Desafio da Casa Sobrevivencialista #01 – Preparado Ep.09

Há cerca de um mês lançamos um desafio onde vocês poderiam enviar um projeto de uma “casa sobrevivencialista ideal” para analisarmos e permitir que a comunidade também expressasse suas opiniões. Então, hoje vamos conhecer o projeto de casa fortificada do inscrito Thiago Volpe! 

Caso se anime a mandar seu projeto, recomendo estes sites para facilitar o trabalho:

Estou muito interessado em saber o que você pensa sobre o projeto apresentado, coloque seu comentário abaixo!

Até.

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14 Comentários

  • Vou me ater ao modelo apresentado:

    Manteria o controle de acesso com as correções já observadas, manteria a captação da energia solar (instalaria no teto de de forma oculta aos olhares externos), teria uma garagem com porta, construiria um acesso por escada no quarto do pânico para manutenção dos painéis solares e com uma passarela de deslocamento nos pontos cardeais para visualização do perímetro da propriedade, instalaria câmeras ocultas em diversos pontos da casa (internos e externos), faria uma horta de 30 metros lineares nas paredes, mesmo se não fosse hidropônica, com legumes, verduras e frutas de maior produção/ano.

    Considerando que o projeto é de uma casa para dois adultos, creio que seria o fato de adequar a forma de retardo de acesso (com as correções já apresentadas) construindo um quarto de pânico com acesso camuflado/oculto a um bunker totalmente subterrâneo. Sim há a possibilidade de impermeabilização da construção em diversas fases da construção para não apresentar danos à saúde ou mesmo materiais. Pode ser feito desde o concreto, também no assentamento dos tijolos, no reboco interno e até mesmo no preenchimento dos mesmos, caso seja a opção para reforço da resistência das paredes concretado com pedra zero e mais uma vez o impermeabilizante. Considerando que este bunker estará enterrado, a utilização de placas de isopor no lado externo (sem perigo de incêndio ou tóxico podendo ser alocado entre 2 paredes) aumentando a eficiência do isolamento da umidade, além do térmico e do acústico.

    A captação de águas pluviais é interessante mas dependendo da região pode ser ineficiente. Creio que uma caixa de fibra enterrada e bem protegida seria uma reserva interessante de quantos litros desejasse não tomando muito espaço mesmo se utilizasse 6 metros cúbicos (em 1 m³ temos mil litros). Assim, promovendo uma pré filtragem já no momento da captação, esta água pode ser tratada periodicamente e movimentada diariamente por uma bomba de baixo consumo e ruído (mesmo tendo o isolamento acústico) para abastecer uma caixa d’água de serviço. Na verdade buscaria utilizar, se e o quanto pudesse, a água da rede concebida de forma a não ser identificada esta instalação.

    Quanto ao esgoto utilizaria fossa séptica construída de forma a não promover retorno de odores também utilizando serragem e microorganismos para esta finalidade.

    Quanto a energia, na fase do projeto já providenciaria a alimentação elétrica, partindo do quadro, através de em um fio disfarçado. Desta forma eu distribuiria a energia para o quarto de pânico e bunker até que fosse identificado. No caso de interrupção estaria munido por luzes de emergência de longa duração, além da energia solar que instalaria no teto de forma disfarçada. Acrescento que utilizaria também um pequeno e silencioso gerador à gasolina, armazenada em local em bombonas apropriadas. O projeto da casa iria prever o escoamento do odor através de uma ligação com o cano da descarga da casa.

    A ventilação seria distribuída por todo o bunker através de canos de 3 polegadas com proteção contra chuvas e insetos distribuídos por dentro dos muros da casa. ltos

    Considerando que não há previsão para a criação de animais o bunker teria uma despensa com freezeres. O odor da alimentação seguiria o mesmo planejamento do escoamento do odor da gasolina.

    Material para primeiros socorros, Culinária, leitura, lazer, jogos, etc seriam providenciados.

    O bunker teria condições máximas de garantir a total sobrevivência a dois adultos por 6 meses.

    • Legal… mas o problema é que com estas alterações o custo vai subir astronomicamente. Aliás, este e um parâmetro que o Júlio não definiu, custo máximo com o projeto.. pois se podemos gastar o que quiser então eu contrato os engenheiros que construiram o abrigo nuclear da Montanha Cheyenne nos EUA e faço um igual no morro da baleia em Alto Paraíso e pronto…kkkkkkkkkk

      • Acho que abrigo e provisões devem ser pensados para no máximo 15 dias (ante enchentes, terremotos e o consequente isolamento temporário).
        Diante da expectativas de muitos gastos em um único abrigo – auto-suficiente por meses -, melhor seria comprar uma casa simples em algum país vizinho ou em outro Estado, bem longe. Se for uma catástrofe regional de efeito longo, como uma guerra civil, que acho ser o cenário mais eminente para qlqr nação instável politicamente como a nossa, só a capacidade de evasão rápida e haver outro local seguro bem distante seria o mais eficiente.

  • Acho que dá menos trabalho construir uma rede de tuneis e salas , parecida com as linhas vietcong.
    Uma idéia seria construir um pouco abaixo do solo, erguer a cobertura resistente (abobada) e deixar a vegetação cobrir por cima.

    Obviamente isso deve ficar próximo a uma nascente de água, de forma a se camuflar o ponto de coleta.

