1° Acampamento do GSE – MS/12°: Um relato bastante molhado.

Eu geralmente não costumo fazer relatos escritos, mas como não foi possível filmar nada em grande parte do acampamento faço questão de trazer a história dessa forma para vocês.

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Pena que faltaram os outros dois colegas na foto!

Vamos começar pelo começo. Comecei a organizar o acampamento  com uma semana de antecedência, publicando no grupo e agitando quem iria participar desse primeiro encontro estadual. Apesar de não ter agrupado muita gente (o pessoal é compromissado demais) conseguimos cinco pessoas para a empreitada.

Após enrolação no mercado conseguimos ir em direção à fazenda, sendo que já eram 21h00 quando isso aconteceu. A estrada estava pior do que antes mas não houveram complicações no caminho e chegamos tranquilamente até o local onde o carro ficaria.

Ao estacionarmos, começa a arrumação de tralha com todo mundo conferindo o que trouxe e também lembrando o que esqueceu…rs. Nessa hora os mais novatos já ficavam meio tonteados tentando entender por onde começar e quem seguir.

Logo do lado dos carros há um riachinho de 15 centímetros de profundidade e 1 metro de largura (lembre-se dessa medida), que foi facilmente atravessado pelo pessoal todo.

Após andarmos um bom trecho em meio ao mato chegamos em nossa localidade e começarmos a montar toda a estrutura.

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O riachinho é bem pequeno, em tempo de seca ele praticamente some. É a única fonte de água acessível na região do acampamento.

O local é bastante aberto e com uma relva bem fina, perfeita para sentar sem se preocupar com carrapatos e insetos. Três de nós estávamos de rede e dois de barraca. Começamos a montar os abrigos rapidamente pois ao longe ouvíamos uma trovoada ou outra.

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Redes sendo armadas, ninguém estava com paciência para ajustar as coberturas corretamente…

Fiquei surpreso ao ver que todos se mobilizaram e mesmo com o mato molhado (havia chovido durante a tarde) a fogueira começou a brilhar rapidamente! O pessoal estava mostrando os truques que já sabiam. Logo ao lado fizeram uma espécie de churrasqueira improvisada com pedras e a grelha que havíamos levado, garantindo um belo churrasco durante a noite.

Já deixo avisado aqui que o acampamento era com o foco em descansar e conhecer o pessoal, logo, levamos um bando de comida e muita… muita bebida. Assim que a carne estava  no fogo e os petiscos já estavam saindo a noite ficou bem bacana com conversas sobre diversos temas e também muita música com o violão.

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Sim, muita Budweiser, música e churrasco!

A noite passou voando e eu dormi como pedra, em parte pelo cansaço acumulado da vida de trabalho, parte pela cerveja..rs. Por sorte, nem uma gota caiu no dia, o que me deixou triste pois um dos colegas não quis armar o “teto” da barraca e torci para ele acordar se afogando em água.

Durante o dia a palavra predominante foi “calor” e a segunda “mosquitos”. O clima estava abafado e quente, típico de quando há uma mormaço subindo do solo devido à chuva anterior. Logo pela manhã um dos colegas teve de ir embora e ficamos em quatro.

Para almoçar, nos deslocamos até uma pequena represa que há do outro lado da fazenda. Para chegar lá subimos tantos morros que um dos amigos teve de parar para pegar fôlego várias vezes (cigarro mata), mas chegamos vivos. Lá o calor era mais intenso e nos obrigou a dar alguns mergulhos na água que a pouco havíamos visto vestígios de jacaré.

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Teste de imersão com farda completa

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Monstro do lago?

O almoço não pode ser na represa. A situação lá era insustentável (escorpiões, carrapatos, formigas, calor, aranhas e a lista vai em frente). Fiz o pessoal andar mais um “pouquinho” (rê) e acabamos por chegar na casa do caseiro, onde além do almoço programado desfrutamos de um queijo e rapadura caseira. Com a barriga cheia, voltamos para o campo.

Na volta para o acampamento a sola da minha bota simplesmente abandonou o calçado. Sério, ela caiu e fiquei com a bota inutilizada… só durou sete anos de mal tratos. Apesar da frustração recebi um equipamento que seria parte da história épica que virá a seguir… um Chinelo.

