansa primeiro.
    Confesso que estou longe disso tudo o que é certo mas tenho a consciência de que preciso mudar e tirar o plano do papel.
    Valeu Julio vc e o batata tem me ajudado muito com seus vídeos.

  • Júlio, o tópico (assunto), foi muito bem escolhido!
    Ostentação, é a moda que mais cresce, e quem ostenta quer aparecer, quer mostrar…
    Tenho 47 anos de muita vida ativa e quando eu ministrava aulas de tiro, o que aparecia muito era gente querendo ostentar suas armas, e quando não tinham arma ainda, logo perguntavam, qual é a que arrebenta mais?! Qual a mais famosa?
    Nesses quase 15 anos, ninguém nunca me perguntou, qual arma eu preciso? Qual me atende? Eles já chegavam dizendo que fulano disse que a mais fuderosa era essa, que isso, que aquilo..(ora, então pq pergunta?)
    Pareciam robocops com cotoveleiras, joelheiras, óculos especiais, botas importadas, cinto que carregavam de tudo, mas no fim não acertavam o alvo a sete metros..
    Em alguns campeonatos que pude participar, chegava a ser hilário..
    Eu vejo muita gente comprando carros potentes, famosos, mas não sabem dirigir direito…mas precisam ostentar!
    Infelizmente as novelas, filmes, a mídia ensina que vc só é respeitado quando mostra que tem algo mais que o outro, mesmo que não saiba usar direito…ou nem precise!
    Olha aí a briga dos smartphones, sem querer comentar marcas, tem uma que lança um modelo novo a cada 10 dias…
    O meu tem 2 anos e meio! E me atende de boa!
    Pra que comprar um super notebook pra olhar face, navegar, mandar e-mail e ver fotos??
    A “cultura” do, tenho que ter o melhor, o mais novo, o mais potente está em alta.
    O importante é ter e não ser…(infelizmente!)
    Enquanto a sociedade “viver” assim…isso só vai crescer!
    Acredito Júlio, que aos poucos o joio irá se separar do trigo…calma e paciência!
    No fórum mesmo, basta não darmos moral a essa modinha que logo logo eles saem!
    Ostentadores precisam ser NOTADOS….simples!
    Siga em frente Júlio, faça a sua parte que está ótima! Continue assim!
    Grande abraço!

  • Gabriel zanuchi

    meus familiares ficam me disendo que pra pessoas adultas e loucas pois tenho 14 anos gosto dos sobrivivencialistas,meus amigos me acham louco de gastar minha mesada em coisas de sobrivivencialistas porque eu quero estar preparado para o fim desde sedo pois se acontecer um apocalipse muitos jovens ficaram com medo e nao consseguirao sobreviver nesse mundo porisso quero estar sempre preparado. eu moro numa chacara dodo o final de semana eu acampo na mata que tem la na chacarafico la ate segunda para eu estar sempre fisicamente e e o mais importante de tudo emocionalmente preparado.
    nao desista de seu blog foi lendo o seu blog que eu me enterressei por sobrevivencialista.

  • sem comentar que pessoas que compram laminas de grande valor acabam ficando com dó de utiliza-la

  • Excelente texto Júlio.

    Vejo diariamente este tipo de coisa acontecendo também, nas redes sociais e fóruns por aí e penso o mesmo que você. Pelo menos hoje.

    Quando comecei a me interessar pelo sobrevivencialismo já fui logo fazendo uma lista de itens para comprar, a cada mês gastava uma grana com equipamentos. Depois de algum tempo eu já tinha “tudo” que era preciso para encarar um desafio a lá bill grills. Só tinha um detalhe, eu nunca tinha acampado e era gordo (coisa muito comum em muitos sobrivencialistas por ai).

    Decidi então investir no meu corpo primeiro, para depois investir na pratica de tudo aquilo que havia lido ou visto em videos. Isso não foi rápido e nem fácil, como é para comprar um item “foda” no eBay.

    Hoje tenho uma visão diferente das coisas, algo semelhante ao que você postou. Consegui isso lento fontes de informações mais confiáveis, como o seu blog por exemplo. Continuo gordinho, mas já tenho condicionamento físico para encarar o Pico Paraná, por exemplo.