    • O problema é o terreno…muito úmido vai ter infiltração, mofo, etc… terreno muito arenoso, vai ter desabamento…

    • Concordo com o Welthon, o problema de túneis é que mesmo quando feitos de concreto sempre há o risco de desabamento por degradação do material inundações. Ainda assim, é uma estratégia válida de se pensar!

  • Júlio, muito interessante este seu desafio. Eu tenho um lote e estou neste exato momento estou fazendo o planejamento da minha futura residência. Desisti de comprar uma casa financiada, com preço absurdo e sem um design sobrevivencialista. Contratei um arquiteto e estamos conversando e fazendo o planejamento da mesma… só não sei se vou tornar público este projeto !!!

    • Fique tranquilo, vale lembrar que a exposição do seu projeto tem o ponto negativo da quebra de sigilo mas também lhe dá algo altamente valoroso: feedback da comunidade. Com isso você terá milhares de pessoas opinando sobre sua ideia e apresentando as falhas.

      Vale a pena pensar.

      Abração.

  • Sou meio cético qto à construção de uma casa sobrevivencialista em ambiente urbano. Digo, com pretensão de abrigar isoladamente uma família por semanas ou meses. Com essa intenção, apenas seria possivel em áreas rurais afastadas, com alguns hectaresl, onde houvesse possibilidade de coletar madeira, plantar e fazer criações, etc.
    Na cidade, um “quarto do pânico” ou esconderijo subterrâneo seria o ideal. Câmeras de vigilância e alarmes a vontade (estão baratos). A intenção é sair incólume a uma invasão sem ser pego de surpreso é ter um local inacessível e, preferencialmente, que passe despercebido aos invasores. Pode ser abastecido com comida e água, armas, lanternas, uma caixa coletora de dejetos, meios de comunicação para pedir ajuda e um túnel de fuga.
    Outro ponto: um amigo, dono de uma grande oficina para máquinas pesadas, teve seu estabelecimento invadido por marginais que simplesmente abriram um buraco no muro! Então, qual material seria usado, visto que meros tijolos de barro são frágeis?
    Portanto, acho que o tipo de material, e a devida estimativa de custos deve ser debatida, pois os projetos devem ser viáveis financeiramente a maior parte dos mortais brasileiros, sem falar que residências urbanas com mais de 400 m² são raras.
    Mas o projeto é interessante e valeu o empenho do Thiago!

  • Alberto Flügel

    Como manda o projeto bicho?

  • Se me permitem alguns “pitacos”:

    1. Muros divididos para parecerem 2 ou mais casas, com materiais diferentes, para que quem não a conheça não tenha noção do seu real tamanho;

    2. Portão com frestas porém com lâminas em “L” sobrepostas de forma alternada, permitindo ventilação, e ao mesmo tempo, impedindo a visualização interna;

    3. Portão se fuga em aço mas com o acabamento para o exterior simulando muro, para que não identifiquem por fora, e porta da casa para a área externa “alinhada” ao portão de fuga;

    4. Caixa d’água localizada no cento da casa, em forma de torre de cimento ou quarto elevado, com escada interna, 2 ou 3 pequenas caixas de fibra para caso haja (improvável) perfuração, mesmo com a proteção em cimento, não se perca toda a água. Possibilita subir e servir como “observatório”, e “seteiras” em toda a volta, possibilitando disparos de forma abrigada;

    5. Painéis solares no telhado, bem como outros meios de energia, como a eólica. Se for possível, já que há um rio em um dos lados (conforme relato), o uso de gerador movido à roda d’água ou uma turbina que fique abaixo do nível d’água para que não seja visível (sistema triplo de geração de energia);

    6. Mureta cobrindo todo o perímetro da casa, com padrões e acabamentos diferentes, combinando com o padrão descontínuo da parte externa do muro, e dar noção de várias casas;

    7. Janelas com grades, que podem ser fixas, ou que se fechem/caiam, se acionadas no caso de um ataque. “Seteiras” nas paredes em volta da casa, mas com acabamento externo escondendo suas existências/posições;

    8. Saída subterrânea da casa para a área externa, e se possível, também de toda a propriedade;

    9. Possível passarela/escada removível no teto para transpassar por cima do muro;

    10. Quarto/porão do “pânico”.

    *Fora toda a decoração para torná-la mais confortável, física e psicologicamente possível.

    Bom, não sei se os custos seriam aceitáveis, mas acredito que seria muito segura. Abç.

    • Sim, a questão custo pode ser proibitivo a maioria das pessoas, sem falar que o ideal seria ser feito pelo próprio sobrevivencialista, sem contratar pedreiros. Por isso acho que o ítem 10 é o mais importante e fácil de construir!

  • Tá legal esse conceito, mas em minha opinião a casa de um sobrevivencialista não deveria parecer com uma fortaleza, pois os possíveis invasores multiplicarão esforços para tentar domina-la.

    Uma sugestão me veio a cabeça quando vi um filme, misto de ação e comédia com o Bruce Wilis e outros. Trata-se do R.E.D (Retired Extremely Dangerous) onde o personagem do John Malkovich ( mMarvin) é um cara completamente transtornado por uso de drogas e construiu uma “casa chamariz” , como ele mesmo definiu…só que a casa dele tem a entrada pela mala de um carro velho que estava no quintal…..

    Vale pensar a respeito!!!

  • Marcos Paulo

    Ótima análise, mas discordo quanto a vulnerabilidade da caixa d’água, o desenho não deixa claro qual o material utilizado e nesse tipo de edificação se usam paredes de concreto nas bordas, que são resistentes a disparos de armas de grosso calibre.

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