E se nenhuma “grande crise” acontecer?

Uma das grandes perguntas que nos fazem é a seguinte:

“Como você vai se sentir se chegar ao fim de sua vida e nenhuma grande crise acontecer e perceber que gastou todo seu tempo preocupado com quando tudo ia explodir pelos ares?”

end of the world explosion

Primeiro, eu não penso que nenhum de nós gasta tanto tempo se preocupando com isso. Eu sei que não! Não somos loucos paranóicos que estamos aqui sentados e rezando pelo fim do mundo. Na verdade, eu acho que nestes dias atuais aqueles que não estão se preparando é que devem ter algum tipo de problema.

De certa forma, estamos todos vivendo uma grande crise no momento. Eu não acho que alguém possa argumentar que nosso país esteja indo para a direção certa, na verdade, se as coisas continuarem indo no caminho que estão, esses que acreditam que tudo vai melhorar vão acabar comendo suas próprias palavras.

Mas mesmo que as coisas se ajustem nós não deveríamos estar preparados para ajudar a nós mesmos e nossas famílias em tempos de necessidade? Estar preparado para o que o futuro nos reserva não faz sentido?

Você acha que o cidadão que perdeu seu emprego nove meses atrás e mal pode pagar a alimentação de sua família não está vivendo sua própria “grande crise”?

E se ele fosse um sobrevivencialista? Ele não estaria melhor do que está?

Nós nos preparamos porque esta é a coisa certa a se fazer, isso é o que nossos avós faziam e é isso que a maioria do mundo civilizado também fazia antes de termos um mercado em cada esquina.

Preparação não é simplesmente se preparar para um fim do mundo cataclísmico. É sobre estar preparado para esses pequenos eventos na vida que podem ser cataclísmicos para nossa realidade.

Traduzido e modificado do blog: Off Grid Survival

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15 comentários

  • A ideia de preparar recursos para a família me ajuda a conviver com a “frustração” de nada caótico acontecer. Não sei se é só comigo, mas depois de um certo tempo se preparando vc começa ficar na expectativa,,,

  • A diferença entre estar preparado ou não: se nada acontecer (acho que já está em andamento), vç terá pala frente uma grande reserva que pode ser consumida em curto prazo, se houver perdas, quanto é muito 1,3,5 mil reais em provisões, gastamos inutilmente em um ano , muito mais do que isto. Se algo acontecer, e vç estiver com as calças arriadas, la no pé, morre seu pai, sua mãe, seus filhos, e neste momento vç pensará, podia ter gastado os 5 mil reais em mantimentos. Eu tendo pesq. muito sobre a questão, penso que um dos itens de mais impotancia, é um local afastado e reforçado, das grandes cidades, pois se observarem os noticiarios tendenciosos locais (brasil), no maranhão a água mineral estava valendo 20,00 reais, isto no caso de inundação, dá pra imaginar se fosse uma seca medonha, 100,00 seria um bom preço, eu pagaria, pensem no assunto e como todo bom escoteiro, SEMPRE ALERTA.

  • Conhecimento nunca é demais! Se nenhuma “grande crise” ocorrer, ótimo. Mas estar preparado é como se fosse um seguro de vida ou de saúde: Utiliza-se quando necessário.

  • Anderson Silva Mendes

    Caros colegas,
    Tenho interesse em segurança nacional como “ranso” de meus anos no Exército e acompanho um site sobre defesa nacional e estratégia global na net.
    Saiu uma entrevista com Henry Kissinger analisando o horizonte geopolitico que poderemos viver e que não é nada alvissareiro e com certeza amplia o leque de acontecimentos que podem mudar ou mesmo acabar com a vida que conhecemos! Quem tiver interesse deixo o link abaixo:
    http://www.defesabr.com/blog/index.php/19/04/2012/se-voce-nao-ouve-os-tambores-de-guerra-e-porque-esta-surdo/
    Até!

    • Anderson,

      Ótimo link este que você compartilhou, informação fidedigna e de uma fonte que sabe do que fala.

      Abraços!

      • Anderson Mendes

        As guerras como os grandes acidentes são construídos pouco a pouco, as vezes, ao longo de anos. A soma de pequenas ações ou pequenos erros resultam num acidente ou em guerra! Construir em várzeas de rios ou deixar de ter uma política disuasória mínima em defesa que começa com boas relações políticas sociais e culturais com os vizinhos/ inimigos é a receita para a catástrofe! Sob ótica pessoal, deixar de informar-se ou de se preparar para o pior, torcendo e agindo pelo melhor é também fletar com o perigo iminente! Que vejam os que têm olhos e escutem os que têm ouvidos! Até!