Devido à compromissos, outro colega acabou indo embora, deixando apenas três no campo. Passei a tarde na beira da cachoeira tentando esculpir em madeira, mas o máximo que consegui foram alguns cortes e um pedaço de entalhe que lembrava vagamente um coração (que aos olhos alheios parecia qualquer coisa menos isso).

Quando a tarde começava a cair, veio o ritual gostoso de tomar banho na cachoeira e ficar beeeem morgado embaixo da água. Nessas horas é que você sente que estar no meio do mato é o certo a se fazer. Talvez seja coisa de caipira como eu, mas talvez seja coisa que todo ser humano deveria gostar.

Cheguei no campo e após me frustrar errando todos alvos possíveis com minha atiradeira decidi dar uma deitada. Resultado? Acordei às dez da noite.

E é aí que a história fica interessante.

Em torno de 23h00 quando a janta estava começando a ficar pronta, uma garoa começa a cair. De repente, aquela garoa se torna em uma chuva violenta que obriga todos a se abrigarem embaixo da lona da minha rede. Nos estabelecemos e continuamos a comer, porém em menos de cinco minutos o vento era tão forte que chovia de todos os lados, inundando a lona e nos molhando. Pense minha preocupação, afinal, estava fazendo de tudo para não deixar meus equipamentos molharem e ainda por cima salvar com todas minhas garras meu violão (sim, levar um Takamine para o mato é meio estúpido).

Tivemos de recuar para a barraca do colega, abandonando a caixa de suprimentos à própria sorte e levando somente o violão e a comida pronta pra lá. Assim que entramos, senti que o negócio estava ficando bem feio.

Faço uma pausa aqui e digo que fiquei impressionado com um dos colegas que saiu da barraca com uma capa de chuva e foi fumar lá fora… na tempestade. Isso aí já é mais que vício amigo…rs.

Enquanto nos organizávamos notei algo preocupante. A barraca era frágil e a água começava a infiltrar pelo chão. Em menos de 10 minutos, a barraca estava alagada! Percebemos então que não havia meios para passar a noite daquela forma.

Tudo, digo… TUDO estava molhado e o campo começou a inundar, já havia pelo menos 3 centímetros de água na região onde estávamos (o local fica a pelo menos 30 metros do riacho).

Minha salvação era somente uma, o saco estanque. Coloquei meu celular e um casaco lá dentro, fechei e me preparei… íamos ter de voltar para o carro. Fato é que não tínhamos como lutar contra tamanha tempestade, ela sobrepôs nossos abrigos e nos deixou completamente encharcados! A próxima etapa era enrolar a cobertura da rede em volta do violão e torcer para ele sobreviver ao trajeto.

Levando somente o indispensável, começamos a jornada. Imagine que a grama estava submersa e a terra havia virado aquele barro estilo “sabonete”… e eu de chinelo. Cada passo era um escorregão.

Começamos a avançar em meio à tempestade na noite escura, sem lua. O vento era forte e a água molhava até o meio do osso. Os locais onde antes passamos em terreno alto e seco se tornaram riachos violentos, dos quais tínhamos de tomar cuidado para não cair… e eu de chinelo.

Havia apenas uma lanterna funcionando e estava com mal contato. Era tanta água que provavelmente havia umidade dentro dela, fazendo com que constantemente ela apagasse e não desse mais sinal de vida, somente após algumas boas chacoalhadas voltar a dar uma luz muito fraca e trêmula. O campo estava em estado de calamidade, era tudo barro e tudo escuro. Hora ou outra um relâmpago forte iluminava o local inteiro. Imagine três infelizes molhados em campo aberto em meio à chuva carregando um violão e algumas sacolas enquanto trovões estouravam e nos deixavam rezando para não sermos vítimas de um raio certeiro.

O avanço era muito lento principalmente por causa desse maldito chinelo. Incrível como um acúmulo de incidentes transforma tudo em um evento bem ruim (sola da bota descolando, janta fraca, abrigo montado de forma “desleixada” e confiança em excesso de que não choveria). Andava e hora ou outra tinha de parar pois o chinelo era quase levado pela correnteza… não podia perder o chinelo do caseiro.

