Faca Lobo: O nascimento do projeto piloto

Hoje, lhes trago a história (quase uma epopeia) do desenho, concepção e primeiros testes da faca que eu desenvolvi em conjunto com o cuteleiro Vinícius, da cutelaria Wolf. Conheçam o Projeto Lobo.IMG_3211 Apesar da grande quantidade de modelos disponíveis no mercado, nunca havia encontrado um que me “caísse” bem. Gosto de diversas marcas, mas sempre estive em busca do modelo que atendesse às minhas necessidades por completo. Claro que quando falei sobre isso com algumas pessoas a resposta foi simples: Não existe faca perfeita!

Ainda assim, como teimoso que sou, comecei a rascunhar o que eu queria de uma faca dita “sobrevivencialista”. Eis os pontos principais:

  • Antes de tudo, robusta: Imagine o mundo após dez anos de colapso, tudo foi por água abaixo. Imagine um único sobrevivente andando pelos escombros… Ele estará carregando a faca Lobo. Essa é a concepção mais importante do projeto, uma faca feita para tolerar abusos constantes e sobreviver sem grandes dificuldades pelos piores cenários possíveis;
  • Híbrida urbana/selvagem: Este diria que foi o maior desafio! Contando com a premissa acima, em um cenário de crise nos deslocaremos por diversos cenários, logo, a Lobo deve ter capacidade de suprir as demandas mínimas de cada local. Precisa cortar lenha? Ela dá conta. Precisa arrobar uma porta? Ela dá conta. Entrar em combate? Nasceu para isso;
  • Não precisa ficar perfeito, mas que seja possível fazer: Aqui entra a dose de realidade. Cada perfil de lâmina tem suas vantagens e limitações, logo, buscamos que a Lobo fizesse todas as tarefas de forma minimamente satisfatória. Isso quer dizer que por exemplo, se tiver de carnear uma caça, o trabalho será meio complicado e propenso a pequenas falhas, mas será feito. Assim como quaisquer outras atividades.

Após delimitar muito bem estes pontos, entrei em contato com um grande colega, o Vinícius, da cutelaria Wolf. A minha escolha por este cuteleiro foi pela sua acessibilidade, paciência (rs) e principalmente, o estilo robusto que ele dá para suas peças. Convido os colegas a conferirem os projetos dele (clique aqui).

Conversamos muito por Skype e começamos a chegar no primeiro esboço do que seria tal faca. Segue o desenho: 1472725_593891553997689_225959866_n A ideia geral aqui era ter alguns pontos importantes, que eram:

  • Diversos tipos de corte: Afiação estilo convexo para cortes mais pesados, quebra ossos em cima e serrilhado para corte de itens duros como vidro, metal e afins.
  • Pomo sólido com uso de martelo: Um bloco sólido de aço 1050 usado como pomo teria a função de ser um quebra crânio brutal e também ser utilizado para trabalhos grotescos como quebrar paredes, arrombar portas e afins;
  • Corta arame: Arame é algo que sempre usamos em armadilhas, fechamento de perímetros e afins. Pensando nisso, inserimos a função no topo da lâmina;
  • Gotejador de sangue (Blood dripper): Para situações de caça ou combate, a parte inferior da guarda tem ponta pronunciada para propiciar o escoamento do sangue, sem que o mesmo vá para o cabo.

Após as concepções gerais do modelo serem debatidas e fechadas, estava na hora de pensar que tipo de especificações aguentariam o que estávamos nos propondo à fazer. Seguindo as orientações do Vinícius, seguimos da seguinte forma:

