The Walking Dead: sobreviver é a meta

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Sobrevivência é exceção,
extinção é a regra.
Carl Sagan

A sociedade é como o ar: necessário para respirar,
mas não é o suficiente para se viver.
George Santayana

Os lupinos tem a matilha. Os leões tem a alcateia. Os peixes, o cardume. Os búfalos, a manada. As abelhas tem o enxame. Os animais no geral têm o lema “um por todos, todos por um”. E os humanos? O que nós temos?

O termo humanidade, enquanto ‘coletivo de humanos’, é um substantivo que perdeu o significado unificador há muito tempo. Nós humanos civilizados não reconhecemos que nascemos para simplesmente MORRER. Ao esquecer que ‘convergimos para um mesmo fim’, deixamos de ser um todo coerente, pois perdemos a percepção de que somos semelhantes. Deste erro de julgamento advém a noção de que podemos nos destruir antes do tempo. Nossas vidas tornaram-se puro caos, muita competição e autoimolação. No fim das contas, uma grande burrice. Digo, uma sucessão de ignominiosas atitudes, uma atrás da outra, seguindo-se por séculos e mais séculos, nos trazendo até aqui: o princípio de um colapso de grande magnitude. O quanto pudemos ser tão ignorantes do óbvio? Por quanto tempo nossa imbecilidade perdurará?

Nós, do topo de nossa cegueira estúpida, achamos que sobrevivemos ‘fácil’, porque vivemos em ‘sociedade’ como bons civilizados. Eis aí o motivo do boom populacional mundial crescente gerando capacidade observacional decrescente: sabe como é, aumenta a quantidade, cai a qualidade…
Mas observe que a tal civilidade como a conhecemos não nos tornou humanos mais coerentes, bem inseridos no contexto vida ou bem adaptados ao nosso habitat. Na verdade o que fizemos foi criar ambientes antinaturais (aos quais nós também nos viciamos) e vida não-vida. Nos tornamos cada vez mais desnaturados tal qual os ambientes que geramos. E ainda somos muito tacanhos para entender que não dá para ser orgulhoso DISSO, esse sistema[1] autofágico que nos torna indignos de estarmos neste planeta!

Agora imagina todos os animais citados acima e tantos outros, que vivem pró coletivo, isto é co-laborativamente. Agora transfira essa ideia aos humanos… É difícil imaginar sobrevivência humana num mundo ‘hostil’ (ambiente que desconhecemos) sem considerar que só é possível manter-se vivo quando se está agindo em grupo. A não ser que você delire muito a respeito de “ter muita sorte”, sobreviver é necessariamente ação (1)coletiva, (2)objetiva e minimamente (3)coordenada. Se lhe soa irreal essa afirmativa, veja que essa premissa fica bastante clara ao assistirmos o seriado TWD (The Walking Dead). Quando estes três elementos não estão em consonância, tudo desanda…

Ah, e se você só assistia o seriado por causa dos zumbis, vou logo avisando que os episódios tratam exclusivamente de relações humanas pró sobrevivência diante de situações fora do normal num ambiente que se torna subitamente hostil. Por acaso o pano de fundo é a ficção zumbizesca. Mas os zumbis não poderiam deixar de ser somente os “figurantes” desta estória, afinal, o que importaria mais para nós do que a vida humana e a sobrevivência da espécie, não é mesmo?

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Considere que nós vivemos quotidianamente em situações artificiais, criadas ao longo de centenas de anos de civilização e aculturamento. E simplesmente acostumamo-nos às mudanças gradativas, esquecendo totalmente o passado, por mais próximo que estivesse, e acreditando que estávamos “seguindo rumo a um futuro grandioso e incrível”(oi?). Esquecemos como viver colaborativamente, não sabemos mais como alimentar nosso corpo de forma eficiente, desdenhamos o nosso habitat, não percebemos a abundância que nos rodeia, desconhecemos as ferramentas mais simples e os modos originários, e pior, não reconhecemos mais quem (ou o que) são os nossos predadores. E quem foi que disse para gente que isso que vivemos hoje representa a nossa ‘humanidade’? Que humanidade há em apinhar-se em gaiolas de Faraday (prédios de concreto e aço), enfrentar engarrafamentos diários, pagar ‘plano de saúde’ como se fosse a saúde em si, viver para trabalhar ganhando menos do que vale a sua vida, gastando o pouco que recebe em coisas sem valor intrínseco e morrer de trabalhar para pagar o próprio túmulo? Acha que ISSO é que é viver? Tudo isso é INUMANO! Viver é outra coisa…