    Continue escrevendo este tipo de posto, pois ajuda a direcionar as pessoas que ainda tem a visão consumista do sobrevivencialismo, aqueles caras que acham que ter R$10.000 em comida e 5 armas com munição são o bastante, mas que não aguenta nem andar direito sem ficar ofegante.

    Continue assim!

  • Paulo Henrique Biagi.

    Julio, show de bola. Entendo que vc está certo em sua analise e que sirva de alerta para todos principalmente pra aqueles como eu que estão começando.
    Obrigado, grande abraço e sempre acompanho o blog e seu canal no youtube.
    Obs.: não desanime!!!!

  • Júlio. NÃO DESISTA. Você está fazendo a sua parte. Na vida existem sempre aqueles….

  • Excelente reflexão, Júlio!

    Mesmo interessado, eu ainda estou na minha “zona de conforto”.
    Sabe, queria muito sair dela, porque é complicado ser sustentado pelos pais e querer adquirir conhecimento, acumular práticas e comprar equipamentos, por mais simples que sejam, tanto pelo fator financeiro (que no meu caso, é zero) como pelo fato de sofrer preconceito por parte da família.
    É gritante a negligência das pessoas (em geral, porque existem exceções) em não ter preocupação com um belo dia tudo ao seu redor pode ruir, que seu “mundinho” será destruído por causa de uma situação SHTF. Lógico, vivemos sempre pensando no melhor, mas o oposto também não é saudável.

    Eu não quero ser aquele cara que tem a mochila cheia de equipamentos e o cérebro vazio, só desejando sua “futura” crise a ser “combatida”. Torcer pelo pior não é sobrevivencialismo, mas sim um pensamento doentio que corrói a mente das pessoas.
    Enfim, eu precisava desabafar. Não sou bom com a área rural, nem com a selva. Admito que se uma crise ocorresse em alguns poucos anos, as chances de que eu seria um dos primeiros a morrer são grandes. Por isso, gostaria de saber sobre conhecimentos essenciais ao sobrevivencialista urbano. Ou pelo menos fontes para estudo.

    Obrigado por compartilhar seu conhecimento conosco. Ah, e desculpe pelo texto grande.

  • Eu assino em baixo o que tu escrevestes Julio! E não desanime de escrever textos de reflexão como este voce postou, talvez aquele que ostentas seu equipamentos e preparações, ou se gaba do valor monetario dos mesmos, ainda não consegui ter uma visão clara sobre o que é ou pra serve tais preparações e, um texto como esse pode expandir a mente dele e fazer com que enxergue melhor. Não desanime, adoro ler o que tu escreves! Abração

  • Leonardo Cabral

    Mais uma vez você falou tudo, Julio Lobo. Diante de tudo o que você disse não há mais nada a dizer. Parabéns por também pensar dessa forma.

  • O seu blog é de muitíssima qualidade, não desanime! Você é referência para muitos de nós. Um excelente guia!

    A vida tem momentos de fraqueza, principalmente agora no inverno quando a forças da natureza estão adormecidas. Por isso persevere, logo logo, chegará a primavera e você se sentirá melhor.

    Ainda sim, esses últimos anos tem sido muito especiais. A forte atividade solar, além de muitos furacões e terremotos pelo mundo, tem descontrolado os ânimos dos seres humanos e por que não dizer, estimulado o sobrevivencialismo, atividade que prima pela independência e auto-capacidade e consequência imediata, do fortalecimento da mente e rejeição das ilusões imperialistas.

    Admito, que todos nós mantemos fraquezas, e por isso é bom sermos lembrados disso, afim de que melhoremos.

    Agradeço muito por tudo o que tem feito por todos nós. Certamente, suas ações não são em vão, e serão decisivas para muitos, até mesmo gerações nas por vir. Você é referência para o público de língua portuguesa e deve ser um incomodo suportável, para quem quer que deseje nos manter dependentes e ignorantes. Persevere!

    Tudo é feito de pequenas coisas e tudo é aos poucos. Desejo-te muita saúde e felicidade, e que transmita os seus conhecimentos a muitos mais!

  • Júlio , concordo plenamente com tudo o que disse , inclusive , ja fui questionado e criticado por possuir equipamentos como corda , faca e canivete de valor inferior .
    Abraço para todos os SOBREVIVENCIALISTAS!!