  • Aço 52100: De fato um aço robusto! Apesar de ter a fama de quebradiço, a tempera feita com muita exatidão torna este aço ridiculamente forte. Seu ponto de dificuldade é a afiação, porém considerando a habilidade sobrevivencialista, é possível afiá-lo sem dificuldades;
  • 21 centímetros de lâmina: Não queríamos algo grande como um facão e nem tão pequeno como uma faca de combate, logo, apostamos no meio termo;
  • 13 centímetros de empunhadura: Tamanho suficiente para efetuar diversos tipos de pegada para as mais diversas atividades e também para adequar-se aos diversos tamanhos de mãos;
  • 7 milímetros de espessura: Este foi um ponto de muuuuita discussão. Após diversas comparações entre peso/resistência optamos por absurdos 7 milímetros, o que configura a lâmina como virtualmente indestrutível;
  • Pomo de bloco sólido de aço 1050: Conforme comentado acima, matemos esta ideia no projeto;
  • Têmpera seletiva: O dorso manteve-se duro enquanto a região do fio recebeu a têmpera para tornar-se mais maleável. O mesmo princípio é aplicado às katanas japonesas;
  • Cabo de madeira: Tradicional, resistente e seguro.

Então, começou o trabalho! Seguem algumas fotos com suas respectivas descrições:

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Rolamentos de aço 52100

Aquecimento para formação da matriz

Aquecimento para formação da matriz

Moldagem do Billet

Moldagem do Billet

 

Começando a tomar forma!

Começando a tomar forma!

Neste momento demos uma pausa. Começamos a debater novamente sobre algumas especificações e começamos a perceber que muitos pontos ainda não estavam como queríamos. Para encurtar a história, redesenhamos o projeto e o mesmo ficou da seguinte forma: 1513295_596947933692051_551196511_n As mudanças foram poucas, mas de grande importância para melhoria do projeto. São elas:

  • Perfil Kukri: O perfil Kukri dá cinco vezes mais de força no impacto da faca com o uso da mesma quantidade de força. A escolha foi dar uma “entortada” maior na faca para termos este ganho;
  • Mudança da serra para o dorso: A serra na base da lâmina poderia atrapalhar para trabalhos mais detalhados, logo, jogamos a mesma para o topo;
  • Implementação da afiação scandi na base: Com a retirada da serra, pudemos criar um outro perfil de afiação na base para trabalhos mais detalhados como criação de pontas de lança e afins;
  • Cabo de micarta: O material micarta é composto por dezenas de camadas de jeans prensadas em cola, o que o faz incrivelmente resistente ao tempo, impactos e também à água. Este último ponto foi importante para a decisão de não colocar madeira.

Terminadas as últimas alterações, o trabalho seguiu em frente! Vamos às fotos: 1521759_597460346974143_329812596_n

Começando as normalizações

Começando as normalizações

Primeira usinagem, grão 120

Primeira usinagem, grão 120

Já com furações e alívios

Já com furações e alívios

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Pomo de aço colocado!

Começando os desbastes

Começando os desbastes

Forma final quase pronta

Forma final quase pronta

Marcação do brasão e modelo, sem frescura!

Marcação do brasão e modelo, sem frescura!

Argila refratária para a aplicação da têmpera seletiva

Argila refratária para a aplicação da têmpera seletiva

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Agora basta polir e dar banho de percloreto

Faltando somente o cabo...

Faltando somente o cabo…

Cabo inserido

Cabo inserido

Por fim, estávamos decidindo qual seria a bainha da faca. A primeira escolha, couro, foi deixada de lado pois apesar de ser muito resistente a sua necessidade de cuidados fugia da ideia do projeto. Pensando em durabilidade e resistência, moldamos a bainha em Kydex.

Vários pontos de fixação para durabilidade e ilhoses para possibilitar mais formas de porte

Vários pontos de fixação para durabilidade e ilhoses para possibilitar mais formas de porte

Depois de um bom tempo de trabalho, modificações e muita paciência por parte do Vinícius (sou um cliente muito exigente e chato), a Lobo nasceu! Me impressionou o fato da lâmina ficar extremamente equilibrada, sendo seu ponto precisamente na transição da guarda/lâmina: 1505211_603598466360331_1306167762_n

Vamos agora às fotos do produto final e depois dou minhas conclusões sobre o primeiro mês de uso:

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Primeiras impressões no uso do equipamento

Assim que a faca chegou em minhas mãos já senti a qualidade do material. A empunhadura ficou ótima e a faca, apesar de pesada (aproximadamente 600 – 700 gramas) ficou tão equilibrada que não se sente tamanho peso (e lembre que sou magrelo).