Por isso o termo humanidade, tanto no sentido de coletivo quanto no sentido de ‘características da natureza humana’ não nos representa quando o assunto é sobreviver. O humano que nós fomos tornou-se algo bem diferente do que era. Como os personagens bem rapidamente descobrem em TWD: que tipo de humanos eles precisam ser para que possam sobreviver neste ambiente diferente do habitual?
Note que quando falamos em “coletivos dos animais” nos parece muito lógico dizer que eles só sobrevivem, porque estão em grupos. Sim, porque sozinhos, eles já eram! ‘Ahhh… Mas isso é porque eles vivem no mundo natural deles’, você aí sentado vai me dizer… BINGO! Foi exatamente o que eu quis dizer! O seriado TWD coloca humanos em estado bruto, natural, onde a criatividade para se adaptar e recriar regras dá o tom de sobrevivência do grupo.
Observando os grupos originários que ainda existem em muitas partes do globo, veremos que o que eles tem em comum é o fato de serem pessoas que vivem de forma colaborativa, onde todos tem importância vital para a manutenção da existência do próximo, e cada um tem responsabilidade com o todo. Eles partilham de forma inteligente a riqueza de recursos do entorno em que vivem! Eles não somente vivem, eles sobrevivem e sabem como HIPERVIVER!
Infelizmente fomos levados a acreditar que estas comunidades “vivem na maior de todas as pobrezas”. Basta ver como lidamos com relação aos nossos grupos indígenas: destruímos as culturas originárias em nome de um ‘bem maior’ constrangedor e continuamos a catequizá-los para as urbanidades mais atrozes!

Nestes grupos observa-se também que eles seguem à risca ao seu líder, sob pena de desequilíbrio interno, o que poderia gerar o fracionamento do grupo, algo sempre prejudicial ao coletivo. Eles não precisam de eleições democráticas, pois o líder é nato, apto a atuar dentro das exigências deste papel tão importante, escolhido pelo desenrolar das evidentes necessidades do grupamento. De uma forma geral, há muito princípio ético e extremo respeito aos partícipes do convívio em que se está inserido. Por isso, eles também não precisam de leis rígidas ou estruturas de defesa aos humanos, porque sabem que não há “direitos e garantias”, não da forma como as sociedades hiper civilizadas criaram. E nós ainda achamos graça de culturas que vivem em estado natural e rotulamos esses agrupamentos humanos de “rudes”, primitivos, de baixo conhecimento e/ou antiquados, pessoas dignas de pena, que precisam-obrigatoriamente-se-tornar-civilizadas-ah-coitadas… Eu te digo, coitado é quem ainda acha isso!

De forma que, se observarmos TWD sob o prisma da fundação (forçosa) de um coletivo (quase improvável) de pessoas que subitamente são obrigadas a se juntar para se-virar-nos-30 num ambiente sem as artificialidades atuais, veremos que, SIM, eles se tornam um grupo primitivo, que sabe reconhecer e dar cabo de seus predadores, de onde, sem muitos questionamentos, “nasce” um líder, onde não há garantias ou direitos, mas deveres e obrigações. Um coletivo colaborativo, cuja salvaguarda do todo é mais importante que as partes e para os quais as regras de convívio são simplificadas ao máximo! E é ISSO que é importante ao sobrevivencialista atentar! Pense: em que grupamento humano você desejará estar quando o “fim do mundo” chegar?

Então… os zumbis são MESMO só paisagem de contorno. Então o mais legal do seriado TWD seria tentar descobrir de que NATUREZA HUMANA estamos falando, a qual coletivo humano deveríamos nos aliar, qual grupamento poderia melhor garantir a nossa sobrevivência caso/quando um evento extremo viesse/venha acontecer.

Já que sabemos que a vida é curta e tudo o que antecede a nossa morte é passageiro, porque não fazer disso algo inteligente, como os animais fazem?

TODO MUNDO MORRE. A pergunta é, como podemos viver de forma mais inteligente? (Foto: entertanment Week in http://www.ew.com/gallery/walking-dead-deceased-characters-portraits

Cedo ou tarde, TODO MUNDO MORRE. A pergunta é: como podemos passar a viver a favor do “conjunto da obra humana”, ou seja, de forma mais colaborativa, pro ativa, pro vida coletiva e inteligente? Ou melhor, como podemos HIPERVIVER?
(Foto: Entertainment Week (walking-dead-deceased-characters-portraits)


[1] Raul Seixas descreve com total propriedade o nosso ‘monstro SIST’, na música “As Aventuras de Raul Seixas Na Cidade de Thor”.

