Análise de filme: Uma noite de crime

Por mais fictícios que sejam os cenários de crise que vemos nos filmes, sempre há algo de proveitoso para aprendermos ou refletirmos dentro da nossa área sobrevivencialista. Recomendamos o filme “Uma noite de crime” (The Purge) em nosso facebook e agora está na hora de conversarmos sobre seus pontos positivos e negativos.

Para quem ainda não assistiu ou não sabe do que o filme se trata, segue a sinopse:

Quando o governo norte-americano constata que suas prisões estão cheias demais para receberem novos detentos, uma nova lei é criada, permitindo todas as atividades ilegais durante 12 horas. Este período, chamado de Noite do Crime, é marcado por milhares de assassinatos, linchamentos e outros atos de violência por todo o país. O intuito, segundo o governo, é permitir que todos os cidadãos libertem seus impulsos violentos, garantindo a paz nos outros dias do ano. Neste contexto vive a família de James Sandin (Ethan Hawke), um vendedor de sistemas de segurança que prospera graças à Noite do Crime. Quando o evento ocorre, no entanto, o filho de James aceita abrigar um homem perseguido por psicopatas. Logo, toda a família está em perigo, seja dentro de sua própria casa, com a presença do desconhecido, seja pelas ameaças vindas dos psicopatas em frente ao imóvel, que prometem entrar e matar a todos.

Vale lembrar que se você não assistiu o filme ainda, é melhor não conferir esta análise visto que aqui vamos citar vários trechos que podem estragar as surpresas do enredo.

Como falar sobre um assunto é mais simples do que escrever sobre ele, fiz a análise em vídeo no meu canal secundário:

O que você faria neste tipo de cenário? Qual a sua opinião sobre este filme?

Até.

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15 Comentários

  • Olá Júlio. Legal analisar filmes pela ótica sobrevivencialista.
    Um dos problemas sobre o aspecto psicológico dos personagens desses filmes é que o preparador via de regra é anti social, louco solitário. Emfim, tudo que uma pessoa normal não gostaria de ser.

  • …eu passaria o dia anterior dormindo e ficaria o dia do expurgo acordado, de sentinela.

  • Excelente fazer um post sobre filmes. Como contribuição indico o filme Apocalipse (Extinction no original em inglês) de 2015, com o ator Mathew Fox da série Lost, o filme retrata diversas situações de sobrevivência que já foram debatidas aqui no site, inclusive a eterna questão “ficar no abrigo e sobreviver ou sair em busca de mais sobreviventes”, e a história é bem legal no geral. Recomendo a todos.

  • Buenas, primeiro queria parabenizar pelo ótimo conteúdo que vem postando, segundo queria só fazer uma observação (ao menos me parece), que o filme foi inspirado na ‘”Noite do Diabo” do filme O Corvo. Abraço.

  • Pessoalmente o filme é uma crítica a certos valores americanos, principalmente essa pseudo superioridade. Discordo com colega ltkarnak com relação a falta de “Deus”. Não faltou momentos teocêntricos no filme, se purificar com morte dos outros, eliminar “indesejados da sociedade”, o agradecimento aos novos pais da nação e a benção de “Deus”. Polêmica que coloco, isso lembra qual grupo que todos temem atualmente? Não são praticamente os mesmos argumentos? Purificar a sociedade a e alma com morte dos “indesejados”, ter seu momento de “extravasar o ódio e a violência”. Mercados que ganham fortunas vendo armas, sistemas de segurança o fomento de uma industria do medo de forma que um grupo se mantenha no poder e se enriqueça.
    Pessoas decidindo quem pode ou não viver, baseado em argumentos de “”””superioridade””” (só lembrar da turma de playboys que invadem a casa. )
    E outra a banalização da morte, mas quando se vê que o outro lado tem sentimentos e é “humano” como a gente, a questão do mendigo começa a questionar sobre a “Noite do Crime”.

  • Um filme que acho interessante é No Limite (The Edge, em inglês), que tem uma frases mais fodas que já ouvi:
    “A maior parte das pessoas perdidas no mundo selvagem morre de vergonha. ‘O que fiz de errado? Como fui me meter nisto?’. Então elas se sentam lá e morrem, pois não fizeram aquilo que salvaria suas vidas: pensar.”