Seu impacto em cortes de lenha é de efetividade de igual à machadinhas, dado seu peso e modelo de lâmina Kukri. Fiquei impressionado com o estrago que a lâmina faz em qualquer coisa que leve uma pancada dela. Seu poder de impacto merece nota dez!

Para tarefas de delicadeza ela fica no ponto que disse no começo: Fazer, faz… Mas com certa dificuldade. Consegue carnear com relativa precisão e até fazer gatilhos de armadilha com efetividade, porém por ser uma faca grande, encontrei certa dificuldade. Mãos mais novatas terão problemas neste ponto (eu suponho).

Sua serra precisa ser aprimorada, visto que não consegui grande efetividade ainda com ela. Talvez dentes mais proeminentes resolvam a questão. As outras afiações estão muito boas e dada à natureza do metal, não vão perder fio tão facilmente. No entanto, pra afiar, é necessário ter uma lima ou outro objeto duro.

Em resumo, acredito que o objetivo principal do item foi atingido. Posso descrevê-la em de forma muito simples:

Indestrutível,  versátil, bruta e sem frescura!

Penso que ainda existem alguns aprimoramentos a serem feitos, porém acredito que o material está de qualidade justa o suficiente para ser aberto para venda.

Caso tenham interesse em adquirir uma unidade, entrem em contato com a Cutelaria Wolf para saber sobre preços e detalhes da negociação.

Tentamos manter o preço mais justo possível, pois a ideia aqui é fornecer um equipamento de qualidade superior à internacional por preço acessível. Independente do fator valor, lembrem-se: Você gastará uma só vez, afinal, esta faca durará sua vida inteira.

Espero que tenham gostado da apresentação e peço que comentem aqui as sugestões para manter o projeto cada vez mais próximo do ideal sobrevivencialista.

Até.

PS.: O projeto está registrado e em processo de patente. Pessoas que possuírem reproduções não autorizadas serão processadas judicialmente.

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31 comentários

  • oi

  • eu preferiria que essa faca fosse num aço robusto, de difícil oxidação e que fosse um pouco mais fácil de afiar… pq vc não vai encontrar uma loja que venda pedras de afiar num mundo apocalíptico e provavelmente vai ter que afiar em alguma pedra de rio… quanto ao tamanho… isso ta mais pra facão rsrs particularmente eu prefiro uma faca que seja média em tudo, tamanho e peso.. para que se torne mais dinâmica e ágil em casos de saque rápido e mobilidade para defesa.. uma faca de 5mm de espessura já é suficiente para aguentar o tranco, 11cm de cabo, 1cm de quebra crânio, e 15 cm de lâmina já a torna mais portátil…(26cm total). A faca ta bonita… mas muito pesada para o meu ver, aquele “martelo” ta desnecessário… e uma faca deve ser um item prático… eu apostaria em materiais mais baratos como aço 440A ou 420hc(tratamento igual a buck) em torno de 58hrc e um cabo de madeira robusta… sei que alguns podem apedrejar… mas cara, estamos no Brasil e uma faca de bushcraft de preço acessível seria o ideal para vender em larga escala… abraço amigo!

    • Sempre tem um filho da puta como vc pra encher o saco, aposto q nem do meio da cutelaria vc é, o melhor aço q tem pra facas é o de capa de rolamento, todas as especificações q vc passou vc pegou no google, pois aposto q vc n conheçe porra nem umaseu merda, vai toma no cú, a inveja um dia vai mata vc.

  • Glicério Rispoli

    Como posso saber o preço e formas de pagamento,endereço e telefone para contato? Gostei muito dessa faca.