Arte do grupamento humano em The Walking Dead por JMart em http://jasinmartin.deviantart.com/art/Walking-Dead-CAST-season-4-429096503)


Texto original de Moni Abreu, A Sobrevivencialista sob Licença da Creative Commons

 

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18 comentários

  • Considero muito ineficaz muitos dos passos dados pelos protagonistas. Na verdade os vilões de uma das temporadas, que construíram uma cidade cercada e que foram destruídos pelos “heróis” por questões irrisórias, tinham bem mais probabilidade de reconstruir o mundo a longo prazo.

  • Suponhamos que algo catastrófico ocorresse agora, é mais que certo que grupos iriam se formar, grupos este que só teriam sucesso em atravessar a tempestade se os indivíduos cooperassem, como foi dito no texto, visando um bem maior. Nesta situação, até que todos entendessem isso muitas vidas talvez fossem perdidas. E seria bem provável encontrar-se num grupo onde vc não tenha voz, não partilhe as mesma ideias que os demais e seja obrigado a se sujeitar para sobreviver.

    Se desejas estar em um grupo que vá dar conta do recado o momento de estruturar este grupo seria agora e não no olho do furacão. Mas a dificuldade de montar um grupo coeso com pessoas que olhem na mesma direção e estejam dispostas a abandonar sua individualidade e trabalhar pela coletividade sem esperar premiação é um desafio. Muitos sobrevivencialistas estão isolados dos demais com os quais tem afinidade em meio a um mar de alienados, incrédulos… Enquanto ainda temos este meio pelo qual nos comunicamos podemos trocar ideias, experiências, podemos nos ajudar. Mas e se a rede falhar como ficamos, vc tem um plano para restabelecer o contato com o “GRUPO” que vc escolheu? Muitos são os relatos de aspirantes a sobrevivencialistas que não encontram apoio par dar seguimento às práticas nem dentro da própria casa em meio aos seus familiares e amigos próximos. Esta é uma triste verdade…

    No roteiro do seriado estava programado o encontro dos componentes, era algo que tinha que acontecer para a série poder prosseguir. Como bem sabemos a vida real não segue roteiros e por mais que façamos planos as coisas tem o péssimo hábito de mudar repentinamente e tomar rumos desconhecidos para os quais não tínhamos programação. Daí é a hora que entra a capacidade de adaptar, improvisar e superar.

    Meu concelho:
    Se ainda não buscou busque aliados próximos a vc, se tiver exito em encontrar, desenvolva neles e em vc a capacidade de cooperar, de somar pelo bem do grupo.
    Se não encontrou aprenda a se virar sozinho o máximo que puder, porem aprenda também a aceitar diferenças, a baixar a cabeça quando for preciso, desenvolva tolerância e aprenda a se fazer ouvido quando for necessários, pois pode ser que mesmo não querendo vc acabe em um grupo.

    Na vida real talvez possamos comparar os alienados pelo sistema cuja a mentalidade não pode ser mudada como a ameaça zumbi presente no seriado…

  • William Soares

    EXCELENTE texto. Mostrou de forma clara o que dizem ser a “vida moderna”.

    Hoje o ego é quem comanda a vida. Viver de aparência, ostentação. Conheço gente que mal tem o que comer, mas tem 2 carros.

    “Se fulano fez isso, tenho que fazer igual ou melhor”.

    Vivem numa guerra para mostrar quem é o melhor, quem é superior.

    Como essas pessoas vão viver em grupo em situaçãoes como as sitadas no texto?

    Não conseguiriam ser colaborativas e ainda ficariam reclamando de tudo.

  • Moni excelente sacada, pois quando se fala em sobrevivêcialismo muitas pessoas logo pensam no lobo solitário que corre para o mato e vive lá. Porem esse tipo de atitude dificilmente duraria mais do que um mês ou dois visto que o humano moderno que não cresceu neste tipo de ambiente estaria logo propenso e contrair doenças ou meso não conseguiria os elementos necessarios para se mantar, por isso o grupo é essêncial para garantir a sobrevivencia.