Ao chegarmos ao riacho, uma surpresa. Aquele pequeno riacho inocente havia se tornado em um rio! Havia subido pelo menos um metro e meio e a correnteza era assustadora. Resultado? Estávamos de um lado, sem nenhum recurso disponível e do outro estavam os carros… estávamos ilhados.

Decidimos continuar seguindo a margem do riacho para encontrar um ponto seguro para a travessia. Após cerca de 500 metros chegamos em um local onde há uma figueira enorme e o riacho passava por entre ela, fazendo uma cachoeira com sua raiz. Este local, que sempre foi muito agradável para um banho, estava parcialmente submerso.

A água batia com força na figueira e havia subido pelo menos um metro e meio, empurrando dejetos com força correnteza abaixo. Como a figueira possuía galhos baixos poderíamos nos segurar nestes para fazer a travessia com maior segurança, logo, decidimos que seria ali a passagem.

Coloquei os chinelos no braço junto com o saco estanque e fui em frente. Conforme começava a afundar na água sentia várias pedras e galhos batendo nas pernas, fazendo com que eu quase perdesse o equilíbrio. Neste momento descobri que o grande problema está no momento que vamos dar o passo à frente, pois ao levantar os pés eles são empurrados com a correnteza muito facilmente… Se eu caísse ali a coisa ia ficar preta.

Fato é que consegui atravessar e os colegas também, todos apoiando na árvore que balançava bastante com a força da água. Subimos a colina cheia de barro e conseguimos chegar ao carro para tentar ter algum sono… sorte que a noite não era fria.

No outro dia de manhã era como se nada tivesse acontecido. O riacho estava no tamanho mínimo de sempre… havia somente um pouco de barro no caminho. Já o nosso campo, era outra história. Todos equipamentos encharcados, comidas estragadas. Pegamos nossas tralhas, jogamos no carro e ainda por cima não conseguimos ir embora facilmente pois o carro se recusava a subir o morro (que estava com barro muito solto). Eu e um colega tivemos de empurrar o carro colina acima para ele pegar no embalo… e eu de chinelo.

Enfim, chegamos em casa. Fizemos a limpeza de tudo e assim terminou a epopeia do primeiro acampamento do Grupo Sobrevivencialista Estadual de Mato Grosso do Sul. Espero que tenham gostado desse relato quase que cômico e peço que se atentem para não cometer erros tão primários como nós por puro desleixo ou confiança excessiva em fatores que não podemos controlar.

Até.

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22 Comentários

  • Poxa, talvez o modo como escrevestes o relato me fez rir muito kkkkkk! Mas a coisa foi bem seria! Takamine pro mato ser mer estupido! kkkkkkk essa foi a parte que eu mais ri!

  • Caracas!!! Pelo visto apesar do ralo e do susto a aventura parece ter sido bem proveitosa. E como já disseram se tivesse sido filmado não seria tão interessante esse relato. Espero que nos próximos eu possa estar compartilhando das aventuras e experiências.

  • Bem interessante o relato de vocês. Realmente, quando estamos em um contato real com a natureza é que vemos se toda a teoria é aplicável. Ao acampar, procure sempre por um lugar alto e firme. Na mata Atlântica sempre chove e dependendo do lugar, fica tudo úmido. E creia-me, estas tempestades são bem comuns. Mas são coisas que podem ser resolvidas facilmente, basta verificar a previsão do tempo, se estiver descrito que haverá chuvas esparsas, pode acreditar que é na mata.

  • Yoseph Makabi

    Olá senhores. Tem hora pra tudo, até pra morrer de maneira estúpida e imprudente. Eu só quis alertar, sem ser chamado, claro… Mas a vida é dos senhores e disponham dela da melhor maneira… Meu lema é SEMPRE PRONTO! E o dos escoteiros, que eu admiro, é SEMPRE ALERTA… Até dormindo… Numa brincadeira dessas, DIVERTIDA, HILÁRIA, CÔMICA, DESCONTRAÍDA, muita gente vai pro andar de cima, ou de baixo…
    SELVA!!!