  • Julio, Parabéns pelo texto.

    Parafraseando Mário Quintana;

    ‘A vida é o dever que nós trouxemos para fazer em casa.
    Quando se vê, já são seis horas!
    Quando se vê, já é sexta-feira…
    Quando se vê, já terminou o ano…
    Quando se vê, perdemos o amor da nossa vida.
    Quando se vê já se passaram 50 anos!
    Agora é tarde demais para ser reprovado.
    Se me fosse dado, um dia, outra oportunidade, eu nem olhava o relógio.
    Seguiria sempre em frente e iria jogando, pelo caminho, a casca dourada e inútil das horas.
    Desta forma, eu digo: Não deixe de fazer algo que gosta devido à falta de tempo, a única falta que terá, será desse tempo que infelizmente não voltará mais.’

    Voltando: Tentei entender Mário Quintana por vários anos, até que recentemente fui apresentado ao “sobrevivencialismo”. Vivi cada dia, fiz uma aposentadoria privada, seguro de vida, financiamento da casa… planos para uma vida de pelo menos mais 35 anos (seria justo já os primeiros 35 foi só estudo e trabalho).
    Mas o que fazer ao colidir com a ideia em que os valores e mesmo a minha vida pode sofre uma guinada brusca bem mais repentinamente que nos meus planos?
    Depois de algum tempo assimilando melhor uma realidade diferente, procurei por outras “bases” para reerguer o edifício da minha vida, nessa nova obra procurei utilizar materiais que se mostraram eficientes até esse momento, fui estudar, ler, procurar… depois de muita coisa boa outras nem tanto encontrei uma filosofia de vida completamente diferente da minha, essa filosofia tinha a vantagem de ser testada e aprovada durante muitos anos e dificuldades extremas e em todos esses teste ela foi aprovada e melhor essa filosofia vem sendo utilizada até o atual momento.
    A filosofia de vida dos Mórmons (obs: não fui convertido a religião) mostra que podemos nos organizar e que adiantar as coisas é extremamente útil.
    Não sei se posso postar um link aqui? Mas no fórum coloquei um texto e um link que mudaram completamente a maneira e os valores que nortearam minha vida até aquele momento.

    Abraços

    Renato

  • Exato. A preparação é livre, mas só os preparados poderão sobreviver.
    A preparação é um exercício de alerta para a nossa própria mortalidade, o simples ato de planejar mentalmente já é uma preparação.
    Os mariners americanos cultivam um habito, guardam tudo o que precisam em uma mala. Só o que precisam, mais nada. Com isso se conscientizam do que estão carregando em excesso, não apenas na bagagem, mas na vida.

  • Tentado Sobreviver

    Então eu acho que o mundo em parte é dos espertos, é melhor está preparado e não precisar que precisar e não estar preparado, eu faço minhas preparações, mais uma coisa bem basica, não sei estou errado, se eu deveria me dedicar mais a isso, sei lá. (Blog de qualidade, muito bom)

  • Alexandre Rodrigues Martins

    Ola a todos
    Se não houver nenhuma catastrofe, desastre natural, destruição global, ataque terrorista ou simplesmente nada. Ficarei muito feliz.

    Pois com dizem no campo de batalha ninquem mais almeja a paz que o soldado, pois o sanque a ser derramado pe o dele.

    Assim ficarei feliz e com a certeza que me preparei, estive pronto e poderi usar meus conhecimentos quando for acampar ou pescar.

  • E quem foi que disse que preparações devem ser estáticas e dispendiosas? Muitas delas podem e devem ser usadas no dia a dia. Uma horta fornecerá verduras, as criações :ovos e carnes, fontes alternativas de agua reduzem a conta no fim do mês. Insisto sempre na preparação baseada em sustentabilidade ecológica em primeiro plano, seguida de conhecimentos e equipamentos tecnológicos, que, mesmo assim não são estaticos ao seu uso em “crises”.

    • Concordo plenamente.

      Diferente é você comprar rações militares que nunca poderá aproveitar e deixá-las lá até o prazo de validade expirar, isso sim é gasto desnecessário. Creio que iniciar uma cultura de subsistência é o ponto principal da preparação, onde você pode aproveitar dos seus recursos atualmente e ainda assim saber que eles sempre se renovarão não importando as condições.

      Abraços.

  • Perfeito, é melhor ter preparado e não precisar usar, do que precisar usar e não ter mais chance de se preparar….

  • Quem não participou de pelo menos uma grande crise na vida sequer pode dizer que viveu. Uma pergunta como a do título nem merece reflexão; quanto mais resposta.

  • É aquela velha história, todo dia é o fim do mundo de alguém…

    ótimo texto.

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