  • Muito abrangente esse post! Será que não vivemos entre zumbis ou pior, não somos os próprios zumbis? Apenas seguimos a multidão: os mesmos anseios, medos e comportamento. Queremos o emprego maçante, mas seguro; o apartamento pago em 180 parcelas; a TV de led e o ford KA, pago em dobro em 48 parcelas e que na venda vale uns 40% do que se gastou!
    Faz muito tempo que li sobre socialismo utópico, algumas informações sobre os kibultz, modo de vida dos amishs e outras comunidades alternativas e, chego a conclusão que o modo mais fácil de vivermos numa sociedade satisfatória é estarmos juntos com quem pensa ou tem objetivos comuns aos nossos.
    Por isso essa divisão entre “esquerda e direita”, crentes de diversas correntes e não-crentes, capitalistas e comunistas, homofóbicos e gls, onde nenhuma eleição democrática deixa-nos felizes! Cada pessoa deveria poder viver na comunidade que mais lhe agrada, respeitando as demais formas de sociedade. Simples…ou deveria ser assim!
    A globalização é uma ideia fracassada, pois todos temos ambições diferentes: igualar as culturas para o bem do consumo é uma ditadura evidente!
    Eu gostaria muito de viver em comunidades como os falanstérios ou as comunidades idelizadas por Owen, acredito que falidas pq os membros eram apenas pobres procurando uma vida mais mansa, não pessoas com ideais afins.
    O problema é tirar de nós esse vício de “zumbis’.

    • Concordo Max… cada dia acredito menos na política, no Estado, na população… depois de ver um político extremamente desonesto e ardiloso, o Temer na presidência do Brasil, os nossos Estados e Municípios estarem falidos e os governadores e prefeitos querendo passar a responsabilidade para o povo (enquanto deveriam ir atrás dos antigos governantes que gastaram mal e roubaram o dinheiro público e, hoje, estão vivendo como ‘reis’), e agora para completar um ultra-direitista, o Trump, que representa a nata da nata do capitalismo explorador e selvagem, chegar ao poder… estou cada vez mais descrente desta humanidade, deste país… Aquecimento Global está aí, e o futuro líder da mais poderosa e poluidora nação do planeta, o Trump, diz que isto é ‘bobagem’…Acho que a única saída é esta mesmo que você aponta, formar comunidades rurais, núcleos sobrevivencialistas, BOVs, e tentar ficar o mais longe possível de tudo isto quando a merd… for para o ventilador!!!!!!

      • Whelton, qdo o povo vota em Tiririca, Romário ou outra celebridade, mais uma cambada de deputados vão de “carona” no excesso de votos para as “celebridades”! Ou seja, muitos deputados e senadores, sem voto direto popular, mandando e mamando no nosso país!
        Esse Temer, pela atmosfera política atual, não tem legitimidade moral para impôr medidas tão drásticas como a PEC 241\55! Somente um presidente eleito diretamente ou por plebiscito poderia propô-la! Mas é essa nossa democracia, desrespeito ao voto popular (não à pessoa, pq votamos nas propostas de candidatos ao governo).
        Mas… qualquer governo que permita às pessoas se associarem livremente, desde que não seja para finalidade criminosa, já tá bom!
        Qto ao Trump… ou a Hillary não vejo muita diferença! Os americanos tem doutrina de Estado e não de governos! E uma das principais regras estadunidenses é manter os países subalternos sempre subalternos… seja republicano ou democrata, as diferenças são periféricas (imigração, união homo-afetiva, aquecimento global, etc).

    • Estou analisando a situação num cenário mais amplo e a longo prazo Max… mesmo respeitando o voto popular, percebo que o nosso ‘povo’ cada dia parece votar em candidatos piores, mais populistas (como o Romário e o Tiririca, que você mencionou), e as coisas continuam as mesmas, o cenário a longo prazo é o mesmo…… corrupção, falsidade, políticos interessados apenas em beneficiar o sistema capitalista, etc….a verdade é que: NÃO PODEMOS ESPERAR NENHUMA MUDANÇA POR MEIOS POLÍTICOS, pelo contrário, a tendência é piorar… e o pior ainda, é que este pessoal é que manda nos nossos destinos enquanto trabalhadores, cidadãos, etc, e o que percebo é que eles não estão nem aí para nós… por isto concordo 100 % com você, que o melhor é ‘fugir, se afastar deste sistema social’… apesar de saber que isto é muito difícil… Trabalho diretamente com a área ambiental e vejo que nenhum governo está fazendo algo de significativo para mudar a crise climática, que é REAL, apenas ficam fazendo acordos, discurssos, encontros regados a canapés e champanhe, muita propaganda para enganar os trouxas da população, etc… estamos, em minha visão, caminhando a passos largos e diretos para uma grande crise climática, com reflexos diretos na economia e cujos políticos não estão nem aí… Por isto acho que o melhor é largar esta sociedade de lado. Por isto acho que vamos assistir a queda do sistema capitalista e consumista por sí mesmo. Por isto acho que devemos deixar o ‘povo’, a sociedade, que vota, concorda, se submete a este politicos se fud……, Por isto sou sobrevivencialista !!!