  • RIP violão!

  • Cara que aventura em. Iso mostra que por mais preparado que sejam sempre tem algum detalhe que fica faltando. Agora imaginem em uma cituaçao real
    acredito que sao tantas coisinhas que so nos damos conta. delas quando precisamos.realmente lembrando parece que chuva forte e um perigo entanto mesmo

  • Se tivesse tudo em vídeo não seria tão divertido e ao mesmo tempo tão instrutivo como foi. Parabéns ao pessoal da 12º.

  • 1° encontro já com uma baita aventura dessa, uuuuhuuuuu!!!

    Como foi dito este é o aprendizado que só se tem na prática!

    Toma vergonha nessa sua cara companheiro Julio Lobo, campista velho de guerra sendo surpreendido por uma chuvinha… -_- kkkkkkkkkkk… Brincadeira irmão, com mal tempo não se brinca, essa situação é tensa mesmo, graças a Deus deu tudo certo. Abraço prá vc, fique na paz!

  • O trabalho realmente foi grande: era apenas para a gente dar uma relaxada e fazer algumas explorações no terreno, mas a natureza resolveu mostrar suas forças imperativas. Foi um bom momento para termos a certeza de não estarmos 100% preparados para chuvas fortes. Mas é bom, pois sabemos os pontos onde “devem” ser aperfeiçoados: devemos investir na embalagem dos nossos materiais, assim como na escolha e confecção dos abrigos. Imagina uma criança participando de um acampamento como esse? Na Suiça, em pleno inverno, as crianças têm a oportunidade de saírem ao ar livre em seu programas pedagógicos desde a Pré-escola. Seu lema: Não existe tempo ruim. Existem trajes inadequados. Boa sorte a todos!

  • Renato Prates Garcia Filho

    Olá pessoal, sou novo na casa, porém de vez em quando eu entro aqui para conferir reportagens e novidades sobre o tema, eu sou de Aquidauana, MS e depois de ver esse artigo me interessei mais por esse grupo, solicito se possível o contato desse pessoal para melhor conhece-los e compartilhar idéias, meu nome é Renato Prates Garcia Filho, assim vocês me encontram no facebook e meu email é jim-filho@hotmail.com
    Aguardo resposta.
    Grato desde já.

    • Olá Renato,

      Busque no facebook por “GSE – MS/12”.

      Abraço.

  • Bah, mas que encrenca Julio. É engraçado falando assim, quando tudo já passou, mas é preciso ter muito cuidado pra não subestimar a natureza e acabar se lascando. Esse caso não foi nada, mas não foi nada para pessoas preparadas (Talvez comprometidas por substâncias embriagantes, mas preparadas), com conhecimento prévio do terreno e sob condições adversas medianas… se a combinação de alguns fatores coloca um sobrevivencialista no chinelo (Literalmente) imagine o que não aconteceria num cenário de sobrevivência real??!

    Nunca vou me esquecer do dia em que tive uma experiência assim. Eu estava tomando banho no rio Ibicuí, em Alegrete… o tempo virou de repente e a chuva varreu a região elevando o nível do rio que corria em meio à um desfiladeiro uns dois ou três metros acima do nível onde poucos minutos antes eu tomava banho com minha familia. O que antes não passava de uma tranquila praia de finas areias brancas se transfigurou em uma sequência de ondas contínuas de águas escuras varrendo tudo o que havia pela frente.
    A tempestade veio sem aviso, eu corria descalço e sem camisa pela mata marginal entre uma floresta seguida de um campo de arroz inundado e um penhasco em declive acentuado de uns 4 ou 5 metros levando diretamente para o rio caudaloso. Atravessei um sangrador de correnteza forte e fundo lamacendo no qual um cavalo poderia facilmente atolar e perecer apenas apoiado sobre um galho de árvore que tombei para poder passar. O vento soprava forte emitindo um ruído ensurdecedor por entre as copas das árvores agitadas que se unia ao ronco dos bugios assolerados, a chuva batia em minhas costas como uma rajada de pedras sendo arremessada contra mim. Eu só percebi as marcas de arranhões por todo meu corpo e os cortes nas solas dos pés ao me abrigar com toda minha familia em uma torre de abastecimento de luz de dois por dois que alimentava as bombas d’água a alguns metros dali. Os ferimentos nem mesmo ardiam, a dor era insignificante diante da angústia e da adrenalina que eu sentia.
    Eu poderia ter escorregado e caido naquele desfiladeiro, poderia ter me perdido na mata ou virado presa no meio daqueles imensos arrozais, poderia ter sido levado pela correnteza ou atolado naquele sangrador… mas eu tive sorte, contei com a sabedoria dos meus tios que previram a tempestade minutos antes de o terreno todo ser nivelado com a água e lembrei as palavras dos meus pais e avós que diziam sempre: “Jamais brinque com a água e com o fogo, você não pode controlar esse poder”. Isso é algo que você precisa sentir na pele para poder entender completamente, não se trata de um livro, filme ou sereado, não se trata de planejar ou ter o melhor equipamento… trata-se de estar pronto para fazer tudo o que tiver de fazer.