  • Prezado Júlio, cordiais saudações.
    Concordo com tudo o que escreveu, mas o que realmente deixou-me preocupado foi você dizer-se desmotivado para escrever.
    Realmente, isso é compreensível. Mas, concito-o a passar por alto essas mazelas (afinal, os cães ladram, mas a caravana passa) e seguir com seu propósito.
    Afinal, você está contribuindo sobejamente com o CONHECIMENTO, imprescindível a um sobrevivencialista de verdade, como você mesmo citou. Até porquê, o sobrevivencialismo é, acima de tudo, um estado d’alma.
    Grande abraço!

  • carlossilvapb

    Ostentação é o pior crime que um sobrevivencialista/preparador pode cometer contra si mesmo. Se ele ostenta em relação à prática sobrevivencialista, provavelmente vai ostentar em todo o resto. E quem chama atenção, se ferra, seja agora, seja numa SHTF!

  • Hahaha!!!Sem mentira nenhuma, parece que transmitimos pensamentos…Sabe Julio, a um tempo atras quando vc criou o GSE, eu me inscrevi no do meu Estado e não fiquei nem uma semana…já fui alvo de criticas, de BABACAS que se acham Magaiver e Rambo dizendo um monte de merda…Sai do grupo ( ate postei pra você ficar por dentro dos acontecidos…vê lá pra provar que não estou mentindo).Entrei em grupos de EDC, Laminas,BOB,etc, cara, é cada conceito idiota que o pessoal posta…Cada um querendo ser o melhor do que o outro…Perguntei sobre um assunto e NINGUÉM soube me responder com coerência…Logo, só entro nesses grupos para ver Fotos e as x sobra alguma coisa interessante pra ler…!!!PERFEITO SUA POSTAGEM!!!ASSINO EMBAIXO,NO CANTO,EM CIMA, EM TUDO!!! Morro de rir quando mostro meu EDC e meu KIT S.O.S ( BOB) e canso de ver babaca dizendo…NOSSA FALTA MUITA COISA!!!Hahaha…Realmente…falta CONHECIMENTO do babaca que “acha” que entende de algo!!!!RESUMINDO: ate isso o brasileiro consegue estragar!!! ( ALGUNS, CLARO) PARABÉNS PELO POST!!!!

  • Concordo com voce, sobrevivencialista. Meus equipamentos são mais frágeis que os mais caros? Sim, são. O importante é viver a tudo que é tipo de cenario com certo conforto e sobreviver. Viver é o principal objetivo.

  • Tiago Bushman

    É isso mesmo Júlio!!
    Já me considero o tal “macaco velho”…48 anos,3 filhos, prático na vida do mato, prático na lida com armas, atento, planejado e com resiliência psicológica suficiente pra, pelo menos, aguentar os sustos que podem chegar com esse mundo louco!
    Não frequento os tais grupos EDC e nem facebook tenho, apenas me atualizo no que é preciso.
    Sobrevivencialismo é uma ideologia, um modo de vida paralelo e vigilante ao modo de vida da “escravidão passiva” da maioria das pessoas.
    A meu ver, totalmente particular, ser sobrevivencialista é primeiramente ser isolado, de mínimos amigos e com objetivos de proteção apenas familiar. Visto roupa social e sapato a semana inteira e nem me atrevo a contar pra alguém em minha empresa que tenho um pensamento paralelo, que tenho armas, facas, que ando no mato, etc.
    A ostentação é o contrário: exibicionismo, exposição, ….tudo que te torna VULNERÁVEL aos olhos de pessoas mal intencionadas.
    É ótimo ter uma faca K-bar, pois tem história nela, mas guarde pra você como ferramenta, que é o que ela é!
    Se tem dinheiro sobrando compre só produtos de alta qualidade, mas poupe os menos favorecidos de terem que “digerir” suas imagens, fotos, reviews desnecessários e tudo mais que você ostenta.
    E para terminar coloco como uso minha alma sobrevivencialista:
    1- Auto confiante.
    2- Resiliente emocional.
    3- Introvertido e isolado ( em minha ideologia de sobrevivente).
    4- Auto-didata e atualizado.
    5- Praticante da vida mateira e das situações de auto-proteção doméstica.
    6- Humilde, para evitar ser notado.
    7- Sem apego a coisas materiais. Afinal as perdas materiais vão ser o início da frustração social e o fim do equilíbrio emocional para muitos, logo após uma tragédia regional ou global.
    Abraços