      • EnzoMikaelson

        Se quisermos o paraiso, teremos que cria-lo nos mesmos…políticos nunca resolveram nada, semore atrasam as coisas e fodem com tudo, a história mostra isso. Se quisermos mudanças teremos que faze-las nós mesmos…o problema é que todo o poder esta nas mãos erradas e tudo que podemos fazer é muito pouco para surtir efeito. Basicamente, estamos fudidos.

      • Legal sua área de trabalho! Sabe uma coisa que me indigna é o nosso modo de vida que é um verdadeiro vandalismo! Me apavoro com a quantidade de lixo que produzo, embora restos de vegetais eu jogue na terra, nos fundos de casa. Isso a nível individual, se formos analisar a poluição industrial…
        Aqui tem uma lagoa que recebe esgoto não tratado, despejo de resíduos tóxicos de indústrias de fertilizantes e uma refinaria de petróleo. Era cheia de carangueijos, camarões e linguados… hoje em dia, a vida ainda insiste com as tainhas, mas o resto sumiu!!
        Esse é o lado perverso do capitalismo selvagem: pobreza, endividamento do povo, poluição e muito lixo!
        Qto aos políticos, sem comentários! Nem com o judiciário podemos contar, haja visto os privilégios e altos salários de desembragadores(alguns com 200 mil reais por mês) e juízes!

  • Como postei no blog “a sobrevivencialista” curti sim o babado! A série TWD, mostra que em um cenário pós apocaliptico, os personagens percebem que viver em grupo é importante. E ter um líder “forte” ajuda muito. Eis os exemplos de lideres como Rick, Governador, Gareth, Dawn e agora Negan que no inicio do apocalipse zumbi tiveram até boas intenções com as pessoas mas corromperam-se no ambiente por causa das necessidades básicas (comida, abrigo, segurança). Quem acompanha a serie sabe de algumas atrocidades que estes personagens fizeram para sobrevivência do grupo. Isso foi bom ou ruim? Vilões ou heróis? Nada. Foi sobrevivência!
    E pessoas que já vivenciaram situações desafiadoras, ruins ou adversas nos dias de hoje estão bem mais preparadas psicologicamente em um cenário de sobrevivência ou quem sabe no apocalipse zumbi.

    • Oi, Rosaldo! Bem isso, sem essa de dicotomias o “bom” e o “mau”. Nessa hora é tudo sobrevivência! Valeu!

      • EnzoMikaelson

        Realmente. Se for ver por “bem e mal”, em um dos senridos mais antigos, Deus causa a morte e o Diabo é o caos que gera evolução.
        Quando se trata de sobrevivência, oque me faz bem nem sesempre sera o melhor pra vc e vice versa.
        :v

  • O texto acaba de mostrar o porque de me sentir tão à vontade tendo uma escala de valores diferente de meus conhecidos e colegas.
    Carro velho/ antigo, moto idem,casa confortável mas sem frescuras decorativas, gostos frugais e absolutamente nenhuma ostentação material ou intelectual.
    Importo- me com a segurança, saúde e conforto de minha família. O resto, é se der tempo e não tiver que abrir mão dos três itens.
    Felicidade decorre disto: só deixo de senti- la nos raros momentos em que me sinto incapaz de colaborar com o suprimento de tais fatores fundamentais.
    Obrigado por me reforçarem a certeza de ser um privilegiado por não ter sido envolvido pelo turbilhão da vida urbana dita “moderna”
    FORÇA e HONRA !
    CAVEIRA !!

    • Uau, Costa! Gratíssima por seu comentário! São proposições de vida como a sua que me fazem perceber que ser sobrevivencialista é sim, muito importante! Inté!

    • As pessoas tem 3 empregos para ter uma casa sofisticada e uma oroch na garagem, mas mal tem tempo para passear com a família ou fazer uma pescaria…

  • Bom texto… gosto de reflexões assim que ajudam a colocar em evidência as verdadeiras razões do sobrevivencialismo !!! Sempre pensei isto do seriado The Walking Dead, os zumbis são ‘pano de fundo’…..

    • Bem isso, Welton! Pena que muitas das vezes o cenário ganha mais destaque do que a dura realidade humana… há tanto a se aprender com este seriado! Valeu por comentar!

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