    Tudo isso aconteceu quando eu tinha apenas uns sete anos de idade. Mesmo assim eu lembro como se fosse hoje… como um garotinho franzino e despreparado se livrou de uma dessas.

    O seu acampamento pode ter sido frustrado, mas valeu a pena, Julio. Acho que esta foi uma experiência muito boa e que acrescenta muito à sua bagagem. É o tipo de coisa que você não aprende sentado no sofá lendo um livro, ou em uma pesquisa na frente de um computador, ou assistindo o discovery, ou debatendo em fóruns e blogs informativos, nem mesmo em uma simulação controlada… essa é a experiência do improviso, a mais antiga e mais importante técnica que um sobrevivencialista pode aprender. E mesmo uma pequena eventualidade como esta pode lhe transmitir algo, você não se conhece verdadeiramente até experimentar na prática, até observar suas reações. Espero que lembre das minhas palavras, eu não sou o melhor professor ou o mais sábio e instruído, mas essa é uma lição que você e todos que estiverem lendo isso devem levar pra suas vidas. Você JAMAIS está totalmente preparado, se você bobear por um momento sequer pode acabar caindo numa armadilha imprevisível. Não espere pra ver como seu plano se sai… conheça seu potencial e suas deficiências, e espere sempre pelo pior, você nunca sabe quando as coisas podem sair de controle.

    • “É o tipo de coisa que você não aprende sentado no sofá lendo um livro, ou em uma pesquisa na frente de um computador, ou assistindo o discovery, ou debatendo em fóruns e blogs informativos, nem mesmo em uma simulação controlada… essa é a experiência do improviso, a mais antiga e mais importante técnica que um sobrevivencialista pode aprender.”

      Verdadeiramente perfeito seu comentário!!!

  • eddygunslinger

    Lendo isso eu lembrei do Chaves: “da zero pra ele”… kkk, bem divertido o relato. Valeu.

  • jose luiz vercillo

    apesar de tudo tenho certeza de que valeu a pena os percalços e isto ficará gravado na lembrança de todos.

  • Neto Romero

    Legal, muito bom…kkkkkkkkkkkk ri sozinho cara.

  • Rock Shooter

    Julio,
    essa foi uma epopéia tragi-cômica (ri muito imaginando a situação), mas o que torna a vida mais doce são esses tipos de coisa.
    A uns 18 anos atrás no meu primeiro acampamento com outros 3 colegas, acampei próximo a Mangaratiba-RJ, durante 5 dias, em um lugar entre o mar e a mata atlântica (bem fechada) com dois riachos com água de ótima qualidade, num terreno em declive… Planejamos tudo com 2 meses de antecedência, então tínhamos todos os ítens necessários (facas, material de mergulho livre, lanternas de qualidade, fogão de 2 bocas… e muito mais) para comer e beber, muita carne, enlatados, cerveja, “Fogo Paulista”.
    Tudo estava perfeito, mas deixamos as barracas para pegar emprestado na última, resultado, não tinhamos barraca…. Fomos acampar assim mesmo, assim que chegamos no local fui com um colega até Mangaratiba e compramos lona preta com 8×3 metros… voltamos fizemos um “tubo” com 6 metros da lona e “criamos” uma barraca com lona e bambu (que colhemos no local), ou seja, tínhamos teto, parede, piso e porta (tudo de lona)… tudo deu certo, foi instrutivo e divertido.
    Porém na última noite, uma frente fria surpresa trouxe uma tempestade fortíssima, com ventos que só não levaram a barraca devido à proteção das árvores, mas foi a água da chuva que quase carregou a barraca com nós quatro dentro. Após uma hora de chuva muito forte e mais duas de chuva fraca sobrevivemos, e a barraca também, toda alagada mas sobreviveu… nossas coisas só não se molharam pois fizemos “racks” no teto da barraca, então apenas o material de cozinha que se molhou (ou foi carregado) pela chuva.
    .
    Claro que nossa pequena aventura não foi tão emocionante quanto a sua última (rss), mas até hoje nenhum de nós se esqueceu daqueles momentos e seus percalços (acampamos no total 3 vezes naquele local), são momentos como esse que fazem a vida valer a pena.

