Você realmente é um sobrevivente?

As notícias dos dias atuais são bem desencorajadoras. Desemprego crescendo, trabalho se tornando escasso, salários injustos e todo mundo está sentindo essa realidade. Então, você realmente é um sobrevivente? A maioria das pessoas não são. Veja só se estas frases soam familiares para você:

“Eu perdi meu emprego. Eu quero fazer o que fazia pelo mesmo dinheiro. Eu quero meu emprego de volta. Eu quero ir trabalhar no mesmo lugar que trabalhava antes. Quero um cargo igual ao que eu tinha. Não é justo. Eu não quero que as coisas mudem.”

Qualquer um que pensa desta forma não é um sobrevivente. Desculpe, parece algo muito tétrico mas na verdade não é. Vamos mudar as palavras para tentar ver a situação de outra forma:

“Houve uma crise enorme, a civilização quebrou. Eu quero minha vida de volta. Eu quero ir trabalhar. Eu quero poder ir ao shopping. Eu quero assistir TV de novo. Eu não quero invadir prédios antigos em busca de comida enlatada ou suprimentos. Eu não quero trabalhar na horta hoje. Eu não quero fazer guarda durante a noite. Está frio lá fora. Eu não gosto de mudanças. Não é justo. Isso é difícil. Eu quero as coisas como eram antes.”

Entendeu? Já escrevi sobre isso no blog várias e várias vezes. A luta pela sobrevivência vêm em pequenas doses. Perda de trabalho aqui, perda da casa alugada ali, quebra da economia, quebra do governo, a querra começa. As coisas tendem a ir de ruim para pior.

Claro, em um mundo de ficção, o herói já tem um local de segurança para recuar com uma horta enorme, auto suficiente em energia e toda a munição que ele pode atirar, mas no mundo real, a maioria de nós estamos apenas passando dia após dia. E quando as cartas são mostradas, muitos choram e reclamam em vez de se adaptar.

É mais fácil… desde crianças a sociedade nos treinou para sermos vítimas. Espere por uma “melhora da situação”, espere para o governo fazer algo. “Onde está o auxílio alimentação? Onde estão os empregos do governo? Quando vou pegar o meu?”

Parece frio? Não, não é. É a realidade. Sobreviver é se adaptar. Ninguém muda os comportamentos do dia para a noite, se você apenas reclama de seus problemas e não faz nada para resolvê-los, não conseguirá se tornar o herói que imagina quando uma crise atingi-lo.

Até.

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5 Comentários

  • Sandro M. Domanski

    Um texto muito bem redigido e levanta a questão do que você realmente é e não do que acha que é.
    Bravo!

  • Muito bom texto, parabéns!
    Fico feliz de ver um site brasileiro falando sobre survivalism de maneira coerente, não-fantasiosa, e direta.
    Tenho como lema pessoal a idéia de “Torça pelo melhor, prepare-se para o pior”, e me identifiquei com várias das idéias do blog. Parabéns!

  • Brilhante! Direto ao ponto! Infelizmente a maioria das pessoas não estão preparadas para os momentos difíceis, pelo simples fato de nunca terem tido esta necessidade. Aqueles que, como eu, enfrentaram e enfrentam a vida como uma Montanha Russa, cheia de altos e baixos, pode avaliar o seu potencial. Aqueles que acham que o seu dinheiro nunca vai acabar e suprirá para sempre todas as necessidades, deveriam ouvir “Oh fortuna, Carmina Burana” de Karl Orff e ler asua letra traduzida, talvez sentissem até uma pontinha de medo saudável.
    Abraços fraternos
    Vaniel Bittencourt

  • Gustavo Lanes

    Triste, mas verdade… as vezes simplesmente o melhor possível não é muito bom, mas é o melhor possível. É fácil adaptar-se a uma evolução, mas poucos são fortes o suficiênte para se adaptar à uma transgressão.

  • Texto contemporâneo e corajoso, Julio.

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