  • Demóstenes Jr

    Perfeito! Faço minas suas palavras, mas eu não seria tão atencioso e cuidadoso nas escrita com os consumistas/exibicionistas. Desde que surgiu nos anos 70’s o termo “survivalism” vem sendo utilizado em marketing pesado para o consumo de itens cada vez mais complexos e caros (principalmente no seu local de origem – USA). Convenhamos: quais as chances de alguém prosseguir em condições adversas lotado de itens caros, que chamam a atenção de todos e que na verdade não são nada práticos? Aprenderíamos mais com os bosquímanos africanos, que saem na savana nus com um rústico arco e 3 flechas na cintura (afugentando leões e outras feras gigantescas), mas com todo o conhecimento e prática de milênios naquele local do que discutindo com esses produtos degenerados da sociedade de consumo. Parabéns pela reflexão!

  • Fernando Machado

    Boa Tarde Júlio, achei super interessante sua colocação sobre a ostentação, concordo plenamente, pois acho que ter muitas coisas caras não vai adiantar em nada numa situação de sobrevivência. Temos que sim, ter conhecimentos e preparo para tal situação e é quando vamos ver se a pessoa está preparada para sobreviver numa situação adversa. Continue assim, um forte Abraço.
    Fernando Machado – Lages – SC.

  • Quando você fala em “Ostentação”, creio que realmente existe sim e em números consideráveis, mas não é esse o seu público, pois esses que entram na onda de ostentação são modistas é logo irão arrumar outro assunto para criar moda. Seu público é mais seleto e consciente de tudo aquilo que você fala. Eu mesmo acampo a 20 anos, e depois de começar a ler que comecei a testar várias experiências que aprendi aqui quando acampo, sendo que existem inúmeras pessoas que como você bem disse não saem de casa nem para caminhar, só que eu me considero o público que você quer atingir, o resto e firula. Abraço.

  • Apoiado, não sei da onde que tiraram ou imaginam que a faca ou facão de tal marca ou valor astronômico corta ou faz o trabalho sem esforço, o certo é se equipar e ir dar uma caminhada de uns 10 ou 20 km no mato e entender que não é como na TV, tirar o traseiro da poltrona e usar de fato o equipamento, mochila cara ou barata não torna a carga mais leve ou mais pesada, e todas vão sujar e ficar esfoladas, para entender só fazendo uso do equipo…..abraço

  • Eu não tenho grana pra quase nada, até comi meus suprimentos kkkkkkkkkkkkkkkk

  • Não esquenta Júlio!! Vivemos no mundo de pura ostentação em todas as áreas da vida, desde carros a cirurgias plásticas. O importante é você continuar fazendo o seu trabalho e sendo quem você é! Deixe os babacas com a babaquices deles, confie no seu trabalho!

    Se cuida!

  • As pessoas em geral estão a cada dia que se passa se tornando mais materialistas, egocêntricos, egoístas e ignorantes o resultado disso é a enorme quantidade de videos e fotos de ostentação e isso não se limita apenas ao sobrevivêncialismo mas a todos os aspectos de nossa existência. O que falta para estas pessoas é um sentido para a própria vida, acabam transferindo essa enorme frustração e ansiedade para estes objetos materiais, com o intuito inflamar seus egos e se tornarem para si mesmos algo que não são e nunca serão. Ótimo assunto, abraços.

  • Esse sentimento das pessoa de “ter o melhor” ou “o meu é melhor que o seu”existe em todo o lugar. Eu via isso nos meu primos e tios. E eu cresci me perguntando o porque era diferente, e porque esse sentimento não me atraía. Sempre tive um pensamento sobrevivencialista, mesmo não conhecendo esse termo, (que me foi apresentado no blog do Julio Lobo). Não tenho um “kombosa” como o Adriano, mas estou feliz com meu Gol 92 carburado. Mais feliz fico quando encontro um conhecido que é advogado que possui um do mesmo modelo, conduzindo o dele todos os dias para seu escritório. Não me importo com a marca da minha faca, me importo é se ela corta, não me importo com meu canivete, pois o que mais uso é um pica fumo da marca Bianchi que tenho há 14 anos e corta muito bem. Senhores e senhoras, seus equipamentos tem que serem funcionais, você tem que saber utilizá-los, acredito que a água da bica que você encontrou no mato mata sua sede tanto quanto a água dos alpes suíços.