  • Mais Texto, Menos Vídeo

    Julio, gostaria de sugerir que o amigo invista mais em texto. Um Blog por definição é formado por textos, links, imagens e comentários. Para vídeos existe o Youtube. Um canal de vídeo lá resolve. Quando vejo um novo post aqui entro animado para LER e quando percebo, lá vem um vídeo. Defendo a criação de vídeos, é excelente, mas que fiquem lá no canal do Youtube com uma referência aqui pra eles. Aqui tem que ter é TEXTO. Não considere como uma crítica destrutiva. Afinal, fazer um trabalho “gratuito” e já receber uma bordoada é ruim, ninguém gosta. Mas fiquei incomodado ao ponto de me expressar nesse sentido.

    • Olá amigo,

      Entendo perfeitamente sua crítica e eu mesmo tenho me incomodado com a minha incapacidade de alimentar este portal com mais textos. A minha grande dificuldade atual é que me vejo dividido entre os meios de comunicação. Atualmente é indiscutível o maior alcance que o Youtube proporciona, por isso tenho focado bastante na área de vídeos para atrair novos públicos para cá.

      Contudo como nem tudo são rosas, os vídeos demandam uma quantidade de trabalho muito maior que os textos. Atualmente tenho tido a meta de postar ao menos 2 textos semanais aqui no portal (entre traduções e composições minhas), porém ainda tenho falhado. Agora que percebo que isso pode incomodar aqueles que acompanham o conteúdo terei de me empenhar mais.

      Agradeço pelo apoio.

      Abraços.

  • O argumento é tão bom quanto aquele do Avalanche de Tubarões…hehe…mas gostei da seção, Julio, parabéns!

  • O filme não é bom… É bem medíocre, na verdade. Tem diversas incongruências que deixam a história muito boba.

    Boa é a abordagem psicossocial que, mesmo não sendo em uma realidade distópica, critica a natureza primitiva do homem em uma sociedade sem leis, sem Deus, sem limites, mesmo que por apenas 12 horas.

    Independente da solução quase imbecil de “controle social” que o filme sugere, acho que é muito bom atentar para as falhas de segurança e preparação da casa da personagem:

    @ Pai de família preparado mas família sem preparo: De nada adianta um sistema de defesa e segurança, armas, mantimentos, se todos na casa não estão à par do funcionamento do sistema, acionamento, real necessidade e manutenção do mesmo. Vale a pergunta: “minha família está tão preparada quanto eu?”

    @ Família desunida e com intenções individualistas: Claramente, a família estava ruída antes do acontecido, algo nada distante da maioria das famílias que conheço. Aqui, salienta-se a importância de conhecer e ter intimidade real com quem você dividirá sua vida, seja em uma situação de sobrevivência ou situação cotidiana.

    @ Brechas na Segurança: A personagem principal, que trabalha vendendo sistemas de segurança, não tinha total conhecimento sobre os limites de seu próprio sistema, além de constatar previamente algumas falhas e não ter se preocupado em saná-las.

    Parabéns, Julio, por trazer este tema para o blog, pois este filme é um ótimo exemplo para uma situação de SHTF e as preparações devem sim tentar eliminar cada um dos pontos que o mesmo levanta, intencionalmente ou não.

    • Olá amigo,

      Fico feliz em saber que você gostou da iniciativa e compreendeu o real objetivo da análise. Claro que se nos focarmos na viabilidade dos cenários acabamos por bater na parede da ficção, que é inerente à qualquer filme do gênero. Ao focarmos nas falhas comportamentais dos personagens é sempre possível tirar lições do que fazer ou melhor, do que não fazer.

      Abração.

  • Bom dia Júlio tudo bem?

    Meu Nome é Vagner e tenho um canal no YouTube onde falo de assuntos diversificados e entrevistas.

    Gostaria de fazer um Hangout contigo referente a sobrevivencialismo.

    Aguardo retorno!!!

    paz

    ________________________________

    • Olá Vagner!

      Podemos marcar cara, qual o link do seu canal?

      Abração!

  • Achei muito boa sua ideia de fazer críticas de filmes, Júlio

    • Fala Gabriel!

      Obrigado pelo apoio, a ideia é trazer várias outras.

      Abraços.

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