  • Glicério Rispoli

    Quero informações de preço da faca lobo projeto piloto,e condições de pagamento,o endereço de vocês,a empresa é aqui no Rio de Janeiro? Qual o telefone para contato? É só por esse E-Mail?

  • olá Júlio
    Sou eu de novo. para contactar o cuteleiro preciso de um facebook, mas eu não uso e não aprecio redes sociais, como preder??

    • Oi, Jolf…

      Também perguntei isso aqui há cerca de 1 mês e não obtive resposta… 😦

      Seguinte:
      Como também não tenho facebook, procurei pelo cuteleiro Vinícius na internet, e a única coisa que encontrei ainda funcional, foi o Fórum “Arco Brasil”, que entre outros temas, também trata de Cutelaria…
      O Vinícius fez um tópico da Faca LOBO lá:
      http://www.arcobrasil.com/t11888-primeira-faca-do-ano-projeto-lobo

      Me cadastrei em tal fórum apenas por essa faca, perguntei no tópico, mas ele não respondeu lá, então enviei “MP” pelo Fórum, e foi quando obtive retorno…

      O custo da faca está em R$ 550,00 mais o envio.

      Ele me passou o contato dele, mas não sei se poderia postar num BLOG público, pois não sei se o contato é apenas profissional ou pessoal também…

      VALEU!!!

  • Oi Júlio
    Não teria como adquirir uma preciosidade dessas????
    Forte abraço

  • Oi…
    Achei bem legal a faca… Encontra-se em produção?
    Os LINKs postados estão inativos… Como entro em contato,
    e qual o preço da faca?

  • Ola Julio, como ficou o projeto da faca?
    o link não funciona mais.
    qual era o preço?

    parabéns pelo blog,

    Força e honra

    • Bom dia, qual o preço da faca? Nao consegui acessar os links, tenho muito interesse

  • ola, achei o projeto sensacional, pois gosto de facas robustas e sou fa do estilo kukri, como sugestao, acho que um guarda mao um pouco maior para evitar que por acidente a mao escorregue e cause um acidente.
    abracos

  • Pedro Fischer

    Boa noite Júlio !
    _ Acompanho seu site já faz um bom tempo , pois sou bastante campeiro, então me deparei com o seu projeto da faca LOBO, gostaria de adquirir esta faca, gostaria de saber quanto custa e qual o tempo que vc levaria para me enviar a mesma, Obrigado.

  • Lucca Claus

    Olá Julio
    Esta é a versão final da faca ou terá mais aprimorações ?

  • Lucca Claus

    Julio, esta é a versão final da faca ou vc vai fazer mais aprimorações nela?????

  • Graaaaande Lobo!
    Salve!
    Acompanho o site desde Sempre e vou relatar um pouco da ajuda que o site me proporcionou.
    Estou de mudança para um bairro que posso descrever, de forma polida, como “pouco amigável”, e estou fazendo algumas modificações, aproveitando a reforma, para deixar minha casa mais segura.
    No quintal coloquei, a princípio, durante a reforma, uma câmera “fake”, com luz e detector de movimento, para desencorajar alguem que pudesse querer furtar meus materiais de construção. A mesma sera essa semana substituída por uma real via wireless, que posso monitorar pelo celular de qualquer lugar. O muro terá uma cerca elétrica, já comprada, e no corredor, depois de algumas pesquisas, comprei um canhão de luz sinalizador de 8000W (caro, porém funcional), a fim de cegar e desorientar um possível assaltante.
    Ele precisa ser acionado manualmente, o que é ainda um problema, mas estou estudando uma forma de ligá-lo a um detector de presença, quando eu me ausentar da residência.
    Um alarme (a sirene dele), comprado à parte, pode ser ouvido a quase dois quarteirões de distância.
    Tenho um spray de gengibre em cada cômodo da casa, além de duas balestras com cordoalha modificada, uma minha e uma da minha esposa, com 210 e 110 libras, respectivamente e ponteiras de caça.
    Tenho estoque de água potável (52 galões) e mantimentos.
    Como pode ver estou mais para “Preparador”.
    Enfim, quanto à faca, concordando com os comentários, pedi algumas variações, incrementos, como por exemplo na serra (dupla e mais proeminente, pois tambem sou fã do estilo zakharov), no cabo (com pega anatômica e com uma possível pederneira) e na bainha, com bolso e lima para afiar.
    Foi me passado o valor e creio que logo encomendarei a minha e, chegando, posto fotos da mesma.
    Grande abraço a Todos e fiquem com Deus.