  • Yoseph Makabi

    Para que pretende dar lições de sobrevivência o acampamento foi um fiasco. Não quero me meter nas tuas travessuras, mas acho que a tua turma deveria participar de um acampamento voltado para a sobrevivência, com oficinas de abrigo, fogo, caça, pesca, armadilhas, trilhas, etc. Uma das coisas básicas é o local onde se arma o acampamento: NÃO PODE SER INUNDÁVEL. Não importa a distância do curso d’água, importa a declividade e outros fatores. E o chinelo não é “um maldito chinelo” ele quebrou teu galho, agradeça, pois sem ele você estaria na roça.

    • Olá Yoseph,

      Compreendo seu ponto de vista, mas entenda que este acampamento foi o mais sem compromisso possível, todos queriam apenas ter um tempinho para relaxar e esquecer os problemas cotidianos. Treinamentos focados e específicos são realizados, porém neste caso a ideia era simplesmente bater um papo e se conhecer, nada muito sério.

      O local onde acampamos nunca havia inundado anteriormente (2 anos de conhecimento do local), porém a chuva de 100mm em apenas 2 horas superou tudo o que havíamos visto!

      Também saiba que o chinelo foi sim um salvador, porém em comparação com minha bota e a situação extrema em que estava usando-o tudo ficou mais difícil e ainda enfatizei para dar certo humor no relato.

      Entenda que hora ou outra a gente gosta de aloprar e fazer as coisas com desleixo depois de uma semana de trabalho com jornadas de dez horas diárias. Tomar muita cerveja, contar piada e dormir ao relento faz parte disso…rs.

      Abraço.

      • Vamos aprender a relaxar pessoal. No relato do acampamento ficou claro que era uma confraternização do grupo, a intenção era conhecer uns aos outros, descontrair e contar histórias. Se fosse um treinamento mais sério não teriam levado carne para churrasco, bebidas e muito menos o violão! Temos que entender que tem hora pra tudo… Acho muito válido esse tipo de encontro para fortalecer laços de amizade e unir o grupo. Júlio, o relato foi hilário! Em tudo se pode tirar lições… Abraços!

  • boa historia……rsrsrs

  • Sobrevivencialista Marck

    PUTZ!!!Bem, como eu sempre ouvi muita gente falando de mochila Alice Pack, M.O.L.L.E e etc…que sempre molha ao chover, e a capa de chuva não adiantava nada e tal, resolvi adquirir a uns 4 anos atras minha MONTANA 40 lts 100% IMPERMEÁVEL. Vale a pena, é uma Mochila Saco Estanque onde você arruma seu equipo se quiser em “bolsas” / sacolas separadas, ou joga tudo ali dentro meio arrumado e desfrute da tempestade tranquilamente, pois ao final seus equipos estarão a salvo e bem secos!!!Existe varios modelos e litragens, digite no Google “Mochila Montana” que aparecerá e escolha a sua!!!Tambem possuo uma sacola 100% impermeável da Sea To Summit vermelha de 5 lts, que levo para equipos eletrônicos caso eu precise de proteção extra.Fica a dica!!!
    http://www.montanaltda.com.br/meiodpack.htm

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