Estão os EUA e Rússia se preparando para a guerra? Hacks, testes de mísseis e ameaças.

O jornalista russo Dmitry Kiselyov, que foi nomeado como diretor da agência de notícias governamentais da Rússia ameaçou os EUA esta semana dizendo que as ações que eles estão tomando contra a Rússia poderia ter implicações “nucleares”.

“Existe uma conversa barulhenta em Washington de um tal ‘Plano B’ na Síria. Todos nós entendemos o que isso significa: Direcionamento de força militar”, disse ele na edição de segunda feira do programa Vesti Nedeli (Notícias da semana).

 

Durante esse mesmo programa o ministro de defesa da Rússia também avisou aos bombardeiros americanos para não atacarem o exército sírio.

“Nós vamos derrubar eles” comentou Kiselyov.

Guerra fria do Obama?

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As relações entre a Rússia e os EUA atingiram o nível de Guerra Fria desde que a administração do Obama têm colocado tensões em múltiplas áreas de relacionamento.

Mais cedo nesta semana os EUA suspenderam a comunicação com a Rússia depois que o país quebrou o acordo de trégua. Na sexta feira, John Kerry, secretário de defesa americano, acusou a Rússia de ter cometido crimes de guerra quando atacaram um comboio humanitário perto da cidade de Aleppo, na Síria. O comitê internacional da Cruz Vermelha disse que 20 civis foram mortos e 18 veículos foram destruídos.

Hoje o presidente Russo Vladimir Putin afirmou que o ataque foi conduzido por grupos terroristas que atuam na área.

“Foi um dos grupos terroristas. Nós e os americanos sabemos disso, mas eles preferem tomar posições diferentes para acusar falsamente a Rússia. Isso não está ajudando” Putin disse no fórum econômico de Moscow.

 

No sábado, a Russia vetou uma moção que visava interromper os bombardeios em Aleppo. No mesmo dia a Russia confirmou que começou a mover seus mísseis nucleares Iskander-M para Kaliningrado, algo que a Polônia afirmou ser um “ato que causa grande preocupação”.

Hoje mais cedo o secretário de estado John Kerry ameaçou retaliar a Rússia, citando de maneira não embasada que a Russia está tentando hackear as bases de dados da eleição americana para influenciar os resultados da mesma.

Nós soltamos essa informação para que eles percebessem que não estão conseguindo “se safar de fininho”, além de que deixa claro que estamos falando sério e que vamos tomar todas as medidas necessárias para garantir a integridade de nossas eleições” Kerry disse segunda feira na Conferência da Associação do Ciclo Virtuoso da Internet. “E nós poderemos e vamos responder de maneiras que julgarmos necessárias.”

A ameaça surge dias depois da administração do Obama ameaçar levantar denúncias contra os Russos e a campanha de Donald Trump, afirmando que a Russia efetuou uma série de hacks políticos, incluindo como alvo o Comitê Democrático Nacional e o Comitê de campanha Democrática Congressista.

A administração de Obama parou com as acusações sobre os ataques às bases de dados da eleição, porém as campanhas de Donald Trump e Hillary Clinton estão mantendo a percepção de que os russos estão por trás destes supostos ataques.

Mais cedo este ano o Departamento de Segurança Nacional fez denúncias semelhantes, dizendo que a ameaça russa era tão grande que eles poderiam ter de tomar controle sobre o processo de eleição. O Departamento afirma que as eleições são parte da “infraestrutura crítica”, dando a eles o mesmo controle que possuem sobre o mercado de ações e a rede elétrica..

“ Nós devemos considerar com muito cuidado se o nosso sistema de eleições faz parte da infraestrutura crítica como o setor financeiro e o elétrico” Diz o secretário Jeh Johnson.

“Existe um interesse vital em nosso processo de eleições, então eu acredito que temos de considerar se ele não faz parte da responsabilidade do nosso departamento”, disse ele em uma conferência pública mais cedo este mês.

Russia testa mísseis balísticos enquanto as tensões com o Ocidente alcançam níveis críticos

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As forças russas conduzira uma série de testes com mísseis balísticos intercontinentais nesta quarta-feira, disparando um foguete com capacidade nuclear de um navio no mar de Okhotsk no norte do Japão. Um outro míssel “Topol” foi disparado de um submarino no mar de Barents e um terceiro em uma base em terra firme no nordeste do país russo, agências reportaram.

Estes testes surgiram conforme a Rússia está criando maior presença militar no mediterrâneo e nas regiões bálticas.

A Rússia recentemente enviou mísseis antiaéreos S-300 para a síria e também três navios armados com mísseis cruzadores Malakhit da frota do Mar Vermelho para o Mar Mediterrâneo.

Em uma entrevista com o jornal alemão Bild, o Ministro alemão de relações internacionais Frand-Walker Steinmeir afirmou que as tensões entre os EUA e a Rússia estão tão altas que a situação da política global está “mais perigosa” do que durante a Guerra Fria.

Texto traduzido e adaptado do site OffGrid Survival.