  • Bom, não entendo de facas, apesar de me interessar por todo assunto daqui (que para mim é bastante recente). Mas percebi que os dentes desta faca são bem perpendiculares à faca. As serras possuem a ponta dos dentes inclinada. Será que isso não resolveria em parte o problema encontrado com a parte serrada da faca?

  • Caro Júlio,
    O projeto é simplesmente fantástico, mas gostaria de fazer um pedido: pra vc interceder em favor dos interessados em um adquirir uma delas, afim de facilitar sua aquisição. Fica a dica. Do mais só me resta ficar admirando o projeto através de seu site e imaginando em minhas mãos.

  • Achei o cabo grosso demais. Pra uma pessoa com mãos pequenas, como eu, acho que isso atrapalha o manuseio.

  • Excelente trabalho, desde o desenvolvimento do projeto à finalização. Assim que o orçamento familiar permitir, serei o orgulhoso portador de uma LOBO.
    A única sugestão que me ocorre, no momento seria acoplar um “bolso” na face externa para carregar uma lima para afiação de campo, já que em determinados ambientes é difícil encontrar uma pedra adequada para isso.
    Se não ficar muito desajeitado ou pesado, uma pederneira para fogo também ficaria show e tornaria a faca num verdadeiro Kit. (pena que não dá para acrescentar um cantil, né? rs)
    É possível que o pessoal de Operações Especiais a “adote”, se Vc permitir, principalmente para os Mateiros que estamos criando em minha PM.
    Quando tiver a minha particular volto a lhe contactar para discutir a ideia novamente, já com um parecer dos colegas da CIOE.
    FORÇA e HONRA !!!
    CAVEIRA !!!

  • Se tiver possibilidade, poderia produzir para vender?
    Gostaria de agregar vários tipos de lâminas em uma só faca para facilitar o transporte, e também andar com poucas coisas na mochila.

  • jonas duarte rocha

    BOA TARDE!
    PRIMEIRAMENTE PARABENS PELO PROJETO,ESSA SIM FICOU “SHOW”…
    GOSTARIA DE SABER COMO EU FAÇO PARA ADIQUIRIR UMA DESSA…
    DESDE JA AGRADEÇO … ABRAÇO…

  • aventureirodaterra

    Quanto que custa um faca dessa

  • Yoseph Makabi

    Facas!!! Eu adoro facas… Já tive até coleção. Mas, com o tempo, acabei simplificando as coisas.Apesar de morar no mato, eu às vezes me arrisco em caminhadas na serra e na floresta e, nesses casos, eu levo um facão de 18 polegadas, uma faca de combate com 10 polegadas e um pequeno canivete. Tudo bem afiado. porém, se o bicho pegar eu fico com a minha faca de combate que resolve qualquer parada. Uma boa faca tem que ter empunhadura anatômica, com um material de boa qualidade no cabo. Deve ser de aço muito resistente e de bom fio. Não pode ser muito pesada, mas deve aguentar o seu peso, caso necessário escalar alguma coisa. Não pode ter muitas curvas na lâmina. O mais importante é o corte, ou seja, o fio. Parabéns pela idéia. A faca fez a diferença na história do homem. Prossiga nessa trilha, guerreiro, e acaba chegando lá.
    SELVA!!!