    • Gol 92 também é filé, poderemos sobreviver a um PEM!kkkkkkkkk

      • Opala 87 também, só que é uma porcaria em estrada de terra. PARABÉNS pelo GOL. Vai a qualquer lugar.

  • Eremita Urbano

    Excelente postagem… vejo muito essa ostentação que você falou e concordo contigo, muitos acreditam que a sua lamina de 1.000 reais é um item mágico, saído de um jogo de RPG, e tal ítem vai lhe proporcionar poderes ou força extra, mas quem vivência na prática, sabe que não é bem assim… do mesmo modo que uma guitarra Fender,(só por tê-la) não vai te fazer um bom guitarrista… o que vai te fazer bom é a prática e estudo, e não os itens de marca que se tem.

  • Agora faço parte do territorio das pick up’s pequenas… Na minha cidade a modinha é rebaixar elas, quero ver as rebaixadas me acompanhar nas estradas de terras, lama e outras coisas mais…
    “Todos nós nascemos originais e morremos cópias.” Jung

  • Magnus Cascelli

    Esse texto veio em boa hora, concordo em tudo com a opiniao do texto

  • Realmente, o seu post é de extrema valia, sou novo na ideologia de sobrevivência e dinheiro não é algo que eu tenha em abundancia.
    Praticar, seguir uma linha de raciocínio e se preparar é o mais importante equipamentos só serão de valia se vc souber usa-los.
    Agradeço imensamente por este site conter conteúdos tão bons pra quem pensa da mesma forma, obrigado de nono.

  • Não se culpe pelo texto, companheiro psicólogo/sobrevivencialista/roqueiro. Foi sensato, coerente com tudo que vem fazendo e até mesmo gentil. Realmente o sujeito que gosta mais de aparecer do que realmente saber é um sujeito danoso. E não só os que ostentam canivetes e mochilas caríssimos, mas também aqueles que ostentam o conhecimento de forma arrogante. Não é o seu caso, deixo muito claro, porque você sempre compartilha numa boa. Mas o que existe de “dono da verdade” por aí cansa muito mais. Gente que pensa que porque já fez fogueira de dezessete formas diferentes tornou-se um ser iluminado e diferenciado da população normal e normótica. Sujeitos que entram em foruns e discussões arrotando o último facão blindado raio laser que compraram, e a forma diferenciada de cortar um talo de palmito que eles descobriram num manual vietnamita do século passado escrito em pergaminho e sangue de cabra. Um bando de chatos de galochas. Parabéns pelo texto e pela postura. Continue o bom trabalho.

    P.S. – na hora que você fala que a questão física não é ficar magrinho e musculoso, lembrei na hora de outro mestre dos assuntos aqui apresentados, o grande Batata, que é tudo, menos magrinho, mas aposto que atravessa o estado inteiro com um leitão nas costas e ainda faz fogueira de dezessete formas diferentes pra assar o bicho, sem nunca encher o saco de ninguém que não saiba tanto.

  • Ainda bem! Achei que só eu tivesse percebido isso.. Saí dos grupos de EDC no Facebook porque não aguentava mais os caras desfilando fotos de suas coleções de lâminas… Parecia algo tipo ” esse Spyderco combina melhor com o terno que vou usar hoje”…. Só se preocupam com as aparências! Esses dias um colega, que tem um C4 Pallas, me viu dirigindo meu kombão, e ficou zoando que ia fazer uma vaquinha, porque era inadmissível que eu dirigisse um ferro-velho! Quero ver ele se aventurar na roça com o possante dele, pra dizer o mínimo… Vlw!

    • Pode ter certeza que seu Kombão vai levar sua família toda para a segurança, enquanto o sistema eletrônico do C4 foi pro saco 15 dias antes da crise estourar.

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