  • O produto final ficou realmente muito bacana, embora precise de pequenos ajustes que certamente tornariam a lâmina melhor do que ela já é, como por exemplo um cabo mais esculpido de forma a deixar a pega mais anatômica e confortável durante o uso e mais aderente, isso faz uma tremenda diferença, não vejo muita utilidade para uma serra neste tipo de lâmina, se bem que as vezes quebra um galho, literalmente, porem a serra precisa ser bem elaborada para que seja de fato eficiente.

    Sou da mesma opinião do que alguns colegas, o ideal mesmo é ter no mínimo 2 lâminas, uma destinada a trabalhos mais pesados e outra para trabalhos mais leves e precisos.

    Finalizando… Da forma que a faca foi construída ficou mesmo uma peça robustamente robusta. o cabo de micarta e a bainha de kindex são garantias de que a faca é uma peça de durabilidade a qual necessita de menos cuidados, o que a torna bem versátil quando se trata de sobrevivencialismo, pois no sobrevivencialismos ser versátil é uma regra!

  • Julio parabéns pela matéria e pelo projeto lobo,gostaria de adquirir a faca mas não tenho Facebook,como posso adquirir a peça?existe outro link!
    um grande abraço!
    Ricardo.

  • João Alfredo

    Também costumo utilizar duas facas no mato, uma pra trabalhos de precisão e outra pra “porradaria”. Mas essa já virou sonho de consumo

  • Adriano mota

    gostei do projeto , agregou todos os quesitos numa ferramenta so. ficou muito bom ,

  • Gustavo Lanes

    Realmente parece uma lâmina muito bem trabalhada, parabéns aos idealizadores e a Cutelaria Wolf.
    De fato está bem rústica e sólida, certamente é uma peça durável, algo muito desejável em um cenário catastrófico. Também gostei do quebra-crânio, parece bem adequado como martelete. E o perfil inclinado é bem útil quando necessário empregar muita força na faca.
    O que me parece deixar à desejar é seu perfil de corte escandinavo, que ao meu ver acabaria se desgastando rápidamente em um cenário de uso bruto como proposto. Mesmo com o perfil côncavo salientando a parte superior, uma faca que apresente a funcionalidade de uma kukri com a intenção de ser usado como um material bruto vai inevitávelmente sofrer impactos além de sua capacidade. Isso é perceptível mesmo no uso de um fação com uma configuração semelhante. Além disso, não me parece uma faca adequada para combate, embora não seja tão grosseira e possua bom equilíbrio além do detalhe do sangrador, não me parece adequada para combate real. Talvez se apresentasse um gavião esse ponto fosse diferente, mas o desenho dela é do tipo que repele ou retém o impacto de outra lâmina, eu não colocaria minha vida nela.
    Um detalhe que ficaria bem nela seria acrescentar secções em baixo-relevo na pega do cabo, fiz isso com algumas lâminas minhas e posso dizer que isso permite uma aderência muito melhor, principalmente na água, embora desgaste um pouco as mãos no uso prolongado.
    Enfim, eu sou da opinião de que não se pode resumir todas as funções possíveis de se trabalhar em diversas situações em uma única peça. Por mais que a faca possa suprir uma necessidade básica em princípio, ela dificilmente se mantém adequada para todos os empregos por muito tempo. Para assumir uma capacidade ótima de trabalhgo é preciso sacrificar outo ponto, caso contrários o próprio desgaste pelas diferentes circustâncias acaba inutilizando as condições de uso. Por isso eu mesmo sempre levo ao menos duas lâminas comigo. Mas gostei muito da ideia, enfrentar esse tipo de dificuldade nos ajuda muito à superar as adversidades e aperfeiçoar tanto as técnicas quanto o material.
    Parabéns a todos mais uma vez. Até mais.

  • Boa noite, Júlio!

    Acredito que o detalhe da serra pode ser resolvido se vocês adotarem o tipo usado nas facas Zakharov, que é como uma serra dupla. Só não sei informar como é feito, mas fica a dica!

    • Muito legal o projeto

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